A REPUBLICA (1870)

[02Ago18]


A REPUBLICA

COMEDIA EM UM ACTO ORIGINAL

AUGUSTO DA SILVA CARVALHO


Representada pela primeira vez no Theatro de Variedades,
com geraes applausos.

Diz-nos Sousa Bastos, na Carteira do Artista, que Silva Carvalho «teve diversos empregos, acabando em negociante de moveis. Foi por muito tempo dedicado ás lettras, publicando um volume de versos e collaborando nos jornaes. Tambem fez algumas comedias, e, entre ellas, uma com o titulo A Republica, que se representou com muito agrado no theatro das Variedades.»

Na colecção Bibliotheca dos Actores. 16 páginas (por abrir). 11,5 x 16 cm. Alguns, poucos, picos de acidez no miolo. Bom estado. Lisboa: Typ. de Antonio José Germano, 1870.

Preço: 15 euros.



NOTAS SOBRE OS CEGOS


FERNANDO FALCÃO MACHADO


Assinado pelo autor com dedicatória. Acrescido de três recortes de notícias de jornal, sobre o tema e a conferência do autor no Ateneu Comercial, origem deste texto. Separata do Boletim da Assistência Social. Ano 10.º / N.º 107 a 110 Janeiro a Dezembro-1952. Com 22 páginas, e 17,2 x 24,1 cm. Composto e impresso em Lisboa. Bom estado.

Preço: 12 euros.



LISBOA, diverte-se;
PORTO, trabalha;
COIMBRA, estuda;
BRAGA, reza.

PORQUÊ?

Ensaio geosociológico


FERNANDO FALCÃO MACHADO


Um pequeno ensaio, curioso e invulgar. Assinado pelo autor com dedicatória a Henrique de Vilhena. 26 páginas (por abrir). 18,2 x 24,5 cm. Bom estado. Lisboa: Solução Editora, 1930.

Preço: 17 euros.



PÁSSAROS DE ASAS CORTADAS


LUÍS FRANCISCO REBELO
ARTUR RAMOS
[LUÍS DE] STTAU MONTEIRO
ALEXANDRE O’NEILL


Guião do filme, estreado no Coliseu do Porto a 19 de Abril de 1963, segundo a peça de Luís Francisco Rebelo, adaptada por Artur Ramos e Luís Francisco Rebelo, com diálogos de Luís de Sttau Monteiro e Alexandre O’Neill, e planificação de Artur Ramos.

Assinado no ante-rosto pelos quatro autores.

Ilustrado com inúmeros fotogramas do filme (“gravuras da Fotogravura”), alguns de página inteira. Capa de Miguel Flávio. Exemplar manuseado e com algumas manchas, e ainda um carimbo de posse no topo da página dos autógrafos. Anotação manuscrita na página de guarda posterior (página em branco, verso do colofón). 138+(6) páginas. 12,5 x 18,5 cm. Lisboa: Prelo, 1963.

Invulgar.

Preço: 55 euros.



CARTEIRA DO ARTISTA


SOUZA BASTOS


Apontamentos para a Historia do Theatro Portuguez e Brazileiro acompanhados de notícias sobre os Principaes artistas, escritores dramaticos e compositores estrangeiros.

Jornalista e “homem do teatro” — empresário, director teatral, encenador e ensaiador, dramaturgo e dramatógrafo —, António de Sousa Bastos (1844-1911), marido da actriz Palmira Bastos, compilou esta grande e pequena história do teatro português seu contemporâneo, o do final do século XIX, com espaço para muito mais do que actores, dramaturgos e salas de teatro.

Os índices alfabéticos listam: actores portuguezes e brazileiros; actrizes portuguezas e brazileiras; aderecistas; architectos, auctores de figurinos e decoradores; artistas dramáticos estrangeiros; benemeritos do theatro; cabelleireiros de theatro; cantores portuguezes; companhias diversas; contraregras; curiosidades theatraes; decretos, portarias, tratados e outros documentos referentes ao theatro; diversos empregados de theatro; dramas, comedias, tragedias, operas-comicas, revistas e peças phantasticas notaveis pelo seu merecimento ou pelo sucesso que obtiveram; emprezarios theatraes; ensaiadores portuguezes e brazileiros; escriptores, dramaticos e criticos theatraes, portuguezes e brazileiros; escriptores dramaticos estrangeiros; guarda-roupas; machinistas; musicos estrangeiros; musicos portuguezes e brazileiros; operas e dansas; pontos; scenographos; theatros estrangeiros; e theatros portuguezes e brazileiros.

Esta espécie de enciclopédia caótica do teatro, repleta de pequenas gravuras, está inicialmente organizada cronológicamente, por dias e meses do ano: nascimentos de determinado actor, estreia de uma dada peça, abertura de uma nova sala, etc.
Este calendário ocupa um pouco mais de metade do livro, bem organizada. Mas a partir da página 475, a sucessão de apêndices, acrescentos, correções, adendas, novas informações, rectificações, ampliações e eventos sem data torna a pesquisa de informação uma curiosa aventura proto-hipertextual para a qual o índice de 30 páginas supra-citado é a peça chave.

Primeira edição. Lisboa: Antiga Casa Bertrand — José Bastos, Editor, 1899. Com 868 páginas, e 18,5 x 26 cm. Encadernação com lombada em pele. Aparado. Conserva a capa de brochura anterior, uma litografia de Raphael Bordallo Pinheiro. Pequenas e inócuas marcas de bicho do papel em algumas páginas. Assinatura de posse no rosto. Bom estado.

Digitalizado e disponível online aqui.

Preço: 115 euros.



O SALITRE E SUAS IMEDIAÇÕES


MÁRIO COSTA


Palestra proferida na sede do Grupo Desportivo do Banco de Portugal em 5 de Dezembro de 1951, e repetida no Grupo «Amigos de Lisboa», em 24 de Janeiro de 1952.

História/Memória das transformações da zona circundante à Rua do Salitre, em Lisboa. Ilustrado com a reprodução de seis gravuras, duas do Passeio Público e quatro de teatros entretanto desaparecidos. 61+(17) páginas. 17 x 23 cm. Capa com pequenos picos de oxidação, visíveis na fotografia supra. Miolo impecável. Bom estado de conservação. Lisboa: Amigos de Lisboa, 1952.

Preço:  25 euros.



O ARCO BELÉM — S. JULIÃO DA BARRA,
CONTORNO DA ENSEADA DE PAÇO DE ARCOS


LÍVIO DA COSTA GUEDES


Um estudo para «profissionais», «pescadores», «turistas» e «desportistas», que inclui um «somatório de notícias e alterações sofridas» neste trecho da margem do Tejo, e refere «a importância militar e económica da enseada através dos tempos», com descrição e história das diversas fortalezas, portos e localidades que a zona compreende. Em anexo, transcrevem-se documentos fundamentais, complementados com as biografias dos arquitectos, engenheiros e militares envolvidos nas construções referidas [vide índice nas fotografias supra]. Contém a reprodução a cores de cinco gravuras, duas delas desdobráveis, em extra-texto, e papel couché.

Prefácio de Vasco da Costa Salema. Separata do 54.º volume do Boletim do Arquivo Histórico e Militar. 200+(14) páginas. 16,5 x 23 cm. Assinatura de posse no canto superior interior da página de guarda. Ténues marcas de bicho do papel na capa, e ligeiro vinco sob o nome do autor. Lombada amarelecida. Miolo impecável. Bom exemplar. Lisboa: Câmara Municipal de Oeiras, 1986.

Preço: 20 euros.



A MANUTENÇÃO MILITAR

1920-1921

RELATÓRIO DA GERÊNCIA

FRANCISCO DE PINA LOPES


O Major Francisco de Pina Lopes, com uma carreira militar preenchida de honras e louvores, destacou-se na organização administrativa [«modelar», segundo Gomes da Costa, e «com a mais severa economia e perfeição»], tanto na Guarda Fiscal como na 1.ª Divisão do C.E.P., mas também, depois da Guerra, na Manutenção Militar. Foi eleito senador em 1915, e deputado em 1919, tendo exercido funções de secretário e relator de diversas comissões relativas a assuntos militares, fiscais e orçamentais. Finalmente, nos governos de António Maria Baptista e José Ramos Preto, foi Ministro das Finanças. Após passar à situação de licença ilimitada, em 1923, foi administrador da C.P. e de várias outras indústrias e bancos, nacionais e ultramarinos [conferir GEPB, 21, 690-691].

Este relatório da gerência da Manutenção Militar, correspondente ao biénio 1920-1921, é um excelente exemplo das ditas capacidades organizativas e administrativas de Pina Lopes, que procura ser «intérprete fiel e austero» do que observou, executou e fez executar, num momento orçamental difícil. Extenso e detalhado, com fotografias, desenhos e tabelas e mapas desdobráveis, pormenoriza secções, divisões, serviços, sucursais e depósitos, funções e vencimentos do pessoal, a instrução, o fardamento, a disciplina, os transportes ou a produção cerealífera — destaque para o capítulo VIII, sobre a Greve dos Padeiros (p. 31-33).

Com 16,5 x 22 cm, e 78+[67]+XXI+(3) páginas, contém 58 fotografias [desde a barbearia à biblioteca, passando pela marcha das operárias e o touro holandês da sucursal dos Olivais], 2 páginas com desenhos [a produção de pão e a produção de enchidos], 2 mapas desdobráveis e 2 tabelas desdobráveis. Em muito bom estado de conservação.

Invulgar.

Preço: 40 euros.



ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA
DO MUNICÍPIO DE LISBOA


EDUARDO FREIRE DE OLIVEIRA


Título e autor, tal qual figuram no rosto: Elementos para a História do Município de Lisboa, por Eduardo Freire de Oliveira, arquivista da Camara Municipal da mesma cidade. 1.ª PARTE. Publicação mandada fazer a expensas da Camara Municipal de Lisboa, para commemorar o centenario do Marquez de Pombal em 8 de Maio de 1882.

Mais de 10 mil páginas de documentos oficiais de algum modo relevantes, organizados cronologicamente e alusivos a séculos de assuntos invariavelmente díspares — as iguarias de um banquete celebratório, a colocação na prisão do Limoeiro do líder de uma «companhia de comediantes de Castella», a lista das pessoas de cada freguesia que se recusam a participar numa campanha de limpeza pública, a morte do rei —, num panorama que permite acompanhar os reflexos da política e da história do país nas várias decisões e questões do município d’esta cidade onde desde muito cedo esteve instalado um Governo demasiado centralista.

Temos assim «a carta regia que trouxe a communicação official da morte de Filippe II» (tomo II, quase todo dedicado ao “tempo dos Filipes”, pág. 590), «a ruína de Lisboa», no sábado 1 de Novembro de 1755 (tomo XVI, a partir da página 133, com lista e descrição sumária de abalos sísmicos anteriores, nomeadamente os de 1309, 1321, 1344, 1356, 1512, 1531, 1551, 1575, 1597, 1598, 1699 e 1724), a inauguração da estátua equestre de D. José (em parte citada aqui) ou a «consulta da Cammara a el-rei em 2 de julho de 1650», onde se propõem os nomes de «doze fidalgos, doze cidadãos e doze homens do povo» para «terem as chaves das quatro portas da cidade» (tomo V, p. 208, antecedendo em algumas páginas a lista exaustiva dos preços de venda de todo o tipo de animais para alimentação, indexados inteiros, em partes, e por género).

O primeiro documento transcrito no tomo I, que não o foral de 1179, data de 7 de Novembro de 1190, e o último documento transcrito no tomo XVII data de 23 de Agosto de 1777. Entre ambos, os diversos prefácios e as anotações constantes de Freire de Oliveira (1841-1916) desvelam e aprofundam as origens e importância dos textos que transcreve. Contém ainda algumas ilustrações, muito poucas, destacando-se a litografia da Divisa da Cidade, que abre o tomo X, ou a «planta litographada da sala das sessões do senado da camara de Lisboa, que acompanha a carta regia de 13 de Novembro de 1773» (tomo I, pág. 68).

[Para uma descrição mais detalhada da cronologia de cada tomo, consulte-se o artigo de António Miranda na Rossio n.º 1, de 2013. Como o plano cronológico da 1.ª parte da obra deveria ter prosseguido até ao ano do início da publicação (1882), suspeita-se que, além da nunca publicada 2.ª parte, também desta 1.ª parte terá ficado por publicar pelo menos um tomo, para o período 1777-1882.]

Obra completa (tudo quanto se publicou), em XVII tomos de 16,5 x 24,5 cm (66cm de estante), Lisboa: Typographia Universal, 1882-1911.

Tomo I, 1885, (12)+661+(5) págs. Tomo II, 1887, xiv+593+(2) págs. Tomo III, 1888, vi+584+(3) págs. Tomo IV, 1889, xii+628+(3) págs. Tomo V, 1891, vi+620+(3) págs. Tomo VI, 1893, ix+627+(2) págs. Tomo VII, 1894, cxii+466+(3) págs. Tomo VIII, 1896, vi+593+(3) págs. Tomo IX, 1898, vi+617+(4) págs. Tomo X, 1899, viii+595+(2) págs. Tomo XI, 1901, vi+632+(3) págs. Tomo XII, 1903, (10)+652+(3) págs. Tomo XIII, 1904, (6)+622+(3) págs. Tomo XIV, 1906, (6)+634+(3) págs. Tomo XV, 1906, (6)+630+(3) págs. Tomo XVI, 1910, xiv+567+(4) págs. Tomo XVII, 1911, (6)+622+(3) págs.

Acrescentam-se os dois volumes de índices, publicados cerca de 40 anos mais tarde: Índice dos «Elementos para a História do Município de Lisboa», por Esteves Rodrigues da Silva, sob a direcção de Jaime Lopes Dias, 2 vols., Lisboa: Câmara Municipal, 1942-1943. Com 396+578 páginas, e 17 x 22,5 cm. Capa do volume II com um rasgão restaurado. Páginas por abrir.

Todos os 19 volumes em brochura e 17 deles com as páginas por abrir. Bom estado geral, com não mais do que pequenos defeitos dispersos (muito ocasionais picos de humidade; algumas lombadas mais amarelecidas que outras; bicho de papel que atacou superficialmente a capa do tomo VI; e situações afins, de pouca monta).

Conjunto invulgar.

Preço: 480 euros.



LISBOA EM QUATRO HORAS
E LISBOA EM QUATRO DIAS


Nova Edição. Um guia turístico de Lisboa com 122 anos. Sem menção do autor (há referências de uma edição com o mesmo título, no Rio de Janeiro, uns 8 anos antes, igualmente sem autoria indicada). 82 páginas. 14 x 19 cm. Encadernação recente em sintético, impecável. Sem a capa de brochura anterior. Não aparado. Algumas páginas por abrir. Raro. Lisboa: Typ. da Companhia Nacional Editora, 1895.

Preço: 60 euros.



PIERROT E ARLEQUIM,

PERSONAGENS DE TEATRO
Ensaios de dialogo seguidos de commentarios

JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS


Peça originalmente publicada no primeiro número da revista Athena, dirigida por Fernando Pessoa, em Outubro de 1924, o mês anterior a esta edição. «Embora muitas vezes considerado como uma obra de teatro, Pierrot e Arlequim foi anunciado como conferência, «da série Harmonia», pelo Diário de Lisboa (7 e 12 de fevereiro e 9 de outubro de 1924).» [modernismo.pt]

Desenhos de Almada incluídos: um autoretrato, dois figurinos, um desenho allusivo e o motivo da capa.

Primeira edição em livro. 68+(2) páginas, a penúltima delas anunciando a publicação para breve da peça Portugal (trez actos), o que não chegou a acontecer. 13 x 19 cm. Lisboa: Portugalia Editora, [Nov.] 1924.

Exemplar encadernado em sintético (encadernação sóbria e sólida, em excelente estado de conservação), com a capa anterior mas não a posterior, aparado (perdeu as pequenas badanas, não impressas), e com duas faltas de papel: uma no canto inferior interior da página de rosto, a outra no canto inferior interior da última página, a 68, este fazendo desaparecer para sempre, do fundo da página 67, as duas últimas letras da palavra “grandes” bem como toda a palavra “asas”… [clique nas fotografias supra]. Miolo muito limpo, em excelente estado de conservação, tal como os quatro desenhos e a capa. Com ex-libris distinto, de anterior proprietário. No geral, um exemplar muito interessante — onde as virtudes compensam os defeitos — de uma obra essencial da bibliografia do artista.

Raro.

Preço: 150 euros.



MARCELO REBELO DE SOUSA
A REVOLUÇÃO E O NASCIMENTO DO PPD
(Abril de 1974 a Maio de 1975)
2 volumes (obra completa). 1.º volume em 2.ª edição. 2.º Volume em 1.ª edição. Revisão e índices de Vasco Rosa. 1133+xxvii+lx páginas. 15,5 x 24 x 7 cm. Excelente estado de conservação. Lisboa: Bertrand Editora, 2000.
Preço (do conjunto): 20 euros.

CAMARATE
Relatórios Finais das Comissões Parlamentares de Inquérito.
Uma iniciativa do deputado Nuno Melo, presidente da VIII Comissão Parlamentar de Inquérito à Tragédia de Camarate. Coordenação editorial de Helena Alves e Noémia Bernardo. Tiragem de 1000 exemplares, não esgotados. 678 páginas. 15 x 21 cm. Bom estado de conservação. Lisboa: Assembleia da República, 2005.
Preço: 10 euros.

INÊS SERRA LOPES
CAMAROTE. A VERDADE NÃO PRESCREVE
Prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa. A jornalista, à época grande repórter d’O Independente, revisita teorias, depoimentos e entrevistas, e acrescenta novos dados ao processo, defendendo, sem quaisquer dúvidas, a teoria do atentado. 250 páginas. 15,5 x 23,5 cm. Bom estado. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1996.
Preço: 15 euros.

AUGUSTO CID
CAMARATE
Augusto Cid, membro do PSD desde 1974 e autor das setas do símbolo do partido, dedicou uma parte da sua vida à investigação do Caso Camarate, e este volume de peso ficou como testemunho desse período e ponto de paragem obrigatório de qualquer pesquisa sobre o Caso. 1.ª edição. Ilustrado. 902 páginas. 14,5 x 21 cm. Com marcas de uso, entre as quais dedicatória não-autoral na página de rosto. Lisboa: Distri Editora, 1984.
Preço: 15 euros.

FRANCISCO SÁ CARNEIRO
TEXTOS (1969-1974)
2 volumes (de um total de 3). Volume 1 de 1969 a 1973, e Volume 2 de 1973 a 1974. Bom estado, embora a lombada do primeiro volume possua alguns vincos. 382+470 páginas. 14 x 21 x 6 cm. Lisboa: Editorial Progresso Social e Democracia, 1982.
Preço (do conjunto): 10 euros.

ANTÓNIO MARIA PEREIRA
O PENSAMENTO DE SÁ CARNEIRO EM POLÍTICA EXTERNA
O autor foi «amigo e advogado de Francisco Sá Carneiro», e deputado pelo PSD. 179 páginas. 13,5 x 21 cm. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1981.
Preço: 10 euros.

[Jornal] O DIÁRIO
WATERGATE SÁ CARNEIRO
(História de Uma Fraude)
«Quando O Diário revelou, em 14 de Abril de 1976, a existência das dívidas dos irmãos Sá Carneiro à banca nacionalizada, o chefe do PSD estava bem longe de imaginar que esse caso iria provocar, quatro anos depois, o pedido de uma reunião extraordinária da Assembleia da República, e que poria em causa o seu ambicionado cargo de Primeiro-Ministro.» Ilustrado. Inclui transcrições e fac-símiles de requerimentos e peças do processo de Sá Carneiro contra o jornal O Diário, e elementos da defesa que factualizam a informação considerada caluniosa pela acusação. 142 páginas. 15 x 21 cm. Capa de Balthazar. Lisboa: Editorial Caminho, 1980.
Preço: 15 euros.



BAIRRO DA LIBERDADE


MANUEL MARTINHO


Aquilo prestava-se pouco. Bairro da Liberdade, gente de casebres, pegado com Monsanto, vizinhos do aqueduto, nem de graça se iria para lá. E, no entanto, a encosta da serra começou a povoar-se. Vinham famílias sacudidas pela miséria, abrigar-se comodamente, por cem mil reis de renda. Três cubículos de madeira velha, telhas em cima de vigas que o cair das chuvadas logo apodrecia, portas estreitas onde o gemido, o pranto ou a alegria eram vizinhos da rua — e tudo isto rodeado de um chão barrento onde os homens, as mulheres e as crianças deixavam marcados os trilhos do seu caminho.
Na cidade, no centro, ninguém lhes dava guarida. Gente pobre, carregada de filhos, enxovalhada na roupa que se traz todos os dias, morar em casas, era uma ousadia dos diabos!
Alfama, Mouraria, Santa Isabel ou Alcântara estavam exigentes. Queriam hóspedes de gravata, de pouca serventia de cozinha e não bandos precatórios de tachos enfarruscados, com crianças de peito. [pp. 11-12]


Romance. 291 páginas. 13,5 x 19,5 cm. Encadernação sintética recente em óptimo estado de conservação e muito sólida. Bom exemplar. Lisboa: Bolsa Cultural, 1948.

Invulgar.

Preço: 25 euros.



Os contos de Maria Judite de Carvalho, pela exímia perfeição técnica, pela aparente facilidade, pelo fluxo límpido e limpo, pela estrutura cerrada, pela lucidez e ironia para com os factos tristes ou horríveis narrados, pelo tom natural e matter of fact das conclusões, pela originalidade do seu significado, pela variedade de temas e situações, pela economia e rigor da expressão — correspondem a um conceito evoluído e bem contemporâneo deste género literário. (José Palla e Carmo)


TANTA GENTE, MARIANA
2.ª edição. Assinado pela autora com dedicatória de amizade a José Palla e Carmo. 147 páginas. 10,5 x 18 cm. Colecção Livro de Bolso Arcádia / Autores Portugueses n.º 7. Com um carimbo da tiragem comprovada pela SPA (este o exemplar n.º 714). Bom exemplar. Lisboa: Arcádia, 1960.
Preço: 25 euros.


AS PALAVRAS POUPADAS
Contos. Primeira edição. Assinado pela autora com dedicatória de amizade. Colecção Autores Portugueses n.º 27 (correcto no miolo, mas não na lombada, onde aparece como n.º 25). Exemplar n.º 2117 de uma tiragem (de provavelmente 3000, após algum “êxito” com Tanta Gente, Mariana, um ano antes) declarada à SPA. 168 páginas. 10,5 x 18 cm. Bom estado. Lisboa: Arcádia, 1961. Prémio Camilo Castelo Branco em 1962.
Preço: 35 euros.


OS ARMÁRIOS VAZIOS
Primeira edição do primeiro romance da autora. Capa de João da Câmara Leme. 167 páginas (por abrir). 13 x 19 cm. Usado. Colecção Contemporânea, n.º 83, da editora Portugália, Lisboa, 1966.
Preço: 17 euros.


AS PALAVRAS POUPADAS
4.ª edição. Colecção Século XX n.º 292. Com 134 páginas, e 14 x 21 cm. Carimbo de posse inócuo na primeira página. Bom estado. Lisboa: Publicações Europa-América, 1988.
Preço: 10 euros.


PAISAGEM SEM BARCOS
Contos. Capa com pintura de Francisco Simões. Colecção Século XX n.º 319. 151 páginas. 14 x 21 cm. Bom estado. Lisboa: Publicações Europa-América, 1990.
Preço: 10 euros.



LISBOA DE OUTROS SÉCULOS

À SOMBRA DOS PAÇOS REAIS

CEM ANOS DE PITORESCO

O NAMÔRO LISBOETA NO SÉCULO XIX


FRANCISCO CÂNCIO


Obra histórica completa em 3 volumes, publicados em fascículos entre 1940 e 1941, aqui reunidos num único tomo monumental de 1340 páginas [561-(13)+463+304]. Ilustrada com fotografias e desenhos. 16,5 x 26,5 cm. Edição do autor. Primeiro volume anuncia uma tiragem de 300 exemplares.

Encadernação com lombada e cantos em pele (meia-francesa), com quatro nervos e os corvos vicentinos na lombada, de manufactura recente e em excelente estado de conservação. Miolo limpo e sem manchas, ligeiramente aparado. Raro conjunto.

Peça de colecção.

Preço: 280 euros.




Do autor, sobre as tradições do Ribatejo, aqui.



NO LEILÃO AMEAL


GUSTAVO DE MATOS SEQUEIRA


1.ª edição rara, limitada a 500 exemplares. Um leilão lendário, pela qualidade e história dos lotes exibidos e despicados, dado a ver no relato telegráfico-cómico de Matos Sequeira, bastante adequado.

Título completo: NO LEILÃO AMEAL. 31 de Março a 16 de Abril de 1924. Crónica Amena de uma Livraria a Menos.

Desenhos de Alberto Sousa. Lisboa: Empresa Editora e de Publicidade A Peninsular Lda., 1924. Com 66 páginas e 14 x 20 cm. Meia-encadernação de pele com cantos, e algumas marcas de uso na lombada, visíveis na fotografia; miolo aparado, preserva capa de brochura anterior.

Valorizado com anotações a lápis de anterior proprietário, que desvendam as iniciais de cada uma das caricaturas.

Peça de colecção.

Preço: 45 euros.




Reeditado pela livraria Letra Livre em 2008.



HISTÓRIAS À MARGEM DE UM SÉCULO DE HISTÓRIA


F. KEIL DO AMARAL


Livro de “memórias da família” do arquitecto Francisco Keil do Amaral (1910-1975), publicado na Biblioteca de Estudos sobre a Sociedade e a Cultura Portuguesas, secção I, n.º 6, da editora Seara Nova, Lisboa, 1970. Capa de Guilherme Lopes Alves. 242 páginas. 14 x 22 cm. Bom estado.

Assinado pelo autor com dedicatória datada de 1970.

Preço: 25 euros.



CARICATURAS PESSOAIS


FRANCISCO VALENÇA


Colecção do Sempre Fixe, n.º I. Exemplar enriquecido com 10 outras caricaturas de Valença recortadas de jornais e identificadas, adicionadas ou em páginas do livro ou em página à parte, como se pode ver em duas das fotografias. 215 páginas. 19 x 24 cm. Manuseado, mas um exemplar bastante interessante. Porém, tem faltas de papel símiles (visíveis nas fotografias) no pé das páginas 5, 99 e 213, e inócua falta da página de guarda. No verso da capa tem dois ex-libris. Lisboa: Renascença Gráfica, 1931.

Invulgar.

Preço: 90 euros.



LISBÔA DO PASSADO
LISBÔA DE NOSSOS DIAS


GOMES DE BRITO


José Joaquim Gomes de Brito (1843-1923), olisipógrafo de monta — ou mesmo o criador dos estudos toponímicos, no dizer de Luiz Pastor de Macedo —, publicou no mesmo ano um outro livro igualmente curioso, sobre livreiros e impressores em Lisboa na segunda metade do século XVI.

183 páginas. 13,5 x 21 cm. Bom exemplar, embora com ligeiro desgaste na lombada. Miolo impecável. Lisboa: Livraria Férin — Baptista, Torres & C.ta, 1911.

Preço: 25 euros.