Arte de Galantaria

[15Ago18]


ARTE DE GALANTARIA


D. FRANCISCO DE PORTUGAL


Na Colecção Portugal (n.º 14), com adaptação, prefácio e notas de Joaquim Ferreira, segundo a primeira edição, de 1670. Com 173 páginas (por abrir) e 11,8 x 18,9 cm. Muito bom exemplar. Porto: Editorial Domingos Barreira, 1943.

Preço: 15 euros.



ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA
DO MUNICÍPIO DE LISBOA


EDUARDO FREIRE DE OLIVEIRA


Título e autor, tal qual figuram no rosto: Elementos para a História do Município de Lisboa, por Eduardo Freire de Oliveira, arquivista da Camara Municipal da mesma cidade. 1.ª PARTE. Publicação mandada fazer a expensas da Camara Municipal de Lisboa, para commemorar o centenario do Marquez de Pombal em 8 de Maio de 1882.

Mais de 10 mil páginas de documentos oficiais de algum modo relevantes, organizados cronologicamente e alusivos a séculos de assuntos invariavelmente díspares — as iguarias de um banquete celebratório, a colocação na prisão do Limoeiro do líder de uma «companhia de comediantes de Castella», a lista das pessoas de cada freguesia que se recusam a participar numa campanha de limpeza pública, a morte do rei —, num panorama que permite acompanhar os reflexos da política e da história do país nas várias decisões e questões do município d’esta cidade onde desde muito cedo esteve instalado um Governo demasiado centralista.

Temos assim «a carta regia que trouxe a communicação official da morte de Filippe II» (tomo II, quase todo dedicado ao “tempo dos Filipes”, pág. 590), «a ruína de Lisboa», no sábado 1 de Novembro de 1755 (tomo XVI, a partir da página 133, com lista e descrição sumária de abalos sísmicos anteriores, nomeadamente os de 1309, 1321, 1344, 1356, 1512, 1531, 1551, 1575, 1597, 1598, 1699 e 1724), a inauguração da estátua equestre de D. José (em parte citada aqui) ou a «consulta da Cammara a el-rei em 2 de julho de 1650», onde se propõem os nomes de «doze fidalgos, doze cidadãos e doze homens do povo» para «terem as chaves das quatro portas da cidade» (tomo V, p. 208, antecedendo em algumas páginas a lista exaustiva dos preços de venda de todo o tipo de animais para alimentação, indexados inteiros, em partes, e por género).

O primeiro documento transcrito no tomo I, que não o foral de 1179, data de 7 de Novembro de 1190, e o último documento transcrito no tomo XVII data de 23 de Agosto de 1777. Entre ambos, os diversos prefácios e as anotações constantes de Freire de Oliveira (1841-1916) desvelam e aprofundam as origens e importância dos textos que transcreve. Contém ainda algumas ilustrações, muito poucas, destacando-se a litografia da Divisa da Cidade, que abre o tomo X, ou a «planta litographada da sala das sessões do senado da camara de Lisboa, que acompanha a carta regia de 13 de Novembro de 1773» (tomo I, pág. 68).

[Para uma descrição mais detalhada da cronologia de cada tomo, consulte-se o artigo de António Miranda na Rossio n.º 1, de 2013. Como o plano cronológico da 1.ª parte da obra deveria ter prosseguido até ao ano do início da publicação (1882), suspeita-se que, além da nunca publicada 2.ª parte, também desta 1.ª parte terá ficado por publicar pelo menos um tomo, para o período 1777-1882.]

Obra completa (tudo quanto se publicou), em XVII tomos de 16,5 x 24,5 cm (66cm de estante), Lisboa: Typographia Universal, 1882-1911.

Tomo I, 1885, (12)+661+(5) págs. Tomo II, 1887, xiv+593+(2) págs. Tomo III, 1888, vi+584+(3) págs. Tomo IV, 1889, xii+628+(3) págs. Tomo V, 1891, vi+620+(3) págs. Tomo VI, 1893, ix+627+(2) págs. Tomo VII, 1894, cxii+466+(3) págs. Tomo VIII, 1896, vi+593+(3) págs. Tomo IX, 1898, vi+617+(4) págs. Tomo X, 1899, viii+595+(2) págs. Tomo XI, 1901, vi+632+(3) págs. Tomo XII, 1903, (10)+652+(3) págs. Tomo XIII, 1904, (6)+622+(3) págs. Tomo XIV, 1906, (6)+634+(3) págs. Tomo XV, 1906, (6)+630+(3) págs. Tomo XVI, 1910, xiv+567+(4) págs. Tomo XVII, 1911, (6)+622+(3) págs.

Acrescentam-se os dois volumes de índices, publicados cerca de 40 anos mais tarde: Índice dos «Elementos para a História do Município de Lisboa», por Esteves Rodrigues da Silva, sob a direcção de Jaime Lopes Dias, 2 vols., Lisboa: Câmara Municipal, 1942-1943. Com 396+578 páginas, e 17 x 22,5 cm. Capa do volume II com um rasgão restaurado. Páginas por abrir.

Todos os 19 volumes em brochura e 17 deles com as páginas por abrir. Bom estado geral, com não mais do que pequenos defeitos dispersos (muito ocasionais picos de humidade; algumas lombadas mais amarelecidas que outras; bicho de papel que atacou superficialmente a capa do tomo VI; e situações afins, de pouca monta).

Conjunto invulgar.

Preço: 480 euros.




A CERA DAS ABELHAS NO ULTRAMAR PORTUGUÊS

SUGESTÕES PARA A SUA VALORIZAÇÃO COMERCIAL
E INDUSTRIALIZAÇÃO LOCAL

VASCO CORREIA PAIXÃO


Entende o autor, com efeito, não estar bem visto o aspecto tecnológico das ceras de abelhas no Ultramar português e, consequentemente, achar-se mal equacionado o problema que envolve a sua preparação, comércio e industrialização; ao ler os alvitres de quantos se debruçaram já sobre o assunto — com características comuns, aliás, à generalidade das zonas de clima quente, mormente do continente africano — fica-se com a impressão que eles ignoram toda a série de operações incluídas na arte do cerieiro, entendida esta desde a lagaragem das ramas até ao fabrico de obras com a matéria-prima resultante das mesmas.

Ilustrado com fotografias e desenhos, e algumas tabelas desdobráveis. 131 páginas. 16 x 23,5 cm. Lisboa: Edição do Autor, 1965.

Preço: 15 euros.



LA VITA DELL’APE

E L’APICOLTURA RAZIONALE INTENSIVA:

COME SI CONDUCE UN APIARIO AD ALTO RENDIMENTO
(GUIDA PRATICA)

BENIAMIMO CHRISTILLIN


Pequeno livro de bolso, por um reputado membro do Concelho Científico do Museu Internacional de Apicultura. Ilustrado com fotografias e desenhos. 48 páginas. 12 x 17 cm. Capa texturada. Torino: Industriale e Riva, 1931.

Preço: 10 euros.




CANCIONEIRO


CABRAL DO NASCIMENTO


Poeta e tradutor natural do Funchal (1898-1978), mereceu a atenção de Fernando Pessoa, que o considerou «digno de Orpheu». Primeira edição, que recebeu o Prémio Antero de Quental, o mesmo que anos antes não foi atribuído à Mensagem. 132 páginas. 13 x 18 cm. Lombada com ligeiro desgaste e miolo com ocasionais picos de humidade. No geral, bom exemplar. Ex-Líbris de anterior proprietário. Lisboa: Edições Gama, 1943.

Preço: 15 euros.


BRASIL

[24Ago11]


O BRASIL DE HOJE


MAJOR ALEXANDRE DE MORAIS


Homem do Regime, autor de um volume de crónicas militares da Guerra Civil de Espanha (vista pelo prisma franquista), do Manual do Legionário, do Manual da Mocidade Portuguesa, das Leis do Exército Novo, e de algumas obras sobre aspectos militares da II Guerra Mundial, o Major Alexandre de Morais assina nesta obra um cuidado retrato do Brasil da época, nos seus aspectos geográficos, históricos, políticos, económicos, militares e beligerantes. O mote parece ter sido a entrada do Brasil na II Guerra Mundial, contra a Alemanha e a Itália, por força dos ataques infligidos pelos países do Eixo à frota mercante brasileira.

Obra em 2 volumes, ilustrados com fotografias, tabelas e mapas, de 244 e 286 páginas (maioria por abrir), e 13 x 19 x 4 cm. Lisboa: Edições Universo, 1943.

Primeiro volume autografado pelo autor com dedicatória ao «velho e querido amigo» Andrade e Sousa. Estimados.

Preço: 40 euros.



EXPEDIÇÕES CIENTÍFICO-MILITARES
ENVIADAS AO BRASIL


SOUSA VITERBO


Coordenação, aditamentos e introdução de JORGE FARO. Primeira reunião deste importante conjunto de cerca de 164 biografias de cientistas — arquitectos, cartógrafos, desenhadores, engenheiros, fortificadores e naturalistas — portugueses ou que, ao serviço de Portugal, trabalharam no Brasil, inicialmente publicadas dispersas na Revista Militar, entre 1893 e 1895. Em 2 volumes, de 175 + 142 páginas, e 13 x 18 x 2 cm, impressos na Neogravura, Lisboa, para as  Edições Panorama, em 1962. Capas com pequenas falhas de papel.

Preço: 15 euros.