O SOLAR DOS BRASIS


RUBEN ANDRESEN LEITÃO


Foi o João Santos Simões quem um dia me disse — já lá vão uns bons três anos — que, se estivesse perto de Trancoso, não deixasse de ir ver a Torre do Terrenho. Fiquei a pensar, sobretudo quando soube que a capela do «Solar dos Brasis», na Torre do Terrenho, estava intimamente ligada à História do Brasil, à época áurea da mineração, ao mundo de espanto e de dor que teve D. João V no trono, à inquisição nas suas formas mais requintadas, à talha na sua pura criação de mensagem artística universal, e a um título de Fidelíssimo para durar enquanto os reis estivessem no trono. O Terrenho fica a pouco mais de uma légua da vila nobre de Trancoso, e andados uns dois ou três quilómetros mais além temos a Torre do Terrenho. No ouvido ainda soava a frase do João — «Toda a capela é um ex-voto»!
[início da Nota Prévia]

Dedicatória do autor, na página de rosto. Ilustrado com quatro páginas de fotografias a preto e branco, em extra-texto. Brochado, 32+(4) páginas. 17,5 cm x 24,2 cm. Separata da Revista Ocidente, Volume LXXXI. Lisboa, 1971.

Preço: 22 euros.