O HOMEM ROUCO
As crónicas juntadas foram quase todas publicadas no “Diário de Notícias”, do Rio, e a seguir na “Folha da Noite”, de S. Paulo, “Folha da Tarde”, de Pôrto Alegre, e “Diário da Noite”, do Recife. As outras saíram no suplemento literário do “Diário Carioca”, e mais no “Correio Paulistano”, “Revista do Globo”, de Pôrto Alegre, e “Jornal do Comércio”, do Recife. Tôdas foram escritas entre abril de 1948 e julho de 1949; estão arrumadas em ordem cronológica. A selecção foi feita pelo autor, com ajuda de Fernando Sabino.
Crónicas. 2.ª edição. Capa de José Medeiros («Image»). 191 páginas. 14 x 21 cm. Capa com pequenos defeitos. Assinatura de posse no pé da página de guarda. Rio de Janeiro: Editôra do Autor, 1963.
Preço: 12 euros.


A BORBOLETA AMARELA
As crónicas deste livro foram todas publicadas, entre Janeiro de 1950 e dezembro de 1952, no “Correio da Manhã”, do Rio, e em vários jornais dos Estados.
Crónicas. 3.ª edição. 214 páginas. 14 x 21 cm. Lombada amarelecida e com vincos. Assinatura de posse no pé da página de guarda. Rio de Janeiro: Editôra do Autor, 1963.
Preço: 15 euros.


AI DE TI, COPACABANA!
As crónicas deste livro foram escritas de abril de 1955 a fevereiro de 1960. Nesse período o cronista mudou de jornal: do “Correio da Manhã” foi para o “Diário de Notícias” e deste para “O Globo”. Também mudou de revista, saindo de “Manchete” para o “Mundo Ilustrado” e voltando depois para “Manchete”.
Crónicas. 2.ª edição. Capa de Bea Feitler. 222 páginas. 14 x 21 cm. Capa com pequenos defeitos. Assinatura de posse no pé da página de guarda. Rio de Janeiro: Editôra do Autor, 1960.
Preço: 12 euros.



BAIRRO DA LIBERDADE


MANUEL MARTINHO


Aquilo prestava-se pouco. Bairro da Liberdade, gente de casebres, pegado com Monsanto, vizinhos do aqueduto, nem de graça se iria para lá. E, no entanto, a encosta da serra começou a povoar-se. Vinham famílias sacudidas pela miséria, abrigar-se comodamente, por cem mil reis de renda. Três cubículos de madeira velha, telhas em cima de vigas que o cair das chuvadas logo apodrecia, portas estreitas onde o gemido, o pranto ou a alegria eram vizinhos da rua — e tudo isto rodeado de um chão barrento onde os homens, as mulheres e as crianças deixavam marcados os trilhos do seu caminho.
Na cidade, no centro, ninguém lhes dava guarida. Gente pobre, carregada de filhos, enxovalhada na roupa que se traz todos os dias, morar em casas, era uma ousadia dos diabos!
Alfama, Mouraria, Santa Isabel ou Alcântara estavam exigentes. Queriam hóspedes de gravata, de pouca serventia de cozinha e não bandos precatórios de tachos enfarruscados, com crianças de peito. [pp. 11-12]


Romance. 291 páginas. 13,5 x 19,5 cm. Encadernação sintética recente em óptimo estado de conservação e muito sólida. Bom exemplar. Lisboa: Bolsa Cultural, 1948.

Invulgar.

Preço: 25 euros.



DIREITO SAGRADO


ODETTE DE SAINT-MAURICE


Como uma sombra, presença apagada, sem viço, ela penetrou furtiva no aposento mergulhado em obscuridade, deslizou através dos móveis e quedou junto da pequena mesa em cima da qual o telefone mais se adivinhava do que via. As mãos estenderam-se para o aparelho, tatearam-no como se o afagassem e depois, repelindo-o, largaram-no.
Deixou-se cair pesadamente, ela, a mulher que parecia uma sombra, sobre a grande poltrona mais próxima e aí se enovelou, sumida e enroscada como se pretendesse desaparecer entre os braços acolhedores desse conforto material. [início do romance]

Primeira edição. Colecção das Raparigas Cultas. 310 páginas. 12 x 19 cm. Manuseado. Lisboa: Livrolândia, 1954.

Preço: 15 euros.



IDADE PERIGOSA


ODETTE DE SAINT-MAURICE


Romance. Primeira edição em livro. 223 páginas. 12 cm x 19 cm. Usado, e com uma data manuscrita coeva, no verso da capa.
Lisboa: Livrolandia, 1954.

Segundo o prólogo da autora,
«é uma história branca, leve, desenhando a traços doces um perfil de rapariga muito nova na esteira dum género que ultimamente tenho cultivado pouco. Não são páginas sem finalidade, aliás. Têm-na, e com o fundo de honestidade que sempre caracteriza quanto escrevo. Isso mesmo força-me a consentir na sua publicação, após os numerosíssimos pedidos que para tal recebi quando o romance foi dado a lume em folhetim, há anos, numa revista feminina. […] E eis a Idade Perigosa, rosinha de toucar entre as rosas vermelhas de tantos problemas muito sérios que tenho procurado focar. Há-de ser lida com um sorriso enternecido, apenas.»

Preço: 15 euros.


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CASA SEM JANELAS


ODETTE DE SAINT-MAURICE


Não, não, mil vezes não e sempre não! Em definitivo, em inabalável querer, resolução ponderada e revista, feita de análises e subtraída de estudos concretos, posso afirmar alto e bom som o convencimento absoluto da minha vontade própria. Eu não me caso! Eu Não Me Caso!!! 
Casar… ah, ah ah!… Para quê?

Primeira edição. Colecção das Raparigas Cultas. 152 páginas. 12,5 cm x 19 cm. Com uma falta de papel junto ao pé da lombada, visível na fotografia. Manuseado.
Lisboa: Empresa Literária Universal, 1948.

Preço: 5 euros.


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DEDICAÇÃO


ODETTE DE SAINT-MAURICE


O vestido de Maria Helena, uma beleza de vestido, um vestido que era um sonho, uma maravilha, um vestido que parecia feito pelas fadas e destinado à Gata Borralheira noiva do príncepe (é certo que, a seu ver, a Maria Helena merecia-o mais que todas as gatas borralheiras do mundo) encontrava-se ali posto em cima da cama da irmã, acabadinho de chegar da modista famosa.

Romance. Primeira edição. Colecção das Raparigas Cultas. Capa assinada «Resende». 349 páginas. 12 cm x 19 cm. Muito bom estado de conservação, embora com uma assinatura de posse na primeira página de texto.
Lisboa: Livrolandia, 1952.

Preço: 15 euros.


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AMANHÃ COMO SERÁ?


ODETTE DE SAINT-MAURICE


Quando Cristiano, pálido de emoção, reabriu os olhos, sentindo-se finalmente a rolar na pista, prestes a saltar em terra, suspirou fundo, cheio de alegria, cheio de alívio. Ei-lo finalmente quase a alcançar a tão almejada felicidade, a poder cingir nos braços essa a quem tanto amava, essa que lhe pertencia de direito e de facto e a quem durante tão pouco tempo conseguira chamar sua.

Colecção Gôndola n.º 8. Com 217 páginas e 11 cm x 17,5 cm. Bom estado.
Lisboa: Editorial Presença, [1965?].

Preço: 8 euros.


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VOLTAR AO PASSADO


ODETTE DE SAINT-MAURICE


…Encontrar as horas que se foram, agarrar nos dias que vivi, recuperar o tempo que desperdicei e, principalmente, encontrar-me, conhecer-me, saber ao certo o que desejava e para onde ia, desviando os passos do caminho que me trouxe até onde estou — encruzilhada tremenda sem orientação, sem nenhuma seta providencial a ensinr-me o trajecto melhor, desviado de atalhos!

Colecção Gôndola n.º 7. Com 250 páginas, e 11 cm x 17,5 cm. Usado.
Lisboa: Editorial Presença, [s.d.].

Preço: 8 euros.


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QUINTA DE S. BOAVENTURA


ODETTE DE SAINT-MAURICE


O pai julgou que ela estava a dizer aquilo por gracejo. Mas olhou-a de relance e viu-a tão séria que não acrescentou mais nada. Percebeu que ela apenas dissera uma verdade, uma verdade tão simples que não havia comentários a fazer… a não ser que se embrenhassem numa longa conversa, numa dessas longas conversas que era agora tão raro ele poder ter com a filha, com os filhos, na sua vida super-ocupada de homem trabalhador e útil. E fazem falta, aos pais, essas conversas. Talvez ainda mais aos pais do que aos filhos. 

Capa de F.C.E. Colecção Gôndola Juvenil n.º 4. Com 347 páginas, e 11 cm x 17,5 cm. Bom estado.
Lisboa: Editorial Presença, [1967].

Preço: 8 euros.


 


RIBATEJO
CASOS E TRADIÇÕES


FRANCISCO CÂNCIO


Uma das várias incursões importantes de Francisco Câncio no registo e divulgação da cultura popular da província do Ribatejo. Os capítulos e as próprias imagens surgem com uma ordem aparentemente aleatória, unidos pelo desembaraço e segurança de um bom contador de histórias, alicerçado em anos de pesquisas nos livros e nas gentes, e o leitor curioso da etnografia e do folclore da região tem deleite prometido ao passear sem mapa por estas páginas ribatejanas fora. Vide índice nas fotografias.

2 volumes ilustrados com fotografias, desenhos e gravuras, editados em fascículos. 525+485 páginas. 19,5 x 25,5 x 7,3 cm. Meia-encadernação ‘francesa’, não-editorial, sólida, com ligeiro desgaste nas extremidades, mormente nas cabeças e pés das lombadas. Bom estado geral. Edição com o patrocínio da Junta de Província do Ribatejo, s.l., 1948.

Preço: 185 euros.



TERRA ATLÂNTIDA

IMPRESSÕES DA MADEIRA


EDMUNDO TAVARES


Exemplar assinado pelo autor com dedicatória de 1950 a Alberto José Pessoa, de arquitecto para arquitecto.
Capa com mínimo desgaste nas margens e lombada um pouco manchada, mas no geral um bom exemplar, invulgar pela dedicatória. Vide índice nas fotografias. 107 páginas. 16,5 x 24,3 cm. Lisboa: Bertrand (Irmãos) Lda., 1948.

Preço: 35 euros.


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ANTERO DE QUENTAL

SUBSÍDIOS PARA A SUA BIOGRAFIA

JOSÉ BRUNO CARREIRO


Considerada uma das biografias fundamentais do poeta Antero de Quental. Obra em 2 volumes, ilustrados com fotografias e fac-similes no texto e extra-texto. 465 + 434 páginas. 17 x 24,5 x 5,5 cm. Bom estado. Edição do Instituto Cultural de Ponta Delgada, Lisboa, 1948.

Preço: 60 euros.


 


NA ABERTURA DA EXPOSIÇÃO POSTUMA DE

ABEL SALAZAR


JÚLIO POMAR


Não admira, pois, que a obra plástica de Abel Salazar não tenha achado bitola que a julgue, isto é: que ela tenha aparecido aos olhos da generalidade dos que em Portugal dizem fazer arte como uma mensagem estranha à qual não servem os clichés que é de uso trazer no bolso, prontos a aplicar a qualquer um. A verdade é que não se perdoou ainda a Abel Salazar o ter pintado ou martelado cobres; a verdade é que, em nome sei lá de que purismos esteticistas, se excomungaram e se excomungam ainda as revelações violentas que Abel Salazar nos deixou.

Opúsculo raro, da autoria do pintor Júlio Pomar, apenas reeditado em 1989. 15 páginas. 12 x 19 cm. Porto: Fundação Abel Salazar, 1948.

Preço: 20 euros.



A PERSONALIDADE ARTÍSTICA DE

ABEL SALAZAR


ADRIANO DE GUSMÃO


Ilustrado com duas reproduções, extra-texto, de uma gravura e de um desenho de Abel Salazar. 28+(2) páginas. 12 x 19 cm. Porto: Fundação Abel Salazar, 1948.

Preço: 15 euros.


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2.ª REGIÃO MILITAR

LIVRO DE OURO

NOTAS BIOGRÁFICAS DOS GENERAIS COMANDANTES
DA 5.ª DIVISÃO MILITAR, 5.ª DIVISÃO DO EXÉRCITO E 2.ª REGIÃO MILITAR
1901-1954

Álbum brochado (23 x 31 cm) com 80 páginas de textos essencialmente biográficos + uma página extra-texto, com retrato fotográfico e lista de condecorações, para cada um dos generais:

1.º Período, 5.ª Divisão Militar (1901-1911):
General de Brigada Manuel Joaquim da Silva Mata (1901-1902), General Frederico Augusto de Almeida Pinheiro (1902-1905), General José Estanislau Ventura (1906), General José Augusto Nogueira de Sá (1906-1909) e General Joaquim José da Silva Monteiro (1909-1911).

2.º Período, 5.ª Divisão do Exército (1911-1926):
General Diogo Pereira de Sampaio (1911-1913), General João Rodrigues Blanco (1913-1915), General Duarte Ivens (1915), General Bernardo António de Brito e Abreu (1915), General Fernando Tamagnini de Abreu e Silva (1915-1917 e 1918-1919), General António Maria de Matos Cordeiro (1917), General João Evangelista Pinto de Magalhães (1917), General Jaime Leitão de Castro (1917-1918), General Brás Mouzinho de Albuquerque (1919-1921), General José Augusto Simas Machado (1921-1925), General João de Morais Zamith (1925-1926) e General António Teixeira de Aguiar (1926).

3.º Período, 2.ª Região Militar, a partir de 1926:
General José Ernesto de Sampaio (1926), General Jacinto dos Reis Fischer (1927-1929), General António Gomes de Sousa Júnior (1929-1938), General Carlos Maria Pereira dos Santos (1938), General Fernando Augusto Borges Júnior (1938-1939), General José Vítor Franco (1939-1945), General Augusto Martins Nogueira Soares (1945-1949), General Manuel Bernardes de Almeida Topinho (1950-1953) e General Humberto Buceta Martins (1953-1954).

Explica o comandante da 2.ª região militar, na introdução, que o livro resulta de uma sugestão do Ministro da Guerra, o então Tenente-Coronel Fernando dos Santos Costa, em 1948, de que «nos Quartéis Generais, Comandos de Unidades e Sedes de Estabelecimentos Militares, fossem expostos os retratos de antigos Comandantes e Chefes».

Exemplar de uma tiragem (não-numerada) de 300 exemplares, impressa na Tipografia da Gráfica de Coimbra aos 10 de Dezembro de 1954 (na capa e contracapa, bem como no final da introdução, a data simbólica que figura é o 1.º de Dezembro).

Capa com ligeiras marcas de uso, nas orlas, o interior em bom estado; no geral um exemplar bastante satisfatório.

Preço: 60 euros.


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UM MANUSCRITO DA BIBLIOTECA NACIONAL DE MADRID INTERESSANTE À HISTÓRIA DOS AÇORES
NO SÉCULO XVII


FRANCISCO MENDES DA LUZ


Separata do volume VI do Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, assinada pelo autor com dedicatória ao embaixador Luiz Norton, datada de Madrid, 1949. Com 7 páginas e 16,5 x 22 cm. Angra do Heroísmo: Tipografia Andrade, 1948.

Preço: 15 euros.





SUBSÍDIOS PARA O

INVENTÁRIO ARTÍSTICO DOS AÇORES


FRANCISCO ERNESTO DE OLIVEIRA MARTINS


Exemplar autografado pelo autor com dedicatória acompanhada de um postal-convite para o casamento de um familiar, ilustrado com um par de bonecos de trapos noivos, da sua colecção pessoal.

Igreja a igreja, casa a casa… Primeiro tentame sistemático de um inventário histórico-global da arte e do artesanato no arquipélago: mobiliário, pintura, escultura, arquitectura religiosa, civil e militar, faiança, porcelana, marfim, colchas e bordados, etc. Catálogo em papel couché, ilustrado com centenas de fotografias da autoria de Francisco Reis Maduro Dias, Guillon, João Soares de Ávila, José Leite, Mário Corvelo de Freitas, Norberto Ávila, Veríssimo Salvador, Foto Iris e Foto Nóbrega. 449 páginas. 21 x 29,5 cm. Uma edição da Secretaria Regional de Educação e Cultura / Direcção Regional dos Assuntos Culturais, impressa em Angra do Heroísmo, 1981 (capa com a data de 1980, colofón com a data de impressão de 31 de Março de 1981).

Preço: 45 euros.