ARTISTAS DE LAGOS

SÉCULOS XVI E XVII


VÍTOR MANUEL SERRÃO


Dedicatória de amizade do autor na primeira página. Ilustrado com 4 reproduções em extra-texto couché. 28+[4] páginas. 25,5 x 18,5 cm. Bom estado. Separata dos Arquivos do Centro Cultural Português, volume II. Paris: Fundação Calouste Gulbenkian, 1970.

Preço: 18 euros.


 


A MULHER ALGARVIA


AMÍLCAR LOURO


No Algarve — idílico jardim odorante embalado languidamente pela brisa suave de um mar de cobalto — sonha e desponta uma rainha em dia de núpcias: — a algarvia.
Mercê de circunstâncias várias, como sejam a ancestralidade tão rica em motivos lendários, recordados em afável e patriarcal convívio, e a influência do clima adormecedor, propício à indolência, a nossa mulher mais meridional tem ainda uma certa predisposição ingénita para se entreter com os castelos de fadas e toda a sorte de quimeras expressas nos contos, quasi sempre de feição luso-árabe, transmitidos desde os tempos remotos por tantas gerações.
O sangue mouro que lhe corre nas veias impele-a a um viver ofegante, ansioso, ardente. Suspira por anelantes e insaciáveis carinhos de noivado perene. Procura encaminhar a existência para um sonho de mil e uma noites — e assim facilmente se entranha no prazer. É a mulher mais sensual do nosso país.

[pp. 16-17]

Capa de Neves de Sousa (desenho de 1945). Prefácio de Luís Forjaz Trigueiros. 93+(7) páginas. 19 x 13 cm. Exemplar interessante, com dedicatória não-autoral, e capas com algumas manchas. Miolo limpo. Composto e impresso nas oficinas gráficas da Editorial do Povo, [s.l.], 1946.

Preço: 17 euros.



MONTPARNASSE
MON VILLAGE


VASCO DE CASTRO


Crónicas/memórias do artista (n. 1935), no exílio em Paris, na década de 1960, editadas por altura do seu 50.º aniversário. Ilustrado com desenhos e fotografias.

Brochado. 172 páginas. 20,5 x 14,5 cm. Bom estado geral. Lisboa: Edições Salamandra, 1985.

Preço: 18 euros.



LEMBRANÇAS DE UM
AMADOR DE ESCULTURA


MANUEL MENDES


Com dois desenhos do Mestre Barata Feyo. Lembrança à memória do pintor José Tagarro.

Exemplar n.º 333 da tiragem numerada de 460, em papel offset de fabrico especial. Ilustrado com dois desenhos extra-texto, em papel couché, do escultor Barata Feio. Direcção gráfica de Luís Moita. 44-(6)+4 páginas. 18 x 13 cm. Sobrecapa em papel mármore com pequenas manchas, marginais, uma ou outra no miolo. Capa limpa. No geral, um bom exemplar.

Edição do autor, sob o patrocínio do Jornal do Fôro, Lisboa, Natal de 1955.

Preço: 24 euros.



PINTURA INCÓMODA


LIMA DE FREITAS


Esta colectânea de pequenos ensaios sobre a pintura, sobre problemas relacionados com a pintura, não tem quaisquer pretensões que não sejam as de abrir discussão sobre algumas questões, quanto a nós, pouco ou mal ventiladas. Giram quase todas estas questões à volta das relações que ligam a obra de arte ao contexto total da vida, isto é, das relações de uma obra de arte com as outras obras de arte e com tudo o que não é arte. [início da Nota de Abertura, p. 11]

Ensaios sobre pintura. Assinado pelo autor com dedicatória de amizade, em 1968. Ilustrado. 220+(4) páginas. 21 x 13,7 cm. Colecção Vector, n.º 2. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1965.

Preço: 45 euros.


 


LINHA DO OESTE

ÓBIDOS E MOMENTOS ARTÍSTICOS CIRCUNDANTES


BENEDITA PESTANA
(coord.)


Ensaio, memória, notas históricas e recolecções fotográficas sobre Óbidos, Caldas da Rainha, Alcobaça e Lisboa. Inclui estudos sobre arte religiosa, azulejos, pinturas murais, etc. Autores: João Miguel Fernandes Jorge, José Beleza Moreira, Manuela Santos Silva, Pedro Flor, Filipe Rocha da Silva, Vítor Serrão, José Meco, Lucília Verdelho da Costa, Paulo Henriques, João Bonifácio Serra, Andrea Dondi Pinton, Pedro Redol, Nelson Correia Borges, Luís Urbano Afonso, Rafael Moreira, Pedro Vieira de Almeida, Leonor Nazaré, Manuel Salgado, José Adrião. Coordenação de Benedita Pestana. Fotografia da capa de Abílio Leitão.

Ilustrado. 333+(3) páginas, em papel couché. 22,5 x 17 cm. Bom estado geral. Colecção Rosa dos Ventos n.º 2. Lisboa: Assírio & Alvim, 1998.

Preço: 17 euros.


 


O último número de Le Voyage en Grèce, uma revista que durou apenas 11 números, entre 1934 e 1939 (mais um extra, em 1946), e que contou com colaborações de Le Corbusier, Pablo Picasso, Georges Braque, André Derain, Henri Matisse, Georges Bataille, Roger Caillois, Giorgio de Chirico, Jean Cocteau, Fernand Léger, Jacques Prévert, Michel Leiris, François Mauriac, Raymond Queneau, Pierre Reverdy, Marguerite Yourcenar, e muitos outros.

Inicialmente pensada como um projecto editorial de vocação turística pelo seu editor e criador, Héraclès Joannidès (1897-1950), director da Société Neptos em Paris — para distribuição a bordo dos cruzeiros que organizava ao seu país natal, criando uma «ligação entre a Grécia e os seus viajantes por intermédio dos escritores, dos artistas e dos sábios contemporâneos» —, cedo transcendeu este âmbito inicial para se tornar um local de encontro inovador entre o classicismo grego e a vanguarda europeia, ao nível da imprensa periódica literária e artística, e um objecto (tipo)gráfico de luxo, para a época. Para tal, Joannidés recebeu preciosos conselhos do célebre editor Tériade, ambos gregos, ambos radicados em Paris.


LE VOYAGE EN GRÈCE

N.º 11 (1939), Cahiers Périodiques


Número essencialmente dedicado à Arquitectura tradicional grega. Capa reproduz um fragmento de uma pintura de Théophilos. Com uma estampa extra-texto do mesmo pintor. Colaboração literária de Le Corbusier, Roger Avermaete, R. Allendy, Jean-Germain Tricot, André Fraigneau, Pierre Borel, R. Th. Bosshard, Evrot, Henri Focillon, Jules Formigé, Fernand Léger, Camille Mauclair, Mario Meunier, E. Pontremoli, Louis Roussel, Pierre Sonrel, André Thérive e Charles Vildrac. Desenhos de Le Corbusier e F. M. Salvat. Fotografias de Panos Dzelepis, L. Frantzis, Herbert List, Eli Lotar, Nellys, Roger Nicolle e J.-G. Tricoglou. Realização artística de André Fraigneau, J.-G. Tricot e Roger Vitrac.

LE VOYAGE EN GRÈCE, n.º 11, Paris, Été 1939. Édités par H. Joannidès. 28+(4) páginas. 27,5 x 22 cm. Com manchas marginais na capa; no geral em bom estado. Invulgar. Paris: Cahiers Périodiques, 1939.

Preço: 35 euros.


 


O CÁLICE GÓTICO DO MOSTEIRO DE SÃO TORCATO


ALFREDO GUIMARÃES


Ilustrado com desenhos de Augusto Gomes e Joaquim Teixeira; aguarelas de João Jorge Maltieira; e fotografias de Alvão e António de Sousa Lima.

Inclui os estudos: «O Cálice Gótico do Mosteiro de São Torcato» — «A Escultura em Guimarães – Santa Margarida» — «Os Novos Frescos de Cerzedelo» — «Bordado Artístico do Egipto Cristão» — «Duas Obras da Escola de Bolonha».

In-fólio de 74+(10) páginas e 31,5 x 24,5 cm. Ilustrado com extra-textos. Exemplar estimado. N.º 3 da Colecção de Estudos do Museu Alberto Sampaio. Colaboração entre a Câmara Municipal de Guimarães, o Instituto para a Alta Cultura e a Junta de Província do Minho. Impresso na Litografia Nacional, Porto, 1953.

Preço: 40 euros.


 


NA ABERTURA DA EXPOSIÇÃO POSTUMA DE

ABEL SALAZAR


JÚLIO POMAR


Não admira, pois, que a obra plástica de Abel Salazar não tenha achado bitola que a julgue, isto é: que ela tenha aparecido aos olhos da generalidade dos que em Portugal dizem fazer arte como uma mensagem estranha à qual não servem os clichés que é de uso trazer no bolso, prontos a aplicar a qualquer um. A verdade é que não se perdoou ainda a Abel Salazar o ter pintado ou martelado cobres; a verdade é que, em nome sei lá de que purismos esteticistas, se excomungaram e se excomungam ainda as revelações violentas que Abel Salazar nos deixou.

Opúsculo raro, da autoria do pintor Júlio Pomar, apenas reeditado em 1989. 15 páginas. 19 x 12 cm. Capa com manchas leves. Porto: Fundação Abel Salazar, 1948.

Preço: 25 euros.


 


A PERSONALIDADE ARTÍSTICA DE

ABEL SALAZAR


ADRIANO DE GUSMÃO


Breve ensaio. Ilustrado com duas reproduções, extra-texto, de uma gravura e de um desenho de Abel Salazar, em papel couché. 28+(2) páginas. 19 x 12 cm. Capa com manchas leves. Porto: Fundação Abel Salazar, 1948.

Preço: 12 euros.


 


POEMOGRAFIAS

PERSPECTIVAS DA POESIA VISUAL PORTUGUESA


FERNANDO AGUIAR
SILVESTRE PESTANA
(organizadores)


Colaboração de Abílio, Alberto Pimenta, Ana Hatherly, Antero de Alda, António Aragão, António Barros, E. M. de Melo e Castro, Fernando Aguiar, José-Alberto Marques, Salette Tavares, Silvestre Pestana. Com Egídio Álvaro e Jorge Lima Barreto (Telectu), como convidados. Autografado por Fernando Aguiar com dedicatória.

Capa de Fernando Aguiar sobre um computer-poem de Silvestre Pestana. Fotografia de Jorge Lopes. Ilustrado. 274+(2) páginas. 22,5 x 15,2 cm. Muito bom estado. Lisboa: Ulmeiro, 1985.

Preço: 30 euros.


 


A ARTE MODERNA


JOSEPH-EMILE MULLER


Um ensaio que procura «aprofundar a significação da arte moderna e abordá-la, não apenas como fenómeno específico, mas integrado na sociedade do nosso tempo», abragendo um período que, «partindo do impressionismo, vai até às mais recentes produções dos informalistas» [cits. contracapa].

Tradução de Ruy Belo. Capa de A. Dias. Prefácio do autor (Janeiro de 1963). Ilustrado com extra-textos em couché. 175 páginas. 18,5 x 11,5 cm. Bom estado. N.º 7 da colecção Perspectivas. Lisboa: Editorial Presença, 1964.

Preço: 12 euros.


 


GENEALOGIA DA ARTE GÓTICA


FERNANDO DE PAMPLONA


Separata de MUSEU. No ante-rosto, dedicatória autógrafa do autor — «homenagem de muito apreço» a um «ilustre amigo» — datada do ano de edição. Tem 24 páginas, e 17 x 12 cm. Não ilustrado (a gravura pertence à contracapa; diâmetro 45 mm). Exemplar manuseado. Capa com picos de oxidação. Miolo limpo. Gaia: Edições Pátria, 1935.

Preço: 12 euros.


 


O SINALEIRO DAS POMBAS


ANTÓNIO QUADROS


Catálogo da exposição na Cooperativa Árvore, de 9 de Novembro a 12 de Dezembro de 2001. Textos de Amélia Muge, Bernardo Pinto de Almeida, António Cabrita e José Forjaz. Ilustrado com fotografias, desenhos, esculturas, cerâmicas e pinturas. Exemplar de tiragem exclusiva para o BPI.

Encadernação editorial em tela gravada a seco, sobrecapa e caixa-estojo. 248 páginas. 24,8 x 29,7 cm. Bom estado. Porto: Árvore, 2001.

Preço: 45 euros.


 


O OCIDENTE E A POÉTICA ESQUIVA DO HAIKU


MANUEL-LOURENÇO FORTE
MANUEL PINTO RIBEIRO


«Eis neste ensaio, parágrafo a parágrafo, o intuito da compreensão do haiku japonês no âmbito da expressão poética portuguesa — e o da quadra portuguesa no âmbito da expressão poética japonesa.»

Com referências aos casos portugueses de Yvette K. Centeno, José Blanc de Portugal e Armando Martins Janeira. Prefácio de Ingrid Martins Janeira. Ilustrado com 27 reproduções de pinturas japonesas, a maioria de página inteira. Papel couché. 117+(3)páginas. 24 x 17 cm. Bom estado. Colecção Outras Vozes. Lisboa: Vega, 1995.

Preço: 20 euros.


 


ANTIGUIDADE TARDIA E PALEOCRISTIANISMO
EM PORTUGAL


M. JUSTINO MACIEL


Com prólogos de J.M. Bairrão Oleiro e Theodor Hauschild. Ilustrado com fotografias, desenhos e plantas. 347 páginas. Formato álbum: 29,5 X 21 cm. Capa manuseada, miolo limpo e em bom estado. Lisboa: Edições Colibri, 1996.

Preço: 25 euros.


Trabalho de investigação sobre História da Arte e Arqueologia na área da Antiguidade, em que se apresenta uma nova sistematização dos dados existentes da Antiguidade Tardia em Portugal e seus testemunhos artísticos. Após um levantamento dos refereciais históricos, arqueológicos e literários disponíveis, equaciona-se a interacção que neste contexto existe entre a cidade e o campo, bem como a progressiva abertura a este último e os reflexos que tal dinâmica produz nas manifestações artísticas.
Um estudo dos signos visivelmente conotados com as religiões orientais revela que eles se apresentam numa comunidade de uso de que participam quer a cultura romana quer o crisitianismo. A constatação desta realidade surge como profundamente significante de uma evolução da arte da Antiguidade Tardia numa dinâmica entre a opacidade e a transparência, que vem permitir novas abordagens da escultura, do mosaico e mesmo da arquitectura, da pintura e da decoração de cerâmica. Na sequência desta constatação, efectua-se uma nova leitura dos mais importantes monumentos dos contextos romano tardio, suevo e visigótico, progressivamente conotados com as propostas vivenciais cristãs. No centro desta realidade, quer numa perspectiva sintagmática, quer numa perspectiva paradigmática, estudam-se os monumentos de Tróia de Setúbal, onde a arte romana tardia se revela plenamente como em qualquer outro ponto do Império Romano. Esta investigação desenvolveu-se [ainda com] trabalhos de campo em vários [outros] locais, designadamente em Conímbriga, [e] na Villa Romana do Montinho das Laranjeiras (Algarve).

 


ICONOGRAFIA e Bibliografia
CONDESTABRIANA


BERNARDO XAVIER COUTINHO


Colaboração artística de Gouvêa Portuense. Selecção aprofundada (manancial de seis séculos) de bibliografia e iconografia dedicadas ao Santo Condestável, Nuno Álvares Pereira, com dezenas de ilustrações, a preto e a cor, muitas de página inteira, de desenhos, pinturas, esculturas etc. Exemplar da tiragem normal, capa mole (algumas manchas leves), carimbo de oferta do editor e discreto carimbo de posse de anterior proprietário, na página da ficha técnica. Miolo limpo, couché. Dentro do livro, apensa, uma folha de jornal amarelecida dedicada ao Condestável («Novidades» Letras e Artes ano xxxii n.º 11 de 1 de Abril de 1973, págs. 1 e 2). 366 páginas. 24,8 x 18,7 cm. No geral um bom exemplar, de uma edição cuidada. Lisboa: Instituto de Alta Cultura, 1971.

Preço: 45 euros.


 


ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA
DO MUNICÍPIO DE LISBOA


EDUARDO FREIRE DE OLIVEIRA


Título e autor, tal qual figuram no rosto: Elementos para a História do Município de Lisboa, por Eduardo Freire de Oliveira, arquivista da Camara Municipal da mesma cidade. 1.ª PARTE. Publicação mandada fazer a expensas da Camara Municipal de Lisboa, para commemorar o centenario do Marquez de Pombal em 8 de Maio de 1882.

Mais de 10 mil páginas de documentos oficiais de algum modo relevantes, organizados cronologicamente e alusivos a séculos de assuntos invariavelmente díspares — as iguarias de um banquete celebratório, a colocação na prisão do Limoeiro do líder de uma «companhia de comediantes de Castella», a lista das pessoas de cada freguesia que se recusam a participar numa campanha de limpeza pública, a morte do rei —, num panorama que permite acompanhar os reflexos da política e da história do país nas várias decisões e questões do município d’esta cidade onde desde muito cedo esteve instalado um Governo demasiado centralista.

Temos assim «a carta regia que trouxe a communicação official da morte de Filippe II» (tomo II, quase todo dedicado ao “tempo dos Filipes”, pág. 590), «a ruína de Lisboa», no sábado 1 de Novembro de 1755 (tomo XVI, a partir da página 133, com lista e descrição sumária de abalos sísmicos anteriores, nomeadamente os de 1309, 1321, 1344, 1356, 1512, 1531, 1551, 1575, 1597, 1598, 1699 e 1724), a inauguração da estátua equestre de D. José (em parte citada aqui) ou a «consulta da Cammara a el-rei em 2 de julho de 1650», onde se propõem os nomes de «doze fidalgos, doze cidadãos e doze homens do povo» para «terem as chaves das quatro portas da cidade» (tomo V, p. 208, antecedendo em algumas páginas a lista exaustiva dos preços de venda de todo o tipo de animais para alimentação, indexados inteiros, em partes, e por género).

O primeiro documento transcrito no tomo I, que não o foral de 1179, data de 7 de Novembro de 1190, e o último documento transcrito no tomo XVII data de 23 de Agosto de 1777. Entre ambos, os diversos prefácios e as anotações constantes de Freire de Oliveira (1841-1916) desvelam e aprofundam as origens e importância dos textos que transcreve. Contém ainda algumas ilustrações, muito poucas, destacando-se a litografia da Divisa da Cidade, que abre o tomo X, ou a «planta litographada da sala das sessões do senado da camara de Lisboa, que acompanha a carta regia de 13 de Novembro de 1773» (tomo I, pág. 68).

[Para uma descrição mais detalhada da cronologia de cada tomo, consulte-se o artigo de António Miranda na Rossio n.º 1, de 2013. Como o plano cronológico da 1.ª parte da obra deveria ter prosseguido até ao ano do início da publicação (1882), suspeita-se que, além da nunca publicada 2.ª parte, também desta 1.ª parte terá ficado por publicar pelo menos um tomo, para o período 1777-1882.]

Obra completa (tudo quanto se publicou), em XVII tomos de 24,5 x 16,5 cm (66cm de estante), Lisboa: Typographia Universal, 1882-1911.

Tomo I, 1885, (12)+661+(5) págs. Tomo II, 1887, xiv+593+(2) págs. Tomo III, 1888, vi+584+(3) págs. Tomo IV, 1889, xii+628+(3) págs. Tomo V, 1891, vi+620+(3) págs. Tomo VI, 1893, ix+627+(2) págs. Tomo VII, 1894, cxii+466+(3) págs. Tomo VIII, 1896, vi+593+(3) págs. Tomo IX, 1898, vi+617+(4) págs. Tomo X, 1899, viii+595+(2) págs. Tomo XI, 1901, vi+632+(3) págs. Tomo XII, 1903, (10)+652+(3) págs. Tomo XIII, 1904, (6)+622+(3) págs. Tomo XIV, 1906, (6)+634+(3) págs. Tomo XV, 1906, (6)+630+(3) págs. Tomo XVI, 1910, xiv+567+(4) págs. Tomo XVII, 1911, (6)+622+(3) págs.

Acrescentam-se os dois volumes de índices, publicados cerca de 40 anos mais tarde: Índice dos «Elementos para a História do Município de Lisboa», por Esteves Rodrigues da Silva, sob a direcção de Jaime Lopes Dias, 2 vols., Lisboa: Câmara Municipal, 1942-1943. Com 396+578 páginas, e 22,5 x 17 cm. Capa do volume II com um rasgão restaurado. Páginas por abrir.

Todos os 19 volumes em brochura e 17 deles com as páginas por abrir. Bom estado geral, com não mais do que pequenos defeitos dispersos (muito ocasionais picos de humidade; algumas lombadas mais amarelecidas que outras; bicho de papel que atacou superficialmente a capa do tomo VI; e situações afins, de pouca monta).

Conjunto invulgar.

Preço: 440 euros.



 


QUÍMICA APLICADA ÀS ARTES E ÀS INDÚSTRIAS

PEQUENO MANUAL DE DIVULGAÇÃO QUÍMICA

PEREIRA FORJAZ


1.º volume — Química económica — A química da terra — A química da água — A química do vinho — A química do sabão e das velas — A química da côr — A química da «toillete» e do perfume — A química da cerâmica — A química do sal — A química da soda — A química da guerra.

2..º volume — A química do veneno — A química da pirotecnia — A química dos documentos — A quimica da alimentação — A quimica do leite — A quimica das conservas — Combustíveis e iluminantes — A quimica do vidro — A química da celulose — A química do papel — A química do rádio — A química metalúrgica — O petróleo — O alquimista moderno — Gases de morte — Tabelas úteis ao químico.

Ilustrado com cerca de 500 gravuras, em 886 páginas, no total dos dois volumes, encadernados em conjunto (16 x 12 x 4 cm), em tela gravada a seco, e em bom estado. Vide crítica da época, nos arquivos da SPQ. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1936.

Preço: 45 euros.


 

 


MYRTIS ET KORINNA


WILLIAM RITTER


Novela. William Ritter (1867-1955), nascido em Neuchâtel, amigo de Mahler, estudou em Viena e foi escritor, pintor, crítico de arte e crítico musical. Ilustrações de Antoine Calbet. Collection Lotus Alba, para bibliófilos. Estimado. Com (14)-90-(6) páginas, e 14,5 x 7 cm. Paris: Librairie Borel, 1898.

Um centauro apaixona-se por uma jovem rapariga…

 



LA GUERRE DES DIEUX


PARNY


Poesia. Originalmente publicado em 1799, com autoria de Évariste Parny (1753-1814). Dois volumes encadernados num único, com capas de brochura. Assinatura de posse de Alberto Cupertino Pessoa, professor de Medicina na Universidade de Coimbra, em letra muito miúda, em ambas as páginas de ante-rosto. Ilustrado com gravuras e vinhetas, sem autoria atribuída, embora assinadas. 128+128 páginas. 14 x 9 cm. Capas de brochura manchadas, miolo não tanto. Não aparado. Colecção Petite Bibliothèque Diamant. Paris: L. Boulanger, [s.d.].

 



LA NONNE ALFEREZ


JOSÉ-MARIA DE HEREDIA


Romance. Primeira edição. Heredia nasceu em Cuba em 1833 e naturalizou-se francês em 1893. Ilustrações de Daniel Vierge, gravadas por Privat-Richard. Encadernado com capas de brochura. Monograma do arquitecto Alberto José Pessoa, filho do professor Alberto Cupertino Pessoa (↑) na página de rosto. Com viii-175 páginas, e 14,5 x 9 cm. Colecção Lemerre Ilustrée. Bom estado, mas com a capa de brochura manchada. Não aparado. Paris: Alphonse Lemerre, 1894.

 


 

Colecção “familiar” estimada de três diferentes obras eróticas publicadas em França no final do século XIX — mais valiosa a de Herédia — um conjunto uno de robustas e suaves encadernações inteiras de pele com nervos nas lombadas, cada uma de sua cor e todas no mesmo estilo, com o selo do encadernador Raúl de Almeida (Lisboa).

Preço (do conjunto dos 3 livros): 65 euros.


 


O LAGO

POEMA EM FORMA DE I-CHING

MARGARIDA LISBOA


Poesia. Extratextos de Helena Almeida (desenho e também fotografia). Exemplar da tiragem normal de 1000 exemplares. Capa de João Carlos Albernaz. 77+(3) páginas. 24 x 17 cm. Colecção Ilhas. Bom estado, salvo alteração de cor na zona da lombada, visível na fotografia. Miolo impecável. Lisboa: Rolim, [Novembro de] 1985.

Invulgar.

Preço: 45 euros.


 


MÁRIO CESARINY


RAÚL LEAL
NATÁLIA CORREIA
LIMA DE FREITAS


A obra plástica. Textos de Raúl Leal, Natália Correia e Lima de Freitas. Encadernação editorial com sobrecapa. Inclui fotografias, desenhos, pinturas, colagens, e notícia bio-bibliográfica. Com 212 páginas (130 em papel couché, com reproduções a preto e branco e a cores). 22,5 x 23 cm. Bom estado geral. Lisboa: Secretaria de Estado da Cultura, 1977.

Preço: 35 euros.



POESIA

(1944-1945)


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS


Antologia que reúne A Poesia Civil / Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano / Pena Capital / Manual de Prestidigitação / Estado Segundo Alguns Mitos Maiores Alguns Mitos Menores Propostos à Circulação pelo Autor.

Com um desenho à pena de João Rodrigues, hors-texte couché. Brochado. 360 páginas. 21 x 14,5 cm. Bom estado geral, mas com assinatura de posse a um canto do ante-rosto e zona da lombada mais amarelecida pelo sol. Lisboa: Delfos, [1961].

Preço: 30 euros.



MANUAL DE PRESTIDIGITAÇÃO


MÁRIO CESARINY


Antologia. Reúne poemas escritos entre 1942 e 1956, pertencentes a Burlescas, Teóricas e Sentimentais / Visualizações / Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano / Alguns Mitos Maiores Alguns Mitos Menores Propostos à Circulação pelo Autor / Manual de Prestidigitação. 175 páginas. 19,8 x 13,3 cm. Colecção Obras de Mário Cesariny, n.º 1, Lisboa: Assírio e Alvim, 1981.

Preço: 20 euros.


 

AfonsoRibeiro


POVO


AFONSO RIBEIRO


Contos. Capa de Júlio Pomar. Primeira edição. Proibido pela censura. Brochado, com 13 cm x 19,7 cm e 267+(5) páginas. Capa em bom estado, lombada um pouco escurecida, miolo limpo. Porto: Editorial Ibérica, 1947.

Preço: 20 euros.


 

Surrealismo-em-Portugal-1934-1952


SURREALISMO EM PORTUGAL
1934-1952


María Jesús Ávila
Perfecto E. Cuadrado


Uma das principais obras de referência para o estudo da história do “surrealismo português”, nas suas manifestações pictóricas, escultóricas, literárias e performativas. Edição conjunta do Museu do Chiado e do Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, aquando da exposição com o mesmo título, que passou por ambos os museus e pela Fundação Cupertino de Miranda, em 2001.

Notas introdutórias de José Sasportes, Raquel Henriques da Silva, Pedro Lapa, e outros. Álbum com (20)+456 páginas, e 24 x 30 cm. Encadernação editorial. Em muito bom estado.

Preço: 145 euros.