Pedro TAMEN

[03Nov17]


ESCRITO DE MEMÓRIA


PEDRO TAMEN


Primeira edição. Colecção Círculo de Poesia, n.º 56. Com um pequeno carimbo de biblioteca no rosto, e restos de selo de biblioteca na capa e contracapa, visível na fotografia supra. 60 páginas. 15 x 20 cm. Miolo limpo. Exemplar razoável. Lisboa: Moraes Editores, 1973.

Preço: 15 euros.



O SANGUE, A ÁGUA E O VINHO

POEMA EM TRÊS CÂNTICOS

PEDRO TAMEN


Capa e arranjo gráfico de José Escada. Com a sobrecapa original da colecção, de plástico transparente. Colocado por anterior proprietário, um recorte de um artigo do jornal A Capital, de 18 de Novembro de 1976, sobre Pedro Tamen, da autoria de Joaquim Manuel Magalhães. 60 páginas. 15,5 x 20 cm. Colecção Círculo de Poesia n.º 2, da Livraria Morais Editora, Lisboa, 1958.

Preço: 35 euros.



POEMAS A ISTO


PEDRO TAMEN


Capa e arranjo gráfico de José Escada. Com a sobrecapa original da colecção, de plástico transparente. 49 páginas. 15,5 x 20 cm. Colecção Círculo de Poesia n.º 20, da Livraria Morais Editora, Lisboa, 1962.

Preço: 40 euros.



OS QUARENTA E DOIS SONETOS


PEDRO TAMEN


«Os quarenta e dois sonetos que constituem este livro foram escritos, pela ordem por que seguidamente se publicam, entre 12 de Outubro de 1972 e 12 de Abril de 1973.»

Colecção Horizonte de Poesia, n.º 2. Com um selo da livraria A Erva Daninha, no Porto. 52 páginas. 12,5 x 18,5 cm. Lisboa: Livros Horizonte, 1973.

Preço: 30 euros.



20 ANOS DA COLECÇÃO CÍRCULO DE POESIA

20 ANOS DE POESIA PORTUGUESA


Organização, prefácio e notas de
PEDRO TAMEN


Edição comemorativa dos 20 anos da Colecção Círculo de Poesia. Capa e plano gráfico de Luiz Duran e Julietta Matos sobre maquete original da colecção de José Escada. Tiragem de 3000 exemplares. 357 páginas. 14,5 x 20 cm. Colecção Círculo de Poesia, n.º 79. Lisboa: Moraes Editores, 1977.

Assinado com dedicatória de Pedro Tamen para Nuno Bragança.

Capa com uma mancha de água muito visível, que no interior só toca a primeira página e, muito ligeiramente, a seguinte, a do autógrafo. Miolo limpo.

Apesar do mau estado da capa um exemplar único, pelo simbolismo da dedicatória entre duas personalidades que percorreram em conjunto partes significativas dos respectivos percursos literários.

Preço: 25 euros.



POETAS HÚNGAROS

ANTOLOGIA


Organização, prefácio e notas
de
ZOLTÁN RÓZSA


Poetas representados: Géza Páskándi, Sándor Csoóri, Ferenc Juhász, Lászlo Nagy, János Pilinski, Sandór Weores, Miklós Radnóti, Amy Károlyi, Zoltán Zelk, Attila József, Gyula Illiyés, Lájos Kassák, Endre Ady, Dezso Kosztolányi, Milán Fust, Miháli Babits, Gyula Juhász, Sándor Petofi e János Arany.

Traduções de Teresa Balté, Fiama Hasse Pais Brandão, Yvette K. Centeno, José Gomes Ferreira, Egito Gonçalves, Zóltan Rózsa, Pedro Tamen, António Torrado, José Blanc de Portugal, Vasco Graça Moura e Nelson R. Ascher.

Título original: Magyar Koltok. Capa de Vitoriano Martins, sobre uma pintura original de Pál Ferenc, representando a Árvore da Vida junto com uma figura simbólica da Poesia. Plano gráfico de Edviges Espada. 212 páginas. 20 x 21 cm. Colecção Canto Universal, da Moraes Editores, Lisboa, 1983.

Preço: 15 euros.


José Saramago

[26Maio16]


autografo-saramago


DEUS DORME EM MASÚRIA
HANS HELMUT KIRST
Tradução de José Saramago, «segundo a edição francesa, com auctorização do autor». Capa de Figueiredo Sobral. Título da edição original, em alemão: Gott Schläft in Masuren. Colecção Século XX, n.º 16. 2.ª edição. 372 páginas. 13 x 18,5 cm. Lisboa: Publicações Europa-América, 1964.
Preço: 10 euros

AS OPINIÕES QUE O DL TEVE
JOSÉ SARAMAGO
Primeira edição. Colecção, até 1973, de textos de opinião e crónica assinados por José Saramago no jornal Diário de Lisboa. Colecção Cadernos Seara Nova, série «Actualidade Nacional». 222 páginas. 11,5 x 18,5 cm. Óptimo exemplar. Lisboa: Seara Nova e Editorial Futura, [25 de Janeiro de] 1974.
Preço: 45 euros

QUE FAREI COM ESTE LIVRO?
JOSÉ SARAMAGO
Teatro. Primeira edição. Posfácio de Luiz Francisco Rebello. 167 páginas. 12 x 18,5 cm. Óptimo exemplar. Lisboa: Editorial Caminho, 1980.
Preço: 45 euros

HISTÓRIA DO CERCO DE LISBOA
JOSÉ SARAMAGO
Primeira edição. Romance. 348 páginas. 13,5 x 21 cm. Óptimo estado. Lisboa: Editorial Caminho, 1989.
Preço: 20 euros

O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO
JOSÉ SARAMAGO
Primeira edição. Romance. 445 páginas. 13,5 x 21 cm. Óptimo estado de conservação. Lisboa: Editorial Caminho, 1991.
Preço: 20 euros

CADERNOS DE LANZAROTE. DIÁRIO I
JOSÉ SARAMAGO
Primeira edição. Diário. 177 páginas. 13,5 x 20 cm. Óptimo estado de conservação. Lisboa: Editorial Caminho, 1994.
Preço: 20 euros


CALENDÁRIO PRIVADO


FERNANDA BOTELHO


Exemplar autografado pela autora, com dedicatória ao arquitecto e crítico de arte Mário de Oliveira, «com afecto antigo e muita admiração». 2.ª edição. 267 páginas. 12 x 19 cm. Lisboa: Livraria Bertrand, 1973. Exemplar em excelente estado de conservação.

Preço: 15 euros.



CONSCIÊNCIA


RAMADA CURTO


Peça em Três Actos. Exemplar assinado pelo autor, para o «camarada e amigo» escritor Portugal Ribeiro. 221 páginas. 12 x 17 cm. Lisboa: Empresa Nacional de Publicidade, 1939. Bom estado de conservação.

Preço: 15 euros.



ENFERMARIA, PRISÃO E CASA MORTUÁRIA


DOMINGOS MONTEIRO


Novelas. 2.ª edição (definitiva), assinada pelo autor com dedicatória à escritora Hortense de Almeida. Capa com alguns picos de acidez. Brochado. 167 páginas. 13 x 19,5 cm. Lisboa: Sociedade de Expansão Cultural, 1957.

Preço: 15 euros.



VOZ DE PRISÃO


MANUEL FERREIRA


1.ª edição assinada pelo autor com dedicatória («saudações fraternais» no Natal de 1971). Arranjo gráfico de Armando Alves. Brochado. 153+(11) páginas. 14 x 19,5 cm. Porto: Editorial Inova, 1971.

Preço: 25 euros.



O TOIRO CELESTE PASSOU


AFONSO BOTELHO


Novela. 2.ª edição, publicada com a chancela Teoremas de Filosofia de JOAQUIM DOMINGUES, em 1972, e autografada pelo autor com dedicatória ao amigo cineasta ANTÓNIO LOPES RIBEIRO, após «uma noite de conversa». 113 páginas. 12 x 19,5 cm. Óptimo estado.

Preço: 15 euros.



GENEALOGIA DA ARTE GÓTICA


FERNANDO DE PAMPLONA


Separata de MUSEU. Exemplar autografado com dedicatória, «homenagem de muito apreço» a um «ilustre amigo». 24 páginas. 12 x 17 cm. Capa com leves picos de acidez. Gaia: Edições Pátria, 1935.

Preço: 12 euros.



PROMESSA


MARQUEZA DE POMARES


Versos de D. Maria Manuela de Brito e Castro, primeira Marquesa de Pomares. Exemplar autografado pela autora com dedicatória e «testemunho de maternal afecto». Invulgar. Capa com motivos em relevo. 82 páginas. 11 x 15,5 cm. Coimbra: Typographia França Amado, 1911.

Preço: 20 euros.


Visitar o alfarrabista é acto de regras muito próprias. Jogo – faz-se entre adversários que se espiam e constroem lanços a partir de uma observação atenta de faces, sorrisos, olhares, de um gesto mais ou menos nervoso das mãos – moldado entre cautelas que a prática e só ela enuncia para adaptar ao risco de cada situação. E o alfarrabista, manejador das pretas, vemo-lo com características que se intercalam entre dois pólos – um deles aceitando toda a tralha como ouro, e marcando-a a preço de ouro, e outro senhor de duas ou três antigas ideias-feitas que deixam o caudal escorrer, indefeso, por inocências de uma vasta incultura literária e bibliográfica.

O visitante do alfarrabista especializa-se. Roda-se por farrapos de papel e bafios, acha-se capaz de saber estender a mão no momento certo ao livro certo e, com um olhar treinado em lincismos (palavra do próprio Celine, adiante), descobrir o tesouro oculto por um montão de destroços. O visitante roda-se e pode actuar sem correr do risco ao acidente. Começa a ter justa percepção de que este Yves Navarre, vendido ao desbarato, continuará a sê-lo mesmo que a sua dedicatória autógrafa (intimíssima – como é que é possível?…) lhe inspire um gesto menos controlado no momento da captura; mas aquele Tagore autografado (as voltas que o mundo dá!) por um conhecido realizador italiano de férias em Biarritz, pode implicar um grau de risco-em-escudos que aconselha calma e uma afectação bem mimada de grande desprendimento.

Há, no entanto, a situação superlativa do cheque-mate ao alfarrabista, rara nesta ronda de fanáticos mas a exigir, se aparece, o domínio mais sábio de todos os músculos faciais. Imagine-se, por exemplo, aquele lote de «franceses» vendidos ao quilo por uma viúva apressada, com preços que rodopiam em redor de um fulcro baixo de 50 escudos, e que lá no meio esconde, humilhado entre doudês, zolás e rolas, um mítico, um «impossível» Bagatelles pour un Massacre de Louis-Ferdinand Céline.

O visitante rodado começa por um instante de dúvida; passa a outro, imaginativo – quem sabe lá se a capa está «errada» e, pela espessura, embrulha mas é O Circo de Leão Penedo, ou a Ana Paula de um tal Paço d’Arcos – e só depois cai todo em si e vê que sim, que aquelas 400 páginas são, pura e simplesmente, «as tais», as que são capazes, num qualquer leilão de livros, em Paris, de pôr à mostra não sei quantas notas das maiores notas que lá se ganham e gastam. Para um cheque-mate eficaz há que pedir grande domínio a todo o corpo, exigir da voz a entoação plausível dos momentos neutros e empregá-la numa frase inventada ali, entre parâmetros da maior banalidade:

– Olhe, com o Namora vou levar mais este…

Depois, no eléctrico – como nunca chamado Prazeres – começa a ouvir-se o que gritam, irritadas, as Bagatelles. E embora no Poço dos Negros ainda não se tenha encontrado nada capaz de justificar uma maldição inapagável de 50 anos, passando em S. Bento já os insultos sobem de tom, e em Campo de Ourique segue de rastos todo um cortejo de judeus…

 

[Primeira parte da introdução de Aníbal Fernandes ao livro de Céline que traduziu para a Hiena, Vão Navios Cheios de Fantasmas…, Lisboa, 1986]


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