

OBRAS COMPLETAS
TOLSTOI
Traduções de Maria Isaura Correia Telles Romão (Guerra e Paz — Contos), Alfredo Brás (Infância — Adolescência — Juventude — Ressurreição), João Gaspar Simões (Escritos Autobiográficos — A Felicidade Conjugal — Os Dezembritas), Maria Clarinda Brás (Sonata a Kreutzer — Ressurreição — Contos), António Sérgio (Hadji Murade), João Neto (Anna Karenina), Rosália Braancamp (Livros de Leitura), Maria Orquídea da Silva (Contos Populares); e Maria Graciete Alves, José Sarmento, Maria Helena Tavares da Silva e João Costa (Contos).
Com 841,(7) + 835,(5) + 892,(4) + 807,(5) + 806,(8) + 734,(2) + 551,(9) + 406,(2) páginas. 22 x 16,5 (x 40) cm. Encadernações editoriais sintéticas (sem sobrecapas), em bom estado de conservação, salvo ténue alteração de forma na lombada do primeiro volume. Miolo com muito ocasionais manchas leves, essencialmente marginais. Um bom conjunto. Na Colecção Clássicos Universais da Editora Arcádia, Lisboa, 1968-1973.
Preço: 150 euros.

AS GRANDES VIAS DA LUSITÂNIA
O ITINERÁRIO DE ANTONINO PIO
MÁRIO SAA
«“As Grandes Vias da Lusitânia, cujo primeiro volume foi publicado em 1956, constitui uma das obras mais controversas da bibliografia portuguesa de temática arqueológica. Ao longo de seis volumes o seu autor, Mário Saa, apresenta os itinerários romanos da Lusitânia, misturados com interpretações fantasiosas, contradições, opiniões polémicas ou constantes re-escritas dos trajectos apresentados que em muito confundem o leitor e obrigam a reformular os seus conhecimentos. A sua obra é paradoxal, um objecto raro em tempo de formalismos cinzentos. Mas por esse motivo o seu contributo nunca foi devidamente avaliado. Cinquenta anos depois, é tempo de procurar, no terreno, o que viu Saa, olhando para os testemunhos e procurando enquadrá-los no quadro de conhecimento sobre os itinerários romanos no território alentejano. E é tempo também de perceber tudo aquilo que já não se vê porque foi destruído pelo passado recente, aquele que já nos distancia tanto de Saa que já não nos permite reconhecer o que o autor viu. E assim compreendemos a dimensão da perda, o modo como a paisagem dramaticamente se alterou neste curto espaço de tempo, e o modo como o que havia ficado do passado já não se consegue encontrar. Ou já é tão diferente”». [aqui]
Obra completa em 6 volumes, ilustrados em extr-texto (couché) com fotografias e desenhos, a preto, e inúmeros mapas desdobráveis, alguns a cor. 18 x 11,5 (x 19) cm. Impressos em Lisboa, na Tip. da Sociedade Astória, em edição do autor, 1956 a 1967.
Vol. I ( 1956 [1957] ). Ilustrado com 4 mapas desdobráveis, 4 fotografias e um desenho. 300,[8],(4) páginas.
Vol. II ( 1959 [1960] ). Ilustrado com 4 mapas desdobráveis, e duas fotografias. 372,[4],(4) páginas.
Vol. III (1960). Ilustrado com 4 mapas, 2 deles desdobráveis, uma fotografia e um desenho. 346,[6],(6) páginas.
Vol. IV (1963). Ilustrado com 4 mapas, 2 deles desdobráveis, 34 fotografias e 3 desenhos. 336,[29],(8) páginas. Apenso um prospecto que publicita a edição para breve do volume V, donde reproduz os índices.
Vol. V (1964). Ilustrado com 15 mapas, 9 deles desdobráveis, e 15 fotografias. 268,[22],(4) páginas.
Vol. VI (1967). Ilustrado com 7 mapas, 5 deles desdobráveis, e 20 fotografias. 325,[16],(5) páginas.
Capas com algumas manchas pouco pronunciadas. Volume I com alguns sinais de uso e vincos na lombada. Miolo limpo em todos os volumes. Um bom conjunto.
Invulgar, quando completo.
Preço: 280 euros.

O PÃO NOSSO
ANTÓNIO DE PÁDUA CORREIA
Semanário Republicano Portuense. Colecção completa dos 23 panfletos numerados, publicados entre 19 de Abril e 28 de Setembro de 1910, com 16 páginas cada (total de 368 páginas). Encadernação recente (24 x 16 cm), sóbria e sólida, com rótulo em pele. Capas espelhadas, miolo não aparado. Em bom estado geral. Porto: Empresa do Pão Nosso, 1910.
Conjunto invulgar.
Preço: 95 euros.

OBRAS COMPLETAS
MARIA JUDITE DE CARVALHO
Colecção completa da recente edição da Minotauro, em 6 volumes brochados, de toda a obra literária de Maria Judite de Carvalho:
Volume I:
Inclui as duas primeiras colectâneas de contos da autora: Tanta Gente, Mariana [1959] e As Palavras Poupadas [1961], Prémio Camilo Castelo Branco. Capa reproduz quadro da autoria de Maria Judite de Carvalho. Com 239 páginas. 23,5 x 16 cm. Colecção Obras Completas de Maria Judite de Carvalho, vol. 1. Lisboa: Minotauro, 2018.
Volume II:
Reúne duas colectâneas de contos — Paisagem sem Barcos [1963] e O Seu Amor por Etel [1967] — e uma novela — Os Armários Vazios [1966]. Capa reproduz quadro da autoria de Maria Judite de Carvalho. Com 275 páginas e 23,5 x 16 cm. Colecção Obras Completas de Maria Judite de Carvalho, vol. 2. Lisboa: Minotauro, 2018.
Volume III:
Reúne três colectâneas de contos — Flores ao Telefone [1968], Os Idólatras [1969] e Tempo de Mercês [1973]. Capa reproduz quadro da autoria de Maria Judite de Carvalho. Com 360 páginas e 23,5 x 16 cm. Colecção Obras Completas de Maria Judite de Carvalho, vol. 3. Lisboa: Minotauro, 2018.
Volume IV:
Reúne dois livros de crónicas — A Janela Fingida [1975] e O Homem no Arame [1979] — e uma colectânea de contos — Além do Quadro [1983]. Capa reproduz quadro da autoria de Maria Judite de Carvalho. Com 352 páginas e 23,5 x 16 cm. Colecção Obras Completas de Maria Judite de Carvalho, vol. 4. Lisboa: Minotauro, 2019.
Volume V:
Reúne um livro de crónicas — Este Tempo [1991] —, uma colectânea de contos — Seta Despedida [1995] —, um livro de poesia — A Flor que Havia na Água Parada [1998] — e uma peça de teatro — Havemos de Rir! [1998]. Capa reproduz quadro da autoria de Maria Judite de Carvalho. Com 393 páginas e 23,5 x 16 cm. Colecção Obras Completas de Maria Judite de Carvalho, vol. 5. Lisboa: Minotauro, 2019.
Volume VI:
Inclui as crónicas publicadas sob o pseudónimo Emília Bravo, reunidas por Ruth Navas em 2002 — Diários de Emília Bravo. Capa reproduz quadro da autoria de Maria Judite de Carvalho. Com 331 páginas e 23,5 x 16 cm. Colecção Obras Completas de Maria Judite de Carvalho, vol. 6. Lisboa: Minotauro, 2019.
Excelente estado de conservação.
Preço: 75 euros.

REVISTA DE PORTUGAL
Dirigida por
VITORINO NEMÉSIO
Colecção completa. Nº 1 (Coimbra, Outubro 1937) ao nº 10 (Lisboa, Novembro 1940). Publicação dirigida por Vitorino Nemésio, secretariado por Alberto de Serpa, com colaborações plásticas, literárias e críticas (e alguns inéditos póstumos) de:
Afonso Duarte, António Sérgio, Júlio (Saúl Dias), José Régio, Adolfo Casais Monteiro, Miguel Torga, António de Sousa, Carlos Queiroz, João Gaspar Simões, João Falco, Mário Eloy, Ribeiro Couto, Ventura Porfírio, Almada Negreiros, António Botto, Agostinho da Silva, Alberto de Serpa, José Bacelar, Fernando Amado, Manuel Laranjeira, Sarah Affonso, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Jules Supervielle, Cecília Meireles, Aquilino Ribeiro, Diogo de Macedo, Sant’Anna Dionísio, José Marinho, Francisco Bugalho, Maria Helena Vieira da Silva, Políbio Gomes dos Santos, Mário Dionísio, Câmara Reis, Teófilo Braga, Álvaro de Campos, Manuel Bandeira, Mily Possoz, Delfim Santos, Vitorino Nemésio, António Nobre, Antero de Quental, Rachel Bastos, Manuel Anselmo, José Tagarro, Alexandre Herculano, Adalgisa Nery, Murilo Mendes, Maria Archer, João José Cochofel, José Neiva, Fernando Namora, Bernardo Marques, Baltazar Lopes, Fialho de Almeida, Ofélia Marques, Jorge de Lima, Edmundo de Bettencourt, Fernando Lopes-Graça, Raul Brandão, Paulo Quintela, Rainer Maria Rilke, João Cabral do Nascimento, Jorge Amado, José Gomes Ferreira, Olavo d’Eça Leal, Andrée Crabbé Rocha, Hein Semke, Raúl Proença, António Lopes Ribeiro, José Osório de Oliveira, Camilo Pessanha, José Rodrigues Miguéis, e outros.
«Retomando um título que fez época, e refiro-me à publicação de Eça de Queirós de finais do século passado, a Revista de Portugal estava bem estruturada, revelando um projecto indubitavelmente amadurecido (…) [tendo congregado] nas suas páginas, com um equilíbrio notável, saudosistas, poetas de Orpheu, presencistas e neo-realistas.» [v. Daniel Pires, Dic. Imp. Periód. Portug. Séc. XX, vol.1, p.316]
Ilustrada com esparsos extra-textos couché, em cada número. Em brochura. 24,5 x 16,3 cm por volume, 13 cm na estante. Paginados para (3) volumes de 672, 598 (e 292) páginas — o N.º 5 e o N.º 10 incluem apensos os cadernos de guardas, ante-rosto e rosto, assim como os respectivos índices finais de títulos por autor, para as encadernações do Volume I (números 1 a 4) e do Volume II (números 5 a 8).
Ínfimas imperfeições exteriores: canto da moldura na capa do N.º 1; vinco na margem inferior da capa do N.º 4; metade inferior da lombada e pequena mancha amarela em zona adjacente da capa do N.º 5; margem superior empoeirrada na capa do N.º 10. Uma colecção num estado de conservação invulgar, com vários cadernos por abrir.
Preço: 300 euros.

NAS NUVENS…
SETE RAPARIGAS
Romance expressamente escrito para o jornal A VOZ, Lisboa, 1932. Publicado em folhetins a partir do dia 26 de Abril desse ano. Colecção completa. 94 páginas. 19,2 x 12,7 cm. Encadernação caseira. No miolo, o topo de dois pares de páginas encontra-se rasgado, mas sem perda de papel ou texto [ver fotografia ↑]. Um exemplar satisfatório de um folhetim efémero e anónimo.
Preço: 20 euros.
Elementos para a História do Município de Lisboa — (1882-1911) — 19 volumes — Colecção Completa
[13Jan24]
ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA
DO MUNICÍPIO DE LISBOA
EDUARDO FREIRE DE OLIVEIRA
Título e autor, tal qual figuram no rosto: Elementos para a História do Município de Lisboa, por Eduardo Freire de Oliveira, arquivista da Camara Municipal da mesma cidade. 1.ª PARTE. Publicação mandada fazer a expensas da Camara Municipal de Lisboa, para commemorar o centenario do Marquez de Pombal em 8 de Maio de 1882.
Mais de 10 mil páginas de documentos oficiais de algum modo relevantes, organizados cronologicamente e alusivos a séculos de assuntos invariavelmente díspares — as iguarias de um banquete celebratório, a colocação na prisão do Limoeiro do líder de uma «companhia de comediantes de Castella», a lista das pessoas de cada freguesia que se recusam a participar numa campanha de limpeza pública, a morte do rei —, num panorama que permite acompanhar os reflexos da política e da história do país nas várias decisões e questões do município d’esta cidade onde desde muito cedo esteve instalado um Governo demasiado centralista.
Temos assim «a carta regia que trouxe a communicação official da morte de Filippe II» (tomo II, quase todo dedicado ao “tempo dos Filipes”, pág. 590), «a ruína de Lisboa», no sábado 1 de Novembro de 1755 (tomo XVI, a partir da página 133, com lista e descrição sumária de abalos sísmicos anteriores, nomeadamente os de 1309, 1321, 1344, 1356, 1512, 1531, 1551, 1575, 1597, 1598, 1699 e 1724), a inauguração da estátua equestre de D. José (em parte citada aqui) ou a «consulta da Cammara a el-rei em 2 de julho de 1650», onde se propõem os nomes de «doze fidalgos, doze cidadãos e doze homens do povo» para «terem as chaves das quatro portas da cidade» (tomo V, p. 208, antecedendo em algumas páginas a lista exaustiva dos preços de venda de todo o tipo de animais para alimentação, indexados inteiros, em partes, e por género).
O primeiro documento transcrito no tomo I, que não o foral de 1179, data de 7 de Novembro de 1190, e o último documento transcrito no tomo XVII data de 23 de Agosto de 1777. Entre ambos, os diversos prefácios e as anotações constantes de Freire de Oliveira (1841-1916) desvelam e aprofundam as origens e importância dos textos que transcreve. Contém ainda algumas ilustrações, muito poucas, destacando-se a litografia da Divisa da Cidade, que abre o tomo X, ou a «planta litographada da sala das sessões do senado da camara de Lisboa, que acompanha a carta regia de 13 de Novembro de 1773» (tomo I, pág. 68).
[Para uma descrição mais detalhada da cronologia de cada tomo, consulte-se o artigo de António Miranda na Rossio n.º 1, de 2013. Como o plano cronológico da 1.ª parte da obra deveria ter prosseguido até ao ano do início da publicação (1882), suspeita-se que, além da nunca publicada 2.ª parte, também desta 1.ª parte terá ficado por publicar pelo menos um tomo, para o período 1777-1882.]
Obra completa (tudo quanto se publicou), em XVII tomos de 24,5 x 16,5 cm (66cm de estante), Lisboa: Typographia Universal, 1882-1911.
Tomo I, 1885; (12),661,(5) págs. — Tomo II, 1887; xiv,593,(2) págs. — Tomo III, 1888; vi,584,(3) págs. — Tomo IV, 1889; xii,628,(3) págs. — Tomo V, 1891; vi,620,(3) págs. — Tomo VI, 1893; ix,627,(2) págs. — Tomo VII, 1894; cxii,466,(3) págs. — Tomo VIII, 1896; vi,593,(3) págs. — Tomo IX, 1898; vi,617,(4) págs. — Tomo X, 1899; viii,595,(2) págs. — Tomo XI, 1901; vi,632,(3) págs. — Tomo XII, 1903; (10),652,(3) págs. — Tomo XIII, 1904; (6),622,(3) págs. — Tomo XIV, 1906; (6),634,(3) págs. — Tomo XV, 1906; (6),630,(3) págs. — Tomo XVI, 1910; xiv,567,(4) págs. — Tomo XVII, 1911; (6),622,(3) págs.
Acrescentam-se os dois volumes de índices, publicados cerca de 40 anos mais tarde: Índice dos «Elementos para a História do Município de Lisboa», por Esteves Rodrigues da Silva, sob a direcção de Jaime Lopes Dias, 2 vols., Lisboa: Câmara Municipal, 1942-1943. Com 396 e 578 páginas, e 22,5 x 17 cm. Capa do volume II com um rasgo restaurado. Páginas por abrir.
Todos os 19 volumes em brochura e 17 deles com as páginas por abrir. Bom estado geral, com não mais do que pequenos defeitos dispersos (muito ocasionais picos de humidade; algumas lombadas mais amarelecidas que outras; bicho de papel que atacou superficialmente a capa do tomo VI; e situações afins, de pouca monta).
Conjunto invulgar.
Preço: 390 euros.




