ESCRITOS POLÍTICOS

1933 – 1966


MARTIN HEIDEGGER


Tradução de José Pedro Cabrera. Capa de Dorindo Carvalho. Colecção Economia e Política n.º 38. Esgotado. 283 páginas. 16 x 23 cm. Bom exemplar. Lisboa: Instituto Piaget, 1997.

Preço: 15 euros.




SERVIÇO SOCIAL NO ESTADO NOVO


ANABELA CARVALHO
HELENA MOURO


(…) procuraremos demonstrar que a resposta ao falhanço do liberalismo, materializado em Portugal na instauração do Estado Novo, se realiza no domínio do Serviço Social, nos mesmos termos que nos países do capitalismo avançado. Também em Portugal a convergência entre o feminismo burguês e a filantropia cristã se manifesta num percurso que iniciado nos finais do Século XIX se integra em 1933 num projecto mais amplo veiculado pela Acção Católica Portuguesa, cujos valores, princípios, e projectos societais subjazem ao projecto corporativista do Estado Novo. Assim, a eventual identificação que possa estabelecer-se entre este e o Serviço Social resulta, em nosso entender, da inspiração comum de ambos: a democracia cristã. [da Introdução].

Capa de António Luís Catarino. 251-(4) páginas. 12 x 18 cm. Coimbra: Centelha, 1987.

Preço: 12 euros.



LADY CHATTERLEY’S LOVER


D. H. LAWRENCE


A The Odyssey Press publicou em Paris, após censura da obra nos Estados Unidos da América e no Império Britânico, a primeira edição inexpurgada de grande divulgação, em 1933. Do ano seguinte data esta quinta reimpressão. O texto é antecedido por uma “Carta Aberta aos Leitores de D. H. Lawrence”, de Frieda Lawrence, datada de 26 de Janeiro de 1933. Com (6)+360 páginas, e 11,2 x 18 cm. Lombada escurecida, com mínima falta de papel. No geral, um bom exemplar, de colecção. Paris: The Odyssey Press, 1934.

Not to be introduced in the British Empire or the U.S.A. [impresso na contracapa] — só seria publicado sem cortes nos E.U.A em 1959, e no Reino Unido em 1960; mais de 25 anos, e muitas edições clandestinas, depois.

Preço: 17 euros.



MEMÓRIAS DE UM EX-MORFINÓMANO. (Reportagem vivida nos mistérios dos alcalóides). Vol. I (único publicado). Muito invulgar primeira edição, pois em óptimo estado de conservação. Miolo limpo, salvo pequena assinatura de posse na página de rosto. Capa assinada «M. Guimarães XXXIII». 215 páginas. 12,8 x 17,9 cm. Porto: Marânus, 1933.
Preço: 50 euros.

AMOR SEM AMOR. (Novelas). Primeira edição. Colecção Obras Completas do Repórter X, vol. I. [p. 11, À “laia” de prólogo: «Todo o segredo desta colecção editorial das Obras Completas do Repórter X assenta nesta melancólica pena de não ver reunida à minha volta, os entes queridos do meu sangue literário. É uma arrumadela; uma recolha; uma metotisução — a primeira da minha vida e imposta pela minh’alma.»]. Desenho da capa assinado R. Nunes. Seis novelas, algumas das quais anteriormente publicadas em Espanha. 211 páginas. 11 x 17,5 cm. Bom estado de conservação. Porto: Matos & Oliveira, 1929.
CEMITÉRIO DA GLÓRIA E DA SAUDADE. (Crónicas). Primeira edição. Colecção Obras Completas do Repórter X, vol. II. Crónicas memoráveis, sobre Rudolfo Valentino, Sarah Bernhardt, Isadora Duncan, Homem Christo, personagens anónimas de anúncios classificados, obituários, palhaços, gémeas siamesas, actores, (…). 211 páginas. 11 x 17,5 cm. Bom estado de conservação. Porto: Matos & Oliveira, 1929.
Preço (conjunto do Vol.I e Vol. II das Obras Completas): 50 euros.

CINCO MIL FRANCOS POR MÊS. (Novela). Primeira edição. Capa de Jorge Barradas. Com pequenas falhas de papel na lombada. Manuseado. Frágil. 96 páginas. 12,7 x 19,3 cm. Lisboa: Empresa do Diário de Notícias, 1926.
Preço: 18 euros.



A GUERRA CIVIL DE ESPANHA


HELLMUTH GÜNTHER DAHMS


Título original: Der Spanische Bürgerkrieg (1962). Tradução portuguesa de Maria da Graça Cardoso. Ilustrado com 47 fotografias extra-texto, das agências de notícias EFE (Madrid) e Keystone (Paris). 347 páginas. 14,5 x 21 cm. Encadernação editorial, com a sobrecapa original em bom estado de conservação, salvo alguma perda de cor na lombada. Lisboa: Editorial Ibis, 1964. Só conheceria edição espanhola em 1966.

Preço: 15 euros.



BISMARCK

ARTÍFICE DE LA TERCERA REPÚBLICA FRANCESA

MARQUÉS DE QUINTANAR


Prólogo de RAMIRO DE MAEZTU. Brochado. 221 páginas. 14,5 x 20,5 cm. Madrid: Cultura Española, 1936. /// Exemplar autografado pelo autor com dedicatória ao antigo embaixador português LUÍS NORTON.

Ramiro de Maeztu, assassinado poucos meses após a publicação deste livro, e o Marqués de Quintanar [Fernando Gallego de Chaves Calleja, 1889-1974, Conde de Santibáñez del Río, «amigo fraternal» de António Sardinha e dos integralistas portugueses] foram ambos colaboradores próximos de Primo de Rivera durante a Ditadura. Após a queda da Monarquia e o advento da Segunda República fundaram a revista nacionalista Acción Española (1931-1937), propalado veículo reaccionário de ideias tradicionalistas, anti-liberais, anti-democráticas e anti-parlamentares.

Preço: 25 euros.





EL ALMENDRO Y LA ESPADA

POEMAS DE PAZ Y GUERRA


CONDE DE FOXÁ


Poemas de paz e de guerra, de Agustín de Foxá Torroba, Conde de Foxá (1903 – 1959), uma parte dos quais sobre a guerra civil espanhola; refira-se ainda a presença de um Canto a Roma dedicado a Mussolini. Foxá foi jornalista e diplomata falangista, e nas letras destacou-se também como autor de ficção científica.

Capa e desenhos de Jesús Olasagasti (1907 – 1955). Assinatura de posse, a lápis, na capa, do embaixador Luiz Norton. Capa com algumas manchas de humidade, e interior impecável, em excelente papel. Intonso. 119 páginas. 14,5 x 21 cm. San Sebastian: Editora Internacional, 1940.

Preço: 25 euros.


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VINGANÇA, de ALFREDO MARQUES. Novela, com 159 páginas, e 13,5 x 19,5 cm. Lisboa: Editorial Hercules, 1933. Capa e lombada com pequenos defeitos. Curioso.
Preço: 10 euros.

VIDA DE UM OPERÁRIO NUM PAÍS DE LESTE (Salário à peça), de MIKLOS HARASTZI. Título da edição original: Darrabér. Traduzido do húngaro por Judit Svaradja e Joel Aizac. Tradução do francês por Miguel de Araújo. Prefácio de Heinrich Boll. Capa de António Pedro. Colecção Vida e Cultura [n.º 79]. 234 páginas. 15 x 22 cm. Lisboa: Edição Livros do Brasil, [s.d.]. Manuseado.
Preço: 10 euros.

Rússia, 1918. TESTEMUNHO DOS OPERÁRIOS DE PETROGRADO. Tradução e prefácio de Francisco Ferreira (CHICO DA CUF). Ilustrado. 50 páginas. 12 x 19 cm. Lisboa: Fernando Pereira editor, [s.d.].
Preço: 12 euros.

REVOLUÇÃO SOCIAL. Conseqüências da noção cristã de propriedade sôbre a orgânica do trabalho, por EUGÉNIO DE BELONôR. Edição de Reacção, de Águeda (visado pela comissão de censura), 1933. Obra de curiosa composição tipográfica (composto e impresso na Tipografia Marques, no Porto). (10)-54 páginas. 11,5 x 16,5 cm. Óptimo exemplar.
Preço: 15 euros.

E O HORROR DAS RESPONSABILIDADES, de ÉMILE FAGUET. Obra datada de 1911. Traducção autorisada. Lisboa: Livrarias Aillaud e Bertrand, [s.d.]. Encadernado com capas de brochura, em tela, gravada, com assinatura do encadernador A. David. Aparado. Bom papel.
Preço: 10 euros.

O CULTO DA INCOMPETÊNCIA, de ÉMILE FAGUET. Tradução de Agostinho Fortes. 2.ª edição. Com ex-libris de Raul Esteves dos Santos. Bom exemplar (aparado). 177 páginas. 11,5 x 17,5 cm. Lisboa: Livrarias Aillaud e Bertrand, [s.d.].
Preço: 12 euros.

O CULTO DA INCOMPETÊNCIA, de ÉMILE FAGUET. Tradução de Agostinho Fortes. 2.ª edição. Encadernação modesta, sem capas de brochura. 177 páginas. 11,5 x 17,5 cm. Lisboa: Livrarias Aillaud e Bertrand, [s.d.].
Preço: 10 euros.

O PRINCÍPIO DE PETER, por LAURENCE J. PETER e RAYMOND HULL. Tradução de M. Bento e Patrícia Joyce. Capa de Mel Calman. Com ilustrações oitocentistas da revista Punch. 215-(5) páginas. 14 x 21 cm. Primeira edição portuguesa, apenas dois anos após o original norte-americano (The Peter Principle). Lisboa: Editorial Futura, 1971. Em excelente estado de conservação.
Preço: 12 euros.

O RECEITUÁRIO DE PETER. Como Produzir, Confiar e Ser Competente, por LAURENCE J. PETER. Tradução de Patrícia Joyce. Capa de Mel Calman. 265-(6) páginas. 14 x 21 cm. Primeira edição portuguesa, no mesmo ano do original norte-americano (The Peter Prescription). Lisboa: Editorial Futura, 1972. Em excelente estado de conservação.
Preço: 12 euros.

O EMPREGADO EXCEPCIONAL ou a Arte de bem compreender os seus deveres, de se tornar indispensável e de fazer caminho na vida, por O. S. MARDEN. Tradução portuguesa de Vítor Hugo Antunes, Capitão do Exército. 151 páginas. 12 x 18 cm. Manuseado. Com assinaturas de posse no rosto e prefácio do tradutor. Porto: Casa Editora de A. Figueirinhas, 1924.
Preço: 10 euros.

MANIFESTO CONTRA O TRABALHO, pelo GRUPO KRISIS. Prefácio de Norbert Trenkle. Tradução de José Paulo Vaz. Revisão da tradução de José M. Justo. 105-(7) páginas. 13 x 21 cm. Lisboa: Edições Antígona, 2003.
Preço: 8 euros.




CONSIDERAÇÕES PESSOAIS

ENSAIOS

ADOLFO CASAIS MONTEIRO


Primeiro livro de ensaios do autor (1908 – 1972), co-director da Presença a partir de 1931 e até ao último número publicado, em 1940 (José Régio e João Gaspar Simões partilhavam com Casais Monteiro a direcção da revista). O ensaio de abertura, «A Arte contra a Ordem», começa da seguinte forma:

Adormecendo com sempre renovado sono após a descoberta duma nova direcção; após cada revolução caindo na escolástica do que ela trouxe de novo, tendemos a esquecer que toda a obra de génio que repousa nas nossas estantes, ou na parede severa dos museus, com a segurança dum incontestável classicismo, foi um dia motivo de escândalo, objecto de sarcasmo e riso, quando não duma completa indiferença.

Com ensaios sobre cinema, crítica literária, Mário de Sá-Carneiro, Goethe e Benjamin Jarnés, e outros que falam de José Régio, Tolstoi, Dostoievski, James Joyce, Marcel Proust, Paul Valéry, Stéphane Mallarmé ou Jules Supervielle. 213 páginas. 12 x 19 cm. Um excelente exemplar, muito estimado. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1933 (foi reeditado em 2004, com um novo prefácio de Carlos Leone).

Como curiosidade, refira-se a existência desta obra na biblioteca pessoal de Fernando Pessoa.

Preço: 30 euros.



ADOLESCENTES


ADOLFO CASAIS MONTEIRO


Primeiro, e único, romance de Casais Monteiro. Capa de Roberto Araújo. Página de guarda com um carimbo «Oferta dos Editores» e uma nota manuscrita: «Para a Biblioteca do SEN». 201 páginas. 13 x 19,5 cm. Porto: Editorial Ibérica, 1945.

Invulgar.

Preço: 20 euros.



O CORSÁRIO


JEAN DRAULT


Tradução de ADOLFO CASAIS MONTEIRO. Segundo o prefácio de Drault, este romance de pirataria é, sob certos aspectos, «uma nova história de Robinsons», passada na Ilha Maurícia. Com 224 páginas, e 12,5 x 19 cm. Porto: Editora Educação Nacional, 1941.

Preço: 10 euros.



POESIAS COMPLETAS

1929 – 1969


ADOLFO CASAIS MONTEIRO


Compilação de (quase) toda a poesia publicada por Adolfo Casais Monteiro, com um prefácio do autor e acrescida do livro inédito O Estrangeiro Definitivo, escrito no Brasil. Capa de João da Câmara Leme. Com xii-346 páginas, e 14 x 20 cm. Um bom exemplar. Colecção Poetas de Hoje, n.º 32. Lisboa: Portugália, 1969.

Preço: 30 euros.



ESTRUTURA E AUTENTICIDADE
NA TEORIA E CRÍTICA LITERÁRIAS


ADOLFO CASAIS MONTEIRO


Capa de Armando Alves. 160 páginas. 15 x 24 cm. Colecção Estudos Gerais, série Universitária. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1984. Esgotado.

Preço: 15 euros.



ALEXANDRE HERCULANO

A SUA VIDA E A SUA OBRA
(1810-1877)


CARLOS PORTUGAL RIBEIRO


Obra em 2 volumes. Prémio Herculano da Sociedade de Geografia de Lisboa, em 1932, cujo júri foi constituído por Agostinho Fortes, António Ferrão, Joaquim Leitão, Afonso de Dornelas e Henrique Ferreira de Lima.

Ambos os volumes autografados pelo autor com dedicatória. 255 + 321 páginas. 13 x 19 cm. Óptimo estado de conservação. Lisboa: Typ. da Emprêsa Nacional de Publicidade, [1933 – 1934].

Preço: 50 euros.


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  • Nunca se deve perseguir afoitamente outro carro, na certeza de que onde ele passa, podereis passar também, visto que um veículo que se dirige em sentido contrário pode por ele, ser evitado, sem que vos aconteça o mesmo.
  • Um rebentamente de pneu é raras vezes perigoso se não travais, manobrando seguramente o volante. Qual é a melhor maneira de assim proceder? Volante bem seguro, unhas para cima e braços encostados ao tronco para maior firmeza.
  • Acima de tudo, aprendei a «manobrar». Aquele que no momento culminante não sabe agir com serenidade e precisão, não é um condutor seguro. Este deve conhecer bem o carro e efectuar as manobras instintivamente.
  • Não procureis nunca assombrar os passageiros com a vossa perícia: pelo contrário, esforçai-vos para que eles se mantenham absolutamente tranquilos.

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Breves Instruções de Mecânica e conselhos para candidatos a condutores de automóveis, coordenadas por…, Bernardo Dias, 2.ª edição, refundida, aumentada e ilustrada com gravuras e o esquema da nova sinalização, [1933]. /// 24 páginas + 2 estampas, com sinais de trânsito e publicidade. /// Preço: 10 euros.

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