A MANUTENÇÃO MILITAR

1920-1921

RELATÓRIO DA GERÊNCIA

FRANCISCO DE PINA LOPES


O Major Francisco de Pina Lopes, com uma carreira militar preenchida de honras e louvores, destacou-se na organização administrativa [«modelar», segundo Gomes da Costa, e «com a mais severa economia e perfeição»], tanto na Guarda Fiscal como na 1.ª Divisão do C.E.P., mas também, depois da Guerra, na Manutenção Militar. Foi eleito senador em 1915, e deputado em 1919, tendo exercido funções de secretário e relator de diversas comissões relativas a assuntos militares, fiscais e orçamentais. Finalmente, nos governos de António Maria Baptista e José Ramos Preto, foi Ministro das Finanças. Após passar à situação de licença ilimitada, em 1923, foi administrador da C.P. e de várias outras indústrias e bancos, nacionais e ultramarinos [conferir GEPB, 21, 690-691].

Este relatório da gerência da Manutenção Militar, correspondente ao biénio 1920-1921, é um excelente exemplo das ditas capacidades organizativas e administrativas de Pina Lopes, que procura ser «intérprete fiel e austero» do que observou, executou e fez executar, num momento orçamental difícil. Extenso e detalhado, com fotografias, desenhos e tabelas e mapas desdobráveis, pormenoriza secções, divisões, serviços, sucursais e depósitos, funções e vencimentos do pessoal, a instrução, o fardamento, a disciplina, os transportes ou a produção cerealífera — destaque para o capítulo VIII, sobre a Greve dos Padeiros (p. 31-33).

Com 16,5 x 22 cm, e 78+[67]+XXI+(3) páginas, contém 58 fotografias [desde a barbearia à biblioteca, passando pela marcha das operárias e o touro holandês da sucursal dos Olivais], 2 páginas com desenhos [a produção de pão e a produção de enchidos], 2 mapas desdobráveis e 2 tabelas desdobráveis. Em muito bom estado de conservação.

Invulgar.

Preço: 40 euros.



HOSPITAL JÚLIO DE MATOS

Um Ano de Administração. 1946


JOAQUIM JOSÉ DE PAIVA CORRÊA (coord.)


Um balanço económico-financeiro da administração do Hospital Júlio de Matos, em 1946. As dificuldades logísticas, tentativas de reforma, soluções implementadas e seus resultados práticos, no primeiro ano após a reorganização administrativa do Hospital por despacho ministerial, mas também um ano de subida geral de preços — o primeiro depois do fim da II Guerra Mundial —, e pois de custos e despesas correntes.

Num extenso relatório, são discriminadas todas as receitas e despesas do Hospital, em tabelas, gráficos e quadros (muitos deles em folhas desdobráveis de dimensões generosas), que dão um retrato muito curioso de todo o o movimento no interior de uma tal instituição, pesada e complexa.
Exemplos: o custo por doente discriminado (vestuário, alimentação, farmácia, exames médicos, assistência clínica e de enfermagem, transportes); os materiais que foram gastos por mês na oficina de costura (agulhas, alfinetes, botões, colchetes, cotim, dedais, fita de nastro, fivelas, linhas, óleo, pano cru, molas, sarja, zuarte) e o que lá se produziu (almofadas, aventais, batas, calças, camisas, casacos, ceroulas, cobertores, colchas, colchões, cuecas, guardanapos, lençóis, lenços de cabeça, panos de cozinha, peúgas, toalhas e vestidos); ou na de sapataria; despesas com as caldeiras, com a farmácia, com os transportes (automóveis e hipomóveis); com a exploração agropecuária (que produzia batatas, cebolas, cenouras, tomates, alhos, couves, alfaces, nabiças, repolho, feijão verde, pimentos, favas, nabos, abóbora, pêssegos, abrunhos, alperces, ameixas, morangos e milho) e os jardins (ergoterápicos); com a alimentação (incluindo pormenores como a variação de preço de todos os géneros alimentícios consumidos nas cantinas do hospital, incluindo a mão de vaca, nos 3 anos anteriores); etc.; etc.

Um retrato em números do funcionamento de um grande hospital (160 profissionais para 519 doentes), em Portugal, nos meados da década de 40.

Com 184 páginas, e 24 folhas desdobráveis, com quadros e gráficos. 17 x 24 cm. Bom estado. Miolo muito limpo. Lisboa: Hospital Júlio de Matos, 1947.

Preço: 35 euros.


 


UM MANUSCRITO DA BIBLIOTECA NACIONAL DE MADRID INTERESSANTE À HISTÓRIA DOS AÇORES
NO SÉCULO XVII


FRANCISCO MENDES DA LUZ


Separata do volume VI do Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, assinada pelo autor com dedicatória ao embaixador Luiz Norton, datada de Madrid, 1949. Com 7 páginas e 16,5 x 22 cm. Angra do Heroísmo: Tipografia Andrade, 1948.

Preço: 15 euros.





SUBSÍDIOS PARA O

INVENTÁRIO ARTÍSTICO DOS AÇORES


FRANCISCO ERNESTO DE OLIVEIRA MARTINS


Exemplar autografado pelo autor com dedicatória acompanhada de um postal-convite para o casamento de um familiar, ilustrado com um par de bonecos de trapos noivos, da sua colecção pessoal.

Igreja a igreja, casa a casa… Primeiro tentame sistemático de um inventário histórico-global da arte e do artesanato no arquipélago: mobiliário, pintura, escultura, arquitectura religiosa, civil e militar, faiança, porcelana, marfim, colchas e bordados, etc. Catálogo em papel couché, ilustrado com centenas de fotografias da autoria de Francisco Reis Maduro Dias, Guillon, João Soares de Ávila, José Leite, Mário Corvelo de Freitas, Norberto Ávila, Veríssimo Salvador, Foto Iris e Foto Nóbrega. 449 páginas. 21 x 29,5 cm. Uma edição da Secretaria Regional de Educação e Cultura / Direcção Regional dos Assuntos Culturais, impressa em Angra do Heroísmo, 1981 (capa com a data de 1980, colofón com a data de impressão de 31 de Março de 1981).

Preço: 45 euros.