SERVIÇO SOCIAL NO ESTADO NOVO


ANABELA CARVALHO
HELENA MOURO


(…) procuraremos demonstrar que a resposta ao falhanço do liberalismo, materializado em Portugal na instauração do Estado Novo, se realiza no domínio do Serviço Social, nos mesmos termos que nos países do capitalismo avançado. Também em Portugal a convergência entre o feminismo burguês e a filantropia cristã se manifesta num percurso que iniciado nos finais do Século XIX se integra em 1933 num projecto mais amplo veiculado pela Acção Católica Portuguesa, cujos valores, princípios, e projectos societais subjazem ao projecto corporativista do Estado Novo. Assim, a eventual identificação que possa estabelecer-se entre este e o Serviço Social resulta, em nosso entender, da inspiração comum de ambos: a democracia cristã. [da Introdução].

Capa de António Luís Catarino. 251+(4) páginas. 18 x 12 cm. Coimbra: Centelha, 1987.

Preço: 15 euros.



DAS ORDENS RELIGIOSAS EM PORTUGAL


PEDRO DINIS


2.ª edição, publicada um ano após a primeira, impressa na mesma tipografia mas com uma nova introdução do autor. 293+(7) páginas. 10,5 x 14,5 cm. Bom exemplar. Encadernação da época, lombada em pele. Miolo aparado, sem capas de brochura. Lisboa: Typographia de J. J. A. Silva, 1854.

Dividida em 40 CAPÍTULOS, assim resumidos no plano da obra: Procuramos responder ás accusações que se fiseram. e se fazem ainda, aos Frades de Portugal, e mostrar, que se não em todas, em grande parte, ha calumnia, absurdo, e odio inveterado, mas sem fundamento. Depois damos uma notícia das Ordens, que n’estes reinos houve, da sua origem, e introducção. Depois ainda apresentamos alguns casos, em que os frades mostraram a sua utilidade, já missionando, já escrevendo, e ensinando; e finalmente concluímos, fazendo algumas reflexões sobre a abolição do monachismo, e procurando mostrar que só uma restituição sisuda das Ordens Religiosas póde attenuar os tristes effeitos da sua extincção.

Vasta galeria de temas versados, tais o matrimónio, o celibato, a fecundação, os comportamentos sociais, os jesuítas, a emigração e a demografia, e resposta directa a muitos ataques históricos ao clero ao longo da história portuguesa.

Importante para o entendimento dos severos conflitos clerico-liberais da primeira metade do século XIX, e curioso, pela compilação de “pequena-história” e pela desenvolta e arreigada prosa apologética do autor.

Preço: 70 euros.



MONJAS LESBIANAS

SE ROMPE EL SILENCIO


ROSEMARY CURB
NANCY MANAHAN


Uma compilação de dezenas de testemunhos de freiras e ex-freiras, em meados da década de 80. Título original: Lesbian Nuns. Breaking Silence. Traduzido do inglês por Jorge Binaghi. Ilustrado com fotografias. 400 páginas. 12,5 x 19,5 cm. Capa mole, com badanas. Primeira edição espanhola, no mesmo ano da original norte-americana. Barcelona: Seix Barral, 1985. Bom exemplar, apenas com uma pequena assinatura de posse no rosto.

Preço: 12 euros.



AS ÚLTIMAS FREIRAS

O REAL MOSTEIRO DE SANTA CLARA DE VILLA DO CONDE
AS DOMINICANAS DE “CORPUS CHRISTI”
MOURA E OS SEUS MOSTEIROS
AS THEREZINHAS DE COIMBRA

T. LINO D’ASSUMPÇÃO


Estudo seminal de Tomás Lino d’Assumpção (1844-1902), com capítulos dedicados ao Real Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde, às Dominicanas de Corpus Christi (Vila Nova de Gaia), a Moura e aos seus mosteiros, e às Teresinhas de Coimbra.

Com uma carta-prefácio de ANTONIO ENES «acerca das ordens e instituições religiosas».

Brochado, 21 x 14 cm, 272 páginas, muitas por abrir; com um retrato do autor a par do frontispício. Lombada com falhas de papel nas extremidades, capa manchada, miolo apenas amarelecido. Frágil. Porto: Livraria Portuense de Lopes & C.ª – Editores, 1894.

Preço: 35 euros.



A ARISTOCRACIA DO GENIO E DA
BELLEZA FEMINIL NA ANTIGUIDADE


JOSÉ PALMELLA


Com uma carta de Victor Hugo.

Introdução de Júlio César Machado.

Ensaios biográfico-líricos dedicados a destacadas mulheres libertárias da Antiguidade: — SemiramisSapho de MityleneCorinnaAspasia  — PhrynéCleopatraHypathia de Alexandria —.

5.ª edição, «augmentada». 304 páginas.  21,2 x 13,4 cm. Capa bastante manchada, interior com manchas ténues, visíveis nas fotografias. Lombada com algumas falhas de papel. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1876.

As primeiras 85 páginas, antes do início da obra, são compostas de: cartas ao autor de Angel Fernandez de Los Rios, Marianna Angelica de Andrade e Narcisa Amália; juízos críticos de Amália Figueirôa, Izabel Bueno, Luiz Guimarães Júnior, Quirino dos Santos, Rebello de Vasconcellos, Manuel Nuñez de Prado, Guiomar Torrezão, entre outros escritores e imprensa portuguesa; seguidos por fim dos prefácios das anteriores quatro edições do livro. Vide índice nas fotografias.

Preço: 17 euros.



MULHERES EM ATENAS

AS MULHERES LEGÍTIMAS E AS OUTRAS

ANA LÚCIA CURADO


Baseado sobretudo em mais de uma centena de discursos atribuídos aos Dez Oradores do cânone ático, fontes particularmente ricas em informação histórica, este estudo é sintomaticamente intitulado «Mulheres em Atenas», visto que nem todas as figuras aqui analisadas eram originárias da capital da Ática, ainda que tivesse sido aí que se tivessem evidenciado. [ler recensão aqui]

Estudo originalmente apresentado à Universidade de Coimbra como tese de doutoramento em Letras, na especialidade de Estudos Clássicos. com orientação de Maria Helena da Rocha Pereira [autora do prefácio]. Brochado. 551+(5) páginas. 23 x 16 cm. Algumas ilustrações no texto, a preto. Usado em bom estado. Lisboa: Sá da Costa Editora, 2008.

Esgotado.

Preço: 25 euros.



AS MULHERES DE
MOÇAMBIQUE


MICHÈLE MANCEAUX


«Reportagem em moldes diversos dos clássicos sobre o processo revolucionário de Moçambique, com insistência no papel da mulher. Uma adesão à revolução moçambicana, mormente no seu aspecto de luta pela libertação feminina da prostituiçao, bigamia, trabalho-escravo, analfabetismo… Sendo as mulheres as mais oprimidas pelo colonialismo, é lógico que elas sejam, em quantidade e qualidade, o principal alicerce da Frelimo.
«Um livro confessadamente pensado para ser lido pelas mulheres de Moçambique ainda não mobilizadas para a revolução. O propósito de, através das palavras das militantes da Frelimo entrevistadas, dar forma à história da guerra de libertação do país. Uma obra didáctica para as mulheres da Europa conservadora pois, a ocidentalismo, opõe a vivência revolucionária rumo ao socialismo.»
[texto da contracapa]

Tradução de Manuel João Gomes, de um original de 1975 (Les Femmes de Mozambique). Brochado. 128+(8) páginas. 20,5 x 13,5 cm. Bom estado geral. Lisboa: Arcádia, [Janeiro de] 1976.

Preço: 17 euros.