O CONCELHO DE PENAMACÔR

na História, na Tradição e na Lenda


JOSÉ MANUEL LANDEIRO


Com capítulos sobre o concelho e a vila, antigas paróquias e igrejas, procissões, roda e cemitérios, a guarnição militar, médicos e farmacêuticos, magistrados e empregados públicos, famílias nobres e homens ilustres, filhos adoptivos, a imprensa, associações, povoações e fortalezas antigas, freguesias e ermidas, terminando com algumas das mais emblemáticas lendas religiosas da região: as pragas de gafanhotos, a patinha da burrinha de Nossa Senhora, o milagre do cativo cristão, etc.

Prefácio de Jaime Lopes Dias. Desenhos de Júlio Fidalgo de Oliveira. xvi + 257 páginas.  17 x 24,5 cm. Ilustrado (fotografia, desenho), no texto e extra-texto. Primeira edição (seria republicado em 1982, 1988 e 1995). Em bom estado, embora com algumas manchas leves na capa e margem interior das primeiras páginas. Vila Nova de Famalicão: Grandes Ateliers Gráficos Minerva, 1938.

Preço: 40 euros.



ROTEIRO ARTESÃO PORTUGUÊS

MINHO


MARIA NATÁLIA ALMEIDA D’EÇA


Artesãos e artigos de lavoura, cestaria, tecelagem, colchas, rendas e bordados, tanoaria, cerâmica, olaria (várias páginas sobre Rosa Ramalho), talha, cobres, funilaria, madeira, bonecos, tamancos, pirotecnia, zés-pereiras, instrumentos musicais, trabalhos em palhinha, couros, lãs, conchas, e outros, nos concelhos de Amares, Braga, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Esposende, Fafe, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão, Vila Verde, Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Obra em 2 volumes, com 272 e 228 páginas e 16,5 x 23 x 2,5 cm, profusamente ilustrados, em edição da autora, com tiragens de 1000 exemplares por volume, Porto, 1989-1990. Capa do segundo volume com ligeira perda de cor.

Preço: 40 euros.




SERVIÇO SOCIAL NO ESTADO NOVO


ANABELA CARVALHO
HELENA MOURO


(…) procuraremos demonstrar que a resposta ao falhanço do liberalismo, materializado em Portugal na instauração do Estado Novo, se realiza no domínio do Serviço Social, nos mesmos termos que nos países do capitalismo avançado. Também em Portugal a convergência entre o feminismo burguês e a filantropia cristã se manifesta num percurso que iniciado nos finais do Século XIX se integra em 1933 num projecto mais amplo veiculado pela Acção Católica Portuguesa, cujos valores, princípios, e projectos societais subjazem ao projecto corporativista do Estado Novo. Assim, a eventual identificação que possa estabelecer-se entre este e o Serviço Social resulta, em nosso entender, da inspiração comum de ambos: a democracia cristã. [da Introdução].

Capa de António Luís Catarino. 251-(4) páginas. 12 x 18 cm. Coimbra: Centelha, 1987.

Preço: 12 euros.



PELA ÍNDIA

ASPECTOS E IMPRESSÕES


ADRIANO DE SÁ


Destacado para a Índia no final do século XIX, o tenente-coronel Adriano Abílio de Sá (1860-1952) foi responsável, em Goa, pela fiscalização dos Caminhos de Ferro de Mormugão, ou pelo reconhecimento hidrográfico da barra de Betul e foz do rio Sal. Entretanto, foi viajando pela Índia, à custa da sua «magra bolsa de funcionário público português», e publicou alguns artigos sobre o assunto em jornais e revistas, entre 1898 e 1917, que viriam a formar parte desta obra de «literatura de viagens» portuguesa.

Prefácio de Manuel Ramos. Ilustrada com dezenas de fotografias (extra-texto), de monumentos, paisagens e pessoas. Encadernado com capas de brochura, embora cansadas e modestamente espelhadas. Miolo intonso, mas com duas imperfeições: assinatura rasurada no rosto e corte das folhas com um canto escurecido. 341 páginas. 15 x 23 cm. Lisboa: J. Rodrigues, 1925.

Preço: 45 euros.



RIBATEJO
CASOS E TRADIÇÕES


FRANCISCO CÂNCIO


Uma das várias incursões importantes de Francisco Câncio no registo e divulgação da cultura popular da província do Ribatejo. Os capítulos e as próprias imagens surgem com uma ordem aparentemente aleatória, unidos pelo desembaraço e segurança de um bom contador de histórias, alicerçado em anos de pesquisas nos livros e nas gentes, e o leitor curioso da etnografia e do folclore da região tem deleite prometido ao passear sem mapa por estas páginas ribatejanas fora. Vide índice nas fotografias.

2 volumes ilustrados com fotografias, desenhos e gravuras, editados em fascículos. 525+485 páginas. 19,5 x 25,5 x 7,3 cm. Meia-encadernação ‘francesa’, não-editorial, sólida, com ligeiro desgaste nas extremidades, mormente nas cabeças e pés das lombadas. Bom estado geral. Edição com o patrocínio da Junta de Província do Ribatejo, s.l., 1948.

Preço: 185 euros.



LISBÔA DO PASSADO
LISBÔA DE NOSSOS DIAS


GOMES DE BRITO


José Joaquim Gomes de Brito (1843-1923), olisipógrafo de monta — ou mesmo o criador dos estudos toponímicos, no dizer de Luiz Pastor de Macedo —, publicou no mesmo ano um outro livro igualmente curioso, sobre livreiros e impressores em Lisboa na segunda metade do século XVI.

183 páginas. 13,5 x 21 cm. Bom exemplar, embora com ligeiro desgaste na lombada. Miolo impecável. Lisboa: Livraria Férin — Baptista, Torres & C.ta, 1911.

Preço: 25 euros.


jgf


OS SEGREDOS DE LISBOA


JOSÉ GOMES FERREIRA


Contos. Primeira e única edição: a obra viria uns anos depois a ser incluída em Irreal Quotidiano (1971). N.º 5 da colecção Tempo de Ficção, dirigida por Alexandre Pinheiro Torres, e tipograficamente muito singela. Inclui uma folha volante, com um texto de Alexandre O’Neill, que publicita a colecção Tempo de Poesia, na mesma editora. 36 páginas. 12,3 x 20 cm. Bom exemplar. Lisboa: Edições Tempo, [1962].

Preço: 18 euros.