SEIS POEMAS


FERNANDO PESSOA


Título completo [traduzido na capa posterior]: SEIS POEMAS DE FERNANDO PESSOA E HETERÓNIMOS. Apresentados no Ateneo de Madrid, na interpretação dos «Jograis de São Paulo», para ilustrar a conferência de Eduardo Freitas da Costa em 24 de Abril de 1959.

Eduardo Freitas da Costa, jornalista e político, arreigado salazarista e director de jornais de extrema-direita (aqui), estudou e escreveu sobre Fernando Pessoa, o homem e a obra, ao longo de décadas, mormente privilegiando a perspectiva nacionalista. Publicaram-se estes Seis Poemas (…) por ocasião da conferência que proferiu no Ateneo de Madrid, «Fernando Pessoa y la poesia portuguesa contemporánea», inserida no ciclo Cuestiones Politico-Culturales de la Europa de Hoy — precisamente 15 anos antes da noite que o conduziria ao exílio nessa mesma cidade.

Poemas (três dos quais excertos) de Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos; e Fernando Pessoa. Edição bilingue. Traduções de Ángel Crespo. Abre com a reprodução de um retrato do poeta por Almada Negreiros.

Grampeado. (16) páginas, inumeradas. 23,5 x 16,5 cm. Com defeitos: capas e miolo com pregas e vincos na zona adjacentes ao pé da lombada. Manchas leves na capa posterior. Miolo limpo. Valorizado pelo cartão-convite (16 x 11) para a conferência. Nota manuscrita a lápis no topo da capa — hipotética nomeação da destinatária do exemplar. Tiragem restrita.

Preço: 17 euros.


 


SIMBOLISMO, MODERNISMO E VANGUARDAS


FERNANDO GUIMARÃES


Primeira edição. Arranjo gráfico de Armando Alves. Ensaios sobre Mário Saa, Camilo Pessanha, a geração de Orpheu, Fernando Pessoa, Almada Negreiros, a Presença, Vitorino Nemésio, a revista Árvore, e vários outros. Indica também as «Principais revistas e publicações literárias desde o surto do Simbolismo até [1980]».

Brochado. 181,(7) páginas. 24 x 15 cm. Bom estado geral. Colecção Temas Portugueses. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1982.

Preço: 17 euros.


 


REVISTA DE PORTUGAL


Dirigida por

VITORINO NEMÉSIO


Colecção completa. Nº 1 (Coimbra, Outubro 1937) ao nº 10 (Lisboa, Novembro 1940). Publicação dirigida por Vitorino Nemésio, secretariado por Alberto de Serpa, com colaborações plásticas, literárias e críticas (e alguns inéditos póstumos) de:

Afonso Duarte, António Sérgio, Júlio (Saúl Dias), José Régio, Adolfo Casais Monteiro, Miguel Torga, António de Sousa, Carlos Queiroz, João Gaspar Simões, João Falco, Mário Eloy, Ribeiro Couto, Ventura Porfírio, Almada Negreiros, António Botto, Agostinho da Silva, Alberto de Serpa, José Bacelar, Fernando Amado, Manuel Laranjeira, Sarah Affonso, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Jules Supervielle, Cecília Meireles, Aquilino Ribeiro, Diogo de Macedo, Sant’Anna Dionísio, José Marinho, Francisco Bugalho, Maria Helena Vieira da Silva, Políbio Gomes dos Santos, Mário Dionísio, Câmara Reis, Teófilo Braga, Álvaro de Campos, Manuel Bandeira, Mily Possoz, Delfim Santos, Vitorino Nemésio, António Nobre, Antero de Quental, Rachel Bastos, Manuel Anselmo, José Tagarro, Alexandre Herculano, Adalgisa Nery, Murilo Mendes, Maria Archer, João José Cochofel, José Neiva, Fernando Namora, Bernardo Marques, Baltazar Lopes, Fialho de Almeida, Ofélia Marques, Jorge de Lima, Edmundo de Bettencourt, Fernando Lopes-Graça, Raul Brandão, Paulo Quintela, Rainer Maria Rilke, João Cabral do Nascimento, Jorge Amado, José Gomes Ferreira, Olavo d’Eça Leal, Andrée Crabbé Rocha, Hein Semke, Raúl Proença, António Lopes Ribeiro, José Osório de Oliveira, Camilo Pessanha, José Rodrigues Miguéis, e outros.

«Retomando um título que fez época, e refiro-me à publicação de Eça de Queirós de finais do século passado, a Revista de Portugal estava bem estruturada, revelando um projecto indubitavelmente amadurecido (…) [tendo congregado] nas suas páginas, com um equilíbrio notável, saudosistas, poetas de Orpheu, presencistas e neo-realistas.» [v. Daniel Pires, Dic. Imp. Periód. Portug. Séc. XX, vol.1, p.316]

Ilustrada com esparsos extra-textos couché, em cada número. Em brochura. 24,5 x 16,3 cm por volume, 13 cm na estante. Paginados para (3) volumes de 672, 598 (e 292) páginas — o N.º 5 e o N.º 10 incluem apensos os cadernos de guardas, ante-rosto e rosto, assim como os respectivos índices finais de títulos por autor, para as encadernações do Volume I (números 1 a 4) e do Volume II (números 5 a 8).

Ínfimas imperfeições exteriores: canto da moldura na capa do N.º 1; vinco na margem inferior da capa do N.º 4; metade inferior da lombada e pequena mancha amarela em zona adjacente da capa do N.º 5; margem superior empoeirrada na capa do N.º 10. Uma colecção num estado de conservação invulgar, com vários cadernos por abrir.

Preço: 300 euros.


 


CALÍGULA EM ANGOLA


CUNHA LEAL


Não podem contar-se todos os pormenores de uma vida – até pela impossibilidade material de o fazer -, mas não pode ignorar-se por exemplo que, tão importante como as ideias expressas no comício anti-germânico produzido por Cunha Leal em frente do palácio do Governador Norton de Matos, em Luanda, em 1915, foi o conjunto de reacções em cadeia que acabou por incompatibilizar, de forma “patológica” (=conflitual) os dois homens, ao longo do resto das suas vidas. Ocorrido numa conjuntura adversa de pré-guerra, esse episódio juntou a burguesia de serviços luandense, num mesmo impulso, contra a alegada passividade do Governador e ajudou a criar uma animosidade contra a obra colonizadora de Norton que se prolongou pelo pós-guerra, durante o seu alto-comissariado. No entanto, se essa oposição teve alguma expressão entre os colonos, através da sua imprensa, em nenhum caso ela adquiriu a força demolidora que se encerra no Calígula em Angola, da autoria do biografado. Porventura de forma apaixonada e excessiva,- como aconteceu em tantos momentos da sua vida – Cunha Leal foi aqui o que melhor encarnou e interpretou, quiçá de forma contraditória, o sentido da História: não era a obra nortoniana mais um dos sonhos de verão daquela burguesia republicana empenhada, inconsciente e quixotescamente, na construção de um Império impossível? [Luís Manuel do Carmo Farinha, aqui]

3.º milhar. Capa com desenho de Almada Negreiros. Brochado. Ilustrado. XX, 207 páginas, as últimas 20 de formato ligeiramente maior e com a reprodução de documentos. 22,3 x 14,2 cm. Capa com marcas superficiais de bicho de papel, junto à margem inferior, que não tocam o desenho. Lombada manchada e com pequena falta de papel à cabeça. Impresso nas oficinas gráficas da Sociedade de Papelaria (Porto). Edição do autor, Lisboa, [Abril] de 1924.

Preço: 20 euros.