CARTAS DE CAMILO AOS EDITORES
ANTÓNIO MARIA PEREIRA


Prefácio e comentários de
ALEXANDRE CABRAL


Colectânea inédita. Cartas de Camilo Castelo Branco a ambos os António Maria Pereira, pai (1824-1880) e filho (1857-1898), dois dos mais importantes editores da bibliografia camiliana. Com índice remissivo. Prefácio e comentários de Alexandre Cabral. Edição comemorativa do 125.º aniversário da fundação da Parceria A. M. Pereira. Ilustrado com alguns retratos e fac-símiles de cartas. 326+(2) páginas. 20,7 x 14,7 cm. Com assinatura de posse de José Palla e Carmo, datada de 1978. Capa e lombada com manchas. Manuseado mas, no geral, bom exemplar. Lisboa: Parceria A. M. Pereira, 1973.

Preço: 24 euros.



CARTAS INÉDITAS DE
CAMILO CASTELO BRANCO

À FILHA BERNARDINA AMÉLIA, AO GENRO E À NETA

PAULO DE PASSOS FIGUEIRAS


Inclui biografias dos quatro filhos de Camilo (Rosa, Bernardina, Jorge e Nuno). Ilustrado com fotografias e documentos. 342 páginas. 21,1 x 14,9 cm. Bom exemplar, com mínimas marcas de manuseio. Porto: Universidade Fernando Pessoa, 2002.

Preço: 18 euros.



CAMILO E VIZELA

COM TRÊS CARTAS DO ESCRITOR

MARIA JOSÉ PACHECO


Uma obra centrada na influência de Vizela em alguns momentos da biografia de Camilo Castelo Branco, com especial atenção a Ana Amália Moreira de Sá, dita «a Poetisa do Vizela». Capa e grafismo de Anabela Baldaque. Ilustrado com algumas fotografias e fac-símiles das 3 cartas, em extra-texto. 48+(32) páginas. Porto: [depositária livraria Almedina], 1990.

Preço: 15 euros.


 


DIÁRIO DE UM VIAJANTE EM FRANÇA


Cartas de

LEANDRO JOSÉ DA COSTA


Trinta e seis cartas de Leandro José da Costa dirigidas ao Conselheiro José Luciano de Castro, a primeira datada de 27 de Agosto de 1878. Encadernação modesta mas sólida, com alguma descoloração dispersa. Sem capas de brochura. Miolo com manchas ténues, e um ou outro rabisco a lápis. Com 320 páginas e 20 x 13 cm. Lisboa: Typographia das Horas Romanticas, 1880.

Preço: 27 euros.


 

 


CARTA DE GUIA DE CASADOS

DOM FRANCISCO MANUEL DE MELO

___ encadernado com ___

ODES PINDARICAS

ANTÓNIO DINIZ DA CRUZ E SILVA


Em consequência das Invasões Napoleónicas e sequentes Revolução Liberal e Guerra Civil, durante a segunda e terceira décadas de oitocentos, uma comunidade de exilados portugueses em Londres animou a edição de clássicos, periódicos e diatribes político-governativas, parte da qual tipografada na Fleet Street, na oficina de Thomas Curson Hansard, famoso impressor dos Debates Parlamentares britânicos.
A Carta de Guia de Casados, de Dom Francisco Manuel de Melo (1 de Maio de 1820), e as Odes Pindaricas (3 de Março de 1820), de António Diniz da Cruz e Silva, foram impressas por Hansard com poucos meses de distância, «dadas á luz» por «dois portuguezes» [cit. Advertência (s)] anónimos, movidos «por os desejos de fazer reviver alguns dos nossos livros classicos»:

[volume compósito formado por]

CARTA DE GVIA DE CASADOS. Paraque Pello Caminho da Prudencia se Acerte Com a Casa do Descanso. A hum amigo. Por D. Francisco Manuel [de Melo]. Em Londres: na officina de T. C. Hansard, Peterboro’-Court, Fleet Street. 1820. Com xxvi+(2)+184 páginas. Antecedem a obra a advertência (datada) dos editores (anónimos), onde anunciam seguir a edição de Craesbeeck (1671); e um epítome da vida do autor, por «Dom Bartholomeu de Gallardo».

[seguido de]

ODES PINDARICAS, de Antonio Dinys da Cruz e Silva; chamado entre os poetas da Arcadia Portugueza, ELPINO NONACRIENSE. Londres: na officina de T. C. Hansard, Peterboro’-Court, Fleet Street. 1820. [Citação de Horácio no rosto, visível numa das fotografias supra]. Com iv+224+(2) páginas — em falta: as duas páginas da Advertência (datada) dos editores (anónimos), constatada noutro exemplar.

Inclui índice dos dedicatários das Odes: Vasco da Gama, Henrique de Macedo, André Furtado de Mendonça, António Correa Baharem, Paulo de Lima, João Fernandes Vieira, Heitor da Silveira, Nuno Álvares Botelho, António de Saldanha, Dom João de Castro, António Moniz Barreto, Salvador Ribeiro de Sousa, João Rodrigues de Sá, Duarte Pacheco Pereira, Fernando Peres de Andrade, Nuno Fernandes de Ataíde, Gonçalo Pereira Marramaques, André de Albuquerque, Mem Lopes Carrasco, António Galvão, Lopo de Sousa Coutinho, Diogo da Silveira, António da Silveira, Conde de Lippe, Marquês de Pombal, D. José I, Henrique José Maria Adão, João de Saldanha, Martinho de Melo e Castro e Dom João da Silva.

Em ambas as edições destacou Inocêncio «a nitidez dos typos» e o tipo de papel [II, 441; I, 124], não deixando de anotar que, nesta 3.ª edição das Odes de Diniz da Cruz e Silva, há falta de dez odes relativamente às antecedentes de Coimbra (1801) e Lisboa (1815-1817).

Terão sido reunidas num único volume por antigo possuidor, que os marcou com a assinatura de posse «Bento da França» no ante-rosto da primeira obra e após a última página da segunda.

Dos (pelo menos) três Bento da França cujo registo se conhece ao longo do século XIX, um foi militar liberal e dois administradores coloniais. Pensamos tratar-se de Bento da França Pinto de Oliveira (1833-1889), autor de títulos importantes para a História de Macau.

Uma segunda assinatura de posse ilegível, coeva da primeira, figura sumida no ante-rosto da Carta.

Encadernação sintética modesta, de difícil datação, com 17 x 11 cm. Cerca de 440 páginas. Miolo aparado, com leves e ocasionais manchas de humidade.

Raro.

Preço: 160 euros.