TEATRO INFANTIL

O CAVALO MÁGICO, de Carlos Manuel Rodrigues

HISTÓRIA DA INÊS E DA ANA, de Maria Helena Ançã

CRISPIM O GRILO MÁGICO, de A. M. Pires Cabral


Colecção Barca Nova n.º 3.
[a Fiama Hasse Pais Brandão a quem uma situação imprevista obrigou a renunciar (embora temporariamente) à co-direcção desta colecção, dirigimos os nossos agradecimentos pelas raízes que nela plantou.]

Colecção dirigida por António Júlio Valarinho. Direcção gráfica e capa de João Carlos Albernaz. Desenhos de Margarida Pinto e Maria José Almeida. Com a fotografia e um apontamento biográfico para cada um dos autores, antes das respectivas peças. 144 páginas. 13,5 x 18,5 cm. Óptimo exemplar. Lisboa: Ulmeiro, 1980.

Preço: 12 euros.



SABEI POR ONDE A LUZ


GRACINDA MARQUES
ANTÓNIO MANUEL PIRES CABRAL


Pasta de cartão (22,5 x 31 cm) com selo lacrado na capa com o título da obra, em estado imaculado, apenas com o cordel cortado para poder ser aberto. Contém: 27 folhas (21 x 29,5 cm), das quais 4 são poemas de A.M.Pires Cabral (“Rua Antiga”, “Adufa”, “Janela em Ângulo” e “Janelas”) e 20 são desenhos de antigas varandas, janelas, ferros e adufas, de Gracinda Marques. Termina com um mapa de Vila Real identificando o local exacto de cada um dos 20 desenhos.

Colecção Adufa, volume 5. Direcção gráfica de Victor Ribeiro. Tiragem de 1050 exemplares. Edição da Comissão Regional de Turismo da Serra do Marão, Vila Real, 1983.

Bom estado. Invulgar.

Preço: 40 euros.



TRIRREME


A. M. PIRES CABRAL


Dividido em três partes: «Tu, que os meus ombros», «Abril devia ser» (inclui os «Nove pretextos tomados de Camões»), e «Um homem sentado no seu tempo». Capa de João Botelho. Colecção Poesia do Nosso Tempo, n.º 20. 74 + (6) páginas. 12 x 18 cm. Manuseado. Coimbra: Centelha, [Março de] 1978.

Preço. 20 euros.



7 PEÇAS EM UM ACTO


ANTÓNIO MANUEL PIRES CABRAL

ANTÓNIO CABRAL


As 7 peças: Temos tempo, Matilde /// Os Muros de Verona /// Ouve-se uma flauta /// Virá um dia virá /// O Consultório /// O Poço /// Seguir viagem.

Capa de João Botelho. 268 páginas. 11,5 x 18 cm. Bom estado, embora com uma pequena assinatura de posse no rosto. Volume 7 da colecção de teatro da Editora Centelha, Coimbra, 1977.

Preço: 15 euros.


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AO CONTRÁRIO DE PENÉLOPE


JACINTO DO PRADO COELHO


1.ª edição. Com ensaios sobre Camilo, Eça, Fialho, Cesário, Trindade Coelho, Garrett, Pascoaes, Pessoa, Namora, António Gedeão, autores e épocas literárias, bem como algumas considerações sobre o ensino da literatura. 306 páginas. 14 x 20,5 cm. Capa de José Cândido. Usado. Lisboa: Bertrand, 1976.

Preço: 10 euros.


Vasco Graça Moura

[09Abr12]

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O MÊS DE DEZEMBRO e outros poemas
Poesia. Com um desenho de Domingos A. Sequeira. Direcção gráfica de Armando Alves. 61+(9) páginas. 13 x 19 cm. Colecção Coroa da Terra, n.º 6. Porto: Inova, 1977.
Preço: 20 euros.

INSTRUMENTOS PARA A MELANCOLIA
Poesia. Com três desenhos de José Rodrigues, e uma fotografia do autor. Direcção gráfica de Armando Alves. Primeiro título da Colecção Obscuro Domínio. 128 páginas. 13 x 21 cm. Encontrado no livro: um recorte de jornal com um artigo de Eduardo Prado Coelho que fala da poesia do autor. Porto: O Oiro do Dia, [Setembro de] 1980.
Preço: 20 euros.

50 POEMAS DE GOTTFRIED BENN
Selecção, tradução e prefácio de Vasco Graça Moura. Capa com um desenho de Manuel Ribeiro de Pavia. Com fotografias e fac-similes de manuscritos de Gottfried Benn. Direcção gráfica de Armando Alves. 82 páginas (por abrir). 14 x 20 cm. Colecção As Mãos e os Frutos, décimo sexto volume. Porto: O Oiro do Dia, [Setembro de] 1982.
Preço: 20 euros.

NÓ CEGO, O REGRESSO
Poesia. Com uma aguarela de Mário Botas. Direcção gráfica de Armando Alves. Colecção O Aprendiz de Feiticeiro, quinto volume. 60 páginas. 15 x 22,5 cm. Porto: O Oiro do Dia, [Novembro de] 1982.
Preço: 25 euros.

OS ROSTOS COMUNICANTES
Cadernos de Poesia Dom Quixote, n.º 28. Capa de Fernando Felgueiras. 64 páginas. 11 x 18 cm. Lisboa: Publicações Dom Quixote, [Outubro de] 1984.
Preço: 20 euros.

A SOMBRA DAS FIGURAS
Poesia. Edição do autor, Lisboa, [Outubro de] 1985. Tiragem de 1000 exemplares. 80 páginas. 15 x 21 cm. Excelente estado de conservação.
Preço: 30 euros.

UMA CARTA NO INVERNO
Poesia. Capa de Rogério Petinga sobre Flagelação de Piero della Francesca. Inclui o poema de homenagem a Óscar Lopes, «Um Senhor de Matosinhos». 79 páginas. 13 x 21 cm. Óptimo exemplar. Lisboa: Quetzal Editores, 1997.
Preço: 20 euros.


JURISLÂNDIA
Livro do curso de Direito da Faculdade de Direito de Lisboa. 252 páginas. 18 x 24 cm. Publicado com o apoio da Morais Editores. Impresso na Covilhã (Tip. Notícias da Covilhã). Exemplar autografado por uma das alunas para António Carlos Leónidas que, nos anos 60, foi presidente do IMAVE (onde estava integrada a Telescola) e chefe de redacção da revista Escola Portuguesa. Caricaturas de Sanches, e outros. Com uma caricatura e um texto jocoso para cada um dos 21 professores, incluindo Marcello Caetano. Entre os alunos, destacam-se os nomes de Vasco Graça Moura (com versos de António Rebordão Navarro), Manuela Portugal [Eanes], Pedro Roseta, Mário Assis Ferreira, Noronha Nascimento, Artur Faria Maurício, António Figueiredo Lopes, António Monteiro, Basílio Horta, Fausto de Quadros e Joaquim da Silva Lourenço. Invulgar.
Ver lista completa dos alunos e outras fotografias da obra aqui.
Preço: 35 euros.

Visitar o alfarrabista é acto de regras muito próprias. Jogo – faz-se entre adversários que se espiam e constroem lanços a partir de uma observação atenta de faces, sorrisos, olhares, de um gesto mais ou menos nervoso das mãos – moldado entre cautelas que a prática e só ela enuncia para adaptar ao risco de cada situação. E o alfarrabista, manejador das pretas, vemo-lo com características que se intercalam entre dois pólos – um deles aceitando toda a tralha como ouro, e marcando-a a preço de ouro, e outro senhor de duas ou três antigas ideias-feitas que deixam o caudal escorrer, indefeso, por inocências de uma vasta incultura literária e bibliográfica.

O visitante do alfarrabista especializa-se. Roda-se por farrapos de papel e bafios, acha-se capaz de saber estender a mão no momento certo ao livro certo e, com um olhar treinado em lincismos (palavra do próprio Celine, adiante), descobrir o tesouro oculto por um montão de destroços. O visitante roda-se e pode actuar sem correr do risco ao acidente. Começa a ter justa percepção de que este Yves Navarre, vendido ao desbarato, continuará a sê-lo mesmo que a sua dedicatória autógrafa (intimíssima – como é que é possível?…) lhe inspire um gesto menos controlado no momento da captura; mas aquele Tagore autografado (as voltas que o mundo dá!) por um conhecido realizador italiano de férias em Biarritz, pode implicar um grau de risco-em-escudos que aconselha calma e uma afectação bem mimada de grande desprendimento.

Há, no entanto, a situação superlativa do cheque-mate ao alfarrabista, rara nesta ronda de fanáticos mas a exigir, se aparece, o domínio mais sábio de todos os músculos faciais. Imagine-se, por exemplo, aquele lote de «franceses» vendidos ao quilo por uma viúva apressada, com preços que rodopiam em redor de um fulcro baixo de 50 escudos, e que lá no meio esconde, humilhado entre doudês, zolás e rolas, um mítico, um «impossível» Bagatelles pour un Massacre de Louis-Ferdinand Céline.

O visitante rodado começa por um instante de dúvida; passa a outro, imaginativo – quem sabe lá se a capa está «errada» e, pela espessura, embrulha mas é O Circo de Leão Penedo, ou a Ana Paula de um tal Paço d’Arcos – e só depois cai todo em si e vê que sim, que aquelas 400 páginas são, pura e simplesmente, «as tais», as que são capazes, num qualquer leilão de livros, em Paris, de pôr à mostra não sei quantas notas das maiores notas que lá se ganham e gastam. Para um cheque-mate eficaz há que pedir grande domínio a todo o corpo, exigir da voz a entoação plausível dos momentos neutros e empregá-la numa frase inventada ali, entre parâmetros da maior banalidade:

– Olhe, com o Namora vou levar mais este…

Depois, no eléctrico – como nunca chamado Prazeres – começa a ouvir-se o que gritam, irritadas, as Bagatelles. E embora no Poço dos Negros ainda não se tenha encontrado nada capaz de justificar uma maldição inapagável de 50 anos, passando em S. Bento já os insultos sobem de tom, e em Campo de Ourique segue de rastos todo um cortejo de judeus…


[Primeira parte da introdução de Aníbal Fernandes ao livro de Céline que traduziu para a Hiena, Vão Navios Cheios de Fantasmas…, Lisboa, 1986]


Ver catálogo da Hiena.