ANTIGUIDADE TARDIA E PALEOCRISTIANISMO
EM PORTUGAL


M. JUSTINO MACIEL


Trabalho de investigação sobre História da Arte e Arqueologia na área da Antiguidade, em que se apresenta uma nova sistematização dos dados existentes da Antiguidade Tardia em Portugal e seus testemunhos artísticos. Após um levantamento dos refereciais históricos, arqueológicos e literários disponíveis, equaciona-se a interacção que neste contexto existe entre a cidade e o campo, bem como a progressiva abertura a este último e os reflexos que tal dinâmica produz nas manifestações artísticas.
Um estudo dos signos visivelmente conotados com as religiões orientais revela que eles se apresentam numa comunidade de uso de que participam quer a cultura romana quer o crisitianismo. A constatação desta realidade surge como profundamente significante de uma evolução da arte da Antiguidade Tardia numa dinâmica entre a opacidade e a transparência, que vem permitir novas abordagens da escultura, do mosaico e mesmo da arquitectura, da pintura e da decoração de cerâmica. Na sequência desta constatação, efectua-se uma nova leitura dos mais importantes monumentos dos contextos romano tardio, suevo e visigótico, progressivamente conotados com as propostas vivenciais cristãs. No centro desta realidade, quer numa perspectiva sintagmática, quer numa perspectiva paradigmática, estudam-se os monumentos de Tróia de Setúbal, onde a arte romana tardia se revela plenamente como em qualquer outro ponto do Império Romano. Esta investigação desenvolveu-se [ainda com] trabalhos de campo em vários [outros] locais, designadamente em Conímbriga, [e] na Villa Romana do Montinho das Laranjeiras (Algarve).

Com prólogos de J.M. Bairrão Oleiro e Theodor Hauschild. Ilustrado com fotografias, desenhos e plantas. 347 páginas. Formato álbum: 21 x 29,5 cm. Manuseado. Bom exemplar. Lisboa: Edições Colibri, 1996.

Preço: 25 euros.



ABASTECIMENTO DE PRODUTOS HORTÍCOLAS A LISBOA


M. LOURDES SANTOS PEREIRA


Inclui curiosos mapas desdobráveis com uma relação parcial das hortas existentes na zona de Lisboa, visíveis numa das fotografias, e capítulos sobre os meios de transporte usados (carroça, galera e camioneta), as épocas características de cada região ou as zonas abastecedoras, de Aveiro, Oeste, Saloia, Outra Banda, Setúbal, Vila Franca, Santarém e Algarve.

Com dedicatória autógrafa da autora, engenheira agrónoma, ao então presidente da Junta Nacional de Frutas, Mário Brito Soares. Capa e desenhos de Mário Marcelo Nogueira. Prefácio de Henrique de Barros. Com xvi+212 páginas, e 16,5 x 22,5 cm. Excelente estado de conservação. Lisboa: Junta Nacional das Frutas, 1949.

Preço: 20 euros.