A BORBOLETA AMARELA


RUBEM BRAGA


60 crónicas. 3.ª edição. 214 páginas. 21 x 14 cm. Lombada amarelecida e com vincos de leitura. Assinatura de posse no pé da página de guarda. Rio de Janeiro: Editôra do Autor, 1963.

As crónicas deste livro foram todas publicadas, entre Janeiro de 1950 e dezembro de 1952, no Correio da Manhã, do Rio, e em vários jornais dos Estados.

Preço: 15 euros.



O HOMEM ROUCO


RUBEM BRAGA


40 crónicas. 2.ª edição. Capa de José Medeiros («Image»). 191 páginas. 21 x 14 cm. Capa com pequenos defeitos. Assinatura de posse no pé da página de guarda. Rio de Janeiro: Editôra do Autor, 1963.

As crónicas juntadas foram quase todas publicadas no Diário de Notícias, do Rio, e a seguir na Folha da Noite, de S. Paulo, Folha da Tarde, de Pôrto Alegre, e Diário da Noite, do Recife. As outras saíram no suplemento literário do Diário Carioca, e mais no Correio Paulistano, Revista do Globo, de Pôrto Alegre, e Jornal do Comércio, do Recife. Tôdas foram escritas entre abril de 1948 e julho de 1949; estão arrumadas em ordem cronológica. A selecção foi feita pelo autor, com ajuda de Fernando Sabino.

Preço: 15 euros.



AI DE TI, COPACABANA!


RUBEM BRAGA


60 crónicas. 2.ª edição. Capa de Bea Feitler. 222 páginas. 21 x 14 cm. Capa com pequenos defeitos. Assinatura de posse no pé da página de guarda. Rio de Janeiro: Editôra do Autor, 1960.

As crónicas deste livro foram escritas de abril de 1955 a fevereiro de 1960. Nesse período o cronista mudou de jornal: do Correio da Manhã foi para o Diário de Notícias e deste para O Globo. Também mudou de revista, saindo de Manchete para o Mundo Ilustrado e voltando depois para Manchete.

Preço: 15 euros.



MADRID EM CHAMAS

( IMPRESSÕES VIVIDAS EM ESPANHA )

Z. VILLALBA


A visão da Guerra Civil de Espanha que convinha ao Estado Novo, donde o prefácio de Marcelo Caetano, que elogia no autor o hábito «à disciplina dos factos e das normas», e ser «profissionalmente avesso à deformação literária da realidade», isto perante «os monstros da revolução pseudo-proletária» e os «frios algozes comunistas».

Trata-se de uma «tradução livre», pelo octogenário «Dr. Eduardo de Castro e Almeida», de um «manuscrito» de «um homem de leis, eminente no fôro madrileno». Villalba, Z. será então um pseudónimo? Existe o manuscrito? Nas décadas anteriores, Castro e Almeida (n. 1865), que foi primeiro conservador da Biblioteca Nacional, tornara-se uma autoridade na catalogação de manuscritos em arquivos públicos nacionais.

Capa não assinada. Em brochura e em bom estado, salvo vinco (pouco profundo) de leitura na lombada. 161+(1) páginas. 19 x 12 cm. Sem menção de editor, mas com a referência de ter sido composto e impresso na secção de «Linotypes» d’O Jornal do Comércio e das Colónias [orgão de imprensa alinhado com a ditadura], em Lisboa, 1936.

em conjunto com:

VINGANÇA, de ALFREDO MARQUES. Novela operária. Capa não-assinada. 158+(2) páginas. 19,5 x 13,5 cm. Lisboa: Editorial Hercules, 1933. Capas e lombada cansadas e com defeitos. Pequena assinatura de posse no interior do ante-rosto. Miolo no geral limpo.

Preço (do conjunto: 25 euros.



VIDA DE UM OPERÁRIO NUM PAÍS DE LESTE

( SALÁRIO À PEÇA )

MIKLOS HARASTZI


Um [certo] aspecto surge na componente não fictícia, mas abstracta, do livro — tanto mais abstracta quanto a experiência e o vivido são concretos. Quando se descrevem processos de trabalho precisos, eles elevam-se, por si próprios, à abstracção. Citemos, à letra, esta ou aquela frase do regulamento militar alemão e encontrar-nos-emos a fazer um «pastiche» de Kafka (por exemplo, as regras respeitantes à continência: em marcha, em sentido, deitado, de bicicleta, a cavalo, de carro, etc.). Se descrevermos, minuciosamente, os rituais que se praticam num escritório de administração (os gestos com que se aparam os lápis, por exemplo, ou com que se tiram ou põem os óculos, para os limpar) ou ainda os mil movimentos de um empregado de café, numa sala à cunha, esta pintura fiel parecer-nos-á abstracta e insólita. A tal ponto que até aqueles cujo universo de trabalho se encontra aqui descrito teriam dificuldade em considerar a descrição «realista».

Prefácio de Heinrich Boll,
pp. 9-14

Título da edição original: Darrabér. Traduzido do húngaro por Judit Svaradja e Joel Aizac. Tradução do francês por Miguel de Araújo. Capa de António Pedro. Colecção Vida e Cultura [n.º 79]. 233+(7) páginas. 22 x 15 cm. Capas com leves marcas de uso e guardas com alteração de cor; mantém-se um exemplar em bom estado geral. Lisboa: Livros do Brasil, [1978?].

Preço: 12 euros.



RIBATEJO
CASOS E TRADIÇÕES


FRANCISCO CÂNCIO


Uma das várias incursões de fundo de Francisco Câncio no registo e divulgação da cultura popular da província do Ribatejo. Os capítulos e as próprias imagens surgem com uma ordem aparentemente aleatória, unidos pelo desembaraço e segurança de um (bom) contador de histórias, alicerçado em anos de pesquisas nos livros e nas gentes. Vide índice nas fotografias (↑).

2 volumes ilustrados com fotografias, desenhos e gravuras, editados em fascículos. 525+485 páginas. 19,5 x 25,5 x 7,3 cm. Meia-encadernação ‘francesa’, não-editorial, sólida, com ligeiro desgaste nas extremidades, mormente nas cabeças e pés das lombadas. Bom estado geral. Edição com o patrocínio da Junta de Província do Ribatejo, s.l., 1948.

Preço: 165 euros.



BAIRRO DA LIBERDADE


MANUEL MARTINHO


Aquilo prestava-se pouco. Bairro da Liberdade, gente de casebres, pegado com Monsanto, vizinhos do aqueduto, nem de graça se iria para lá. E, no entanto, a encosta da serra começou a povoar-se. Vinham famílias sacudidas pela miséria, abrigar-se comodamente, por cem mil reis de renda. Três cubículos de madeira velha, telhas em cima de vigas que o cair das chuvadas logo apodrecia, portas estreitas onde o gemido, o pranto ou a alegria eram vizinhos da rua — e tudo isto rodeado de um chão barrento onde os homens, as mulheres e as crianças deixavam marcados os trilhos do seu caminho.
Na cidade, no centro, ninguém lhes dava guarida. Gente pobre, carregada de filhos, enxovalhada na roupa que se traz todos os dias, morar em casas, era uma ousadia dos diabos!
Alfama, Mouraria, Santa Isabel ou Alcântara estavam exigentes. Queriam hóspedes de gravata, de pouca serventia de cozinha e não bandos precatórios de tachos enfarruscados, com crianças de peito. [pp. 11-12]


Romance. 291 páginas. 13,5 x 19,5 cm. Encadernação sintética recente em óptimo estado de conservação e muito sólida, conserva ambas as capas de brochura, com marcas de pequenos restauros. Um bom exemplar. N.º 1 da Colecção Prosadores – Nova Seiva, editor Armando Lopes Esteves. Lisboa: Bolsa Cultural, 1948.

Preço: 25 euros.



OS POBRES


RAÚL BRANDÃO


A 3.ª edição, de 1925, com capa de Stuart de Carvalhais (desenho impresso em papel couché, colado sobre a encadernação editorial). Carta-prefácio de Guerra Junqueiro (25 páginas), datada de 1902-1903. Com 327 páginas, e 11,5 x 18 cm. Em bom estado. Lisboa: Livrarias Aillaud e Bertrand, 1925.

Preço: 18 euros.



NO PRINCÍPIO SERÁ A CARNE


MANUEL GRANGEIO CRESPO


Teatro. Ilustrado com fotografias, recortes/colagens e desenhos. Abre com o manifesto da Re-Theater Co., de 1965. «Arranjo Gráfico de Carlos. Arranjo Tipográfico de Bento Romão. Consultor Técnico (entre duas cervejas) Luiz Pacheco». 130 páginas. 18,7 x 13,9 cm. Capas amarelecidas nas orlas, miolo impecável. Lisboa: [s.e.], 1969.

Preço: 35 euros.



O GIGANTE VERDE


MANUEL GRANGEIO CRESPO


Teatro. «Liturgia mágica em sete sequências e outros tantos comentários». 2.ª edição (primeira em Portugal) de uma peça publicada nas Éditions du Seuil. Abre com uma entrevista de Urbano Tavares Rodrigues ao autor, publicada no Jornal de Letras de 11 de Setembro de 1963. Com xii+186+(2) páginas. 19,8 x 14,2 cm. Bom estado. Miolo impecável. Lisboa: Edições Ática, 1965.

Preço: 25 euros.



APELO AO POVO


MANUEL GRANGEIO CRESPO


Notas à margem por Luiz Pacheco. Um texto que «antecedeu as eleições presidenciais de 1976» [ler aqui]. Ilustrado com alguns desenhos do autor. 120 páginas. 20,5 x 14 cm. Manuseado e com picos de oxidação na capa. Miolo limpo. Lisboa: edição do autor, [1976].

Acompanhado de folha volante promocional de No Princípio Será a Carne, e respectivo postal para encomenda, em bom estado.

Preço: 30 euros.

Exemplar em bom estado e sem publicidade do editor — Preço: 25 euros.



A BARONESA QUER
CASAR COM TODA A GENTE


GERMAINE ACREMANT


Traduzido por Manuel Grangeio Crespo. Biblioteca das Raparigas n.º XLVI (46), com capa de João da Câmara Leme. 231+(5) páginas. 18,2 x 13 cm. Assinatura de posse na folha de rosto. Lisboa: Portugália, [s.d.].

Preço: 12 euros.


AfonsoRibeiro


POVO


AFONSO RIBEIRO


Contos. Capa de Júlio Pomar. Primeira edição. Proibido pela censura. Brochado, com 13 cm x 19,7 cm e 267+(5) páginas. Capa em bom estado, lombada um pouco escurecida, miolo limpo. Porto: Editorial Ibérica, 1947.

Preço: 20 euros.