AS (E)VOCAÇÕES LITERÁRIAS


ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA


Crónicas, «memórias e esboços de estudos literários», anteriormente publicados em jornais e revistas, sobre autores com os quais Couto Viana conviveu ou sentiu afinidades literárias, dando primazia aos poetas:

Afonso Lopes Vieira, Alberto d’Oliveira, Alfredo Pimenta, Alfredo Serrano, Álvaro Benamor, Américo Cortez Pinto, António Alves Martins, António Corrêa d’Oliveira,  António Patrício, Augusto Lima, Azinhal Abelho, Blanco-Amor, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Ernesto Sardinha, João de Deus, Francisco de Almeida, João da Rocha, João Verde, José de Almada Negreiros, José Bruges, José Régio, Júlio Brandão, Manuel Lereno, Odylo Costa, Filho, Teixeira de Pascoaes, Teófilo Carneiro, Vasco de Lima Couto e Vitorino Nemésio.

O livro termina com alguns textos mais generalistas: Cancioneiros Galantes, A Poesia Viaja de Comboio, Os Poetas e o Comércio, Poesia Militante, A Sátira à Política na Poesia Portuguesa, e Queixas contra a Inglaterra na Poesia Portuguesa.

255 páginas. 15 x 21 cm. Edição do autor, Lisboa, 1980. Excelente exemplar.

Preço: 12 euros.



PONTO DE NÃO-REGRESSO


ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA


Poemas datados 1977-1980, antecedidos por um estudo de cerca de 15 páginas da autoria de Franco Nogueira. Capa de Vítor Luís, com um desenho de Juan Soutullo. 115 páginas. 15 x 21 cm. Tiragem de 500 exemplares. Impecável estado de conservação. Braga: Editora Pax, 1982.

Preço: 12 euros.



SOU QUEM FUI

Antologia Poética

ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA


Primeira edição. Com uma nota prévia do autor, escrita por ocasião dos 50 anos de poesia (1948-1998). Posfácio de JOÃO BIGOTTE CHORÃO. Na colecção Poesia, fundada por Luís de Montalvor. Capa com um desenho de Almada Negreiros. 193 páginas. 13,5 x 20 cm. Lisboa: Edições Ática, 2000.

Preço: 15 euros.



AS “FUNÇÕES” PATRIÓTICAS DO ABADE DE LOBRIGOS


ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA


Separata de Estudos Regionais, vol. 18. Viana do Castelo: Centro de Estudos Regionais, 1997. 12 páginas. 17 x 23 cm. Autografado com dedicatória do autor ao poeta minhoto João Marcos.

Preço: 15 euros.



UM PASSEIO CULTURAL NA POESIA DE ANTÓNIO FERREIRA


ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA


Palestra proferida em 2 de Março de 1996 na Sede da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Ilustrado com fotografias. Lisboa: Casa do Concelho de Ponte de Lima, 1996. Ilustrado. 32 páginas. 16 x 23 cm.

Preço: 10 euros.



VIANA NA POESIA DE MARIA MANUELA COUTO VIANA


ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA


Retrato da poetisa por Carlos Carneiro. Separata de Estudos Regionais, vol. 21. Autografado com dedicatória do autor ao poeta minhoto João Marcos. 16 páginas. 17 x 23 cm. Viana do Castelo: Centro de Estudos Regionais, 2000.

Preço: 15 euros.


natal


RETÁBULO PARA UM ÍNTIMO NATAL


ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA


Autografado pelo autor com dedicatória datada para a actriz Hermínia Tojal. Com um estudo introdutório de João Maia. Capa com algumas manchas. Tiragem de 600 exemplares. 32+(8) páginas. 16,8 x 24 cm. Edição do autor, Braga, 1980.

Preço: 25 euros.



7 PEÇAS EM UM ACTO


ANTÓNIO MANUEL PIRES CABRAL

ANTÓNIO CABRAL


As 7 peças: Temos tempo, Matilde /// Os Muros de Verona /// Ouve-se uma flauta /// Virá um dia virá /// O Consultório /// O Poço /// Seguir viagem.

Capa de João Botelho. 268 páginas. 11,5 x 18 cm. Bom estado, embora com uma pequena assinatura de posse no rosto. Volume 7 da colecção de teatro da Editora Centelha, Coimbra, 1977.

Preço: 15 euros.



TRIRREME


A. M. PIRES CABRAL


Dividido em três partes: «Tu, que os meus ombros», «Abril devia ser» (inclui os «Nove pretextos tomados de Camões»), e «Um homem sentado no seu tempo». Capa de João Botelho. Colecção Poesia do Nosso Tempo, n.º 20. 74 + (6) páginas. 12 x 18 cm. Coimbra: Centelha, [Março de] 1978.

Preço. 25 euros.


Vasco Graça Moura

[09Abr12]

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O MÊS DE DEZEMBRO e outros poemas
Poesia. Com um desenho de Domingos A. Sequeira. Direcção gráfica de Armando Alves. 61+(9) páginas. 13 x 19 cm. Colecção Coroa da Terra, n.º 6. Porto: Inova, 1977.
Preço: 20 euros.

INSTRUMENTOS PARA A MELANCOLIA
Poesia. Com três desenhos de José Rodrigues, e uma fotografia do autor. Direcção gráfica de Armando Alves. Primeiro título da Colecção Obscuro Domínio. 128 páginas. 13 x 21 cm. Encontrado no livro: um recorte de jornal com um artigo de Eduardo Prado Coelho que fala da poesia do autor. Porto: O Oiro do Dia, [Setembro de] 1980.
Preço: 20 euros.

50 POEMAS DE GOTTFRIED BENN
Selecção, tradução e prefácio de Vasco Graça Moura. Capa com um desenho de Manuel Ribeiro de Pavia. Com fotografias e fac-similes de manuscritos de Gottfried Benn. Direcção gráfica de Armando Alves. 82 páginas (por abrir). 14 x 20 cm. Colecção As Mãos e os Frutos, décimo sexto volume. Porto: O Oiro do Dia, [Setembro de] 1982.
Preço: 20 euros.

NÓ CEGO, O REGRESSO
Poesia. Com uma aguarela de Mário Botas. Direcção gráfica de Armando Alves. Colecção O Aprendiz de Feiticeiro, quinto volume. 60 páginas. 15 x 22,5 cm. Porto: O Oiro do Dia, [Novembro de] 1982.
Preço: 25 euros.

OS ROSTOS COMUNICANTES
Cadernos de Poesia Dom Quixote, n.º 28. Capa de Fernando Felgueiras. 64 páginas. 11 x 18 cm. Lisboa: Publicações Dom Quixote, [Outubro de] 1984.
Preço: 20 euros.

A SOMBRA DAS FIGURAS
Poesia. Edição do autor, Lisboa, [Outubro de] 1985. Tiragem de 1000 exemplares. 80 páginas. 15 x 21 cm. Excelente estado de conservação.
Preço: 30 euros.

UMA CARTA NO INVERNO
Poesia. Capa de Rogério Petinga sobre Flagelação de Piero della Francesca. Inclui o poema de homenagem a Óscar Lopes, «Um Senhor de Matosinhos». 79 páginas. 13 x 21 cm. Óptimo exemplar. Lisboa: Quetzal Editores, 1997.
Preço: 20 euros.


JURISLÂNDIA
Livro do curso de Direito da Faculdade de Direito de Lisboa. 252 páginas. 18 x 24 cm. Publicado com o apoio da Morais Editores. Impresso na Covilhã (Tip. Notícias da Covilhã). Exemplar autografado por uma das alunas para António Carlos Leónidas que, nos anos 60, foi presidente do IMAVE (onde estava integrada a Telescola) e chefe de redacção da revista Escola Portuguesa. Caricaturas de Sanches, e outros. Com uma caricatura e um texto jocoso para cada um dos 21 professores, incluindo Marcello Caetano. Entre os alunos, destacam-se os nomes de Vasco Graça Moura (com versos de António Rebordão Navarro), Manuela Portugal [Eanes], Pedro Roseta, Mário Assis Ferreira, Noronha Nascimento, Artur Faria Maurício, António Figueiredo Lopes, António Monteiro, Basílio Horta, Fausto de Quadros e Joaquim da Silva Lourenço. Invulgar.
Ver lista completa dos alunos e outras fotografias da obra aqui.
Preço: 35 euros.

As Pobres Susanas

[05Jan12]



AS POBRES SUSANAS


MANUEL DE CAMPOS PEREIRA


Exemplar autografado com dedicatória a Carlos Silva, antigo dinamizador da secção de teatro do Sport Lisboa e Benfica e instrutor de natação no Clube Nacional de Natação, que colocava nos seus livros um ex-libris próprio e uma curiosa tarjeta, visível na fotografia. Capa de Jorge Barradas, datada de 1946. 7.ª edição. 35.º milhar. 237 páginas. 13,5 x 19 cm. Óptimo exemplar. Lisboa: Livraria Portugal, 1966.

Preço: 15 euros.



CAMPOS PEREIRA

UM ROMANCISTA CONTEMPORÂNEO
(ANÁLISE CRÍTICA)


AMORIM DE CARVALHO


Com capítulos sobre a psicologia das personagens de Campos Pereira, o amor nos romances deste autor, o diálogo, a moral e os costumes, o estilo, a influência de Eça de Queiroz, entre outros. 255 páginas (por abrir). 13 x 20 cm. Óptimo exemplar. Porto: Livraria Civilização, 1947.

Preço: 12 euros.


Camilo na TV

[30Maio09]

Hoje no EXPRESSO, na sua coluna «Ao Pé da Letra», António Guerreiro destaca uma nova abordagem da Difel ao universo de Camilo, mais próxima do “modelo telenovela”.

Nada que se compare àquele Eça de há 25 anos (erotismo nórdico meets praia de Albufeira), ou mesmo a um Camilo de 1979, relançado com sobrecapa pela Parceria A. M. Pereira:

camilo1

camilo2

Para o efeito geral, vale a pena reproduzir a sinopse da contracapa (sublinhados nossos):

Luísa é uma jovem entediada com o casamento com Jorge. Um pacato engenheiro na Lisboa do século XIX. A solidão e os livros românticos devorados durante as longas ausências do marido, preparam o espírito de Luísa para viver um tórrido caso de amor com um parente distante, recém chegado a Portugal: o primo Basílio, rico, galante e devasso.

Ele não é o esperado príncipe encantado, logo descobre Luísa, e o adultério poderia ter acabado no desinteresse mútuo, como tantos outros. Mas Juliana, uma criada invejosa, apodera-se de cartas trocadas entre ambos e passa a chantagear a patroa. É o começo de uma tragédia.

Eça de Queirós, O Primo Basílio, Ed. Nova Cultural [s.l./s.d.], 319 páginas, 16x23cm. Capa de Mangel. Manuseado.

Preço (não paga a capa): 5 euros.

Na sequência de Coração Arquivista (1977), um título feliz para qualquer bibliófilo, António Manuel Couto Viana publicou, em 1980, As (e)vocações Literárias, onde reuniu novamente uma série de crónicas ou «memórias e esboços de estudos literários» anteriormente publicadas em jornais e revistas sobre autores com os quais conviveu ou sentiu afinidades literárias, dando primazia aos poetas:

– Afonso Lopes Vieira
– Alberto d’Oliveira
– Alfredo Pimenta
– Alfredo Serrano
– Álvaro Benamor
– Américo Cortez Pinto
– António Alves Martins
– António Corrêa d’Oliveira
– António Patrício
– Augusto Lima
– Azinhal Abelho
– Blanco-Amor
– Camilo Castelo Branco
– Eça de Queiroz
– Ernesto Sardinha
– João de Deus e Francisco de Almeida
– João da Rocha
– João Verde
– José de Almada Negreiros
– José Bruges
– José Régio
– Júlio Brandão
– Manuel Lereno
– Odylo Costa, Filho
– Teixeira de Pascoaes
– Teófilo Carneiro
– Vasco de Lima Couto
– Vitorino Nemésio

[… e terminando o volume com alguns textos menos personalizados:]

– Cancioneiros Galantes
– A Poesia Viaja de Comboio
– Os Poetas e o Comércio
– Poesia Militante
– A Sátira à Política na Poesia Portuguesa
– Queixas contra a Inglaterra na Poesia Portuguesa

Se já em Coração Arquivista se tinha debruçado sobre Almada Negreiros (ler aqui), a história que conta n’As (e)vocações Literárias repesca, além de referências ao contexto em que o artista parte para Paris em 1919, os desagradáveis comentários com que Mário Saa, na sua acintosa obra A Invasão dos Judeus, brindou Almada: «um estômago judaico-africano a digerir influências francesas». Suprema afronta: além de judeu, também africano… Sim, porque para Mário Saa, e citando Couto Viana dada a inacessibilidade da obra em questão, «o judeu é o único indivíduo (não sei porque natureza excepcional) capaz de nutrir rancor ao militarismo». Vai daí, Couto Viana termina esta crónica, em que se debruça superficialmente sobre as contradições do pensamento nacionalista de Almada Negreiros, com a reprodução de uma Chanson Patriotique, composta pelo artista em Paris, 1919:

CHANSON PATRIOTIQUE

(Temps de marche militaire
aux femmes de mon pays)

O femmes venez venez
O femmes venez toutes
faire de la vraie sculpture
de celle qui plaît a Dieu

O femmes venez venez
O femmes venez toutes
faire de la vraie sculpture
comme la font les vrais animaux

O femmes venez venez
O femmes venez toutes
Femmes n’oubliez pas
que vous êtes les seules machines
pour faire des soldats!

Ainda sobre Almada, e como apronfudamento de ambas as crónicas de Couto Viana, leia-se a célebre entrevista ao programa Zip-Zip, em 1970, e uma carta inédita, datada de Paris, 1919.

capas Couto Viana

Publicado em 1982, Ponto de Não Regresso (poemas datados 1977-1980), possui uma cinta original remetendo para um prefácio de 15 páginas da autoria de Franco Nogueira. A capa é de Vítor Luís, com um desenho de Juan Soutullo. O livro termina com uma «Súbita Vaidade»:

Detrás das palavras gastas,
Há um ímpeto criador:
Ó leitor que me afastas,
Deves ler-me outra vez, lerás melhor.

Dei sinais, dei avisos, dei memória
Não só de mim.
Poesia transitória?
Quem o disse morreu antes de ver-lhe o fim.

Juntai nova semente aos velhos grãos
De terra fértil, que reguei com pranto.
E recebi, depois, nas próprias mãos,
O fruto acre do meu canto.

Mas se alguém o comer (e a fome é certa!)
Há-de encontrar-lhe um funde de doçura:
O coração atento, a alma aberta
Ao amor e à procura.

Não, não secou ou amornou a fonte
Que em cada livro meu, quente, fluía!
– É estéril e seco o horizonte
De quem ignora a minha poesia!

Refira-se, para terminar, que nem um nem outro livro conheceram 2.ª edição, e que tiveram tiragens de 1000 exemplares (ensaio) e 500 exemplares (poesia).

Exemplares em óptimo estado de conservação.

Preço: 12 euros (cada).