ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA
DO MUNICÍPIO DE LISBOA


EDUARDO FREIRE DE OLIVEIRA


Título e autor, tal qual figuram no rosto: Elementos para a História do Município de Lisboa, por Eduardo Freire de Oliveira, arquivista da Camara Municipal da mesma cidade. 1.ª PARTE. Publicação mandada fazer a expensas da Camara Municipal de Lisboa, para commemorar o centenario do Marquez de Pombal em 8 de Maio de 1882.

Mais de 10 mil páginas de documentos oficiais de algum modo relevantes, organizados cronologicamente e alusivos a séculos de assuntos invariavelmente díspares — as iguarias de um banquete celebratório, a colocação na prisão do Limoeiro do líder de uma «companhia de comediantes de Castella», a lista das pessoas de cada freguesia que se recusam a participar numa campanha de limpeza pública, a morte do rei —, num panorama que permite acompanhar os reflexos da política e da história do país nas várias decisões e questões do município d’esta cidade onde desde muito cedo esteve instalado um Governo demasiado centralista.

Temos assim «a carta regia que trouxe a communicação official da morte de Filippe II» (tomo II, quase todo dedicado ao “tempo dos Filipes”, pág. 590), «a ruína de Lisboa», no sábado 1 de Novembro de 1755 (tomo XVI, a partir da página 133, com lista e descrição sumária de abalos sísmicos anteriores, nomeadamente os de 1309, 1321, 1344, 1356, 1512, 1531, 1551, 1575, 1597, 1598, 1699 e 1724), a inauguração da estátua equestre de D. José (em parte citada aqui) ou a «consulta da Cammara a el-rei em 2 de julho de 1650», onde se propõem os nomes de «doze fidalgos, doze cidadãos e doze homens do povo» para «terem as chaves das quatro portas da cidade» (tomo V, p. 208, antecedendo em algumas páginas a lista exaustiva dos preços de venda de todo o tipo de animais para alimentação, indexados inteiros, em partes, e por género).

O primeiro documento transcrito no tomo I, que não o foral de 1179, data de 7 de Novembro de 1190, e o último documento transcrito no tomo XVII data de 23 de Agosto de 1777. Entre ambos, os diversos prefácios e as anotações constantes de Freire de Oliveira (1841-1916) desvelam e aprofundam as origens e importância dos textos que transcreve. Contém ainda algumas ilustrações, muito poucas, destacando-se a litografia da Divisa da Cidade, que abre o tomo X, ou a «planta litographada da sala das sessões do senado da camara de Lisboa, que acompanha a carta regia de 13 de Novembro de 1773» (tomo I, pág. 68).

[Para uma descrição mais detalhada da cronologia de cada tomo, consulte-se o artigo de António Miranda na Rossio n.º 1, de 2013. Como o plano cronológico da 1.ª parte da obra deveria ter prosseguido até ao ano do início da publicação (1882), suspeita-se que, além da nunca publicada 2.ª parte, também desta 1.ª parte terá ficado por publicar pelo menos um tomo, para o período 1777-1882.]

Obra completa (tudo quanto se publicou), em XVII tomos de 16,5 x 24,5 cm (66cm de estante), Lisboa: Typographia Universal, 1882-1911.

Tomo I, 1885, (12)+661+(5) págs. Tomo II, 1887, xiv+593+(2) págs. Tomo III, 1888, vi+584+(3) págs. Tomo IV, 1889, xii+628+(3) págs. Tomo V, 1891, vi+620+(3) págs. Tomo VI, 1893, ix+627+(2) págs. Tomo VII, 1894, cxii+466+(3) págs. Tomo VIII, 1896, vi+593+(3) págs. Tomo IX, 1898, vi+617+(4) págs. Tomo X, 1899, viii+595+(2) págs. Tomo XI, 1901, vi+632+(3) págs. Tomo XII, 1903, (10)+652+(3) págs. Tomo XIII, 1904, (6)+622+(3) págs. Tomo XIV, 1906, (6)+634+(3) págs. Tomo XV, 1906, (6)+630+(3) págs. Tomo XVI, 1910, xiv+567+(4) págs. Tomo XVII, 1911, (6)+622+(3) págs.

Acrescentam-se os dois volumes de índices, publicados cerca de 40 anos mais tarde: Índice dos «Elementos para a História do Município de Lisboa», por Esteves Rodrigues da Silva, sob a direcção de Jaime Lopes Dias, 2 vols., Lisboa: Câmara Municipal, 1942-1943. Com 396+578 páginas, e 17 x 22,5 cm. Capa do volume II com um rasgão restaurado. Páginas por abrir.

Todos os 19 volumes em brochura e 17 deles com as páginas por abrir. Bom estado geral, com não mais do que pequenos defeitos dispersos (muito ocasionais picos de humidade; algumas lombadas mais amarelecidas que outras; bicho de papel que atacou superficialmente a capa do tomo VI; e situações afins, de pouca monta).

Conjunto invulgar.

Preço: 480 euros.



CALVÁRIOS DA FLANDRES

(1918)


Capitão AUGUSTO CASIMIRO


3.º milhar. Capa de Sousa Lopes. Encadernação moderna, inteira de pele, em óptimo estado. Conserva capa de brochura anterior, visível nas fotografias. Aparado. Assinatura de posse no ante-rosto (grande) e no rosto (pequena). 213-(3) páginas. 12 x 18,5 cm. Bom exemplar. Porto: Renascença Portuguesa, 1920.

Preço: 25 euros.


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BIBLIOGRAFIA DA GRANDE GUERRA

(RESENHA DAS PUBLICAÇÕES PORTUGUESAS)


Coronel VITORIANO JOSÉ CÉSAR
Vice Almirante VICENTE ALMEIDA D’EÇA


O produto reverte para a Subscrição Nacional dos Padrões, Consagração do Esforço da Nação Portuguesa e Glorificação dos nossos Mortos na Grande Guerra. 

Prefácio (experiente) do Vice Almirante, e notas bibliográficas (enriquecedoras) do Coronel. Com data e local manuscritos na capa («Batalha, 15 de Abril de 1925), sobre pequena assinatura ilegível. 102 páginas. Manuseado. Edição dos Padrões da Grande Guerra, Lisboa, 1923.

Raro.

Preço: 40 euros.


Coristas, 1941

[06Fev17]

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CORISTAS

Comédia em 3 Actos

ARMANDO VIEIRA PINTO


O autor [Viana do Castelo, 1906 – Lisboa, 1964] foi jornalista, dramaturgo, letrista de fado, argumentista, realizador.

Antecede a peça com um prefácio sobre o processo de escrita de teatro, o público e a crítica. Segue-se a lista das personagens e actores que as representaram na noite de estreia a 27 de Março de 1942, no Teatro Nacional D. Maria II.

Exemplar com assinatura de posse, a lápis, datada, do humorista José Sesinando, que sublinhou a seguinte passagem do prefácio (pág. 7):

Para que de uma obra risonha possam tirar-se conclusões sérias, são necessários um certo poder de raciocínio imediato e um profundo sentido do humor. Nem uma nem outra destas qualidades, infelizmente, são peculiares ao nosso público.

Na (colecção) Biblioteca Teatral “Teatro do Povo”. Desenho da capa não assinado. 173 páginas. 13 x 18,5 cm. Bom estado. Porto: Livraria Tavares Martins, 1941.

Preço: 18 euros.




A CERA DAS ABELHAS NO ULTRAMAR PORTUGUÊS

SUGESTÕES PARA A SUA VALORIZAÇÃO COMERCIAL
E INDUSTRIALIZAÇÃO LOCAL

VASCO CORREIA PAIXÃO


Entende o autor, com efeito, não estar bem visto o aspecto tecnológico das ceras de abelhas no Ultramar português e, consequentemente, achar-se mal equacionado o problema que envolve a sua preparação, comércio e industrialização; ao ler os alvitres de quantos se debruçaram já sobre o assunto — com características comuns, aliás, à generalidade das zonas de clima quente, mormente do continente africano — fica-se com a impressão que eles ignoram toda a série de operações incluídas na arte do cerieiro, entendida esta desde a lagaragem das ramas até ao fabrico de obras com a matéria-prima resultante das mesmas.

Ilustrado com fotografias e desenhos, e algumas tabelas desdobráveis. 131 páginas. 16 x 23,5 cm. Lisboa: Edição do Autor, 1965.

Preço: 15 euros.



LA VITA DELL’APE

E L’APICOLTURA RAZIONALE INTENSIVA:

COME SI CONDUCE UN APIARIO AD ALTO RENDIMENTO
(GUIDA PRATICA)

BENIAMIMO CHRISTILLIN


Pequeno livro de bolso, por um reputado membro do Concelho Científico do Museu Internacional de Apicultura. Ilustrado com fotografias e desenhos. 48 páginas. 12 x 17 cm. Capa texturada. Torino: Industriale e Riva, 1931.

Preço: 10 euros.




A VIDA CONTINUA…


AUGUSTO CASIMIRO


Romance. 208 páginas. 12 x 19 cm. Lisboa: Guimarães & C.ª, Editores, [1942].
Com diversas emendas manuscritas por Augusto Casimiro, e autografado com dedicatória a Diogo Oleiro. Terá sido enviado pelo correio pelo autor, como se comprova pela face do envelope conservada no interior do livro. Exemplar manuseado.

Preço: 20 euros.



A SOJA

SUA CULTURA E USOS


ARTUR CASTILHO


Capa assinada «Ribeiro». Ilustrado. 15 páginas. 14 x 20 cm. Em excelente estado de conservação. Colecção Campanha da Produção Agrícola, série B, n.º 17. Serviço editorial da Repartição de Estudos, Informação e Propaganda do Ministério da Economia / Direcção Geral dos Serviços Agrícolas, 1942.

Preço: 10 euros.