INDÍCIOS DE OIRO


MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO


Propusemo-nos editar os Indícios de Oiro desde que Fernando Pessoa, há anos, nos confiou uma sua cópia. A Fernando Pessoa, depositário dos inéditos de Sá-Carneiro, se devia já a publicação na Contemporânea, na Athena, na Presença, em outras revistas ainda, de vários poemas dos Indícios de Oiro. Além de que já um grupo dêles fôra publicado em vida do Poeta, no N.º 2 do Orpheu. Não se trata, pois, duma colectânea de dispersos: Mas duma obra que só a morte impediu o autor de publicar, e cujo título e ordenação Êle próprio determinou. O poeta suicidou-se a 26 de Abril de 1916. Assim alguns poemas são de poucos meses anteriores à sua morte. O Último Soneto (que não foi o seu último soneto mas só o último soneto dos Indícios de Oiro) é de Dezembro de 1915. Aos Índicios de Oiro julgamos dever juntar Os Últimos Poemas de Mário de Sá-Carneiro. Foram quàsi todos êstes publicados por Fernando Pessoa no N.º 2 da sua revista Athena. Por nos parecer que deverá interessar aos leitores dêste livro, publicamos ainda transcrita do N.º 16 da Presença (Novembro de 1928), uma Tábua bibliográfica relativa ao Poeta. Pôsto haja saído anónimamente na citada fôlha, foi também Fernando Pessoa quem a redigiu

[«Nota dos Editores», na última página do livro]


Primeira edição (póstuma). Exemplar n.º 161 da tiragem de 700 exemplares em papel vergé (tiragem total de 850 exemplares, dos quais 55 fora do mercado). Com 86 páginas, e 19,5 x 26 cm. Capa com manchas, visíveis na fotografia. Lombada escurecida, fendida em dois pontos, mas completa. Exemplar manuseado, mas muito interessante, de uma obra rara, pois possui uma pequena e discreta assinatura de posse do arquitecto Alberto José Pessoa, datada de 1938, na página de ante-rosto. Lisboa: Edições «Presença», 1937.

Preço: 280 euros.





CONSIDERAÇÕES PESSOAIS

ENSAIOS

ADOLFO CASAIS MONTEIRO


Primeiro livro de ensaios do autor (1908 – 1972), co-director da Presença a partir de 1931 e até ao último número publicado, em 1940 (José Régio e João Gaspar Simões partilhavam com Casais Monteiro a direcção da revista). O ensaio de abertura, «A Arte contra a Ordem», começa da seguinte forma:

Adormecendo com sempre renovado sono após a descoberta duma nova direcção; após cada revolução caindo na escolástica do que ela trouxe de novo, tendemos a esquecer que toda a obra de génio que repousa nas nossas estantes, ou na parede severa dos museus, com a segurança dum incontestável classicismo, foi um dia motivo de escândalo, objecto de sarcasmo e riso, quando não duma completa indiferença.

Com ensaios sobre cinema, crítica literária, Mário de Sá-Carneiro, Goethe e Benjamin Jarnés, e outros que falam de José Régio, Tolstoi, Dostoievski, James Joyce, Marcel Proust, Paul Valéry, Stéphane Mallarmé ou Jules Supervielle. 213 páginas. 12 x 19 cm. Um excelente exemplar, muito estimado. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1933 (foi reeditado em 2004, com um novo prefácio de Carlos Leone).

Como curiosidade, refira-se a existência desta obra na biblioteca pessoal de Fernando Pessoa.

Preço: 30 euros.



ADOLESCENTES


ADOLFO CASAIS MONTEIRO


Primeiro, e único, romance de Casais Monteiro. Capa de Roberto Araújo. Página de guarda com um carimbo «Oferta dos Editores» e uma nota manuscrita: «Para a Biblioteca do SEN». 201 páginas. 13 x 19,5 cm. Porto: Editorial Ibérica, 1945.

Invulgar.

Preço: 20 euros.



O CORSÁRIO


JEAN DRAULT


Tradução de ADOLFO CASAIS MONTEIRO. Segundo o prefácio de Drault, este romance de pirataria é, sob certos aspectos, «uma nova história de Robinsons», passada na Ilha Maurícia. Com 224 páginas, e 12,5 x 19 cm. Porto: Editora Educação Nacional, 1941.

Preço: 10 euros.



POESIAS COMPLETAS

1929 – 1969


ADOLFO CASAIS MONTEIRO


Compilação de (quase) toda a poesia publicada por Adolfo Casais Monteiro, com um prefácio do autor e acrescida do livro inédito O Estrangeiro Definitivo, escrito no Brasil. Capa de João da Câmara Leme. Com xii-346 páginas, e 14 x 20 cm. Um bom exemplar. Colecção Poetas de Hoje, n.º 32. Lisboa: Portugália, 1969.

Preço: 30 euros.



ESTRUTURA E AUTENTICIDADE
NA TEORIA E CRÍTICA LITERÁRIAS


ADOLFO CASAIS MONTEIRO


Capa de Armando Alves. 160 páginas. 15 x 24 cm. Colecção Estudos Gerais, série Universitária. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1984. Esgotado.

Preço: 15 euros.