
PORTUGAL SEM SALAZAR
Entrevistas de
MÁRIO MESQUITA
Capa e orientação gráfica de Dorindo de Carvalho. Brochado. 95,(1) páginas. 15 x 10,5 cm. Mínimos sinais de uso. Colecção Mínima, n.º 2. Lisboa: Assírio & Alvim, Outubro de 1973.
Preço: 17 euros.
«Por ocasião das “eleições de 1973”, as últimas do regime salazarista, preparei um livro de entrevistas com personalidades políticas oposicionistas como Mário Soares, João Bénard da Costa, Salgado Zenha, Jorge Sampaio, Ernesto Melo Antunes, Manuel de Lucena, Eduardo Lourenço, José Medeiros Ferreira, Nuno Teotónio Pereira e outros. Todas estas entrevistas foram gravadas. // Não foi possível publicar o livro na íntegra, dada a ausência de liberdade de expressão. A entrevista com Mário Soares saiu no Brasil, a de Eduardo Lourenço, já depois do 25 de Abril, na editora Cosmos. Outras ficaram em rascunho, como a de Ernesto Melo Antunes, que foi descoberta no seu espólio, pela historiadora Maria Inácia Rezola. No ano de 1973, aproveitando alguma tolerância das encenações eleitorais, só foi possível publicar um pequeno opúsculo, algo desproporcionado à grandeza do título “Portugal sem Salazar”. Saiu na (então) recém-criada Assírio e Alvim, numa coleção chamada Mínima e constava de uma longa entrevista com Manuel de Lucena, então exilado em Paris e de uma mesa-redonda (cortada pela censura no República), efetuada em Genebra, com a participação de António Barreto, Eurico de Figueiredo, José Medeiros Ferreira e Valentim Alexandre» [ler aqui.]
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[Carta Dactiloscrita]
JOSÉ MANUEL SOARES DE OLIVEIRA
Dactiloscrito de 9 páginas, datado de 9/9/1947, assinado pelo autor, José Manuel Soares de Olviera, que esteve «praticamente sozinho à frente da ALA» no biénio 1946-1947, a exercer funções de director interino, na sequência da indisponibilidade de Jorge Botelho Moniz. É feito um balanço da actividade do jornal para «os futuros elementos directivos», pois Soares de Oliveira [vê-se] «obrigado a abandonar Portugal pelo prazo de 2 anos» — a publicação terminou abruptamente (cit. Daniel Pires) pouco tempo depois (1948/1949), na sequência da campanha de Norton de Matos.
Parte da carta é dedicada aos colaboradores (Afonso Botelho, Manuel Falcão, Freitas Leal, Luiz Archer, Nuno Teotónio Pereira, Henrique Barrilaro Ruas, etc.), e são ainda referidos problemas com a tipografia.
ALA — Jornal dos Universitários Católicos de Portugal, foi fundado em 1941, com crítica literária, poética, teatral, musical e de belas-artes, secção de desporto universitário e outras. Ao longo da sua curta história publicou colaborações importantes de Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Salette Tavares, Ruy Cinatti, Francisco de Sousa Tavares, Jorge Botelho Moniz, Vasco Miranda, Ruben A. ou Noël de Arriaga.
Conjunto agrafado de 9 folhas dactilografadas apenas de um lado, com assinatura manuscrita do autor no final, e formato 27 x 22 cm.
Invulgar.
Preço: 45 euros.
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