NO LEILÃO AMEAL


GUSTAVO DE MATOS SEQUEIRA


1.ª edição rara, limitada a 500 exemplares. Um leilão lendário, pela qualidade e história dos lotes exibidos e despicados, dado a ver no relato telegráfico-cómico de Matos Sequeira, bastante adequado.

Título completo: NO LEILÃO AMEAL. 31 de Março a 16 de Abril de 1924. Crónica Amena de uma Livraria a Menos.

Desenhos de Alberto Sousa. Lisboa: Empresa Editora e de Publicidade A Peninsular Lda., 1924. Com 66 páginas e 14 x 20 cm. Meia-encadernação de pele com cantos, e algumas marcas de uso na lombada, visíveis na fotografia; miolo aparado, preserva capa de brochura anterior.

Valorizado com anotações a lápis de anterior proprietário, que desvendam as iniciais de cada uma das caricaturas.

Peça de colecção.

Preço: 45 euros.




Reeditado pela livraria Letra Livre em 2008.



DO OUTRO LADO

cançoneta comica


ALFREDO DE MORAES PINTO
(Pan-Tarantula)


Ilustrações de Raphael Bordallo Pinheiro (14 no texto + 2 nas capas). Desenho da capa “continua” na contracapa, e a frente e o verso do livro estão trocados, de acordo com o título.

16 páginas. 12 x 18,5 cm. Impresso na Typographia Elzeviriana. Em bom estado geral, pese embora ter as capas praticamente soltas. Lisboa: Tavares Cardoso & Irmão, 1885.

Invulgar.

Preço: 60 euros.



A HORA UNIVERSAL
DOS PORTUGUESES


PEDRO VEIGA


Autografado pelo autor com dedicatória a Falcão Machado, e uma folha igualmente manuscrita, de 3 páginas, que a acompanha, comentando hipotéticos assuntos literários comuns em Coimbra. Inclui ainda o ex-libris do autor. Vide fotografias supra. Sobrecapa editorial em papel marmoreado. Tiragem numerada e assinada (este o n.º XXXI, de um total não indicado). Bom estado. 16 páginas por abrir. 17,5 x 22,7 cm. Porto: Edições «Prometeu», [s.d.].

Preço: 75 euros.



AS CAUSAS PROFUNDAS DA
REVOLUÇÃO FRANCESA


PETRUS


O primeiro dos Cadernos do Povo de Petrus, da Biblioteca de Estudos Sociais do Movimento de Renovação Democrática. Folheto com 32 páginas, tipograficamente distinto — apanágio das edições de Pedro Veiga. 11,7 x 17 cm. Bom estado. Porto: Petrus, [s.d.].

Preço: 20 euros.



CALVÁRIOS DA FLANDRES

(1918)


Capitão AUGUSTO CASIMIRO


3.º milhar. Capa de Sousa Lopes. Encadernação moderna, inteira de pele, em óptimo estado. Conserva capa de brochura anterior, visível nas fotografias. Aparado. Assinatura de posse no ante-rosto (grande) e no rosto (pequena). 213-(3) páginas. 12 x 18,5 cm. Bom exemplar. Porto: Renascença Portuguesa, 1920.

Preço: 25 euros.


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BIBLIOGRAFIA DA GRANDE GUERRA

(RESENHA DAS PUBLICAÇÕES PORTUGUESAS)


Coronel VITORIANO JOSÉ CÉSAR
Vice Almirante VICENTE ALMEIDA D’EÇA


O produto reverte para a Subscrição Nacional dos Padrões, Consagração do Esforço da Nação Portuguesa e Glorificação dos nossos Mortos na Grande Guerra. 

Prefácio (experiente) do Vice Almirante, e notas bibliográficas (enriquecedoras) do Coronel. Com data e local manuscritos na capa («Batalha, 15 de Abril de 1925), sobre pequena assinatura ilegível. 102 páginas. Manuseado. Edição dos Padrões da Grande Guerra, Lisboa, 1923.

Raro.

Preço: 40 euros.


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HETEROPSICOGRAFIA

65 variações sobre a
AUTOPSICOGRAFIA de Fernando Pessoa


JOSÉ SESINANDO


Variações (humorísticas) sobre o poema «Autopsicografia», de Fernando Pessoa. Primeira e única edição, sem distribuição comercial. Edição do autor, de tiragem muito reduzida, e encadernação de argolas. Não numerado. Primeiras (5) páginas verdes, as restantes (65) brancas. 15 x 21 cm. Impresso na Aquasan, Lisboa, [s.d.], provavelmente na segunda metade da década de 80. Raro.

Letras da capa indiciam proveniência de Victor Palla, irmão do autor, que na época e impresso na mesma Aquasan, desenhou muito semelhantes letras para o título de um livro próprio.

Preço: 25 euros.



 

A Não Perder: o artigo de José Barreto sobre o
I Congresso Ressoano de Vale da Parra: aqui.

 



LIVROS I.º e II.º


FERNANDO GUERREIRO


Deste livro foram impressos, em off-set, sobre chapa de cartão, 250 exemplares, que custaram ao autor, graças à colaboração de alguns amigos gráficos (sem os quais esta edição não teria sido sequer possível), a módica quantia de 15 mil escudos. Com a venda dos volumes (que não tenham sido, entretanto, distribuídos pelos amigos), ao preço unitário (!) de cem escudos, o responsável pelos textos espera recuperar o dinheiro inicialmente investido, de modo a, ainda este ano, possivelmente no (fim do) Outono, pelo mesmo processo, mas em melhores condições técnicas, fazer sair (como toupeiras matreiras) das tocas em que se encontram, respectivamente os LIVROS III.º e IV.º (com textos de 1976/77). Para que conste. No ano de MCMLXXVII.

Primeiro livro do poeta, ensaísta, tradutor e professor universitário Fernando Guerreiro (n. 1950). Com 266-(1) páginas (soltas), não colado nem agrafado, e 17 x 22,5 cm. Lisboa: edição do autor, 1977.

Exemplar que concorreu ao Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, em Novembro de 1977 [que premiou Sophia de Mello Breyner Andresen com O Nome das Coisas], e ficou na posse de um dos júris, donde a nota a lápis na capa: «menção honrosa».

Raro.

Preço: 40 euros.



INAUGURAÇÃO DA PONTE
SOBRE O TEJO EM LISBOA

6 DE AGOSTO DE 1966

PROGRAMA DAS COMEMORAÇÕES


Programa oficial das comemorações na inauguração da ponte sobre o Tejo em Lisboa, para os dias 6, 7 e 8 de Agosto de 1966, sábado, domingo e segunda-feira: cortejos, exposições, arraiais, concertos e marchas populares, a projecção do filme sobre a construção da ponte, a exposição «A Ponte Vista pelas Crianças», fogos-de-artifício, regatas, missas, sessões solenes, recepções e touradas, jantares de gala e bailados!
Sem imagens no interior, apenas o horário de cada um dos eventos, para cada um dos dias. Capa cuidada, com moldura em filete de ouro, o selo de Estado impresso a relevo, e uma ilustração minimalista. No interior, oito páginas, 3 das quais impressas, uma por dia das comemorações. 16,8 x 24 cm. Bom estado salvo pequenas manchas na capa, visíveis na fotografia.
Com a chancela do Gabinete da Ponte Sobre o Tejo, do Ministério das Obras Públicas, Lisboa, 1966.

Preço: 18 euros.



ORIGENS DO BAIRRO ALTO DE LISBOA

Verdadeira Notícia por


MARIO SAA


Opúsculo de 15 páginas, bem documentado. Transcreve no final «uma das 24 escripturas que o auctor deste opúsculo possúe àcêrca dos primeiros aforamentos no Bairro-Alto», datada de 1526, e provavelmente conservada aqui. Bom estado. Invulgar. 18,5 x 26,3 cm. Lisboa: Solução Editora, 1929.

Preço: 30 euros.



[Carta Dactiloscrita]


JOSÉ MANUEL SOARES DE OLIVEIRA


Dactiloscrito de 9 páginas, datado de 9 de Setembro de 1947, assinado pelo seu autor, o director do jornal ALA no biénio 1946-1947. No texto, o autor faz uma revisão da actividade do jornal nesse período, antes de resignar ao cargo. Muito curiosa a parte da carta dedicada aos colaboradores (Afonso Botelho, Manuel Falcão, Freitas Leal, Luiz Archer, Nuno Teotónio Pereira, Henrique Barrilaro Ruas, etc.), ou outra em que refere problemas com a tipografia.

A ALA foi um jornal ligado aos universitários católicos portugueses, fundado em 1941, com crítica literária, poética, teatral, musical e de belas-artes, secção de desporto universitário e outras. Ao longo da sua história publicou colaborações importantes de Vitorino Nemésio, Salette Tavares, Ruy Cinatti, Francisco de Sousa Tavares, Jorge Botelho Moniz, Vasco Miranda, Ruben A. ou Noël de Arriaga.

Carta de 9 folhas dactilografadas apenas de um lado, com assinatura manuscrita do autor no final. Agrafadas. Formato 22 x 27 cm.

Preço: 30 euros.


Camarões /// 1888

[06Set15]

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OS CAMAROES

Monólogo em Verso
Traducção Livre de Les Écrevisses de Jacques Normand

ACACIO ANTUNES


Versão do poeta e dramaturgo figueirense Acácio Antunes [1853-1927] de um curioso monólogo em verso de Jacques Normand, Les Écrevisses (consultar aqui o texto original ilustrado), adaptado à realidade portuguesa: Paris torna-se Azeitão.

15 páginas. 11,5 x 17 cm. Capa com pequenos defeitos. Lisboa: Tavares Cardoso & Irmão Editores, 1888.

Preço: 10 euros.


HUMBERTO DELGADO

[16Fev15]


EL CASO HUMBERTO DELGADO

SUMARIO DEL PROCESO PENAL ESPAÑOL


Edição de JUAN CARLOS JIMÉNEZ REDONDO


El 24 de Abril de 1965 se descubren en Villanueva del Fresno, muy cerca de la frontera portuguesa, los cadáveres de un hombre y una mujer, identificados como el general luso Humberto Delgado y su secretaria Arajaryr Moreira de Campos. Tras un largo y laborioso proceso de investigación, el juez especial Crespo Márquez consigue reunir las pruebas incriminatorias suficientes para imputar ambos delitos a agentes de la policía política del régimen de Oliveira Salazar.

455+(7) páginas. 17 x 24 cm. Série Estudos Portugueses, n.º 17. Ilustrado com fotografias do local onde foram descobertos os cadáveres ocultados pela PIDE. Exemplar como novo. Mérida: Gabinete de Iniciativas Transfronteirizas da Junta de Extremadura, 2001.

Preço: 20 euros.



HUMBERTO DELGADO (1906-1965)

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Brochura publicada aquando da transladação dos restos mortais do General Humberto Delgado para o Panteão Nacional, em 1990. Textos de Iva Delgado. Ilustrado com fotografias. Inclui cronologia biográfica. 28 páginas. Papel couché. 21 x 21 cm. Lisboa: Instituto Português do Património Cultural, 1990.

Preço: 15 euros.


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O PAPA NO DECIMO NONO SECULO


J. MAZZINI

Triumviro da República Romana

Giuseppe Mazzini (1805-1872), escritor, jornalista, activista, político e ex-carbonário, é uma das figuras principais do chamado Risorgimento, movimento que na segunda metade do século XIX pugnou pela unificação dos vários estados italianos num único país com um governo central, secular e republicano. Várias vezes exilado por motivos políticos, na Suíça, em França e em Inglaterra, participou na fundação de uma Segunda República Romana (1849), insubmissa ao poder papal, onde desempenhou funções no triunvirato governativo. O projecto falhou, seguindo-se novo exílio para o autor, e a publicação do libelo anti-papal que aqui se apresenta, em tradução portuguesa publicada no mesmo ano da edição original.

Com 64 páginas e 11 x 16 cm. Capa com mínimas falhas de papel, e uma assinatura de posse («205 – Joaquim  Martins»). Assinatura de posse, também, no topo da primeira página do texto, visível numa das fotografias. Última página com falta de uma porção inferior, já fora da mancha de texto. Bruxelas: na Imprensa de V. Wouters, 1850.

Raro.

Preço: 15 euros.





O PERIGO DAS PAIXÕES INDISCRETAS

CONTO ALLEGORICO

MADAMA D’UNCY


Traduzido por António Maria do Couto (1778-1843), professor de grego, tradutor de HomeroVoltaire, Marmontel, Mme. d’Aulnoy, e biógrafo de Bocage e José Agostinho de Macedo.

Com uma nota do tradutor. (vi)-72 páginas. 11 x 15,5 cm. Capa de papel da época. Com pequenos defeitos normais para a idade. Produção XL. Lisboa: na Impressão de J.F.M. de Campos, 1815. Há notícia de uma primeira edição em 1803, com um subtítulo mais desenvolvido: Conto allegorico e moral para serviço de lição à Mocidade.

Preço: 15 euros.


Cartão pessoal do empressário de cinema Vicente Alcântara, posterior a 1949, com curiosas fontes tipográficas da época e uma mensagem pessoal, no verso, dirigida ao cineasta Baptista Rosa, com o seguinte texto:

Preciso hoje 5.ª feira sem falta o texto para domingo até às 5 horas.

Vicente Alcântara foi um empresário de cinema activo principalmente no 2.º quartel do século XX, no período em que o cinema passou de mudo a sonoro, e do preto e branco à cor. Sócio-gerente da firma FILMES ALCÂNTARA, foi empresário do cinema Odeon desde 1937, ao qual juntou os cinemas Palácio e Royal a partir de 1949, tendo sido um dos responsáveis por introduzir nas salas de cinema portuguesas filmes de cariz popular, como os melodramas e musicais de línguas latinas. Em 1921, num famoso rasgo de génio e ainda no tempo do cinema mudo, foi o primeiro empresário, em sociedade com Artur Emauz, a contratar ALFREDO MARCENEIRO. No contrato ficou estabelecido que Marceneiro cantaria nos intervalos das sessões do cinema CHIADO TERRASSE, e ao que se sabe, tanto o fadista como as sessões do cinema saíram extremamente beneficiados, em termos de fama e público.

Medidas do cartão: 14x8cm.

Preço: 10 euros.


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FÚRIA DE VIVER


Um dos títulos mais procurados dos célebres Cine-Romance, Fúria de Viver («Rebel Without a Cause») é o n.º 10 do VII volume da colecção bi-semanal, publicado a 23 de Outubro de 1956. Um filme estreado no ano anterior, realizado por Nicholas Ray, com James Dean, Natalie Wood e Dennis Hopper, aqui na novelização de Mota da Costa.

Com 32 páginas e 12 x 16,5 cm. Inclui 24 fotografias do filme, em sépia. O “cromo” da última página é a «jovem vedeta da MGM», Betty Lou Keim. Edição da Fomento de Publicações, com direcção de José Piedade Ferrão.

Preço: 10 euros.



BREVES OBSERVAÇÕES ACERCA DO QUE

DO EXERCITO

E PARTICULARMENTE DA ARMA D’ARTILHERIA

DISSE NA CAMARA DOS SENHORES DEPUTADOS EM SESSÃO DE 17 DE DEZEMBRO DE 1865 O SENHOR DEPUTADO

JOSÉ PAULINO DE SÁ CARNEIRO

CORONEL DO 7.º REGIMENTO D’INFANTERIA

Texto não assinado, contestando a intervenção na Câmara dos Deputados do Coronel Sá Carneiro, que terá feito «uma verrina contra o exército e, mais particularmente, contra as armas scientificas; e entre estas a artilheria [que] foi triturada, polvorisada, e reduzida à nulidade». Em brochura. Final do texto tem a data de 24 de Dezembro de 1865. 30 páginas. 13,5 x 20,5 cm. Picos de humidade. Bom estado geral. Lisboa: Typographia Universal, 1866.

Preço: 12 euros.



PARA OS NOSSOS FILHOS

LEREM AOS 18 ANNOS

CONSELHOS D’UM MEDICO

ALFREDO FOURNIER


Meus amigos, eis-vos chegados a uma edade, que já não é a infancia nem sequer a adolescencia. A aurora de uma epoca differente annuncia-se em vos por um conjuncto de signaes que sao os apanagios de uma virilidade proxima. N’uma palavra, ides ser homens.

Traduzido do francez. 3.ª edição (1905). 44 páginas. 12 x 16 cm. Sem menção de tradutor, local de publicação ou editor, mas com indicação para distribuição gratuita.

Preço: 10 euros.



A SOJA

SUA CULTURA E USOS


ARTUR CASTILHO


Capa assinada «Ribeiro». Ilustrado. 15 páginas. 14 x 20 cm. Em excelente estado de conservação. Colecção Campanha da Produção Agrícola, série B, n.º 17. Serviço editorial da Repartição de Estudos, Informação e Propaganda do Ministério da Economia / Direcção Geral dos Serviços Agrícolas, 1942.

Preço: 10 euros.



APROVEITAMENTO DA POUPANÇA NACIONAL
EM BENEFÍCIO DA COLECTIVIDADE,
POR MEIO DOS CERTIFICADOS DE AFORRO


Brochura promocional da Junta do Crédito Público, que anuncia as vantagens dos recém-criados Certificados de Aforro:

«Quis-se preencher, por meio dos certificados de aforro, uma lacuna de há muito verificada, e que se traduz na fuga ou quiçá no desinteresse das pequenas economias pelo rendimento comercial dos dinheiros resultantes da poupança, conseguida muitas vezes à custa de tantos sacrifícios.
Sente-se e é notório o afastamento da circulação real de vários capitais, amealhados ou entesourados, à maneira antiga, nas impenetráveis burras à prova de fogo, ou mais poèticamente, em esconderijos cujo segredo passa de geração em geração ou ainda guardados na palha dos colchões, em pés-de-meia ou em panelas de barro, algumas vezes cautelosamente emparedadas.
Esse dinheiro, ciosamente imobilizado na melhor das intenções, previdentemente guardado para as incertezas do dia de amanhã, não vê a luz do sol nem se lhe dá o calor da utilidade para que foi criado no interesse de cada um, seu possuidor, em particular, e da comunidade em geral; torna-se, na conjectura económica, um elemento de perturbação e transforma afinal, em improdutiva avareza, um belo sentimento de previdência que está na base da poupança e que bem entendido, deve ser estimulado e acarinhado como factor de riqueza nacional.»
Etc.

Comparar aqui com a descrição actual do IGCP. /// Raro folheto de 8 páginas + capa ilustrada. Agrafado. 10,5 x 15 cm. Composto e impresso na Tipografia Portuguesa, Lisboa, 1961.

Preço: 10 euros.