O QUISSANGE

(O ÚNICO INSTRUMENTO MUSICAL GENUINAMENTE AFRICANO)

EXPOSIÇÃO


Pequeno catálogo da exposição dirigida por Mesquitela Lima, com organização de Henrique Pereira, em Março de 1973. Com textos de Mesquitela Lima (Director do Museu de Angola), Maria José Vargas Quintas (do Museu de Angola) e Maria Luísa P. Dias (da Divisão de Etnologia e Etnografia do IICA), seguidos de bibliografia sumária sobre o quissange e relação dos objectos expostos.

Dactiloscrito policopiado e agrafado. 15 páginas (11 de texto). 21,2 x 15 cm. Bom estado. Luanda: Museu de Angola, 1973.

Preço: 18 euros.


 


TRÊS AUTORES
TRÊS CONTOS


ÁNGEL CRESPO
JOÃO VICENTE DE OLIVEIRA CHARRUA
OCTÁVIO RODRIGUES DE CAMPOS


Rara edição do efémero Círculo de Letras e Artes de Lisboa. Um de dois exemplares endereçados ao fundador e director do jornal Litoral, David Cristo, escritor e jornalista natural de Aveiro. Inclui uma dedicatória manuscrita, no rosto da obra, em nome do Círculo, e uma carta dactiloscrita assinada pelo director do mesmo, datada de 27 de Agosto de 1956, requisitando menção bibliográfica a esta edição no dito jornal, bem como a permuta futura entre as edições de ambos.

Contos da autoria de Ángel Crespo («Ratazanas»), João Vicente de Oliveira Charrua («Excitação») e Octávio Rodrigues de Campos («Baile de Máscaras»). Com cinco páginas biobibliográficas sobre os autores: a de Ángel Crespo reproduz um artigo de Octávio Rodrigues de Campos nas Selecções Femininas; as outras duas vão assinadas por Mário Gomes e Mário Mota.

Brochado. 54,(4) páginas. 16,5 x 11,5 cm. Conjunto cansado — capas soltas, com pequenas manchas e remendos “caseiros” na lombada; papel da carta enrugado e manchado.

Impresso na Tipografia Ala Esquerda, de Beja, a 1 de Agosto de 1956, com o patrocínio do jornal Ribamar, de Algés, dirigido e editado João Vicente de Oliveira Charrua, e com secretariado de redacção de Octávio Rodrigues de Campos. Na contracapa, publicidade à oficina automóvel de Armando dos Santos Baião, em Évora, que remete engenhosamente para um dos três contos.

Preço: 20 euros.


 


[Carta Dactiloscrita]


JOSÉ MANUEL SOARES DE OLIVEIRA


Dactiloscrito de 9 páginas, datado de 9/9/1947, assinado pelo autor, José Manuel Soares de Olviera, que esteve «praticamente sozinho à frente da ALA» no biénio 1946-1947, a exercer funções de director interino, na sequência da indisponibilidade de Jorge Botelho Moniz. É feito um balanço da actividade do jornal para «os futuros elementos directivos», pois Soares de Oliveira [vê-se] «obrigado a abandonar Portugal pelo prazo de 2 anos» — a publicação terminou abruptamente (cit. Daniel Pires) pouco tempo depois (1948/1949), na sequência da campanha de Norton de Matos.

Parte da carta é dedicada aos colaboradores (Afonso Botelho, Manuel Falcão, Freitas Leal, Luiz Archer, Nuno Teotónio Pereira, Henrique Barrilaro Ruas, etc.), e são ainda referidos problemas com a tipografia.

ALAJornal dos Universitários Católicos de Portugal, foi fundado em 1941, com crítica literária, poética, teatral, musical e de belas-artes, secção de desporto universitário e outras. Ao longo da sua curta história publicou colaborações importantes de Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Salette Tavares, Ruy Cinatti, Francisco de Sousa Tavares, Jorge Botelho Moniz, Vasco Miranda, Ruben A. ou Noël de Arriaga.

Conjunto agrafado de 9 folhas dactilografadas apenas de um lado, com assinatura manuscrita do autor no final, e formato 27 x 22 cm.

Invulgar.

Preço: 35 euros.