A Mulher Algarvia

[05Fev18]


A MULHER ALGARVIA


AMÍLCAR LOURO


No Algarve — idílico jardim odorante embalado languidamente pela brisa suave de um mar de cobalto — sonha e desponta uma rainha em dia de núpcias: — a algarvia. / Mercê de circunstâncias várias, como sejam a ancestralidade tão rica em motivos lendários, recordados em afável e patriarcal convívio, e a influência do clima adormecedor, propício à indolência, a nossa mulher mais meridional tem ainda uma certa predisposição ingénita para se entreter com os castelos de fadas e toda a sorte de quimeras expressas nos contos, quasi sempre de feição luso-árabe, transmitidos desde os tempos remotos por tantas gerações. / O sangue mouro que lhe corre nas veias impele-a a um viver ofegante, ansioso, ardente. Suspira por anelantes e insaciáveis carinhos de noivado perene. Procura encaminhar a existência para um sonho de mil e uma noites — e assim facilmente se entranha no prazer. É a mulher mais sensual do nosso país. [excerto das págs. 16-17]

Prosa melosa. Prefácio de Luís Forjaz Trigueiros. 93+(7) páginas. 13 x 19 cm. Bom exemplar, com curiosa dedicatória não-autoral e ténues manchas nas capas. Vide índice nas fotografias supra. [s.l.]: Editorial do Povo, 1946.

Preço: 25 euros.


RIO DE JANEIRO

[25Ago11]


O RIO DE JANEIRO NO SÉCULO XVI


JOAQUIM VERÍSSIMO SERRÃO


Obra em 2 volumes, sendo o primeiro uma monografia histórica, que «trata do sítio da Guanabara desde as primeiras viagens dos navegadores portugueses, traçando depois a história da cidade de S. Sebastião, até aos fins do século XVI», e o segundo uma colecção de documentos colhidos na Torre do Tombo, Arquivo Histórico Ultramarino e Biblioteca da Ajuda, para uso futuro dos historiadores. 252 + 167 páginas. 18 x 25 x 3 cm. Óptimo estado de conservação. Uma edição da Comissão Nacional das Comemorações do IV Centenário do Rio de Janeiro, Lisboa, 1965.

Preço: 30 euros.


Ler recensão de Luís Forjaz Trigueiros a esta obra: aqui.

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Da mesma autora:

O Meu Noivo Tem um Tio

A Mulher de Meu Pai

Eu Sou a Mãe

– O Teu Marido Sou Eu

Troquei Minha Mulher

Sou uma Mulher Vulgar

Sou um Seu Criado

Entrou-me um Coração pela Janela

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À procura de Alice Ogando, nascida com o século e vera operária da escrita popular (rádio, teatro, imprensa, autora de múltiplos pseudónimos para romances cor-de-rosa e colecções azuis, campeã de vendas, etc.), dei com informações preciosíssimas, postas à disposição do mundo por um leitor-arqueólogo, sobre a Agência Portuguesa de Revistas: história, colecções, reproduções, manancial, curiosidades e segredos. No mesmo site, a página sobre Vilhena tem aprovação do próprio, que é como quem diz, de todos nós, e há ainda um excelente repositório de dados relativos a cromos e cadernetas. Isto é trabalho humanitário.