O PADRE MARCOS E O LIBERALISMO

SEU PAPEL NA REFORMA ECLESIÁSTICA

CURIOSIDADES HISTÓRICAS DOS CONCELHOS DE SESIMBRA E AZEITÃO

CARLOS HYDALGO GOMES DE LOUREIRO


Com foco inicial na “vida e obra” do Padre Marcos Pinto Soares Vaz Preto (1782-1851), maçon, confessor de D. Pedro IV de D. Maria II, etc.  — aborda de seguida um número de sesimbrenses ilustres — e acaba por ser, também, uma invulgar miscelânea de assuntos sesimbrenses e azeitonenses, que toca diversos pequenas questões concernentes a Palmela, Alhos Vedros ou Setúbal.

O autor, Carlos Hidalgo Gomes de Loureiro, nascido em Sesimbra, pertenceu à União Nacional e foi presidente de câmara em Montijo (1929-1932), tendo impulsionado a criação do parque municipal daquela cidade, que acabou por receber o seu nome. Ilustrado com 6 extra-textos: um retrato do Padre Marcos, e seis “vistas” fotográficas de exterior. Sem índice. 104+(12) páginas, por abrir. Formato largo: 24,8 x 19,8 cm. Bom estado geral, com manchas esparsas. Publicado em Sesimbra, [ed. do autor], 1939.

Preço: 40 euros.



ANTIGUIDADE TARDIA E PALEOCRISTIANISMO
EM PORTUGAL


M. JUSTINO MACIEL


Trabalho de investigação sobre História da Arte e Arqueologia na área da Antiguidade, em que se apresenta uma nova sistematização dos dados existentes da Antiguidade Tardia em Portugal e seus testemunhos artísticos. Após um levantamento dos refereciais históricos, arqueológicos e literários disponíveis, equaciona-se a interacção que neste contexto existe entre a cidade e o campo, bem como a progressiva abertura a este último e os reflexos que tal dinâmica produz nas manifestações artísticas.
Um estudo dos signos visivelmente conotados com as religiões orientais revela que eles se apresentam numa comunidade de uso de que participam quer a cultura romana quer o crisitianismo. A constatação desta realidade surge como profundamente significante de uma evolução da arte da Antiguidade Tardia numa dinâmica entre a opacidade e a transparência, que vem permitir novas abordagens da escultura, do mosaico e mesmo da arquitectura, da pintura e da decoração de cerâmica. Na sequência desta constatação, efectua-se uma nova leitura dos mais importantes monumentos dos contextos romano tardio, suevo e visigótico, progressivamente conotados com as propostas vivenciais cristãs. No centro desta realidade, quer numa perspectiva sintagmática, quer numa perspectiva paradigmática, estudam-se os monumentos de Tróia de Setúbal, onde a arte romana tardia se revela plenamente como em qualquer outro ponto do Império Romano. Esta investigação desenvolveu-se [ainda com] trabalhos de campo em vários [outros] locais, designadamente em Conímbriga, [e] na Villa Romana do Montinho das Laranjeiras (Algarve).

Com prólogos de J.M. Bairrão Oleiro e Theodor Hauschild. Ilustrado com fotografias, desenhos e plantas. 347 páginas. Formato álbum: 21 x 29,5 cm. Capa manuseada, miolo limpo e em bom estado. Lisboa: Edições Colibri, 1996.

Preço: 27 euros.