HIPOCRITAS


MERCEDES BLASCO


Recordações de Mercedes Blasco, de artistas de teatro: Joaquim de Almeida, Palmira Bastos, Jesuína de Chaby, Chaby Pinheiro, António Sacramento, Tereza Taveira, Vasco Santana, Alexandre de Azevedo, Tereza Gomes, Álvaro de Almeida, Augusta Cordeiro, Joaquim Almada, Ilda Stichini, José Alves da Cunha, Berta de Bívar, Henrique de Albuquerque, Lucília Simões, Henrique Alves, Emília de Oliveira, Erico Braga, Amélia Pereira, Assis Pacheco, Lina Demoel, Gil Ferreira, Albertina de Oliveira, José Clímaco, Amélia Rey Colaço, Robles Monteiro, Maria das Neves, Tomás Vieira, Aura Abranches, Pinto Grijó, Ausenda de Oliveira, Armando de Vasconcelos, Emília Fernandes, Raul de Carvalho, Luísa Satanella, Nascimento Fernandes, Cremilda de Oliveira. Com uma carta prefacial de Agostinho Fortes.

Exemplar com dedicatória de autora no ante rosto, «para o ilustre poeta que rege os destinos do grande jornal A República, da amiga e admiradora».

Brochado. 160 páginas. 19 x 12,5 cm. Pequenos defeitos exteriores. Miolo limpo, salvo algumas pequenas caricaturas a lápis, apenas delineadas, não assinadas, junto a certos nomes de artistas no início dos capítulos. Lisboa: J. Rodrigues & C.ª, 1932.

Preço: 27 euros.


 


ANTIGUIDADE TARDIA E PALEOCRISTIANISMO
EM PORTUGAL


M. JUSTINO MACIEL


Com prólogos de J.M. Bairrão Oleiro e Theodor Hauschild. Ilustrado com fotografias, desenhos e plantas. 347 páginas. Formato álbum: 29,5 X 21 cm. Capa com sinais superficiais de uso, miolo limpo e em bom estado. Lisboa: Edições Colibri, 1996.

Preço: 24 euros.


Trabalho de investigação sobre História da Arte e Arqueologia na área da Antiguidade, em que se apresenta uma nova sistematização dos dados existentes da Antiguidade Tardia em Portugal e seus testemunhos artísticos. Após um levantamento dos refereciais históricos, arqueológicos e literários disponíveis, equaciona-se a interacção que neste contexto existe entre a cidade e o campo, bem como a progressiva abertura a este último e os reflexos que tal dinâmica produz nas manifestações artísticas.
Um estudo dos signos visivelmente conotados com as religiões orientais revela que eles se apresentam numa comunidade de uso de que participam quer a cultura romana quer o crisitianismo. A constatação desta realidade surge como profundamente significante de uma evolução da arte da Antiguidade Tardia numa dinâmica entre a opacidade e a transparência, que vem permitir novas abordagens da escultura, do mosaico e mesmo da arquitectura, da pintura e da decoração de cerâmica. Na sequência desta constatação, efectua-se uma nova leitura dos mais importantes monumentos dos contextos romano tardio, suevo e visigótico, progressivamente conotados com as propostas vivenciais cristãs. No centro desta realidade, quer numa perspectiva sintagmática, quer numa perspectiva paradigmática, estudam-se os monumentos de Tróia de Setúbal, onde a arte romana tardia se revela plenamente como em qualquer outro ponto do Império Romano. Esta investigação desenvolveu-se [ainda com] trabalhos de campo em vários [outros] locais, designadamente em Conímbriga, [e] na Villa Romana do Montinho das Laranjeiras (Algarve).