BOA COZINHA TODOS OS DIAS


FRANCINE DUPRÉ


A Lever, a que a Fima está associada, é uma multinacional espalhada por todo o mundo. Ao tempo em que entrei, em todos os países havia uma pessoa que desempenhava funções idênticas às que viria a desempenhar. Para o desempenho destas funções o factor afecto era muito importante, tinha que haver alguém que de forma amigável e continuada “aconselhava” a consumidora. Ora as pessoas mudam, e o trabalho feito não pode ser interrompido. Como precaução, criaram para o lugar, o nome de uma pessoa. Em Portugal, como a cozinha francesa tinha muito prestígio na altura, escolheram um nome feminino francês: Francine Dupré. Foi sempre com este nome que assinei todos os trabalhos que ao longo de 31 anos fiz para a Fima.
Quando entrei na Fima o pseudónimo já existia, e até já tinha sido usado, por pouco tempo, por duas pessoas. É claro que nunca usei o pseudónimo fisicamente. Por isso, no início, cheguei a responder em francês a consumidoras que usavam aquela língua para comunicar com a Francine Dupré, porque não gostavam da Maria de Lourdes Modesto e adoravam o trabalho da Francine Dupré. De uma dessas consumidores cheguei a ser amiga com a minha identidade. O pseudónimo “caiu” quando saí. [ler entrevista de Maria de Lourdes Modesto aqui.]

Livro de receitas e conselhos culinários da margarina «Vaqueiro», assinado por Francine Dupré, pseudónimo de Maria de Lourdes Modesto. Ilustrado. 60 páginas. 14 x 21 cm. Assinatura de posse. Lisboa: Instituto Culinário da Margarina Vaqueiro, [s.d.].

Preço: 12 euros.




RECEITAS ESCOLHIDAS PARA SI


FRANCINE DUPRÉ


Minha querida amiga,
É com o maior prazer que, pela terceira vez, venho junto de si com mais um livro de culinária, apresentando-lhe não só receitas simples e originais mas também mais alguns conselhos e sugestões que contribuirão para a sua arte da culinária.

Ilustrado com desenhos e fotografias. Bom estado de conservação. 72 páginas. 14 x 21 cm. Edição do Instituto Culinário da Margarina Vaqueiro, década de 1950.

Preço: 12 euros.



APROVEITAMENTO DA POUPANÇA NACIONAL
EM BENEFÍCIO DA COLECTIVIDADE,
POR MEIO DOS CERTIFICADOS DE AFORRO


Brochura promocional da Junta do Crédito Público, que anuncia as vantagens dos recém-criados Certificados de Aforro:

«Quis-se preencher, por meio dos certificados de aforro, uma lacuna de há muito verificada, e que se traduz na fuga ou quiçá no desinteresse das pequenas economias pelo rendimento comercial dos dinheiros resultantes da poupança, conseguida muitas vezes à custa de tantos sacrifícios.
Sente-se e é notório o afastamento da circulação real de vários capitais, amealhados ou entesourados, à maneira antiga, nas impenetráveis burras à prova de fogo, ou mais poèticamente, em esconderijos cujo segredo passa de geração em geração ou ainda guardados na palha dos colchões, em pés-de-meia ou em panelas de barro, algumas vezes cautelosamente emparedadas.
Esse dinheiro, ciosamente imobilizado na melhor das intenções, previdentemente guardado para as incertezas do dia de amanhã, não vê a luz do sol nem se lhe dá o calor da utilidade para que foi criado no interesse de cada um, seu possuidor, em particular, e da comunidade em geral; torna-se, na conjectura económica, um elemento de perturbação e transforma afinal, em improdutiva avareza, um belo sentimento de previdência que está na base da poupança e que bem entendido, deve ser estimulado e acarinhado como factor de riqueza nacional.»
Etc.

Comparar aqui com a descrição actual do IGCP. /// Raro folheto de 8 páginas + capa ilustrada. Agrafado. 10,5 x 15 cm. Composto e impresso na Tipografia Portuguesa, Lisboa, 1961.

Preço: 10 euros.


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  • Nunca se deve perseguir afoitamente outro carro, na certeza de que onde ele passa, podereis passar também, visto que um veículo que se dirige em sentido contrário pode por ele, ser evitado, sem que vos aconteça o mesmo.
  • Um rebentamente de pneu é raras vezes perigoso se não travais, manobrando seguramente o volante. Qual é a melhor maneira de assim proceder? Volante bem seguro, unhas para cima e braços encostados ao tronco para maior firmeza.
  • Acima de tudo, aprendei a «manobrar». Aquele que no momento culminante não sabe agir com serenidade e precisão, não é um condutor seguro. Este deve conhecer bem o carro e efectuar as manobras instintivamente.
  • Não procureis nunca assombrar os passageiros com a vossa perícia: pelo contrário, esforçai-vos para que eles se mantenham absolutamente tranquilos.

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Breves Instruções de Mecânica e conselhos para candidatos a condutores de automóveis, coordenadas por…, Bernardo Dias, 2.ª edição, refundida, aumentada e ilustrada com gravuras e o esquema da nova sinalização, [1933]. /// 24 páginas + 2 estampas, com sinais de trânsito e publicidade. /// Preço: 10 euros.

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