AS MULHERES DE
MOÇAMBIQUE


MICHÈLE MANCEAUX


«Reportagem em moldes diversos dos clássicos sobre o processo revolucionário de Moçambique, com insistência no papel da mulher. Uma adesão à revolução moçambicana, mormente no seu aspecto de luta pela libertação feminina da prostituiçao, bigamia, trabalho-escravo, analfabetismo… Sendo as mulheres as mais oprimidas pelo colonialismo, é lógico que elas sejam, em quantidade e qualidade, o principal alicerce da Frelimo.
«Um livro confessadamente pensado para ser lido pelas mulheres de Moçambique ainda não mobilizadas para a revolução. O propósito de, através das palavras das militantes da Frelimo entrevistadas, dar forma à história da guerra de libertação do país. Uma obra didáctica para as mulheres da Europa conservadora pois, a ocidentalismo, opõe a vivência revolucionária rumo ao socialismo.»
[texto da contracapa]

Tradução de Manuel João Gomes, de um original de 1975 (Les Femmes de Mozambique). Brochado. 128+(8) páginas. 20,5 x 13,5 cm. Bom estado geral. Lisboa: Arcádia, [Janeiro de] 1976.

Preço: 17 euros.



QUISSANGE
SAÜDADE NÊGRA


TOMAZ VIEIRA DA CRUZ


Ilustrações de Luís Malta e capa de Ferreira Costa. Encadernação modesta em sintético, com selo d’A Portuense, gravada a ouro na lombada e pasta frontal. Miolo aparado. 116 páginas não numeradas. 15,5 x 22,5 cm. Lisboa: [depositária: Livraria Bertrand], 1932.

Exemplar autografado e datado pelo autor com extensa dedicatória manuscrita, dando conta do contexto de um episódio epifânico por que passou horas antes («o mais triste e inédito dos meus poemas africanos», um «momento eterno para a minha vida de peregrino através desta áfrica incompreendida e sofredora»).

Peça única.*

Preço: 160 euros.



«Devemos perguntar, talvez, se e por que motivo a poesia de Tomaz Vieira da Cruz merece consideração no contexto da literatura de Angola. Afinal de contas, essa poesia ostenta os sinais inequívocos da literatura do Ultramar. E Vieira da Cruz pôs termo ao seu «exílio» quando, em 1949, voltou para Portugal, precisamente em vésperas do movimento que prenunciaria uma autêntica literatura angolana. (…) Ora, nos anos 30 e 40, quando poucos poetas se davam ao trabalho de abordar uma temática angolana em termos intimistas, a poesia de motivos africanos, por exótica e sentimentalista que seja, quase se considera uma abertura na barreira cultural construída pelo colonialismo. (…) A igualização agridoce e os africanos compenetrados que povoam os poemas de Vieira da Cruz subvertem, de certo modo, a conceptualização eurocêntrica de África.»
[Russell G. Hamilton, Literatura Africana. Literatura Necessária. I – Angola (1981), pp. 67-68]