MEMÓRIAS INÉDITAS DA RAINHA DONA AMÉLIA


LUCIEN CORPECHOT


«This memoir, written by a French journalist while its subject was still very much alive, reads almost like a work of fiction that bates the last days of the Portuguese monarchy in a soft glow of regret. The queen is portrayed as a woman whose courage was tested in many dramatic ways. Corpechot recounts stories of her rescuing the infant Luís Filipe from a cradle that had somehow caught fire, and plunging into the sea to help save a fisherman who had got himself into trouble.» [Malyn Newitt]

Título completo: Memórias Inéditas da Rainha Dona Amélia de Portugal. História dolorosa d’uma Princeza da Casa de França. Compendiadas por Lucien Corpechot.

Rara primeira edição em português, impressa em Paris. Tradução de Mello Menezes. Ilustrado com diversos  retratos fotográficos da família real, a preto, em extra-textos couché.

Volume intonso. Brochado. 143,(7) páginas. 19 x 12 cm. Pequena etiqueta de antiga biblioteca pessoal com o número «69» manuscrito, à cabeça da lombada. Muito bom estado de conservação. Rio de Janeiro: Casa A. Moura, 1913.

Preço: 40 euros.


 


O MANDARIM


BELDEMÓNIO


2.ª série completa de O Mandarim, panfleto periódico satírico-político dirigido por Eduardo de Barros Lobo (Beldemónio) e em apenas dez dias encerrado pela censura: o número I data de 10 de Abril de 1883, o número II de 20 de Abril do mesmo ano.

Brochados. 47,(1) e 47,(1) páginas, por abrir no número II. 14,8 x 10 cm. Manuseados. Capas com foxing ligeiro. Várias faltas de papel na minúscula lombada de ambos os números, e falta de um pequeno canto (não toca a moldura) na capa frontal do número I, o qual possui ainda uma mancha de água o longo de toda a margem inferior do miolo, que não toca a capa posterior. Dois únicos números publicados. Conjunto raro. Lisboa: Empreza Literária Luso-Brazileira Editora, 1883.

Preço: 40 euros.


 


GÔTAS DE TINTA

INÍCIO DE UMA CAMPANHA NACIONALISTA

IVO CRUZ


Compilação de pensamentos musicais e nacionalistas, pugnando pelo Renascimento da Arte Portuguesa — e contra o fado —, por um jovem estudante que viria a ser importante maestro.

Capa de Isaura. Ex-libris de Rodrigues Miguéis. Brochado. Papel superior. 50 páginas, inumeradas. 15,5 x 10,5 cm. Mínimo sinal de uso na capa. Bom estado geral. Impresso na Tipografia da Editora Olhanense Limitada. Edição do autor, Olhão, 1923.

Preço: 17 euros.



SEIS POEMAS


FERNANDO PESSOA


Título completo [traduzido na capa posterior]: SEIS POEMAS DE FERNANDO PESSOA E HETERÓNIMOS. Apresentados no Ateneo de Madrid, na interpretação dos «Jograis de São Paulo», para ilustrar a conferência de Eduardo Freitas da Costa em 24 de Abril de 1959.

Eduardo Freitas da Costa, jornalista e político, arreigado salazarista e director de jornais de extrema-direita (aqui), estudou e escreveu sobre Fernando Pessoa, o homem e a obra, ao longo de décadas, mormente privilegiando a perspectiva nacionalista. Publicaram-se estes Seis Poemas (…) por ocasião da conferência que proferiu no Ateneo de Madrid, «Fernando Pessoa y la poesia portuguesa contemporánea», inserida no ciclo Cuestiones Politico-Culturales de la Europa de Hoy — precisamente 15 anos antes da noite que o conduziria ao exílio nessa mesma cidade.

Poemas (três dos quais excertos) de Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos; e Fernando Pessoa. Edição bilingue. Traduções de Ángel Crespo. Abre com a reprodução de um retrato do poeta por Almada Negreiros.

Grampeado. (16) páginas, inumeradas. 23,5 x 16,5 cm. Com defeitos: capas e miolo com pregas e vincos na zona adjacentes ao pé da lombada. Manchas leves na capa posterior. Miolo limpo. Valorizado pelo cartão-convite (16 x 11) para a conferência. Nota manuscrita a lápis no topo da capa — hipotética nomeação da destinatária do exemplar. Tiragem restrita.

Preço: 17 euros.


 


OS MODERNOS PUBLICISTAS PORTUGUEZES


SAMPAIO BRUNO


Reflexões sobre História, Filosofia, Política e Jornalismo, em Portugal e na Europa, na segunda metade do século XIX, com referências a Ana de Castro Osório, Eça de Queirós, Teófilo Braga, Raul Brandão, Arnaldo Gama, a Comuna de Paris, Proudhon, Karl Marx, Pérez Galdós (…).

Brochado. 425,(3) páginas. 18 x 11,5 cm. Usado. Exterior com pequenos defeitos: pequenas manchas e assinatura de posse na capa; vinco leve que atravessa a metade superior da capa e marca também, ligeiramente, a primeira dúzia de páginas; lombada com vincos de leitura e uma mancha central. Miolo aparado e com assinatura de posse coeva no início do texto. Mantém-se, porém, um exemplar interessante. Porto: Livraria Chardron, 1906.

Preço: 18 euros.


 


A COMUNA DE PARIS

E OS SOCIALISTAS PORTUGUESES


CÉSAR OLIVEIRA


Introdução, selecção de textos e notas de César Oliveira, cem anos após a Comuna de Paris.

Autores antologiados: Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Antero de Quental, José Falcão, José Fontana [«Memória redigida por José Fontana e que Paul Lafargue levou para o Congresso da Internacional em Haia onde representou os trabalhadores portugueses»] e Nobre França.

Brochado. 127,(1) páginas. 18,8 x 13,2 cm. Bom estado. Colecção Dossier Leitura, n.º 16. Porto: Brasília Editora, 1971.

Preço: 12 euros.


 


O QUE ERA A RÚSSIA ANTES DOS BOLCHEVISTAS

RESPIGOS E COMENTÁRIOS

RIBEIRO DE CARVALHO


Capas (frontal e posterior) desenhadas por Stuart de Carvalhais. Uma edição do jornal República, pela pena do próprio director, Ribeiro de Carvalho.

Brochado. 125,(3) páginas. 20 x 13,5 cm. Mínimas marcas de uso exteriores. Mantém-se bom exemplar, sem perda de cor nos desenhos de Stuart. Lisboa: Ediçoes República, 1932.

Preço: 22 euros.


 


UMA ALDEIA DA CHINA POPULAR


JAN MYRDAL


1.ª edição portuguesa. Tradução de VASCO PULIDO VALENTE. Fotografias de Gun Kessle.

Título original: Rapport Fran Kinesisk By. Brochado. 404,[14],(4) páginas. 23 X 16 cm. Usado. Capa manuseada, com pequenas imperfeições, e lombada com um vinco de leitura. Miolo limpo. Colecção Temas e Problemas. Lisboa: Livraria Morais Editora, 1966.

Preço: 10 euros.


 


PROIBIÇÃO DA «TIME» NO REGIME FASCISTA


COMISSÃO DO LIVRO NEGRO SOBRE O REGIME FASCISTA


Capa de Maria Manuela Carvalho Santos. Ilustrado. Brochado. 134,(2),[1] páginas. 20,8 x 14,6 cm. Bom estado. Lisboa: Presidência do Conselho de Ministros / Comissão do Livro Negro sobre o Regime Fascista, 1982.

Preço: 17 euros.



LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA


COMISSÃO DO LIVRO NEGRO SOBRE O REGIME FASCISTA


Capa de Maria Manuela Carvalho Santos. Ilustrado. Brochado. 117,(7) páginas. 20,8 x 14,6 cm. Vinco ligeiro na capa, junto à lombada. Bom estado. Lisboa: Presidência do Conselho de Ministros / Comissão do Livro Negro sobre o Regime Fascista, 1981.

Preço: 17 euros.



PRESOS POLÍTICOS NO REGIME FASCISTA

1932-1935
1936-1939

COMISSÃO DO LIVRO NEGRO SOBRE O REGIME FASCISTA


2 volumes, o primeiro cobre o intervalo de tempo entre 1932 e 1935, o segundo entre 1936 e 1939. Capa de Maria Manuela Carvalho Santos. Ilustrados. Brochados. 239,(1) e  458,(2) páginas. 20,8 x 14,6 (x 3,8) cm. Pequenas manchas no exterior. Miolo limpo. Bom estado geral. Lisboa: Presidência do Conselho de Ministros / Comissão do Livro Negro sobre o Regime Fascista, 1981-1982.

Preço (do conjunto): 25 euros.



ELEIÇÕES NO REGIME FASCISTA


COMISSÃO DO LIVRO NEGRO SOBRE O FASCISMO


1.ª edição. Capa de Maria Manuela Carvalho Santos. Ilustrado. Brochado. 68,(56) páginas. 20,8 x 14,6 cm. Manchas leves na margem lateral da capa. Bom exemplar. Lisboa: Presidência do Conselho de Ministros / Comissão do Livro Negro sobre o Fascismo, 1979.

Preço: 12 euros.



DISCRIMINAÇÃO POLÍTICA NO EMPREGO NO REGIME FASCISTA


COMISSÃO DO LIVRO NEGRO SOBRE O REGIME FASCISTA


Capa de Maria Manuela Carvalho Santos. Ilustrado. Brochado. 272 páginas. 20,8 x 14,6 cm. Mancha leve junto ao pé da lombada (amarelecida) e canto adjacente da capa. Mínimo carimbo de posse a um canto do rosto. No geral, bom exemplar. Lisboa: Presidência do Conselho de Ministros / Comissão do Livro Negro sobre o Regime Fascista, 1982.

Preço: 15 euros.



A POLÍTICA DE INFORMAÇÃO NO REGIME FASCISTA


COMISSÃO DO LIVRO NEGRO SOBRE O FASCISMO


2 volumes, ambos em 1.ª edição. Capa de Maria Manuela Carvalho Santos. Ilustrados. Brochados. 288 e 266,(6) páginas. 20,8 x 14,6 cm. Mancha leve no pé da lombada do primeiro volume. Bom estado geral. Lisboa: Presidência do Conselho de Ministros / Comissão do Livro Negro sobre o Fascismo, 1980.

Preço (do conjunto): 30 euros.


 


CARTAS DA ZAMBÉZIA

(ASSUNTOS COLONIAIS)

F. GAVICHO DE LACERDA


3.ª edição revista e muito aumentada. Prefácio de João de Azevedo Coutinho. Ilustrado a preto, com dezenas de fotografias, no texto. Todas as letras capitais, no início de cada capítulo, com um desenho individualizado.

Brochado. 228,(4) páginas. 24 x 15,5 cm. Sinais de uso exteriores. Miolo no geral limpo. Mantém-se um exemplar interessante. Lisboa: Imprensa Beleza, 1939.

Preço: 35 euros.


 


A MANUTENÇÃO MILITAR

1920-1921

RELATÓRIO DA GERÊNCIA

FRANCISCO DE PINA LOPES


O Major Francisco de Pina Lopes, com carreira militar preenchida de honras e louvores, destacou-se na organização administrativa — «modelar», segundo Gomes da Costa, e «com a mais severa economia e perfeição» —, tanto na Guarda Fiscal como na 1.ª Divisão do C.E.P., mas também, depois da Guerra, na Manutenção Militar. Foi eleito senador em 1915, e deputado em 1919, tendo exercido funções de secretário e relator de diversas comissões relativas a assuntos militares, fiscais e orçamentais. Finalmente, nos governos de António Maria Baptista e José Ramos Preto, foi Ministro das Finanças. Após passar à situação de licença ilimitada, em 1923, foi administrador da C.P. e de várias outras indústrias e bancos, nacionais e ultramarinos [GEPB, v. 21, pp. 690-691].

Este Relatório da Gerência da Manutenção Militar, correspondente ao biénio 1920-1921, é bom exemplo das ditas capacidades organizativas e administrativas de Pina Lopes, que procura ser «intérprete fiel e austero» do que observou, executou e fez executar, num momento orçamental difícil. Extenso e detalhado, com fotografias, desenhos e tabelas e mapas desdobráveis, pormenoriza secções, divisões, serviços, sucursais e depósitos, funções e vencimentos do pessoal, a instrução, o fardamento, a disciplina, os transportes ou a produção cerealífera. Destaque para o capítulo VIII, sobre a Greve dos Padeiros, p. 31-33.

Com 22 x 16,5 cm, e 78,[67],XXI,(3) páginas, contém 58 fotografias, desde a barbearia à biblioteca, passando pela marcha das operárias e o touro holandês da sucursal dos Olivais; 2 páginas com desenhos: a produção de pão e a produção de enchidos; 2 mapas desdobráveis e 2 tabelas desdobráveis. Bom estado de conservação.

Preço: 35 euros.



SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DO MOVIMENTO OPERÁRIO

CASTANHEIRA DE PERA


KÁLIDAS BARRETO


Com capítulos sobre a história da indústria de tecidos local, a Associação Operária de Tecelões, o sindicato corporativo, os anos 60 e o acordo do movimento operário, o 25 de Abril. Inclui o poema «Um operário vale mais que uma máquina» (de um operário na Venezuela).

Palavras de abertura de António Arnaut. Brochado. 179,(1) páginas. 20,8 x 14,8 cm. Sinais de uso exteriores. Miolo limpo. Invulgar. Porto: edição do Autor, 1983.

Preço: 17 euros.


 


CHICOTE NO TEMPLO

PEDAÇOS DE EVANGELHO PROCLAMADOS, HOJE E AQUI

MÁRIO DE OLIVEIRA


2.ª edição. Brochado. 230,(6) páginas. 18 x 11,5 cm. Pequenos sinais de uso. Bom estado geral. Porto: Afrontamento, [s.d.].

Preço: 12 euros.



CHICOTE NO TEMPLO

PEDAÇOS DE EVANGELHO PROCLAMADOS, HOJE E AQUI

MÁRIO DE OLIVEIRA


1.ª edição. Brochado. 230,(2) páginas. 18 x 11,5 cm. Pequenos sinais de uso. Bom estado geral. Edição do autor. Impresso na Gráfica Maiadouro — Vila da Maia, em 20/3/73.

Preço: 15 euros.



EVANGELIZAR OS POBRES


MÁRIO DE OLIVEIRA


2.ª edição. Brochado. 240,(4) páginas. 18,5 x 11,5 cm. Mínimos sinais de uso. Bom estado geral. Porto: Livraria Figueirinhas, [s.d.].

Preço: 12 euros.



O BISPO CONVERTEU-SE

PARÁBOLA PARA COMPREENDER E TRANSFORMAR O TEMPO QUE VIVEMOS

MÁRIO DE OLIVEIRA


Brochado. 94 páginas. 18,5 x 13,5 cm. Mínimas imperfeições exteriores. Bom estado geral. Porto: edição do Autor, 1976.

Preço: 14 euros.



O OUTRO EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO


MÁRIO DE OLIVEIRA


2.ª edição. Capa com desenho de José Rodrigues. Brochado. 125,(3) páginas. 21 x 13,5 cm. Manchas leves na capa, corte do miolo e nas primeiras e últimas páginas. Mantém-se exemplar interessante. Colecção Campo da Actualidade, n.º 81. Porto: Campo das Letras, 2005.

Preço: 12 euros.


 

Mário SOARES

[14Jun22]


A ÁRVORE E A FLORESTA


MÁRIO SOARES


Textos datados de 1983-1984. Brochado. 273 páginas. 20,5 x 14,5 cm. Capa de Rui Perdigão. Bom estado geral. Lisboa: Perspectivas & Realidades, [s.d.].

Preço: 12 euros.



ESCRITOS DO EXÍLIO


MÁRIO SOARES


2.º volume dos Escritos Políticos — o 1.º volume foi publicado em edição do Autor, em Lisboa, em Outubro de 1969. E teve quatro edições, todas distribuídas pela Editorial Inquérito.

Capa de José Cândido. Brochado. 426 páginas. 21,5 x 16 cm. Manuseado e com desgaste nas arestas. Lisboa: Livraria Bertrand, 1975.

Preço: 12 euros.



CRISE E CLARIFICAÇÃO


MÁRIO SOARES


Peças para a compreensão da queda do I Governo Constitucional, consequente ao voto de recusa de confiança ocorrido na madrugada de 8 de Dezembro de 1977.

Brochado. 103,(1) páginas. 21 x 14,5 cm. Mínimas marcas de uso. Lisboa: Perspectivas & Realidades, 1977.

Preço: 12 euros.



VENCER A CRISE

PREPARAR O FUTURO

UM ANO DE GOVERNO CONSTITUCIONAL

MÁRIO SOARES


Ilustrado com dezenas de fotografias, a preto, no texto. Brochado. 583,(1) páginas. 20 x 14,5 cm. Capas com manchas leves. Lombada com vincos de leitura. Miolo limpo. Lisboa: Secretaria de Estado da Comunicação Social, 1977.

Preço: 12 euros.



SOARES, PORTUGAL E A LIBERDADE


Depoimentos de dezenas de políticos e governantes estrangeiros (Willy Brandt, Andreas Papandreou, Shimon Peres, Olof Palme, Boutros Boutros Ghali, Hortensia Allende, etc.), sobre Mário Soares.

Caricaturas de Vasco. Prefácio de António de Almeida Santos.

Brochado. 228,(4) páginas. 23 x 16 cm. Mínimos sinais de uso. Bom estado geral. Lisboa: Moraes Editores, 1984.

Preço: 12 euros.



UM POLÍTICO ASSUME-SE

ENSAIO AUTOBIOGRÁFICO, POLÍTICO E IDEOLÓGICO

MÁRIO SOARES


Brochado. Ilustrado a cores em inúmeros extra-textos couché. 542 páginas. 23,5 x 15 cm. Bom estado. Lisboa: Temas e Debates / Círculo de Leitores, 2011.

Preço: 12 euros.



MÁRIO SOARES

UMA FOTOBIOGRAFIA


MARIA FERNANDA ROLLO
J. M. BRANDÃO DE BRITO


Colaboração de Maria Inácia Rezola. Prefácio de Maria Barroso. Álbum ilustrado. 470 páginas. 29 x 23 cm. Cartonagem editorial. Bom estado. Lisboa: Bertrand Editora, 1995.

Preço: 25 euros.


 


POLÉMICAS

DE EÇA DE QUEIROZ


Organização, introdução e notas de
JOÃO C. REIS


Obra completa em cinco volumes, cobrindo os períodos (1867-1872, volumes I e II), (1874-1887, volume III) e (1887-1890, volumes IV e V).

Brochados. 23 x 16 (x 7) cm. Total de 1088 páginas [228+(4); 209+(3); 263+(1); 227+(1); 150+(2)]. Leve descoloração nas lombadas dos volumes I, II e V. Bom estado. Colecção Heuris. Lisboa: Europress, 1987-1988.

Preço: 50 euros.


 


CRÓNICAS DA RÚSSIA DOS SOVIETS


HERLANDÉR RIBEIRO


Compilação de crónicas publicadas no Diário de Lisboa, pelo «advogado, investigador de temas jurídico-sociais, jornalista e memorialista» Herlander Ribeiro [1886-1967], um autor que foi bem vigiado pela Censura.

Volume brochado. 203,(5) páginas. 19 x 14 cm. Com ligeiro desgaste nas margens exteriores da capa, e selo de biblioteca pessoal coevo, próximo do pé da lombada. Mantém-se, no geral, bom exemplar, de miolo limpo. Lisboa: Gráfica Limitada, 1927.

Preço: 25 euros.


 


A MINHA EXPERIÊNCIA RUSSA

CRÓNICAS DE VIAGEM

EURICO GAMA


Exemplar assinado pelo autor (Elvas, 1913-1977), com dedicatória ao Cônsul Geral da Dinamarca em Portugal, datada de 18 de Outubro de 1971.

Brochado. Ilustrado a preto e a cor, extra-texto. 148,[20] páginas. 19 x 13 cm. Bom estado geral. Composto e impresso na Tipografia Editorial Franciscana, Braga, 1971.

Preço: 22 euros.


 


CARTAS DE PRISÃO


ROSA LUXEMBOURG


As cartas que compõem esta recolha são dirigidas a Sonia Liebknecht. Anotadas. Capa e orientação gráfica de Dorindo de Carvalho. Sem menção de tradutor ou autor das notas. 105+(7) páginas. 16 x 11 cm. Bom estado. Colecção Mínima, n.º 7, Lisboa: Assírio & Alvim, 1975.

Preço: 12 euros.


 


A NOITE SANGRENTA


CONSIGLIERI SÁ PEREIRA


Neste livro se faz descrição completa da maneira como foi assassinado António Joaquim Granjo, ao pôr do sol do dia Dezenove de Outubro do ano de Mil Novecentos e Vinte e Um, no Arsenal de Marinha da cidade de Lisboa, bem como da sua vida e dos acontecimentos que precederam tão trágico sucesso.

Com uma carta prefácio de Raul Brandão. Exemplar manuseado. Encadernação modesta, com desgaste nos cantos exteriores das pastas. Sem capas de brochura. Miolo no geral limpo. Lisboa: Livrarias Aillaud e Bertrand, 1924.

Preço: 14 euros.


 


DIÁRIO DE UM VIAJANTE EM FRANÇA


Cartas de

LEANDRO JOSÉ DA COSTA


Trinta e seis cartas de Leandro José da Costa dirigidas ao Conselheiro José Luciano de Castro, a primeira datada de 27 de Agosto de 1878. Encadernação modesta mas sólida, com alguma descoloração dispersa. Sem capas de brochura. Miolo com manchas ténues, e um ou outro rabisco a lápis. Com 320 páginas e 20 x 13 cm. Lisboa: Typographia das Horas Romanticas, 1880.

Preço: 27 euros.


 


AS MULHERES DE
MOÇAMBIQUE


MICHÈLE MANCEAUX


«Reportagem em moldes diversos dos clássicos sobre o processo revolucionário de Moçambique, com insistência no papel da mulher. Uma adesão à revolução moçambicana, mormente no seu aspecto de luta pela libertação feminina da prostituiçao, bigamia, trabalho-escravo, analfabetismo… Sendo as mulheres as mais oprimidas pelo colonialismo, é lógico que elas sejam, em quantidade e qualidade, o principal alicerce da Frelimo. Um livro confessadamente pensado para ser lido pelas mulheres de Moçambique ainda não mobilizadas para a revolução. O propósito de, através das palavras das militantes da Frelimo entrevistadas, dar forma à história da guerra de libertação do país. Uma obra didáctica para as mulheres da Europa conservadora pois, a ocidentalismo, opõe a vivência revolucionária rumo ao socialismo.»
[contracapa]

Tradução de Manuel João Gomes, de um original de 1975 (Les Femmes de Mozambique). Brochado. 128,(8) páginas. 20,5 x 13,5 cm. Bom estado geral. Lisboa: Arcádia, [Janeiro de] 1976.

Preço: 17 euros.


 


CAFÉ REPÚBLICA

CAFÉ CENTRAL

CAFÉ 25 DE ABRIL

CRIMES IMPERFEITOS


ÁLVARO GUERRA


Trilogia completa (e sequela independente), fresco e folhetim do século XX português, da Primeira Guerra ao pós-25 de Abril, durante 1380 páginas, publicadas entre 1982 e 1990.

Os quatro volumes em primeira edição, com dedicatórias manuscritas, todas ao mesmo dedicatário, datadas por Álvaro Guerra (ou também “Manel”) e muito próximas das datas de publicação:

CAFÉ REPÚBLICA
Folhetim do Mundo Vivido em Vila Velha (1914-1945)
Longa dedicatória de amizade de Álvaro Guerra, datada de Maio de 1982. Capa de João Segurado. 247 páginas. 21 x 14 cm. Lombada descolorada. Miolo limpo. No geral, um bom exemplar. Primeira edição. Lisboa: O Jornal, [Maio de] 1982.

CAFÉ CENTRAL
Folhetim do Mundo Vivido em Vila Velha (1945-1974)
Com dedicatória de amizade de Álvaro Guerra («aquele abraço que dispensa literaturas»), datada de Abril de 1984. Capa de João Segurado. 435 páginas. 21 x 14 cm. Lombada amarelecida e com vincos de leitura. Miolo limpo. Mantém-se um exemplar interessante. Primeira edição. Lisboa: O Jornal, [Abril de] 1984.

CAFÉ 25 DE ABRIL
(as ruínas)
Folhetim do Mundo Vivido em Vila Velha
Dedicatória de amizade de Álvaro Guerra («uma amizade firme, todos os dias reforçada, com ou sem cafés»), datada de Maio de 1987. Capa de João Segurado. 328 páginas. 21 x 14 cm. Manuseado. Lombada amarelecida e com vincos de leitura. Miolo limpo. Primeira edição. Lisboa: O Jornal, [Abril de] 1987.

CRIMES IMPERFEITOS
Dedicatória de amizade no ante-rosto, datada de Janeiro de 1991. Capa de João Segurado. 370 páginas. 21 x 14 cm. Manuseado. Capa com vincos de leitura e pequenas marcas de uso. Miolo limpo, salvo primeiras quatro páginas amarelecidas. Mantém-se um exemplar interessante. Primeira edição. Lisboa: O Jornal, 1990.

Um conjunto invulgar, lido e estimado, com dedicatórias personalizadas que reflectem, também, a evolução de uma amizade particular do autor.

Preço: 135 euros.


 


DOZE SONETOS POR VARIAS ACCIONES


D. FRANCISCO MANUEL DE MELO


En la muerte de la Señora Dona Ines de Castro mujer del Princípe Don Pedro de Portugal. Introdução de Raul Rego. Assinado por Raul Rego com dedicatória manuscrita a José Ribeiro dos Santos, colegas de profissão e na resistência à ditadura.

Plaquete graficamente cuidada (capa em relevo e com dourado no título, bom papel, fac-simile limpo). Com XIV+16+(2) páginas. 20 x 14 cm. Bom estado. Invulgar. Lisboa: O Mundo do Livro, Natal de 1960.

Preço: 27 euros.


 

 


CARTA DE GUIA DE CASADOS

D. FRANCISCO MANUEL DE MELO

___ encadernado com ___

ODES PINDARICAS

ANTÓNIO DINIZ DA CRUZ E SILVA


Em consequência das Invasões Napoleónicas e sequentes Revolução Liberal e Guerra Civil, durante a segunda e terceira décadas de oitocentos, uma comunidade de exilados portugueses em Londres animou a edição de clássicos, periódicos e diatribes político-governativas, parte da qual tipografada na Fleet Street, na oficina de Thomas Curson Hansard, famoso impressor dos Debates Parlamentares britânicos.
A Carta de Guia de Casados, de D. Francisco Manuel de Melo (1 de Maio de 1820), e as Odes Pindaricas (3 de Março de 1820), de António Diniz da Cruz e Silva, foram impressas por Hansard com poucos meses de distância, «dadas á luz» por «dois portuguezes» [cit. Advertência (s)] anónimos, movidos «por os desejos de fazer reviver alguns dos nossos livros classicos»:

[volume compósito formado por]

CARTA DE GVIA DE CASADOS. Paraque Pello Caminho da Prudencia se Acerte Com a Casa do Descanso. A hum amigo. Por D. Francisco Manuel [de Melo]. Em Londres: na officina de T. C. Hansard, Peterboro’-Court, Fleet Street. 1820. Com xxvi+(2)+184 páginas. Antecedem a obra a advertência (datada) dos editores (anónimos), onde anunciam seguir a edição de Craesbeeck (1671); e um epítome da vida do autor, por «Dom Bartholomeu de Gallardo».

[seguido de]

ODES PINDARICAS, de Antonio Dinys da Cruz e Silva; chamado entre os poetas da Arcadia Portugueza, ELPINO NONACRIENSE. Londres: na officina de T. C. Hansard, Peterboro’-Court, Fleet Street. 1820. [Citação de Horácio no rosto, visível numa das fotografias supra]. Com iv+224+(2) páginas — em falta: as duas páginas da Advertência (datada) dos editores (anónimos), constatada noutro exemplar.

Inclui índice dos dedicatários das Odes: Vasco da Gama, Henrique de Macedo, André Furtado de Mendonça, António Correa Baharem, Paulo de Lima, João Fernandes Vieira, Heitor da Silveira, Nuno Álvares Botelho, António de Saldanha, Dom João de Castro, António Moniz Barreto, Salvador Ribeiro de Sousa, João Rodrigues de Sá, Duarte Pacheco Pereira, Fernando Peres de Andrade, Nuno Fernandes de Ataíde, Gonçalo Pereira Marramaques, André de Albuquerque, Mem Lopes Carrasco, António Galvão, Lopo de Sousa Coutinho, Diogo da Silveira, António da Silveira, Conde de Lippe, Marquês de Pombal, D. José I, Henrique José Maria Adão, João de Saldanha, Martinho de Melo e Castro e Dom João da Silva.

Em ambas as edições destacou Inocêncio «a nitidez dos typos» e o tipo de papel [II, 441; I, 124], não deixando de anotar que, nesta 3.ª edição das Odes de Diniz da Cruz e Silva, há falta de dez odes relativamente às antecedentes de Coimbra (1801) e Lisboa (1815-1817).

Terão sido reunidas num único volume por antigo possuidor, que os marcou com a assinatura de posse «Bento da França» no ante-rosto da primeira obra e após a última página da segunda.

Dos (pelo menos) três Bento da França cujo registo se conhece ao longo do século XIX, um foi militar liberal e dois administradores coloniais. Pensamos tratar-se de Bento da França Pinto de Oliveira (1833-1889), autor de títulos importantes para a História de Macau.

Uma segunda assinatura de posse ilegível, coeva da primeira, figura sumida no ante-rosto da Carta.

Encadernação sintética modesta, de difícil datação, com 17 x 11 cm. Cerca de 440 páginas. Miolo aparado, com leves manchas ocasionais.

Raro.

Preço: 120 euros.



 


CARTAS FAMILIARES


D. FRANCISCO MANUEL DE MELO


Selecção, prefácio e notas por Rodrigues Lapa. Sinete dos editores. 291 páginas. 19 x 12,5 cm. Lombada amarelecida. Miolo limpo. Bom estado geral. 2.ª edição na Colecção de Clássicos Sá da Costa. Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, 1942.

Preço: 15 euros.


 


INTRODUÇÃO À POLÍTICA


FERNANDO LUSO SOARES


Com dedicatória do autor. 4.ª edição. Capa de Dorindo Carvalho. Brochado. 191 páginas. 18,4 x 12 cm. Ligeiro desgaste nas arestas da capa. Miolo limpo. Bom estado geral. Colecção Teoria e Prática, n.º 1. Lisboa: Diabril, 1976.

Preço: 15 euros.


 


CALÍGULA EM ANGOLA


CUNHA LEAL


Não podem contar-se todos os pormenores de uma vida – até pela impossibilidade material de o fazer -, mas não pode ignorar-se por exemplo que, tão importante como as ideias expressas no comício anti-germânico produzido por Cunha Leal em frente do palácio do Governador Norton de Matos, em Luanda, em 1915, foi o conjunto de reacções em cadeia que acabou por incompatibilizar, de forma “patológica” (=conflitual) os dois homens, ao longo do resto das suas vidas. Ocorrido numa conjuntura adversa de pré-guerra, esse episódio juntou a burguesia de serviços luandense, num mesmo impulso, contra a alegada passividade do Governador e ajudou a criar uma animosidade contra a obra colonizadora de Norton que se prolongou pelo pós-guerra, durante o seu alto-comissariado. No entanto, se essa oposição teve alguma expressão entre os colonos, através da sua imprensa, em nenhum caso ela adquiriu a força demolidora que se encerra no Calígula em Angola, da autoria do biografado. Porventura de forma apaixonada e excessiva,- como aconteceu em tantos momentos da sua vida – Cunha Leal foi aqui o que melhor encarnou e interpretou, quiçá de forma contraditória, o sentido da História: não era a obra nortoniana mais um dos sonhos de verão daquela burguesia republicana empenhada, inconsciente e quixotescamente, na construção de um Império impossível? [Luís Manuel do Carmo Farinha, aqui]

3.º milhar. Capa com desenho de Almada Negreiros. Brochado. Ilustrado. XX, 207 páginas, as últimas 20 de formato ligeiramente maior e com a reprodução de documentos. 22,3 x 14,2 cm. Capa com marcas superficiais de bicho de papel, junto à margem inferior, que não tocam o desenho. Lombada manchada e com pequena falta de papel à cabeça. Impresso nas oficinas gráficas da Sociedade de Papelaria (Porto). Edição do autor, Lisboa, [Abril] de 1924.

Preço: 20 euros.


 


A PROVÍNCIA DE ANGOLA


NORTON DE MATOS


Tiragem especial de 50 exemplares numerados e assinados pelo autor (este o exemplar n.º 37).

Com dedicatória extensa de Norton de Matos, datada de 7 de Maio de 1927, ao Comandante [Francisco de] Aragão e Mello.

Encadernação em tela vermelha, gravada a seco e a ouro. 391,(5) páginas. 21,5 x 14 cm. Com ocasionais sublinhados a lápis de cor azul ou vermelho — potenciais marcas de leitura do dedicatário. Antiga assinatura de posse no ante-rosto, de posterior possuidor. Mantém-se, no geral, bom exemplar. Acabou de imprimir-se a 5 de Abril de 1927. Porto: Edição de Marânus, 1926.

Preço: 85 euros.


 


O CONTRÔLE DE GENEBRA


ARTUR VIRGILIO ALVES REIS


Alves Reis defende-se das acusações de burla. Ilustrado com fac-similes de notas e documentos, e inúmeras tabelas e mapas explicativos, dois dos quais em grande formato (desdobráveis).

Brochado. Volume com VIII,208,CLXIV,(2),[1],(2),[1],(8) páginas, e a maioria dos cadernos ainda por abrir. 23,2 x 16 cm. Capa cansada, miolo limpo. Mantém-se um exemplar interessante. Lisboa: Edição do Autor, [Abril de] 1928.

Preço: 40 euros.



MEMÓRIAS DE UM POLÍCIA PORTUGUÊS


ANTÓNIO AUGUSTO AFONSO


Brochado. lustrado com diversas fotografias extra-texto, a preto e branco, em papel couché. 160 páginas. 20,5 x 14,5 cm. Assinatura de posse na página de rosto. Uma ou outra pequena mancha perdida no miolo. Bom estado geral. Lisboa: Cronos Publicações, [19 de Abril] de 1973.

Preço: 20 euros.


 


ASPECTOS DA POLÍTICA CRIMINAL
EM ALGUNS PAÍSES DA EUROPA


JOSÉ GUARDADO LOPES


Assinado pelo autor, à época Director-Geral dos Serviços Prisionais, com dedicatória ao arquitecto Alberto Pessoa.

Países europeus analisados: Alemanha, Áustria, Bélgica, França, Holanda, Itália, Noruega, Suécia e Suíça.

269+(1) páginas, e 23,5 x 17,7 cm. Capas e lombada com algumas manchas. Miolo limpo. Exemplar interessante. Separata do Boletim do Ministério da Justiça, n.ºs 56 e 57, Lisboa, 1956.

Preço: 20 euros.


 


PROSAS SÓCIO-POLÍTICAS


ANTERO DE QUENTAL


Publicadas e apresentadas por Joel Serrão. Inclui o texto Causas da Decadência dos Povos Peninsulares (pp. 255-296).

Volume brochado. 481,(5) páginas. 24 x 15 cm. Bom estado. Colecção Pensamento Português. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1982.

Preço: 17 euros.


 


OS FRADES

DEFESA, JUSTIFICAÇÃO E APOLOGIA
INSUSPEITÍSSIMAS

JOÃO DE LEMOS


2.ª edição, imediata à primeira. Com uma advertência do editor, Teixeira de Freitas (4 págs.). Epígrafes de Herculano e Voltaire. Encadernação sintética moderna em muito bom estado. Com capas de brochura (cansadas), e aparado à cabeça. 182+(2) páginas. 21 x 14 cm. Guimarães: Centro de Propaganda Catholica em Portugal, 1883.

Preço: 40 euros.


«Imprimiu-se (…) em 1853, a obra de Pedro Dinis, Das ordens religiosas em Portugal, de exaltante vigor apologético, que o poeta João de Lemos (…) citou profusamente na colectânea Os frades (1883), que conheceu acolhimento entusiástico, traduzido em mais duas edições imediatas (…)»

[DHRP, p.94, aqui,
e biografia e retrato do poeta e jornalista João de Lemos (1819-1890),
no Occidente, aqui.]

 


A VIDA DE NUN’ÁLVARES


OLIVEIRA MARTINS


9.ª edição. 416 páginas. 20,5 x 15 cm. Exemplar com o miolo limpo, sem defeitos além da lombada amarelecida e dois ligeiros vincos de leitura. Lisboa: Guimarães Editores, 1984.

Preço: 12 euros.


 


FUTILIDADES VELHAS OU IDEIAS NOVAS?

UM PLANO PRÁTICO PARA SALVAR A CIVILIZAÇÃO MODERNA

“SIMÃO, O ZELOSO”


O conteúdo dêste livro abrange assuntos que muito interessam a Humanidade inteira; permite-nos atingir uma felicidade que não representa apenas um bem-estar emotivo e uma satisfação intelectual, mas ainda alguma coisa mais duradoira e sólida e de utilidade prática nas nossas vidas cotidianas. 

Prefácios de Ramada Curto e Urbano Rodrigues [não é improvável que todo o livro seja um trabalho conjunto dos dois prefaciadores, sob pseudónimo]. Brochado. 206+(2) páginas. 19,2 x 12 cm. Lombada com ligeira perda de cor. Capa com pequenas manchas dispersas. Bom estado geral. Composto e impresso na Imprensa Artística, Lda., Lisboa, 1938. Em depósito na Parceria António Maria Pereira, Livraria-Editora.

Preço: 17 euros.


 


URSS MAL AMADA BEM AMADA


FERNANDO NAMORA


Crónica de uma viagem à União Soviética, em 1973, numa comitiva onde figurou, também, Urbano Tavares Rodrigues — o relato deste foi publicado no mesmo ano, o de Namora apenas terminado 13 anos mais tarde.

Primeira edição. Brochado. Capa com fotografia de Eduardo Gageiro. 163 páginas. 23 x 15 cm. Bom estado. O exemplar possui algumas notas marginais de leitura, manuscritas a lápis, de proveniência insondável e fácil remoção, ora mordazes ora complacentes. Colecção Obras de Fernando Namora. Lisboa: Bertrand Editora, 1986.

em conjunto com:

VIAGEM À UNIÃO SOVIÉTICA e outras páginas
URBANO TAVARES RODRIGUES
Primeira edição. Viagem. Capa de Acácio Santos. 210 páginas. 18,5 x 11,5 cm. Bom estado. Inclui prospecto editorial A4, em muito bom estado de conservação, enviado a assinantes seareiros, com as condições de pagamento de «mais um livro do nosso colaborador Urbano Tavares Rodrigues». Cadernos Seara Nova, Série «de leste a oeste». Lisboa: Seara Nova, 1973.

Preço (do conjunto): 35 euros.


 


RECORDAÇÕES DE INFÂNCIAS


FERNANDO SYLVAN


Preparado no Ano Internacional da Criança (1979). Capítulos dedicados a Amélia Rey-Colaço, José Gomes Ferreira, Fernando Lopes Graça, Otelo Saraiva de Carvalho, Anjos Teixeira. Colaboração de Tino Sequeira na recolha e ordenação de dados. Ilustrado com fotografias das infâncias de cada um.

Brochado. 107,(5) páginas. 20,5 x 14,5 cm. No geral, um bom exemplar. Colecção Memórias, n.º 1. Cacém: Edições Ró, 1980.

Preço: 18 euros.


 


INAUGURAÇÃO DA PONTE
SOBRE O TEJO EM LISBOA

6 DE AGOSTO DE 1966

PROGRAMA DAS COMEMORAÇÕES


Programa oficial das comemorações na inauguração da ponte sobre o Tejo em Lisboa, para os dias 6, 7 e 8 de Agosto de 1966, sábado, domingo e segunda-feira: cortejos, exposições, arraiais, concertos e marchas populares, a projecção do filme sobre a construção da ponte, a exposição «A Ponte Vista pelas Crianças», fogos-de-artifício, regatas, missas, sessões solenes, recepções e touradas, jantares de gala e bailados!

Sem imagens no interior, apenas o horário de cada um dos eventos, para cada um dos dias. Capa cuidada, com moldura em filete de ouro, o selo de Estado em relevo, e uma ilustração minimalista. 8 páginas. 24 x 16,8 cm. Bom estado salvo uma ou outra mancha leve na capa. Com a chancela do Gabinete da Ponte Sobre o Tejo, do Ministério das Obras Públicas, Lisboa, 1966.

Preço: 18 euros.


 

AfonsoRibeiro


POVO


AFONSO RIBEIRO


Contos. Capa de Júlio Pomar. Primeira edição. Proibido pela censura. Brochado, com 13 cm x 19,7 cm e 267+(5) páginas. Capa em bom estado, lombada um pouco escurecida, miolo limpo. Porto: Editorial Ibérica, 1947.

Preço: 20 euros.


 


LEITURAS PARA CURSOS DE ADULTOS


CAMPANHA CONTRA O ANALFABETISMO


Antologia educativa doutrinária — o pão, a vindima, a virgem, a honra do trabalho e da pobreza, o respeito pelo Estado Novo, algumas noções de geografia, etnografia, higiene dos dentes, etc. —, com inúmeros textos não assinados, intercalados com excertos de João de Deus, António Arroio, Guerra Junqueiro, Júlio Dantas, Marquesa de Alorna, Augusto Gil, Alexandre Dumas (Filho), António Feliciano de Castilho, Anrique de Paço d’Arcos, Fortunato de Almeida, Leite de Vasconcelos, Cândido de Figueiredo, Júlio César Machado, Veiga de Macedo, Teófilo Braga, Júlio Dinis, Tomás de Barros, Emília de Sousa Costa e o próprio Salazar.

Livro escolar ilustrado no texto com desenhos e mapas, a preto. Cartonagem editorial com lombada em tela. Desenho da capa assinado «M. Sousa». 156-(4) páginas. 18 x 12 cm. Capa com duas inicias, e a data de 1954, manuscritas. Usado. Sólido. Miolo limpo. Porto: Editora Educação Nacional, [1953 ou 1954].

Preço: 20 euros.


 


O DESTERRO DAS MANTILHAS


[ANTÓNIO JOAQUIM MESQUITA E MELO]


Anunciada a sua venda ao público nas edições d’O Correio do Porto de 19 e 20 de Dezembro de 1820 embora Inocêncio lhe atribua a data de 1821, ver I-162 e tb. VIII-186 teve por autor, sob pseudónimo, António Joaquim Mesquita e Melo, poeta natural de Avintes que à época teria cerca de 30 anos de idade. A questão das mantilhas, tema do opúsculo, é um problema coevo sobre o qual existem reflexões de Garrett e, mais tarde, também de Camilo (ver aqui).

Título completo: O DESTERRO DAS MANTILHAS : ou Exhortação em que o Poeta Gallego com rasões bem arrasoadas, mostra a necessidade de desterrar um traje, que esconde a formosura e a gentilesa das Mulheres bonitas. Porto: Na Typografia à Praça de S. Thereza, [1820].

Caderno de 8 páginas, cosido. 21,5 x 15,5 cm. Conserva, soltas, as frágeis capas de brochura originais, azuis, não impressas. Capas e miolo com variados vincos e algumas manchas.

Exemplar com assinatura de posse, no topo da primeira e na base da última página, de João Carlos Mascarenhas de Mello, n. 1860, médico-cirurgião, militar condecorado e republicano — como sub-inspector de saúde da 1.ª divisão militar, por exemplo, encontramo-lo de visita ao moderno Pavilhão Vacinogénico de Lisboa, em 1911. Mascarenhas de Melo foi, também, durante 23 anos consecutivos, presidente da assembleia geral do Sport Lisboa e Benfica, entre 1908 e 1931, e não por acaso surge homenageado na primeira página do primeiro número do boletim oficial do clube, em 1927, sendo então o sócio n.º 10.

Muito invulgar.

Preço: 65 euros.



 


O BRASIL DE HOJE


MAJOR ALEXANDRE DE MORAIS


Homem do Regime — autor do Manual do Legionário, do Manual da Mocidade Portuguesa, ou de um volume de crónicas militares da Guerra Civil de Espanha (vista pelo prisma franquista) — Alexandre de Morais retrata nesta obra o Brasil da época (início da década de quarenta), nos seus aspectos geográficos, históricos, políticos, económicos, militares (e beligerantes). O mote parece ter sido a entrada do Brasil na II Guerra Mundial, contra a Alemanha e a Itália, por força dos ataques infligidos pelos países do Eixo à frota mercante brasileira.

Obra completa em 2 volumes, ilustrados com fotografias, tabelas e mapas, de 244 e 286 páginas (maioria por abrir), e 19 x 13 (x 4) cm. Capas com pequenas manchas, lombadas amarelecidas, miolo de ambos os volumes limpo. Lisboa: Edições Universo, 1943.

Primeiro volume autografado pelo autor com dedicatória ao «velho e querido amigo» Andrade e Sousa.

Preço: 25 euros.


 


O PAPA NO DECIMO NONO SECULO


J. MAZZINI

Triumviro da República Romana

Giuseppe Mazzini (1805-1872), escritor, jornalista, activista, político e ex-carbonário, é uma das figuras principais do chamado Risorgimento, movimento que na segunda metade do século XIX pugnou pela unificação dos vários estados italianos num único país com um governo central, secular e republicano. Várias vezes exilado por motivos políticos, na Suíça, em França e em Inglaterra, participou na fundação de uma Segunda República Romana (1849), insubmissa ao poder papal, onde desempenhou funções no triunvirato governativo. O projecto falhou, seguindo-se novo exílio para o autor, que publica o libelo anti-papal O Papa no Décimo Nono Século, a tradução portuguesa editada no mesmo ano da edição original.

Com 64 páginas e 16 x 11 cm. Capas com manchas, falhas de papel, lombada praticamente inexistente e uma minúscula assinatura de posse («205 – Joaquim  Martins»), a aparo, que se repete no topo da primeira página do texto (mesma caligrafia e tinta, variante «Joaquim da Costa»). Miolo no geral limpo. Última página com falta de metade inferior, rasgada, já após o final do texto. Bruxelas: na Imprensa de V. Wouters, 1850.

Preço: 25 euros.



 


SCENAS DA IMPRENSA NACIONAL

A BERNARDA DO RELATÓRIO


Poema heróico-risível em três cantos, um prólogo e um epílogo, original atribuído a Artelio Pompeu, Marculio Arbio, Roma Patavini e Silvio Augusto. Mandado imprimir a expensas de 23 bibliógrafos.

D’este poema se imprimiu um número restricto de exemplares, distribuídos à sorte. Ninguém é obrigado a lê-lo, nem tão pouco a dizer que o recebeu. É inútil rasgá-lo ou queimá-lo para o destruir. É permitido suspeitar do nome dos autores, mas previne-se que é dificílimo acertar. Há algumas pontas de fora, mas é arriscado puxar por elas. O melhor em todos os casos é meditar sobre o que ele diz.

Brochado. 33 páginas. 21 x 11 cm. Bom estado. [Lisboa]: edição dos autores, Dezembro de 1914.

Preço: 15 euros.