ARMAS DA GUERRILHA


JEAN-LOUIS BRAU


Pela primeira vez na Europa, a nomenclatura precisa e pormenorizada das técnicas utilizadas, quer em África, quer no Vietname, quer, ainda, na América Latina.

Dividido em três partes: Os Fundamentos da Guerrilha; O Guerrilheiro e as suas Armas; A Formação do Guerrilheiro.

Edição ilustrada com fotografias, desenhos, esquemas e tabelas. Tradução de Zarco Moniz Ferreira. 190 páginas. 14 x 20 cm. Bom exemplar. Lisboa: Ulisseia, [1974].

Óptimo estado de conservação.

Preço: 40 euros.



QUISSANGE
SAÜDADE NÊGRA


TOMAZ VIEIRA DA CRUZ


Ilustrações de Luís Malta e capa de Ferreira Costa. Encadernação modesta em sintético, com selo d’A Portuense, gravada a ouro na lombada e pasta frontal. Miolo aparado. 116 páginas não numeradas. 15,5 x 22,5 cm. Lisboa: [depositária: Livraria Bertrand], 1932.

Exemplar autografado e datado pelo autor com extensa dedicatória manuscrita, dando conta do contexto de um episódio epifânico por que passou horas antes («o mais triste e inédito dos meus poemas africanos», um «momento eterno para a minha vida de peregrino através desta áfrica incompreendida e sofredora»).

Peça única.*

Preço: 160 euros.



«Devemos perguntar, talvez, se e por que motivo a poesia de Tomaz Vieira da Cruz merece consideração no contexto da literatura de Angola. Afinal de contas, essa poesia ostenta os sinais inequívocos da literatura do Ultramar. E Vieira da Cruz pôs termo ao seu «exílio» quando, em 1949, voltou para Portugal, precisamente em vésperas do movimento que prenunciaria uma autêntica literatura angolana. (…) Ora, nos anos 30 e 40, quando poucos poetas se davam ao trabalho de abordar uma temática angolana em termos intimistas, a poesia de motivos africanos, por exótica e sentimentalista que seja, quase se considera uma abertura na barreira cultural construída pelo colonialismo. (…) A igualização agridoce e os africanos compenetrados que povoam os poemas de Vieira da Cruz subvertem, de certo modo, a conceptualização eurocêntrica de África.»
[Russell G. Hamilton, Literatura Africana. Literatura Necessária. I – Angola (1981), pp. 67-68]



DA CRISE ACTUAL

ECONOMIA DIRIGIDA

F. MAIA DE LOUREIRO


Autografado pelo autor com dedicatória a um «colega engenheiro». Aparenta tratar-se de uma obra de Francisco Avelar Maia de Loureiro, que viria a ser encarregado do Governo Geral de Angola, em 1959-1960. Bom exemplar, apenas com algumas ténues marcas de bicho do papel na capa, visíveis na primeira fotografia. 295 páginas. 12 x 19 cm. Lisboa: Livraria Bertrand (depositária), [s.d.]. José Luís Cardoso, no seu estudo recente sobre o impacto da Grande Depressão em Portugal, dá como data de publicação o ano de 1936.

Preço: 12 euros.




MANDA

em conjunto com

OS FILHOS DE MANDA


CARLOS ALVES (CAVE)


Manda. Edição do Autor, Porto, [1965]. 276-(10) páginas. 12,5 x 18,5 cm. Com um glossário de 3 páginas no final. Badana com texto de Amândio César sobre o livro, publicado no Diário do Norte, Junho de 1966. Capa cansada.

Os Filhos de Manda. Capa de Rui Fernandes. Prefácio de Ferreira da Costa. 252 páginas. 13,5 x 19,5 cm. N.º 1 da Colecção Três Continentes, das Publicações Novo Mundo, Lisboa, 1970. Capa desgastada, visível na fotografia.

Preço (do conjunto): 12 euros.