QUISSANGE
SAÜDADE NÊGRA


TOMAZ VIEIRA DA CRUZ


Ilustrações de Luís Malta e capa de Ferreira Costa. Encadernação modesta em sintético, com selo d’A Portuense, gravada a ouro na lombada e pasta frontal. Miolo aparado. 116 páginas não numeradas. 15,5 x 22,5 cm. Lisboa: [depositária: Livraria Bertrand], 1932.

Exemplar autografado e datado pelo autor com extensa dedicatória manuscrita, dando conta do contexto de um episódio epifânico por que passou horas antes («o mais triste e inédito dos meus poemas africanos», um «momento eterno para a minha vida de peregrino através desta áfrica incompreendida e sofredora»).

Peça única.*

Preço: 160 euros.



«Devemos perguntar, talvez, se e por que motivo a poesia de Tomaz Vieira da Cruz merece consideração no contexto da literatura de Angola. Afinal de contas, essa poesia ostenta os sinais inequívocos da literatura do Ultramar. E Vieira da Cruz pôs termo ao seu «exílio» quando, em 1949, voltou para Portugal, precisamente em vésperas do movimento que prenunciaria uma autêntica literatura angolana. (…) Ora, nos anos 30 e 40, quando poucos poetas se davam ao trabalho de abordar uma temática angolana em termos intimistas, a poesia de motivos africanos, por exótica e sentimentalista que seja, quase se considera uma abertura na barreira cultural construída pelo colonialismo. (…) A igualização agridoce e os africanos compenetrados que povoam os poemas de Vieira da Cruz subvertem, de certo modo, a conceptualização eurocêntrica de África.»
[Russell G. Hamilton, Literatura Africana. Literatura Necessária. I – Angola (1981), pp. 67-68]




SERVIÇO SOCIAL NO ESTADO NOVO


ANABELA CARVALHO
HELENA MOURO


(…) procuraremos demonstrar que a resposta ao falhanço do liberalismo, materializado em Portugal na instauração do Estado Novo, se realiza no domínio do Serviço Social, nos mesmos termos que nos países do capitalismo avançado. Também em Portugal a convergência entre o feminismo burguês e a filantropia cristã se manifesta num percurso que iniciado nos finais do Século XIX se integra em 1933 num projecto mais amplo veiculado pela Acção Católica Portuguesa, cujos valores, princípios, e projectos societais subjazem ao projecto corporativista do Estado Novo. Assim, a eventual identificação que possa estabelecer-se entre este e o Serviço Social resulta, em nosso entender, da inspiração comum de ambos: a democracia cristã. [da Introdução].

Capa de António Luís Catarino. 251-(4) páginas. 12 x 18 cm. Coimbra: Centelha, 1987.

Preço: 12 euros.


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2.ª REGIÃO MILITAR

LIVRO DE OURO

NOTAS BIOGRÁFICAS DOS GENERAIS COMANDANTES
DA 5.ª DIVISÃO MILITAR, 5.ª DIVISÃO DO EXÉRCITO E 2.ª REGIÃO MILITAR
1901-1954

Álbum brochado (23 x 31 cm) com 80 páginas de textos essencialmente biográficos + uma página extra-texto, com retrato fotográfico e lista de condecorações, para cada um dos generais:

1.º Período, 5.ª Divisão Militar (1901-1911):
General de Brigada Manuel Joaquim da Silva Mata (1901-1902), General Frederico Augusto de Almeida Pinheiro (1902-1905), General José Estanislau Ventura (1906), General José Augusto Nogueira de Sá (1906-1909) e General Joaquim José da Silva Monteiro (1909-1911).

2.º Período, 5.ª Divisão do Exército (1911-1926):
General Diogo Pereira de Sampaio (1911-1913), General João Rodrigues Blanco (1913-1915), General Duarte Ivens (1915), General Bernardo António de Brito e Abreu (1915), General Fernando Tamagnini de Abreu e Silva (1915-1917 e 1918-1919), General António Maria de Matos Cordeiro (1917), General João Evangelista Pinto de Magalhães (1917), General Jaime Leitão de Castro (1917-1918), General Brás Mouzinho de Albuquerque (1919-1921), General José Augusto Simas Machado (1921-1925), General João de Morais Zamith (1925-1926) e General António Teixeira de Aguiar (1926).

3.º Período, 2.ª Região Militar, a partir de 1926:
General José Ernesto de Sampaio (1926), General Jacinto dos Reis Fischer (1927-1929), General António Gomes de Sousa Júnior (1929-1938), General Carlos Maria Pereira dos Santos (1938), General Fernando Augusto Borges Júnior (1938-1939), General José Vítor Franco (1939-1945), General Augusto Martins Nogueira Soares (1945-1949), General Manuel Bernardes de Almeida Topinho (1950-1953) e General Humberto Buceta Martins (1953-1954).

Explica o comandante da 2.ª região militar, na introdução, que o livro resulta de uma sugestão do Ministro da Guerra, o então Tenente-Coronel Fernando dos Santos Costa, em 1948, de que «nos Quartéis Generais, Comandos de Unidades e Sedes de Estabelecimentos Militares, fossem expostos os retratos de antigos Comandantes e Chefes».

Exemplar de uma tiragem (não-numerada) de 300 exemplares, impressa na Tipografia da Gráfica de Coimbra aos 10 de Dezembro de 1954 (na capa e contracapa, bem como no final da introdução, a data simbólica que figura é o 1.º de Dezembro).

Capa com ligeiras marcas de uso, nas orlas, o interior em bom estado; no geral um exemplar bastante satisfatório.

Preço: 60 euros.


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MEMÓRIAS DUM REVOLUCIONÁRIO

Subsídios para a História do Movimento de 28 de Maio


VIEIRA COELHO


… que pertenceu ao Comité Revolucionário, foi Governador Civil de Coimbra e de Santarém, e Chefe de Gabinete do Ministro do Interior. Exemplar valorizado pela dedicatória autógrafa do autor ao seu «ilustre sucessor na 8.ª Conservatória, e colega sempre amigo e leal», na página de guarda, datada de 1953. Edição do autor, em Lisboa, 1951. Com 94 páginas (por abrir), e 13 x 20 cm. Em bom estado salvo ténues manchas de oxidação na capa.

Preço: 25 euros.


BRASIL

[24Ago11]


O BRASIL DE HOJE


MAJOR ALEXANDRE DE MORAIS


Homem do Regime, autor de um volume de crónicas militares da Guerra Civil de Espanha (vista pelo prisma franquista), do Manual do Legionário, do Manual da Mocidade Portuguesa, das Leis do Exército Novo, e de algumas obras sobre aspectos militares da II Guerra Mundial, o Major Alexandre de Morais assina nesta obra um cuidado retrato do Brasil da época, nos seus aspectos geográficos, históricos, políticos, económicos, militares e beligerantes. O mote parece ter sido a entrada do Brasil na II Guerra Mundial, contra a Alemanha e a Itália, por força dos ataques infligidos pelos países do Eixo à frota mercante brasileira.

Obra em 2 volumes, ilustrados com fotografias, tabelas e mapas, de 244 e 286 páginas (maioria por abrir), e 13 x 19 x 4 cm. Lisboa: Edições Universo, 1943.

Primeiro volume autografado pelo autor com dedicatória ao «velho e querido amigo» Andrade e Sousa. Estimados.

Preço: 40 euros.



EXPEDIÇÕES CIENTÍFICO-MILITARES
ENVIADAS AO BRASIL


SOUSA VITERBO


Coordenação, aditamentos e introdução de JORGE FARO. Primeira reunião deste importante conjunto de cerca de 164 biografias de cientistas — arquitectos, cartógrafos, desenhadores, engenheiros, fortificadores e naturalistas — portugueses ou que, ao serviço de Portugal, trabalharam no Brasil, inicialmente publicadas dispersas na Revista Militar, entre 1893 e 1895. Em 2 volumes, de 175 + 142 páginas, e 13 x 18 x 2 cm, impressos na Neogravura, Lisboa, para as  Edições Panorama, em 1962. Capas com pequenas falhas de papel.

Preço: 15 euros.