HOSPITAL JÚLIO DE MATOS

Um Ano de Administração. 1946


JOAQUIM JOSÉ DE PAIVA CORRÊA (coord.)


Um balanço económico-financeiro da administração do Hospital Júlio de Matos, em 1946. As dificuldades logísticas, tentativas de reforma, soluções implementadas e seus resultados práticos, no primeiro ano após a reorganização administrativa do Hospital por despacho ministerial, mas também um ano de subida geral de preços — o primeiro depois do fim da II Guerra Mundial —, e pois de custos e despesas correntes.

Num extenso relatório, são discriminadas todas as receitas e despesas do Hospital, em tabelas, gráficos e quadros (muitos deles em folhas desdobráveis de dimensões generosas), que dão um retrato muito curioso de todo o o movimento no interior de uma tal instituição, pesada e complexa.
Exemplos: o custo por doente discriminado (vestuário, alimentação, farmácia, exames médicos, assistência clínica e de enfermagem, transportes); os materiais que foram gastos por mês na oficina de costura (agulhas, alfinetes, botões, colchetes, cotim, dedais, fita de nastro, fivelas, linhas, óleo, pano cru, molas, sarja, zuarte) e o que lá se produziu (almofadas, aventais, batas, calças, camisas, casacos, ceroulas, cobertores, colchas, colchões, cuecas, guardanapos, lençóis, lenços de cabeça, panos de cozinha, peúgas, toalhas e vestidos); ou na de sapataria; despesas com as caldeiras, com a farmácia, com os transportes (automóveis e hipomóveis); com a exploração agropecuária (que produzia batatas, cebolas, cenouras, tomates, alhos, couves, alfaces, nabiças, repolho, feijão verde, pimentos, favas, nabos, abóbora, pêssegos, abrunhos, alperces, ameixas, morangos e milho) e os jardins (ergoterápicos); com a alimentação (incluindo pormenores como a variação de preço de todos os géneros alimentícios consumidos nas cantinas do hospital, incluindo a mão de vaca, nos 3 anos anteriores); etc.; etc.

Um retrato em números do funcionamento de um grande hospital (160 profissionais para 519 doentes), em Portugal, nos meados da década de 40.

Com 184 páginas, e 24 folhas desdobráveis, com quadros e gráficos. 17 x 24 cm. Bom estado. Miolo muito limpo. Lisboa: Hospital Júlio de Matos, 1947.

Preço: 35 euros.


 


O CONCELHO DE PENAMACÔR

na História, na Tradição e na Lenda


JOSÉ MANUEL LANDEIRO


Com capítulos sobre o concelho e a vila, antigas paróquias e igrejas, procissões, roda e cemitérios, a guarnição militar, médicos e farmacêuticos, magistrados e empregados públicos, famílias nobres e homens ilustres, filhos adoptivos, a imprensa, associações, povoações e fortalezas antigas, freguesias e ermidas, terminando com algumas das mais emblemáticas lendas religiosas da região: as pragas de gafanhotos, a patinha da burrinha de Nossa Senhora, o milagre do cativo cristão, etc.

Prefácio de Jaime Lopes Dias. Desenhos de Júlio Fidalgo de Oliveira. xvi + 257 páginas.  17 x 24,5 cm. Ilustrado (fotografia, desenho), no texto e extra-texto. Primeira edição (seria republicado em 1982, 1988 e 1995). Em bom estado, embora com algumas manchas leves na capa e margem interior das primeiras páginas. Vila Nova de Famalicão: Grandes Ateliers Gráficos Minerva, 1938.

Preço: 40 euros.