Cartão pessoal do empressário de cinema Vicente Alcântara, posterior a 1949, com curiosas fontes tipográficas da época e uma mensagem pessoal, no verso, dirigida ao cineasta Baptista Rosa, com o seguinte texto:

Preciso hoje 5.ª feira sem falta o texto para domingo até às 5 horas.

Vicente Alcântara foi um empresário de cinema activo principalmente no 2.º quartel do século XX, no período em que o cinema passou de mudo a sonoro, e do preto e branco à cor. Sócio-gerente da firma FILMES ALCÂNTARA, foi empresário do cinema Odeon desde 1937, ao qual juntou os cinemas Palácio e Royal a partir de 1949, tendo sido um dos responsáveis por introduzir nas salas de cinema portuguesas filmes de cariz popular, como os melodramas e musicais de línguas latinas. Em 1921, num famoso rasgo de génio e ainda no tempo do cinema mudo, foi o primeiro empresário, em sociedade com Artur Emauz, a contratar ALFREDO MARCENEIRO. No contrato ficou estabelecido que Marceneiro cantaria nos intervalos das sessões do cinema CHIADO TERRASSE, e ao que se sabe, tanto o fadista como as sessões do cinema saíram extremamente beneficiados, em termos de fama e público.

Medidas do cartão: 14x8cm.

Preço: 10 euros.


Virgílio Martinho

[07Dez11]


O CONCERTO DAS BUZINAS


VIRGÍLIO MARTINHO


A sala de prisão tem trinta e seis passos por doze de extensão, uma retrete e dois anexos: um grande e outro pequeno. É neste que dormem Passão e Graça. Passão está meio surdo e de vez em quando urina sangue. Graça tem a voz entaramelada e nem sempre encontra as palavras ajustadas para exprimir o que pensa; mas está a recuperar, já consegue ler uma coluna de jornal sem que esta se transforme numa ilegível mancha negra.

Capa de Henrique Ruivo. 174 páginas. 11,5 x 18,5 cm. Colecção Ficcionistas Portugueses. Lisboa: Seara Nova, 1976.

Preço: 25 euros.



RELÓGIO DE CUCO


VIRGÍLIO MARTINHO


Epígrafe de André Breton: «O espírito que mergulha no surrealismo revive com exaltação a melhor parte da sua infância». Capa de Soares Rocha. 85 páginas. 13,5 x 18,5 cm. Colecção Novas Direcções, n.º 16. Lisboa: Estampa, 1973.

Preço: 20 euros.



FILOPÓPOLUS


VIRGÍLIO MARTINHO


Em apêndice, conteém «A Minha Profissão», uma entrevista com Virgílio Martinho. Capa de Mário Henrique Leiria. Arranjo gráfico de Júlio Navarro. 195 páginas. 11 x 18 cm. Colecção Teatro Vivo (n.º 2), dirigida por Carlos Porto. Lisboa: Plátano Editora, 1973. Manuseado.

Preço: 15 euros.



A SAGRADA FAMÍLIA


VIRGÍLIO MARTINHO


Peça em dois actos. 1.ª edição. Capa de Vitorino Martins sobre pormenor de Au Moulin Rouge, 1892, de Toulouse Lautrec. 107 páginas. 11,5 x 18 cm. Óptimo estado de conservação. Lisboa: Moraes Editores, com o patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura, [Outubro de] 1980.

Preço: 15 euros.


livro-postal

[10Jun09]

Circulado:

livropostal1

Não-Circulado:

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(com um abraço ao Carlos Barroco)