CARTA DE GUIA DE CASADOS

D. FRANCISCO MANUEL DE MELO

___ encadernado com ___

ODES PINDARICAS

ANTÓNIO DINIZ DA CRUZ E SILVA


Em consequência das Invasões Napoleónicas e sequentes Revolução Liberal e Guerra Civil, durante a segunda e terceira décadas de oitocentos, uma comunidade de exilados portugueses em Londres animou a edição de clássicos, periódicos e diatribes político-governativas, parte da qual tipografada na Fleet Street, na oficina de Thomas Curson Hansard, famoso impressor dos Debates Parlamentares britânicos.
A Carta de Guia de Casados, de D. Francisco Manuel de Melo (1 de Maio de 1820), e as Odes Pindaricas (3 de Março de 1820), de António Diniz da Cruz e Silva, foram impressas por Hansard com poucos meses de distância, «dadas á luz» por «dois portuguezes» [cit. Advertência (s)] anónimos, movidos «por os desejos de fazer reviver alguns dos nossos livros classicos»:

[volume compósito formado por]

CARTA DE GVIA DE CASADOS. Paraque Pello Caminho da Prudencia se Acerte Com a Casa do Descanso. A hum amigo. Por D. Francisco Manuel [de Melo]. Em Londres: na officina de T. C. Hansard, Peterboro’-Court, Fleet Street. 1820. Com xxvi+(2)+184 páginas. Antecedem a obra a advertência (datada) dos editores (anónimos), onde anunciam seguir a edição de Craesbeeck (1671); e um epítome da vida do autor, por «Dom Bartholomeu de Gallardo».

[seguido de]

ODES PINDARICAS, de Antonio Dinys da Cruz e Silva; chamado entre os poetas da Arcadia Portugueza, ELPINO NONACRIENSE. Londres: na officina de T. C. Hansard, Peterboro’-Court, Fleet Street. 1820. [Citação de Horácio no rosto, visível numa das fotografias supra]. Com iv+224+(2) páginas — em falta: as duas páginas da Advertência (datada) dos editores (anónimos), constatada noutro exemplar.

Inclui índice dos dedicatários das Odes: Vasco da Gama, Henrique de Macedo, André Furtado de Mendonça, António Correa Baharem, Paulo de Lima, João Fernandes Vieira, Heitor da Silveira, Nuno Álvares Botelho, António de Saldanha, Dom João de Castro, António Moniz Barreto, Salvador Ribeiro de Sousa, João Rodrigues de Sá, Duarte Pacheco Pereira, Fernando Peres de Andrade, Nuno Fernandes de Ataíde, Gonçalo Pereira Marramaques, André de Albuquerque, Mem Lopes Carrasco, António Galvão, Lopo de Sousa Coutinho, Diogo da Silveira, António da Silveira, Conde de Lippe, Marquês de Pombal, D. José I, Henrique José Maria Adão, João de Saldanha, Martinho de Melo e Castro e Dom João da Silva.

Em ambas as edições destacou Inocêncio «a nitidez dos typos» e o tipo de papel [II, 441; I, 124], não deixando de anotar que, nesta 3.ª edição das Odes de Diniz da Cruz e Silva, há falta de dez odes relativamente às antecedentes de Coimbra (1801) e Lisboa (1815-1817).

Terão sido reunidas num único volume por antigo possuidor, que os marcou com a assinatura de posse «Bento da França» no ante-rosto da primeira obra e após a última página da segunda.

Dos (pelo menos) três Bento da França cujo registo se conhece ao longo do século XIX, um foi militar liberal e dois administradores coloniais. Pensamos tratar-se de Bento da França Pinto de Oliveira (1833-1889), autor de títulos importantes para a História de Macau.

Uma segunda assinatura de posse ilegível, coeva da primeira, figura sumida no ante-rosto da Carta.

Encadernação sintética modesta, de difícil datação, com 17 x 11 cm. Cerca de 440 páginas. Miolo aparado, com leves manchas ocasionais.

Raro.

Preço: 130 euros.



 


CÂNTICOS


JOSÉ DA SILVA MENDES LEAL JUNIOR


Poesia. Com (8)+404+(4) páginas, e 20,5 x 14 cm. Encadernação com a lombada em pele, em bom estado geral. Sem capas de brochura. Miolo aparado, com ocasionais manchas, nas primeiras e últimas páginas. Assinatura de posse na folha de rosto, onde figura um selo branco da Livraria de Campos Júnior. Lisboa: Typographia do Panorama, 1858.

Preço: 30 euros.


 

Mendes Leal [n. Lisboa, 1818 — f. Sintra, 1886] foi jornalista, dramaturgo, funcionário da Biblioteca Nacional, sócio da Academia de Ciências, deputado e ministro.


 


REVISTA D’ETHNOLOGIA E GLOTTOLOGIA

ESTUDOS E NOTAS


F. ADOLPHO COELHO


Colecção completa da revista redigida e editada por Francisco Adolfo Coelho, constituída por quatro fascículos, distribuídos por três publicações:

FASCICULO I (1880)
Summario — 1. Esboço d’um programma de estudo d’ethnologia peninsular — 2. Materiaes para o estudo  das festas, crenças e costumes populares portuguezes — 3. Ensaios d’onomatologia celto-iberica — 4. Bibliographia — 5. Variedades (rimas infantis).
22 x 15,2 cm. Páginas 1 a 48. Capa em mau estado na zona do terço interior, junto à lombada, com grande mancha de água e falta de papel (cerca de 4×3 cm) na margem inferior. Lombada em mau estado. Miolo e contracapa praticamente intactos.

FASCICULO II-III (1881)
Summario — 1. Materiaes para o estudo  das festas, crenças e costumes populares portuguezes — 2. Estudos para a historia dos contos tradicionaes.
23,5 x 16 cm. Páginas 49 a 144. Lombada com faltas de papel. Sólido. Capas com manchas leves. Miolo intacto.

FASCICULO IV (1881)
Summario — 1. Materiaes para o estudo  das festas, crenças e costumes populares portuguezes — 2. Variedades .
23,5 x 16 cm. Páginas 145 a 208. Lombada com faltas de papel. Sólido. Capas com manchas leves. Miolo intacto.

Total de 208 páginas. Impressos em Lisboa, 1880-1881, na Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, impressor da Casa Real.

Conjunto invulgar.

Preço: 65 euros.


 


PALAVRAS LOUCAS


ALBERTO D’OLIVEIRA


Primeira Edição. Segundo livro do autor. Encadernação sólida, com a lombada em pele, cansada nas arestas e com pequenas falhas, a maior das quais à cabeça da lombada, visível numa das fotografias. Sem capas de brochura. Miolo aparado, maioritariamente limpo, salvo primeiras e últimas páginas (ante-rosto escurecido e rosto manchado). Retrato do autor a par do rosto assinado “[?]. Costa”. Com [2]+viii+273+(7) páginas e 22 x 14 cm. Coimbra: F. França Amado, 1894.

É a obra Palavras Loucas, de 1894, que espoleta todo este movimento que politicamente atribuía à descentralização (através do municipalismo e do regionalismo) o papel fundamental de despertar a Nação. Aí se faz, dentro do mesmo espiríto, o elogio da língua portuguesa e de António Nobre (de quem o autor era amigo íntimo). [DCAP]

No final do volume, o registo de que o exemplar constituiu o lote 1958 do Leilão C. Ferreira Borges, sessão de 5-XII-1930, com uma etiqueta e um recorte da descrição do catálogo, como “Camiliana”.

Preço: 22 euros.


 


PORTUGUEZES ILLUSTRES


M. PINHEIRO CHAGAS


«A taverna é o escolho onde naufragam todas as tentativas civilizadoras, é o baluarte das trevas, é o castelo roqueiro onde o moderno feudalismo desfralda ao vento os seus pendões.» As primeiras três páginas da introdução descrevem a «influência triste e brutalizadora» das tabernas; segue-se modo de as combater, com bibliotecas populares e mestres escolas informados da história e da actualidade. Donde esta colecção de apontamentos biográficos dedicados a mais de uma centena de portugueses de «génio e audácia», destacados ao longo da história na liderança, nas artes, na política, na vida militar (…). De D. Dinis a Almeida Garrett, passando por Francisco de Holanda ou a Marquesa de Alorna.

Encadernação da época com pequenas marcas de desgaste. Sem capas de brochura. Com xiv+173+(3) páginas. 16 x 11,5 cm. Exemplar interessante. Lisboa: Imprensa de J. G. de Sousa Neves, 1869.

Invulgar.

Preço: 25 euros.


 


BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE

A GUARDA DO DOMINGO

APRESENTADAS NA SEGUNDA SESSÃO DO
CONGRESSO CATHOLICO EM LISBOA
EM 11 DE JUNHO DE 1882
POR

J. DE S. O. E S.


Possui cartão fúnebre, incluso, com nota manuscrita em caligrafia cuidada: «Visconde e Viscondessa de Chancelleiros». Capa com manchas pouco pronunciadas. Miolo limpo — papel superior. Intonso. 30 páginas por abrir. 27 x 18 cm. Invulgar. Lisboa: Typographia de Mattos Moreira & Cardosos, 1882.

Preço: 25 euros.


 


DOMINGOS ÀS SEXTAS-FEIRAS

LAMENTAÇÃO PARA PASSAR ÀS ESCURAS


A. GARRAIO


«Augusto Garraio está hoje quasi esquecido; o seu nome tem andado pouco pelos réclames dos jornaes; o seu retrato não anda por ahi em todas as publicações illustradas, como o de tantas nullidades. É preciso, porém, fazer-lhe justiça e recordar que Augusto Garraio foi um auctor dramatico festejadissimo, um magnifico traductor de peças, um ensaiador com muitas aptidões, superior mesmo á maioria dos que hoje andam pelos theatros.» Após bem sucedidas peças em Lisboa, no Gymnasio (1865) e no Variedades, «foi depois para o Porto e lá teve a sua melhor epocha de gloria; foi excellente ensaiador, foi director e emprezario do theatro Baquet, escreveu innumeras peças originaes, imitações e traducções, em todos os géneros. […] Se Augusto Garraio tivesse querido, ninguém no Porto faria mais fortuna em theatro.  Nunca teriam existido emprezas Alves Rente, Taveira e outras.»
[Sousa Bastos, aqui]

Original em verso. Representada pela primeira vez no Theatro da Rua dos Condes pelo Actor Queiroz na noite do seu benefício, em 1867. Preço 60 réis. Com 8 páginas (por abrir). 20,5 x 13 cm. Bom estado. Bibliotheca do Theatro Moderno n.º 3 (1868). Lisboa: Typographia de Gutierres, 1868.

Preço: 15 euros.


 


ALMANACH DA LIVRARIA INTERNACIONAL

DE ERNESTO CHARDRON PARA

1874


coordenado por
ALBERTO PIMENTEL


Primeiro Anno. Colaboração de Teixeira de Vasconcelos, D. António da Costa, Bulhão Pato, Camilo Castelo Branco, Guerra Junqueiro, D. Guiomar Torrezão, Júlio César Machado, Lopo de Sousa, Oliveira Júnior, Pinheiro Chagas, Rangel de Lima, Sousa Viterbo, Tomás Ribeiro e António Feliciano de Castilho. Coordenação editorial de Alberto Pimentel.

Em brochura. Ilustrado no texto. 22 x 15 cm. 64 páginas de almanaque seguidas de 16 páginas do catálogo das recentes edições de Chardron (1870-1873). Composto e impresso na Tipografia de António José Teixeira. Porto: Livraria Internacional de Ernesto Chardron, 1873.

Manuseado. Com falta da capa posterior e partes da lombada (não impressa). Miolo com ocasionais picos de oxidação. Invulgar.

Preço: 40 euros.


 


MUSEU DA REAL ASSOCIAÇÃO DOS ARCHITECTOS CIVIS E ARCHEOLOGOS PORTUGUEZES

(NO LARGO DO CARMO)

Actual Museu Aqueológico do Carmo. Mínima nota introdutória: meia página. Catálogo não ilustrado, transcreve algumas inscrições romanas. Selo de antiga biblioteca pessoal no interior e exterior da capa frontal. Algumas emendas a lápis, não-recentes.

58+(4) páginas. 19 x 12,5 cm. Capa manchada. Miolo (aparado) no geral limpo. Lisboa: Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, impressor da Casa Real, 1876.

Preço: 14 euros.


 


O HOSPITAL DE S. JOSÉ
E ANNEXOS EM 1853


MANUEL CESÁRIO DE ARAÚJO E SILVA


Opúsculo. Procedimentos administrativos, regulamentos, tabelas, melhoramentos recentes, contabilidade e logística, alguma história: o estado do Hospital de S. José em 1853. Invulgar.

Capas quase soltas, com pequenas faltas e marcas superficiais de bicho do papel, junto à lombada. Miolo aparado, no geral limpo. 111+(3) páginas. 21,2 x 15,3 cm. Lisboa: Typ. da Imprensa, na Rua dos Douradores, 1853.

Preço: 20 euros.


 


DO OUTRO LADO

CANÇONETA CÓMICA

ALFREDO DE MORAES PINTO
(PAN-TARANTULA)


Ilustrações de Rafael Bordalo Pinheiro, catorze (14) no texto e duas (2) nas capas: desenho da capa “continua” na contracapa, e a frente e o verso do livro estão trocados, de acordo com o título. Mais detalhe aqui.

16 páginas. 18,5 x 12 cm. Impresso na Typographia Elzeviriana. Miolo limpo. Capas com manchas leves junto às margens. Em bom estado geral, pese embora as capas quase soltas, mantidas pela linha de cosedura em dois pontos. Lisboa: Tavares Cardoso & Irmão, 1885.

Preço: 60 euros.



CANÇÕES DA TARDE


BULHÃO PATO


Exemplar com assinatura de posse, na folha de rosto, de José Maria Barbosa de Magalhães, ilustre aveirense (1879-1959), um dos autores da Constituição de 1911, ministro na Primeira República, bastonário da Ordem dos Advogados na década de 30 e membro da Comissão Directiva do MUD, na década de 40.

Brinde aos Senhores Assignantes do Diário de Notícias. Data na capa difere da data no rosto (1866). Livro de poemas que inclui versos a José Estevão, mas também à cantora Lotti, ambos complementados com alguns parágrafos de notas evocativas.

Capa com nota manuscrita “2.º brinde”. Encadernação com a lombada em pele, sóbria e estimada, em muito bom estado de conservação. Miolo apenas aparado à cabeça, carminado, conserva capas de brochura. 108+(4) páginas. 18,5 x 12,3 cm. Conjunto invulgar. Lisboa: na Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, 1867.

Preço: 45 euros.


 


SOB OS CIPRESTES

VIDA ÍNTIMA DE HOMENS ILUSTRES

BULHÃO PATO


Capítulos dedicados a: Almeida Garrett, Francisco Maria Bordalo, Lopes de Mendonça, José Estevão, Rodrigo Paganino e João Luís Gonçalves, Luís Augusto Rebelo da Silva, Silva Gaio, Gonçalves Dias, Santos e Silva, Guilherme Braga, António Feliciano de Castilho e Francisco Montês Champalimaud.

Primeira edição, em brochura e em bom estado, embora com ocasionais picos de oxidação e uma falta de papel na contracapa (canto superior exterior), pouco relevante. Com (8)+366+(1) páginas, e 18,7 x 11,7 cm (intonso). Lisboa: Livraria Bertrand, 1877.

Preço: 40 euros.


 


ÉTUDE GÉOLOGIQUE DU

TUNNEL DU ROCIO

CONTRIBUTION À LA CONAISSANCE DU SOUS-SOL DE LISBONNE


PAUL CHOFFAT


Avec un article paléontologique par M. J. C. Berkeley Cotter et un article zoologique par M. Albert Girard.

Numa recensão dedicada a esta «notável publicação», na Revista de Sciencias Naturaes e Sociaes, da Sociedade Carlos Ribeiro [vol.1, 1889, p. 184], Rocha Peixoto destaca os caminhos abertos pelo estudo rigoroso e pioneiro de Paul Choffat:

«A introducção, de per si, constitue, por varios motivos, um trabalho interessantíssimo; é a exposição das vantagens immediatamente derivativas da technologia geognostica, apoiando-se o auctor, para a exemplificação do seu proposito, em factos curiosos sobre a abertura de vias férreas, exploração mineira, construcção dos cemiterios, perfuração de poços, problemas de hydrologia, agricultura e topographia. D’este capítulo, que desejaríamos ver vulgarisado, destacariamos factos singulares sobre cousas nossas, se tal comportasse o espaço de que dispomos.» [ler texto completo aqui, com o resumo do restante conteúdo da obra].

Em brochura e intonso: 32,2 x 25,2 cm. Com (8)+106+(2)+[XIV] páginas — no final, possui quatro plantas desdobráveis e três folhas couché com fotografias e desenhos das escavações. Com mínimas falhas de papel nas margens das capas, e a lombada escurecida e fendida, algo frágil. Miolo com ocasionais manchas marginais, e marcas superficiais de bicho de papel, pouco frequentes. No geral, um bom exemplar, invulgar.

Edição da Comissão dos Trabalhos Geológicos [Comission des Travaux Géologiques du Portugal], Lisbonne: Imprimerie de l’Académie Royale des Sciences, 1889.

Preço: 80 euros.


 


PHYSIOLOGIE DES CHEMINS DE FER


ÉDOUARD SIEBECKER


O autor (S. Petersburgo, 1829 — Paris, 1901) foi secretário de Alexandre Dumas, militar, jornalista, administrador na Compagnie des chemins de fer de l’Est, etc.

Um volume composto por eflexões e historietas em redor dos caminhos-de-ferro, com nostalgia e humor, divididas em 6 partes: Grandes Compagnies — Employés — Public — Portraits — Anecdotes — Conseils aux voyageurs.

Encadernação da época, com a lombada em pele, gravada a ouro, com ligeiro desgaste nas extremidades mas sólida. Miolo manchado, principalmete junto às guardas, e assinatura de posse coeva no verso do rosto. No geral, um exemplar interessante. (iv)+280 páginas. 17,5 x 12 cm. Invulgar. Paris: J. Hetzel libraire-éditeur, 1867.

Preço: 35 euros.


 


TABELLAS DOS PRODUCTOS DAS TANGENTES PELAS DISTÂNCIAS PARA USO DOS QUE SE SERVEM DO ECLIMETRO NA ELABORAÇÃO DOS ANTE-PROJECTOS DE ESTRADAS E CAMINHOS DE FERRO E DE QUALQUER PLANTA COTADA


Encadernação de amador (capa protectora). Bom estado geral, capa com pequenas imperfeições. Dedicatória manuscrita; autor anónimo. Conteúdo maioritariamente composto por tabelas, salvo a página introdutória. 72 páginas. 17,5 x 12,4 cm. Lisboa: Imprensa Nacional, 1877.

Preço: 12 euros.


 


L’ESPAGNE ET LE PORTUGAL

DEPUIS L’INVASION DES CARTHAGINOIS JUSQU’A NOS JOURS
AVEC UN CHAPITRE SPÉCIAL RÉSUMANT LES ANNALES DE
L’INQUISITION
EN ESPAGNE ET EN PORTUGAL

EMMANUEL RAYMOND


Emmnanuel Raymond é pseudónimo do escritor Léon Galibert (1803-1865?). Encadernação editorial. 191 páginas. 15 x 10 cm. É comum apontar o ano de 1862 como o de publicação da primeira edição desta obra, visto ser a última data referida no texto. Colecção Bibliothèque Utile, da Librairie Germer Baillière, Paris. [Será a 2.ª edição de 1885?].

Existe uma cópia digital integral desta precisa edição, a partir de um exemplar existente na Universidade de Califórnia.

Preço: 22 euros.


 


MANUAL DE ESGRIMA

PARA USO DO EXÉRCITO


ANTÓNIO DOMINGOS PINTO MARTINS


Com desenhos de M. Gustavo Bordalo Pinheiro. 142 páginas. 23,5 x 15cm. Encadernação sintética moderna, com pequena mossa na aresta superior da pasta frontal. Capas de brochura com marcas de restauro. Lisboa: Livraria de António Maria Pereira, 1895.

Preço: 45 euros.



L’ESCRIME

FLEURET, ÉPÉE, SABRE

KIRCHHOFFER
JOSEPH-RENAUD
LÉON LECUYER


Ilustrado com fotografias, desenhos e tábuas. 63+xxxvi páginas. 19 x 13 cm. Capas com mancha de tinta visível na fotografia. Paris: Bibliothéque Larousse, [1911?].

Preço: 15 euros.



BASES DA ESGRIMA MODERNA

DE FLORETE, ESPADA E SABRE

CARLOS DE CAMPOS ANDRADA


O autor: Mestre de Armas, Capitão de Artilharia e professor de Esgrima na Escola de Esgrima do Exército, com o curso de Aperfeiçoamento do Real Instituto Militar Húngaro “Toldi Miklos”, de Professores de Desporto e Mestres de Esgrima.

Prefácio de Joaquim Gonçalves Mendes Júnior. Ilustrado com 8 páginas de fotografias a preto e branco. Brochado. Capa com defeitos visíveis. 160 páginas. 23,5 x 16,5 cm. Lisboa: [s.e.], 1946.

Preço: 18 euros.



LIÇÕES DE ESGRIMA

DE FLORETE, SABRE E ESPADA

CARLOS DE CAMPOS ANDRADA


O autor foi professor de Esgrima na Escola de Esgrima do Exército. Brochado. 131 páginas. 20,4 x 14,9 cm. Assinatura de posse na folha de rosto. Capa com ligeiras manchas, miolo limpo. Lisboa: Escola do Exército, 1946.

Preço: 22 euros.


 


GUILLAUME TELL

ou LA SUISSE LIBRE

FLORIAN


Primeira edição desta obra póstuma de Jean Pierre Claris de Florian (1755-1794), precedida do discurso de recepção do autor na Academia Francesa, de uma vie de l’auteur por JAUFFRET, de alguns dispersos inéditos, e de uma gravura, a par do rosto. Uma das várias versões da história do rebelde suíço que alimentaram a Europa no século XVIII, antecede a de Schiller em três anos.

Encadernação inteira de pele com dois rótulos na lombada, gravada a ouro; algum desgaste nas extremidades. Miolo aparado, amarelecido e com manchas leves, ocasionais. Corte das folhas carminado (sumido). 197 páginas (primeiras 36 com numeração romana, as restantes numeradas com algarismos árabes, começando no número 37). 14 x 8,5 cm. No geral, um exemplar interessante. Paris: de L’Imprimerie de Guilleminet, à la Librairie Économique, 1801.

Preço: 45 euros.


 


CARTEIRA DO ARTISTA


SOUZA BASTOS


Apontamentos para a Historia do Theatro Portuguez e Brazileiro acompanhados de notícias sobre os Principaes artistas, escritores dramaticos e compositores estrangeiros.

Jornalista e “homem do teatro” — empresário, director teatral, encenador e ensaiador, dramaturgo e dramatógrafo —, António de Sousa Bastos (1844-1911), marido da actriz Palmira Bastos, compilou esta grande e pequena história do teatro português seu contemporâneo, o do final do século XIX, com espaço para muito mais do que actores, dramaturgos e salas de teatro.

Os índices alfabéticos listam: actores portuguezes e brazileiros; actrizes portuguezas e brazileiras; aderecistas; architectos, auctores de figurinos e decoradores; artistas dramáticos estrangeiros; benemeritos do theatro; cabelleireiros de theatro; cantores portuguezes; companhias diversas; contraregras; curiosidades theatraes; decretos, portarias, tratados e outros documentos referentes ao theatro; diversos empregados de theatro; dramas, comedias, tragedias, operas-comicas, revistas e peças phantasticas notaveis pelo seu merecimento ou pelo sucesso que obtiveram; emprezarios theatraes; ensaiadores portuguezes e brazileiros; escriptores, dramaticos e criticos theatraes, portuguezes e brazileiros; escriptores dramaticos estrangeiros; guarda-roupas; machinistas; musicos estrangeiros; musicos portuguezes e brazileiros; operas e dansas; pontos; scenographos; theatros estrangeiros; e theatros portuguezes e brazileiros.

Esta espécie de enciclopédia caótica do teatro, repleta de pequenas gravuras, está inicialmente organizada cronológicamente, por dias e meses do ano: nascimentos de determinado actor, estreia de uma dada peça, abertura de uma nova sala, etc.
O dito calendário ocupa um pouco mais de metade do livro, bem organizada mas, a partir da página 475, a sucessão de apêndices, acrescentos, correções, adendas, novas informações, rectificações, ampliações e eventos sem data torna a pesquisa de informação uma curiosa aventura proto-hipertextual para a qual o índice de 30 páginas supra-citado é a peça chave.

Primeira edição. Lisboa: Antiga Casa Bertrand — José Bastos, Editor, 1899. Com 868 páginas, e 26 x 18,5 cm. Encadernação com lombada em pele, com ligeiro desgaste. Aparado. Conserva a capa de brochura anterior, uma litografia de Raphael Bordallo Pinheiro. Pequenas e inócuas marcas de bicho do papel em algumas páginas. Assinatura de posse no rosto. Exemplar interessante, sólido, em bom estado geral.

Preço: 90 euros.


 

Disponível online, digitalizado, aqui.

 


 

 


A COMEDIA DE LISBOA


D. JOÃO DE CASTRO


Aventuras, Fantasias e Impressões d’um Forasteiro. Aspectos Modernos d’uma Cidade Antiga. Figuras e Figurilhas. Factos e Costumes.

Comedia Mundana / Comedia Amorosa / Comedia Politica / Comedia Litteraria / Comedia Artistica

Capa de Alfredo Moraes. 428 páginas. 19 x 12 cm. Bom exemplar. Lisboa: Sociedade Editora Portugal-Brasil, [1918].

Preço: 15 euros.



A COMEDIA DE LISBOA


GERVÁSIO LOBATO


Prólogo de Pinheiro Chagas. Encadernação sintética da época, sem páginas de guarda nem capa de brochura (abre directamente no ante-rosto, rabiscado, visível na primeira fotografia). 302 páginas. 11,5 x 18 cm. Manuseado. Porto: Ernesto Chardron, 1878.

Preço: 7 euros.


 


LISBOA EM QUATRO HORAS
E LISBOA EM QUATRO DIAS


Nova Edição. Um guia turístico para a Lisboa de final de Oitocentos. Sem menção do autor (há referências de uma edição com o mesmo título, no Rio de Janeiro, uns 8 anos antes, igualmente sem autoria indicada). 82 páginas. 19 x 14 cm. Encadernação recente em sintético, impecável. Sem a capa de brochura anterior. Não aparado. Algumas páginas por abrir. Lisboa: Typ. da Companhia Nacional Editora, 1895.

Preço: 45 euros.


 


DIÁRIO DE UM VIAJANTE EM FRANÇA


Cartas de

LEANDRO JOSÉ DA COSTA


Trinta e seis cartas de Leandro José da Costa dirigidas ao Conselheiro José Luciano de Castro, a primeira datada de 27 de Agosto de 1878. Encadernação modesta mas sólida, com alguma descoloração dispersa. Sem capas de brochura. Miolo com manchas ténues, e um ou outro rabisco a lápis. Com 320 páginas e 20 x 13 cm. Lisboa: Typographia das Horas Romanticas, 1880.

Preço: 27 euros.


 


ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA
DO MUNICÍPIO DE LISBOA


EDUARDO FREIRE DE OLIVEIRA


Título e autor, tal qual figuram no rosto: Elementos para a História do Município de Lisboa, por Eduardo Freire de Oliveira, arquivista da Camara Municipal da mesma cidade. 1.ª PARTE. Publicação mandada fazer a expensas da Camara Municipal de Lisboa, para commemorar o centenario do Marquez de Pombal em 8 de Maio de 1882.

Mais de 10 mil páginas de documentos oficiais de algum modo relevantes, organizados cronologicamente e alusivos a séculos de assuntos invariavelmente díspares — as iguarias de um banquete celebratório, a colocação na prisão do Limoeiro do líder de uma «companhia de comediantes de Castella», a lista das pessoas de cada freguesia que se recusam a participar numa campanha de limpeza pública, a morte do rei —, num panorama que permite acompanhar os reflexos da política e da história do país nas várias decisões e questões do município d’esta cidade onde desde muito cedo esteve instalado um Governo demasiado centralista.

Temos assim «a carta regia que trouxe a communicação official da morte de Filippe II» (tomo II, quase todo dedicado ao “tempo dos Filipes”, pág. 590), «a ruína de Lisboa», no sábado 1 de Novembro de 1755 (tomo XVI, a partir da página 133, com lista e descrição sumária de abalos sísmicos anteriores, nomeadamente os de 1309, 1321, 1344, 1356, 1512, 1531, 1551, 1575, 1597, 1598, 1699 e 1724), a inauguração da estátua equestre de D. José (em parte citada aqui) ou a «consulta da Cammara a el-rei em 2 de julho de 1650», onde se propõem os nomes de «doze fidalgos, doze cidadãos e doze homens do povo» para «terem as chaves das quatro portas da cidade» (tomo V, p. 208, antecedendo em algumas páginas a lista exaustiva dos preços de venda de todo o tipo de animais para alimentação, indexados inteiros, em partes, e por género).

O primeiro documento transcrito no tomo I, que não o foral de 1179, data de 7 de Novembro de 1190, e o último documento transcrito no tomo XVII data de 23 de Agosto de 1777. Entre ambos, os diversos prefácios e as anotações constantes de Freire de Oliveira (1841-1916) desvelam e aprofundam as origens e importância dos textos que transcreve. Contém ainda algumas ilustrações, muito poucas, destacando-se a litografia da Divisa da Cidade, que abre o tomo X, ou a «planta litographada da sala das sessões do senado da camara de Lisboa, que acompanha a carta regia de 13 de Novembro de 1773» (tomo I, pág. 68).

[Para uma descrição mais detalhada da cronologia de cada tomo, consulte-se o artigo de António Miranda na Rossio n.º 1, de 2013. Como o plano cronológico da 1.ª parte da obra deveria ter prosseguido até ao ano do início da publicação (1882), suspeita-se que, além da nunca publicada 2.ª parte, também desta 1.ª parte terá ficado por publicar pelo menos um tomo, para o período 1777-1882.]

Obra completa (tudo quanto se publicou), em XVII tomos de 24,5 x 16,5 cm (66cm de estante), Lisboa: Typographia Universal, 1882-1911.

Tomo I, 1885, (12)+661+(5) págs. Tomo II, 1887, xiv+593+(2) págs. Tomo III, 1888, vi+584+(3) págs. Tomo IV, 1889, xii+628+(3) págs. Tomo V, 1891, vi+620+(3) págs. Tomo VI, 1893, ix+627+(2) págs. Tomo VII, 1894, cxii+466+(3) págs. Tomo VIII, 1896, vi+593+(3) págs. Tomo IX, 1898, vi+617+(4) págs. Tomo X, 1899, viii+595+(2) págs. Tomo XI, 1901, vi+632+(3) págs. Tomo XII, 1903, (10)+652+(3) págs. Tomo XIII, 1904, (6)+622+(3) págs. Tomo XIV, 1906, (6)+634+(3) págs. Tomo XV, 1906, (6)+630+(3) págs. Tomo XVI, 1910, xiv+567+(4) págs. Tomo XVII, 1911, (6)+622+(3) págs.

Acrescentam-se os dois volumes de índices, publicados cerca de 40 anos mais tarde: Índice dos «Elementos para a História do Município de Lisboa», por Esteves Rodrigues da Silva, sob a direcção de Jaime Lopes Dias, 2 vols., Lisboa: Câmara Municipal, 1942-1943. Com 396+578 páginas, e 22,5 x 17 cm. Capa do volume II com um rasgão restaurado. Páginas por abrir.

Todos os 19 volumes em brochura e 17 deles com as páginas por abrir. Bom estado geral, com não mais do que pequenos defeitos dispersos (muito ocasionais picos de humidade; algumas lombadas mais amarelecidas que outras; bicho de papel que atacou superficialmente a capa do tomo VI; e situações afins, de pouca monta).

Conjunto invulgar.

Preço: 440 euros.



 

 


MYRTIS ET KORINNA


WILLIAM RITTER


Novela. William Ritter (1867-1955), nascido em Neuchâtel, amigo de Mahler, estudou em Viena e foi escritor, pintor, crítico de arte e crítico musical. Ilustrações de Antoine Calbet. Collection Lotus Alba, para bibliófilos. Estimado. Com (14)-90-(6) páginas, e 14,5 x 7 cm. Paris: Librairie Borel, 1898.

Um centauro apaixona-se por uma jovem rapariga…

 



LA GUERRE DES DIEUX


PARNY


Poesia. Originalmente publicado em 1799, com autoria de Évariste Parny (1753-1814). Dois volumes encadernados num único, com capas de brochura. Assinatura de posse de Alberto Cupertino Pessoa, professor de Medicina na Universidade de Coimbra, em letra muito miúda, em ambas as páginas de ante-rosto. Ilustrado com gravuras e vinhetas, sem autoria atribuída, embora assinadas. 128+128 páginas. 14 x 9 cm. Capas de brochura manchadas, miolo não tanto. Não aparado. Colecção Petite Bibliothèque Diamant. Paris: L. Boulanger, [s.d.].

 



LA NONNE ALFEREZ


JOSÉ-MARIA DE HEREDIA


Romance. Primeira edição. Heredia nasceu em Cuba em 1833 e naturalizou-se francês em 1893. Ilustrações de Daniel Vierge, gravadas por Privat-Richard. Encadernado com capas de brochura. Monograma do arquitecto Alberto José Pessoa, filho do professor Alberto Cupertino Pessoa (↑) na página de rosto. Com viii-175 páginas, e 14,5 x 9 cm. Colecção Lemerre Ilustrée. Bom estado, mas com a capa de brochura manchada. Não aparado. Paris: Alphonse Lemerre, 1894.

 


 

Colecção “familiar” estimada de três diferentes obras eróticas publicadas em França no final do século XIX — mais valiosa a de Herédia — um conjunto uno de robustas e suaves encadernações inteiras de pele com nervos nas lombadas, cada uma de sua cor e todas no mesmo estilo, com o selo do encadernador Raúl de Almeida (Lisboa).

Preço (do conjunto dos 3 livros): 65 euros.


 


DAS ORDENS RELIGIOSAS EM PORTUGAL


PEDRO DINIS


2.ª edição, publicada um ano após a primeira, impressa na mesma tipografia mas com uma nova introdução do autor. 293+(7) páginas. 14,5 x 10,5 cm. Bom exemplar. Encadernação da época, lombada em pele. Miolo aparado, sem capas de brochura. Lisboa: Typographia de J. J. A. Silva, 1854.

Dividida em 40 CAPÍTULOS, assim resumidos no plano da obra: Procuramos responder ás accusações que se fiseram. e se fazem ainda, aos Frades de Portugal, e mostrar, que se não em todas, em grande parte, ha calumnia, absurdo, e odio inveterado, mas sem fundamento. Depois damos uma notícia das Ordens, que n’estes reinos houve, da sua origem, e introducção. Depois ainda apresentamos alguns casos, em que os frades mostraram a sua utilidade, já missionando, já escrevendo, e ensinando; e finalmente concluímos, fazendo algumas reflexões sobre a abolição do monachismo, e procurando mostrar que só uma restituição sisuda das Ordens Religiosas póde attenuar os tristes effeitos da sua extincção.

Vasta galeria de temas versados, tais o matrimónio, o celibato, a fecundação, os comportamentos sociais, os jesuítas, a emigração e a demografia, e resposta directa a muitos ataques históricos ao clero ao longo da história portuguesa.

Importante para o entendimento dos severos conflitos clerico-liberais da primeira metade do século XIX, e curioso, pela compilação de “pequena-história” e pela desenvolta e arreigada prosa apologética do autor.

Preço: 70 euros.


 


OS FRADES

DEFESA, JUSTIFICAÇÃO E APOLOGIA
INSUSPEITÍSSIMAS

JOÃO DE LEMOS


2.ª edição, imediata à primeira. Com uma advertência do editor, Teixeira de Freitas (4 págs.). Epígrafes de Herculano e Voltaire. Encadernação sintética moderna em muito bom estado. Com capas de brochura (cansadas), e aparado à cabeça. 182+(2) páginas. 21 x 14 cm. Guimarães: Centro de Propaganda Catholica em Portugal, 1883.

Preço: 45 euros.


«Imprimiu-se (…) em 1853, a obra de Pedro Dinis, Das ordens religiosas em Portugal, de exaltante vigor apologético, que o poeta João de Lemos (…) citou profusamente na colectânea Os frades (1883), que conheceu acolhimento entusiástico, traduzido em mais duas edições imediatas (…)»

[DHRP, p.94, aqui,
e biografia e retrato do poeta e jornalista João de Lemos (1819-1890),
no Occidente, aqui.]

 


A ARISTOCRACIA DO GENIO E DA
BELLEZA FEMINIL NA ANTIGUIDADE


JOSÉ PALMELLA


Com uma carta de Victor Hugo.

Introdução de Júlio César Machado.

Ensaios biográfico-líricos dedicados a destacadas mulheres libertárias da Antiguidade: — SemiramisSapho de MityleneCorinnaAspasia  — PhrynéCleopatraHypathia de Alexandria —.

5.ª edição, «augmentada». 304 páginas.  21,2 x 13,4 cm. Capa bastante manchada, interior com manchas ténues, visíveis nas fotografias. Lombada com algumas falhas de papel. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1876.

As primeiras 85 páginas, antes do início da obra, são compostas de: cartas ao autor de Angel Fernandez de Los Rios, Marianna Angelica de Andrade e Narcisa Amália; juízos críticos de Amália Figueirôa, Izabel Bueno, Luiz Guimarães Júnior, Quirino dos Santos, Rebello de Vasconcellos, Manuel Nuñez de Prado, Guiomar Torrezão, entre outros escritores e imprensa portuguesa; seguidos por fim dos prefácios das anteriores quatro edições do livro. Vide índice nas fotografias.

Preço: 17 euros.


 



ANTÓNIO NOBRE


Edição de 3.000 exemplares, correcta e augmentada, em papel couché, com desenhos de Eduardo Moura e Júlio Ramos, e o retrato do poeta d’après Thomaz Costa. 

2.ª edição, revista, aumentada e ilustrada. 172+(6) páginas. 21,5 x 11,5 cm. Meia encadernação de pele, hodierna, em muito bom estado de conservação, com nervos e dois rótulos. Intonso mas sem capas de brochura. Impresso em Paris. Lisboa: Guillard, Aillaud & C.ª, 1898.

Preço: 135 euros.