claudioverao2

UM VERÃO ASSIM
seguido de AS MÁSCARAS DE SÁBADO

Assinado pelo autor com dedicatória datada. 2.ª edição, com um prefácio de Eduardo Lourenço. Capa sobre fotografia de Michael Heimerl. Com um retrato de Mário Cláudio por Armando Alves. Brochado. 136 páginas. 14 cm x 22,5 cm. Porto: O Oiro do Dia, 1982.
Preço: 22 euros.

TERRA SIGILLATA
Alguns fragmentos do presente texto, aqui reformulados, vieram a lume nas seguintes publicações: «Sílex», n.º 5, Novembro de 1980, «Jornal de Notícias», de 23 de Dezembro de 1980, e «Aresta», n.º 1/2, Inverno de 1980.
Capa e ilustração «hors-texte» de Carlos Ferreiro. Assinatura de posse muito discreta na folha de ante-rosto. Brochado. 43 páginas. 15,4 cm x 17,5 cm. Bom exemplar. Lisboa: & etc, 1982.
Preço: 25 euros.

DAMASCENA
Assinado pelo autor. 1.ª edição. Capa sobre imagem de Lovato Guerreiro. Brochado. 94+(5) páginas. 15 cm x 21 cm. Colecção Contexto / de Prosa. Bom estado. Lisboa: Contexto, 1983.
Preço: 22 euros.

A QUINTA DAS VIRTUDES
Romance. 1.ª edição. Capa e sobrecapa de Rogério Petinga sobre gravura de «O Mundo Elegante» de 1859. Brochado. Exemplar com 376+(4) páginas. 13 cm x 21 cm. Bom estado. Lisboa: Quetzal, 1990.
Preço: 17 euros.

O EIXO DA BÚSSOLA
Crónicas. Brochado. 198+(5) páginas. 13,5 cm x 20,4 cm. Colecção Biblioteca «Em Nome da Terra» – Série Inéditos da Sábado. Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2007.
Preço: 7 euros.

BOA NOITE, SENHOR SOARES
Novela. 1.ª edição. Capa de Atelier Henrique Cayatte com Rita Múrias sobre ilustração de Armando Alves. Brochado. 93+(3) páginas. 15,5 cm x 23,5 cm. Capa com marca de autocolante, visível na fotografia. Pequeno carimbo de posse ao canto do rosto. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2008.
Preço: 10 euros.

MEMÓRIAS SECRETAS
Romance. 1.ª edição. Brochado. 301+(2) páginas. 15,7 cm x 23,54 cm. Muito bom estado. Alfragide: Publicações Dom Quixote, [Abril de] 2018.
Preço: 10 euros.


RUMO AO FAROL
VIRGINIA WOOLF
Tradução de MÁRIO CLÁUDIO
2.ª edição. Prefácio de Michael Gordon Lloyd («As Origens de um Romance»). Título original: To the Lighthouse. Capa de Manuela Bacelar. Fotografia de Virginia Woolf em 1929, extra-texto. Brochado. 226+(26) páginas. 14,8 cm x 21 cm. Lombada com alguma descoloração, assinatura de posse no ante-rosto. Colecção Fixões n.º 11. Porto: Edições Afrontamento, 1987.
Preço: 12 euros.




CALE
ANTOLOGIA DE TEXTOS SOBRE GAIA


ORGANIZAÇÃO E PREFÁCIO DE
MÁRIO CLÁUDIO


Autores seleccionados por Mário Cláudio: Fernão Lopes, Luís Pereira Brandão, Frei Luís de Sousa, Frei António Brandão, João Vaz, Dom Marcos da Cruz, Tomás António Gonzaga, Coronel Owen, Almeida Garrett, Manuel Rodrigues dos Santos, Luz Soriano, Teixeira de Vasconcelos, Camilo Castelo Branco, Gomes de Amorim, Arnaldo Gama, Júlio César Machado, Ramalho Ortigão, Júlio Dinis, Manuel Pinheiro Chagas, Alberto Pimentel, José Augusto Vieira, Eduardo de Sousa, Antero de Figueiredo, Raul Brandão, Maria Angelina, Eugénia de Castro, João Grave, Albino Forjaz de Sampaio, Diogo de Macedo.

Ilustrado com a reprodução de pormenores de gravuras antigas. Encadernação editorial, 218+(18) páginas. Usado (capa com marcas de uso mas sólida). 17 cm x 24,2 cm. Vila Nova de Gaia: Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, 1976.

Preço: 15 euros.



A ARISTOCRACIA DO GENIO E DA
BELLEZA FEMINIL NA ANTIGUIDADE


JOSÉ PALMELLA


SemiramisSapho de MityleneCorinnaAspasia  —
PhrynéCleopatraHypathia de Alexandria

Com uma carta de Victor Hugo.
Introdução de Júlio César Machado.
As primeiras 85 páginas, antes da obra propriamente dita, incluem ainda cartas ao autor de Angel Fernandez de Los Rios, Marianna Angelica de Andrade e Narcisa Amália; juízos críticos de Amália Figueirôa, Izabel Bueno, Luiz Guimarães Júnior, Quirino dos Santos, Rebello de Vasconcellos, Manuel Nuñez de Prado, Guiomar Torrezão, e de outros escritores e da imprensa portuguesa; e os prefácios das  anteriores quatro edições do livro. Vide índice nas fotografias.

Ensaios biográfico-líricos dedicados a destacadas e libertárias figuras femininas da antiguidade. 5.ª edição, «augmentada». 304 páginas.  21,2 x 13,4 cm. Capa bastante manchada, interior com manchas ténues, visíveis nas fotografias. Lombada com pequenas falhas de papel. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1876.

Preço: 17 euros.


Vasco Graça Moura

[09Abr12]

Este slideshow necessita de JavaScript.

O MÊS DE DEZEMBRO e outros poemas
Poesia. Com um desenho de Domingos A. Sequeira. Direcção gráfica de Armando Alves. 61+(9) páginas. 13 x 19 cm. Colecção Coroa da Terra, n.º 6. Porto: Inova, 1977.
Preço: 20 euros.

INSTRUMENTOS PARA A MELANCOLIA
Poesia. Com três desenhos de José Rodrigues, e uma fotografia do autor. Direcção gráfica de Armando Alves. Primeiro título da Colecção Obscuro Domínio. 128 páginas. 13 x 21 cm. Encontrado no livro: um recorte de jornal com um artigo de Eduardo Prado Coelho que fala da poesia do autor. Porto: O Oiro do Dia, [Setembro de] 1980.
Preço: 20 euros.

50 POEMAS DE GOTTFRIED BENN
Selecção, tradução e prefácio de Vasco Graça Moura. Capa com um desenho de Manuel Ribeiro de Pavia. Com fotografias e fac-similes de manuscritos de Gottfried Benn. Direcção gráfica de Armando Alves. 82 páginas (por abrir). 14 x 20 cm. Colecção As Mãos e os Frutos, décimo sexto volume. Porto: O Oiro do Dia, [Setembro de] 1982.
Preço: 20 euros.

NÓ CEGO, O REGRESSO
Poesia. Com uma aguarela de Mário Botas. Direcção gráfica de Armando Alves. Colecção O Aprendiz de Feiticeiro, quinto volume. 60 páginas. 15 x 22,5 cm. Porto: O Oiro do Dia, [Novembro de] 1982.
Preço: 25 euros.

OS ROSTOS COMUNICANTES
Cadernos de Poesia Dom Quixote, n.º 28. Capa de Fernando Felgueiras. 64 páginas. 11 x 18 cm. Lisboa: Publicações Dom Quixote, [Outubro de] 1984.
Preço: 20 euros.

A SOMBRA DAS FIGURAS
Poesia. Edição do autor, Lisboa, [Outubro de] 1985. Tiragem de 1000 exemplares. 80 páginas. 15 x 21 cm. Excelente estado de conservação.
Preço: 30 euros.

UMA CARTA NO INVERNO
Poesia. Capa de Rogério Petinga sobre Flagelação de Piero della Francesca. Inclui o poema de homenagem a Óscar Lopes, «Um Senhor de Matosinhos». 79 páginas. 13 x 21 cm. Óptimo exemplar. Lisboa: Quetzal Editores, 1997.
Preço: 20 euros.


JURISLÂNDIA
Livro do curso de Direito da Faculdade de Direito de Lisboa. 252 páginas. 18 x 24 cm. Publicado com o apoio da Morais Editores. Impresso na Covilhã (Tip. Notícias da Covilhã). Exemplar autografado por uma das alunas para António Carlos Leónidas que, nos anos 60, foi presidente do IMAVE (onde estava integrada a Telescola) e chefe de redacção da revista Escola Portuguesa. Caricaturas de Sanches, e outros. Com uma caricatura e um texto jocoso para cada um dos 21 professores, incluindo Marcello Caetano. Entre os alunos, destacam-se os nomes de Vasco Graça Moura (com versos de António Rebordão Navarro), Manuela Portugal [Eanes], Pedro Roseta, Mário Assis Ferreira, Noronha Nascimento, Artur Faria Maurício, António Figueiredo Lopes, António Monteiro, Basílio Horta, Fausto de Quadros e Joaquim da Silva Lourenço. Invulgar.
Ver lista completa dos alunos e outras fotografias da obra aqui.
Preço: 35 euros.

De uma occasião, cavaqueando o Innocencio e o Meréllo, na loja do livreiro Rodrigues, da rua do Crucifixo, farejaram um livro de valia; cuidando, qualquer dos dois, que, o outro, não houvesse dado por elle.

Principiaram então, como que ao desafio, em espertezas, procurando mutuamente afastar o competidor do logar da maravilha.

Já um chamava o outro para a porta, e lhe narrava não sei que historia em grandes ares de confidencia; — já o outro consultava o relogio e lhe dizia a hora, adiantando-a, ao passo que lhe perguntava qual fosse a sua hora de jantar… Nem o Meréllo nem o Innocencio arredavam um passo da baiuca do livreiro, recinto encantado da ambicionada joia.

N’isto, não se atrevendo um nem o outro a desampararem a caça, nem, tão pouco, a separarem-se, sairam juntos.

Innocencio, morava n’esse tempo, ao Rato, na rua de S. Filippe Nery; o Meréllo, como que deleitando-se com a sua conversação, foi indo até lá.

Uma vez chegados, disse-lhe o auctor do Diccionario Bibliographico:

— Você onde vae?

O Meréllo, titubiando, denunciou, porventura, na sua hesitação, o designio que guardava em seu animo? Chi lo sá?!

Respondeu conforme poude:

— Eu agora… estou capaz de ir… tenho por força de ir agora…

— Para cima?

— Não; ali, para aquele lado…

Innocencio fixava-o no branco dos olhos.

— A Santa Isabel!!! acrescentou Meréllo, que, com o ganhar tempo, cobrára animo, e revigorára o seu espirito. Vou a Santa Isabel, e, adeus, que não me posso demorar!!!

— Então, adeus! disse-lhe o Innocencio. E obrigado pela companhia.

Meréllo, em passinho de pulgam cortou para a direita, pelo largo do Rato fóra, e sumiu-se detraz da esquina.

Dois olhos, porém, o acompanhavam, vigiando-o, sem fallarmos nos da providencia, que, talvez, n’aquella hora, o não seguissem com tanto disvélo…

Eram os olhos do Innocencio, que, logo depois de fechar a porta da rua, de novo a abrira, de mansinho, encostando-a habilmente, de maneira que podesse vêr sem ser visto.

Espreitando o Meréllo no rapido ápice de dobrar a esquina, ahi foi logo, de corrida, de voada, o Innocencio, encostar-se, meio escondido, na diligencia de observar, se, effectivamente, o Meréllo seguia pela rua do Sól, a fim de cortar depois á esquerda para Santa Isabel.

Mas, — oh! confirmação de suspeita! — o Meréllo virou pela rua de S. Bento, e, d’este modo, revelou a engenhosa estrategia com que estivera a ponto de levar de vencida o seu competidor.

Innocencio Francisco da Silva não pensou uma, não pensou duas, nem tres vezes, e, voltando a metter-se na rua da Escóla Polytechnica, desceu pressuroso, aos encontrões a quem ia e vinha; elle, para o passeio; elle, para o meio da rua; zás, pás; de salto, pulo, e gangão; respirando apenas; apertando o figado, abalado pela furia da correria; até quem catrapuz, cahia de chofre na loja do livreiro, onde, em caso immediato, se embrulhava com um vulto, que, tambem de repellão e de tombo subito, penetrava ali…

Era o Meréllo!

O Meréllo, que, suspeitoso e inquieto pelas perguntas do Innocencio, correra ao livreiro, e alcançára, pela rua de S. Bento, Calhariz e Chiado, chegar ao Pote das Almas ao mesmo tempo que o seu rival illustre, por S. Pedro de Alcantara e S. Roque: em passo vertiginoso, de  bibliophilos, ambos elles; — o incomparavel passo, que fez sempre a inveja do Bargossi! o andarilho Bargossi!

Com razão se diz serem mudas as dôres supremas. No meio do reboliço que houve n’aquella loja, quando os dois alfarrabistas se atropellaram ao entrar ali, qual d’elles com maior ancia, foi o Meréllo o primeiro a conseguir deitar a mão ao livro. O Innocencio, que tinha uma tremenda lingua de palmo e meio, terror do proximo, metteu-a no bucho, e, engulindo em secco, viu o outro arrecadar o livro no bolso do peito, abotoar-se á mesm’alma, pagar o livro ao Rodrigues, e sair, ficando quêdo e mudo, como se, aquelle caso formidando, estivesse a ponto de entupir-lhe por uma vez a falla.

inocencio2

bargossi2

[reprodução integral da primeira das Mil e Uma Histórias, de Julio Cesar Machado, Lisboa: Empreza Litteraria, 1888, pp. 7-10 — para uma imagem maior ou mais legível do cartaz do Bargossi, o melhor é ir directamente à fonte]