ÁGUIA


ANO I (1946)
ANO II (1946,1947)
ANO III (1947)


Colecção de 10 números sequenciais do jornal escolar Águia, publicados no Liceu (de) Camões, Lisboa, entre 10 de Janeiro de 1946 e 16 de Janeiro de 1947, com textos de alunos e de professores do Liceu Camões, do Liceu Passos Manuel e do Liceu D. Filipa. O editorial do primeiro número refere uma tentativa gorada de lançamento do jornal, meses antes, que «não ultrapassou o pequeno círculo dos nossos colegas de turma, nem tão pouco teve longa vida».

Numa primeira fase, até ao último número do ano lectivo 1945/1946, foi composto artesanalmente, dactiloscrito e com desenhos. Os dois números seguintes foram já impressos em tipografia, com publicidade a estabelecimentos comerciais de Lisboa — «Foto Áurea», «Académica de D. Felipa», «Colégio Garcia de Horta», «Escola Pátria» —, e ao remédio-santo Fitina “Ciba”.

O formato foi variando entre as 4 e as 12 páginas, e rondou os 22 x 17 cm. Continha artigos sobre ciência (física, matemática e geometria foram presença constante), literatura, história, cinema, desporto, algumas variações sobre o tema “vida de estudante”, contos adolescentes, poemas de consagrados e de alunos, notícias do Liceu [e.g. as sessões culturais do Sunday Entertainment (I-4, I-6)], palavras-cruzadas, concursos e anedotas.

Destacam-se as quatro contribuições de Rómulo de Carvalho, professor no Camões de vários dos alunos editores e colaboradores do jornal, e pelo menos parte das quais inédita: — uma pequena biografia de Newton (I-3); — «Atribulações de um estudante do século XVI», na rubrica Tem a Palavra a Cátedra (II-5,6); — «A Vida de José Pristley (1733-1804)» (III-2); — e um comentário extenso, estimulante e personalizado sobre a sua satisfação pela existência do Águia (II-8), iniciado com o parágrafo: «As pessoas, normalmente, dão pouco apreço às coisas pequenas. Não se inclinam a apreciá-las. Esquecem-se de que as grandes coisas são feitas da reunião das pequenas como as enormes massas são feitas de insignificantes partículas. [etc.]»

Outros artigos de interesse: «Uma subida à Serra da Estrela» / secção Tem a Palavra a Bancada, por Dâmaso Constantino (II-6); uma entrevista ao presidente da Associação Académica (I-1); «Camões 7 — Escola Nacional 0», reportagem de futebol por João Amaro (I-3); «História da Expedição Desaparecida» (II-7, no Suplemento Infantil n.º 1); «Campismo», por Matos Silveira (III-2); «A Geração de 98», por Maria Teresa Monteiro (III-2); e dois artigos de Jorge Bravo Vieira da Silva, «Anatomia do Instinto» (III-1) e «Sobre a Investigação Científica» (III-2).

– – – – – – – – – – – –

ÁGUIA n.º 1
(10 Janeiro 1946)
Dactiloscrito com desenhos, policopiado. 8 páginas. 22,5 x 17 cm. Colaborações (assinadas): J. Vinha Novais, Alves Pacheco («Editorial»), Andrade Novais (professor).

ÁGUIA n.º 2
(21 Janeiro 1946)
Dactiloscrito com desenhos, policopiado. 8 páginas. 22,5 x 17 cm. Colaboram: JO-EL, Andrade Novais (prof.), Severo de Almeida, J.M. Saraiva [do] Nascimento, Fernando de Jesus.

ÁGUIA n.º 3
(4 Fevereiro 1946)
Dactiloscrito com desenhos, policopiado. 12 páginas. 21,5 x 17 cm. Colaboram: Rómulo de Carvalho, JO-EL, Andrade Novais (prof.), Rui [Ferreira] Rodrigues, João Amaro, Alves Pacheco, Roballo, Zéfiro. Na página 11 saúda-se o aparecimento de um outro jornal académico, Mercúrio.

ÁGUIA, Quinzenário Académico n.º 4
(18 Fevereiro 1946)
Dactiloscrito com desenhos, policopiado. 8 páginas. 22 x 17 cm. Colaboram: Andrade Novais (prof.), Rui Ferreira Rodrigues, Alves Pacheco, [J.M.] Saraiva do Nascimento.

ÁGUIA, Quinzenário Académico n.º 5
(11 Março 1946) — ano II
Dactiloscrito com desenhos, policopiado. 8 páginas. 22 x 17 cm. Direcção: Vinha Novais, Alves Pacheco, S[araiva do] Nascimento. Prop. “Empreza Editora Águia”. Colaboram: Rómulo de Carvalho, Matos Silveira, Rui Ferreira Rodrigues, Alves Pacheco, [J.M.] Saraiva do Nascimento. Na página 3, anuncia a publicação de um novo jornal no Liceu, denominado Estudante.

ÁGUIA, Quinzenário Académico n.º 6
(25 Março 1946) — ano II
Dactiloscrito com desenhos, policopiado. 8 páginas. 22 x 17 cm. Direcção: Vinha Novais, Alves Pacheco, S[araiva do] Nascimento. Prop. “Empreza Editora Águia”. Colaboram: Rómulo de Carvalho, JO-EL, Dâmaso Constantino, Rui Ferreira Rodrigues, Augusto do Amaral, Ricardo Furtado.

ÁGUIA n.º 7
(30 Abril 1946) — ano II
Dactiloscrito com desenhos, policopiado. 8,[2] páginas. 22 x 17 cm. Inclui o Suplemento Infantil n.º 1 (folha volante, 2 páginas). Prop. “Empreza Editora Águia”. Colaboram: Andrade Novais (professor), Rui Ferreira Rodrigues, Alves Pacheco, Fernando de Jesus, António Pinho.

ÁGUIA, Quinzenário Académico n.º 8
[data imperceptível] — ano II
Dactiloscrito com desenhos, policopiado. 8 páginas. 22 x 17 cm. Anuncia-se como o último número do ano lectivo. Uma nota alude ao adiamento do Suplemento Infantil n.º 2. Prop. “Empreza Editora Águia”. Colaboram: Rómulo de Carvalho, João Eloy, Ricardo Furtado, Paulo de Barros, Fernando de Jesus, Rui Ferreira Rodrigues.

ÁGUIA, Quinzenário Académico n.º 1
(29 Novembro 1946) — ano III
Impresso em tipografia. Inclui publicidade. 12 páginas. 22 x 16,5 cm. Direcção: Dr. Manuel Duarte Frazão (reitor do Liceu), Alves Pacheco, Vinha Novais, Matos Silveira, Jorge Silva, M. Roballo e S. Nascimento. Editor: Sousa Roballo. Colaboram: Matos Silveira (assina editorial e desenho do título do jornal), Jorge Bravo Vieira da Silva (Liceu Passos Manuel), Victor Manuel.

ÁGUIA, Quinzenário Académico n.º 2
(15 Janeiro 1947) — ano III
Impresso em tipografia. Inclui publicidade, e a nota de visado pela Comissão de Censura. 12 páginas. 28 x 23 cm. Direcção: Dr. Manuel Duarte Frazão, Alves Pacheco, Vinha Novais, Matos Silveira, Sousa Roballo. Colaboram: Rómulo de Carvalho, Alves Pacheco, Ruas Amaral (Liceu Passos Manuel), Maria Teresa Monteiro (Liceu D. Filipa), M. B. Antunes, Matos Silveira, Jorge [Bravo] Vieira da Silva.

Em bom estado geral, com uma ou outra imperfeição irrelevante devida a manuseio.

Muito invulgar.

Preço: 125 euros.


 


SUNDAY ENTERTAINMENT


ANO II (1944/1945)
ANO III (1945/1946)


Colecção incompleta do jornal escolar, em língua inglesa, Sunday Entertaiment, fundado por Elviro da Rocha Gomes no Liceu (de) Camões, Lisboa. Hebdomadário de uma página só — duas nos n.ºs III-3, III-15, III-17; e quatro no n.º III-10, o único de formato dissonante —, policopiado em folhas de 34 x 23 cm, regra geral de papel encorpado, era editado pelas turmas de Inglês, coordenado pelos professores, sujeito a censura prévia e publicado à segunda-feira. Umas vezes totalmente desenhado e manuscrito, noutras incluindo um ou mais blocos de texto dactiloscrito, também a cada número, ou suplemento, o título e o cabeçalho do jornal eram reimaginados e redesenhados, com frequência por um aluno diferente.

Continha anedotas, provérbios, adivinhas e picardias, por vezes palavras cruzadas e desafios matemáticos; entrevistas, e.g. António Luiz Pranchas, 65 anos, funcionário no Liceu desde os dezoito (III-12); histórias delirantes, de criação colectiva, com os autores como personagens; recensões de cinema ou dos documentários projectados nas sessões culturais organizadas pelo jornal; poemas de autores ingleses ou dos estudantes; textos derivados de assuntos pesquisados e de fait-divers; notícias do quotidiano escolar, como festas organizadas pelas turmas, ou o surgimento de um outro jornal publicado no Liceu, o Águia (III-16); e também notícias incontornáveis do mundo extra-escolar, como o fim da Segunda Guerra Mundial, celebrada num número inteiro dedicado à paz (II-12).

Ao longo do segundo ano de publicação (1944/1945) houve um progressivo afastamento dos professores das posições de direcção e definição do S.E., aumentando as responsabilidades dos alunos perante o resultado final, o que naturalmente conduziu a um questionamento crescente da linha editorial e das opções temáticas que a publicação vinha tendo. Pois a partir do terceiro ano de publicação (1945/1946), por certo inspirado no sistema partidário britânico, surgiu ali algo de muito estranho ao Portugal de então: um “combate político”, de facto, pela direcção editorial e gráfica do Sunday Entertainment. Formaram-se três partidos — The Traditional Party — The Selective Party — The Reform Party, e marcaram-se eleições para Janeiro e Abril, supervisionadas pelo próprio Rocha Gomes (III-16,17).

Nos períodos de campanha eleitoral — com direito a palavras de ordem, debates, promessas, propaganda, caça ao voto, até mesmo queixas de subornos e de ameaças —, a direcção do jornal foi sendo entregue a cada um dos partidos, com efectivas mudanças de forma e conteúdo. Em Janeiro de 46, os Selectivists venceram as primeiras eleições, com o seu programa moderado de «evolução prudente», «manutenção» das qualidades e «transformação» dos defeitos. Já activo na campanha política, adquiriu então maior preponderância no S.E. o tesoureiro do partido vencedor, com vários textos sobre empenho, espírito de equipa e coragem no trabalho redactorial, mas também sobre futebol e outros costumes populares portugueses, assinados Fisher, Lopes Pires, F. Lopes Pires, Nuno Lopes Pires ou Nuno Fisher. (*)

– – – – – – – – – – – –

Lote composto por 31 números do jornal Sunday Entertainment, de um período de dois anos lectivos, a que se somam 4 suplementos e 2 circulares “internas” do mesmo período:

    • 15 números do ano II da publicação (1944/1945), pela 5.ª classe — números 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 14, 15, 16 — quinze dos 16 números publicados nesse ano lectivo, e duas circulares.
      Falta o número 13, que terá sido publicado dois dias após o armistício de 1945 e assinalaria o fim da Segunda Guerra Mundial, tanto que o número seguinte, de 16 de Maio, é todo ele celebratório da paz. Aos números 2 e 8 está acoplada uma folha de igual formato e semelhante gramagem, e igualmente impressa apenas de um lado, com memorandos (escritos em português) alusivos à atribuição e definição de funções na equipa que produzia o jornal.
  • 16 números do ano III da publicação (1945/1946), pela 6.ª classe — números 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 12, 13, 14, 15, 16, 17 — dezasseis dos 17 números publicados nesse ano lectivo, e quatro suplementos-programa.
    Falta o número 11 (início de Março de 1946), mas acrescem 4 suplementos (em português), com a programação e apresentação da 1.ª, 2.ª, 3.ª e 4.ª sessões culturais Sunday Entertaiment, organizadas pelo jornal a partir de Janeiro, isto é, projecção de documentários ingleses, sobre ciência, arte, tecnologia ou cultura inglesa, cedidos pelo Instituto Britânico.

Os nomes dos colaboradores (desenhos e texto), surgem maioritariamente por alcunhas, pares de apelidos ou anagramas: Nipto, Orbur, Grab, Dino, Zéfiro, Zorro, Trigo, Ávlis, Líbano, Dêcê, Ygnotus, Jocale, Barba Rôxa, Bigode Rapado, Pencudo, Ali-Babá, Aly-Kat, Miguel Strogoff, Ávis Rara, Fred-às-tiras, Tira-o-pullover, Johnny-vem-sem-mula [os 3 mais dedicados ao cinema], João Diabinho, Ruy Vasco, Santos Nogueira, Rebelo Martins, Risques Pereira, J. Estrêla Pinheiro, Alegre Branco, Matos Silveira, F. Alves da Silva (ou F.A.S.), Effray Brier, João Lencastre, Virgílio M. Correa, Oliveira Santos, F. Carreira, F. Jesus, Eurico Cruz, Cabral Araújo, Hugo Pires, J. Santana Dionísio, C. Alberto Rosa, J. Frazão Faria, Saraiva Lima, Correia Mendes, Cunha Bastos, David Ferreira, Jorge F. Pereira, Carlos Beaumont, Batista Lopes, Soares Bento, Italo Rivera, Armando de Sá, Santa-Rita, William Bay, Passos Ponte, Graça Baptista, Modesto Gonzalez, Correia Landes, Nuno Fisher Lopes Pires.

Em bom estado geral, com uma ou outra imperfeição irrelevante devido a manuseio. Alguns números com o carimbo oleográfico do Liceu.

Muito invulgar.

Preço: 175 euros.


(*)
O mesmo
Nuno Fisher Lopes Pires, cerca de 28 anos depois, foi o oficial de mais alta patente no pequeno grupo da confiança de Otelo que, a partir de um quartel na Pontinha, comandou as operações revolucionárias da madrugada do 25 de Abrilesteve na conspiração desde as primeiras horas»).


 


E SE TIVESSE A BONDADE DE ME DIZER PORQUÊ?


CLARA PINTO CORREIA
MÁRIO DE CARVALHO


Folhetim saído semanalmente no Diário de Notícias entre Outubro e Maio de 1986 […] Cada capítulo foi escrito por um dos autores sem prévia consulta ao outro. Os capítulos terminam deixando as personagens numa situação embaraçosa. História mirabolante que percorre territórios e tempos de fantasia que fazem lembrar os dias de hoje. [aqui]

1.ª edição. Capa e desenhos de Jorge Colombo. Brochado. 247 páginas. 20 x 14 cm. Bom estado geral. Colecção Aleph. Lisboa: Edições Rolim, 1986.

Preço: 25 euros.


 


NOTAS DE ARQUEOLOGIA PORTUENSE

NOVOS ACHADOS ARQUEOLÓGICOS NO «MORRO DA SÉ» DO PORTO


DOMINGOS DE PINHO BRANDÃO


Exemplar com dedicatória manuscrita do autor, assinada e datada de «6-VI-64». Comunicação apresentada no II Colóquio Portuense de Arqueologia, 1962.

Ilustrado com III estampas fotográficas em extra-texto couché. Brochado. 14,(2),[III] páginas. 24,2 x 18,5 cm. Bom estado. Separata «Actas do II Colóquio Portuense de Arqueologia», LVCERNA, vol. III, 1963.

Preço: 18 euros.


 


ESBÔÇO ARQUEOLÓGICO DO CONCELHO DE CASCAIS


AFONSO DO PAÇO
FAUSTO J. A. DE FIGUEIREDO


Com ampla e breve dedicatória manuscrita assinada por ambos os autores, «ao Instituto Francês», na página de guarda — uma oferta do editor, acompanhada de cartão de «cumprimentos».

Ilustrado com um mapa desdobrável (25,5 x 35 cm), Carta Arqueológica do Concelho de Cascais, com 43 locais marcados, datado de «3-V-1943».

Brochado. 27,(1),[1] páginas. 26 x 19,5 cm. Capa empoeirada e com pequenas manchas junto às margens. Miolo limpo. Separata do Boletim do Museu-Biblioteca dos Condes de Castro Guimarães. Edição da Junta de Turismo de Cascais, 1943.

Preço: 25 euros.


 


VESTÍGIOS DE INFLUÊNCIA GERMÂNICA NO CONCELHO DE CASCAIS


AFONSO DO PAÇO


Comunicação apresentada ao I Colóquio Bracaremse de Estudos Suévico-Bizantinos, realizado em Braga, de 7 a 9 de Junho de 1957. Caderno de 15,(1) páginas, e 23,4 x 16,2 cm, ilustrado com desenhos e uma planta. Separata da revista Bracara Augusta, vol. IX, Braga, 1960.

Preço: 14 euros.


 


NOSSA SENHORA DA COLA

NOTAS HISTÓRICAS, ARQUEOLÓGICAS E ETNOGRÁFICAS
DO BAIXO ALENTEJO


ABEL VIANA


Ilustrado no texto com 43 desenhos e mapas, e em XLIV extra-textos fotográficos (papel couché). Separata do Arquivo de Beja, vol. XVII, ano de 1960, subsidiada pela Junta Distrital de Beja.

Brochado. 99,(1),[44] páginas. 25 x 18,5 cm. Bom estado. Impresso na Minerva Comercial, Beja, 1961.

Preço: 35 euros.


 


SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DO

ACAMPAMENTO ROMANO DE ANTANHOL


FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA


Trabalho elaborado pelos Institutos de Arqueologia e de Estudos Históricos, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com a colaboração do Instituto Botânico da Faculdade de Ciências, no que respeita ao parecer sobre a vegetação do acampamento romano de Antanhol, e também do Instituto de Estudos Geográficos da Faculdade de Letras à qual se deve a execução de algumas ilustrações.

Separata de Biblos, vol. XXXV, 1958. Ilustrado com 10 figuras, no texto, a preto, e XVI estampas (fotografias, desenhos, fac-símiles de documentos, mapas) e 2 mapas desdobráveis, em extra-texto.

Brochado. 54,[XVI],(1),[2] páginas. 25 x 19 cm. Ocasionais manchas leves, marginais. Bom exemplar. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1958.

Preço: 27 euros.


 


THERMAS DOS CUCOS
(TORRES VEDRAS)

ÁGUAS E LAMAS MINERO-MEDICINAES
HYDROTHERAPIA

RELATÓRIO DE 1897


JUSTINO XAVIER DA SILVA FREIRE

Director Médico do Estabelecimento dos Cucos

Inaugurado em 1893, o complexo termal dos Cucos foi instalado na margem direita do rio Sizandro, no sopé da colina dos Macheia, com traça do engenheiro António José Freire, por encomenda do proprietário José Gonçalves Dias Neiva.

Opúsculo de 51,(1),[3] páginas, e 21,5 x 14 cm, com 3 fotografias extra-texto, a preto, impressas em papel couché: «Vista Geral do Estabelecimento», «Chalets e Avenida», e «Casino». Na 2.ª parte da do texto, «Notas do Diário Clínico de 1897», são relatados vários casos particulares de tratamentos bem sucedidos em diferentes maleitas. Capa com pequenas imperfeições. Torres Vedras: Typographia e Papelaria Cabral, 1901.

Preço: 30 euros.


 


A FORMAÇÃO PROFISSIONAL DOS
PROFESSORES LICEAIS


JOSÉ MARIA DE QUEIROZ VELOSO


Título completo: A Formação Profissional dos Professores Liceais. Simples Esboço da História do Ensino Secundário em Portugal. Oração de Sapientia, lida na sessão de abertura da Universidade de Lisboa, no dia 20 de Novembro de 1920. Na época, o autor era «Director Geral do Ensino Superior, Director da Faculdade de Letras e da Escola Normal Superior de Lisboa».

Separata dos n.ºs 6 e 7 da revista Labor. 31,[1],(1) páginas. 22,5 x 16 cm. Manchas leves nas margens superiores da guarda anterior e retrato do autor. Assinatura de posse do professor Hermínio Paveia, a atravessar a metade superior do rosto. No geral, bom exemplar. Aveiro: Typ. Progresso, 1927.

Preço: 18 euros.


 


RAZÕES DUMA ATITUDE

O CASO DA ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA
DA FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA


Folheto de 32 páginas e 21 x 15 cm, assinado pela «Comissão Organizadora», alusivo a questões de ingerência política na nomeação da Direcção da Associação Académica, questão que envolveu Orlando Ribeiro. Transcreve no final quatro documentos de José Duarte de Ayála Botto, Armando M. Alves Lopes, Pedroso de Lima, e uma tomada de posição colectiva assinada por Orlando Ribeiro, Ester Trigo, Idalina Gago, Mário Tavares Chicó, José Garcia Domingues, e outros. Manuseado. Invulgar. Lisboa: Imprensa Lucas & C.ª, 1930.

Preço: 18 euros.


 


A ESCOLA

PROBLEMA CENTRAL DA NAÇÃO


ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA


Reedição da «brilhante palestra» de 1947, pela Comissão Pró-Associação dos Estudantes do Ensino Liceal de Lisboa, dactilografado e impresso na Livrelco — Cooperativa Livreira de Universitários, Lisboa, 1966.

Caderno de 37,(3) páginas, e 22 x 17 cm. Foxing leve no miolo, com um recorte de jornal de uma intervenção de Casal Ribeiro na Assembleia Nacional.

Inclui apensa folha A4 policopiada, impressa na frente e verso, sem data, denunciando actuações da polícia política e convocando uma RGA:

«A GREVE CONTINUA. / Os estudantes do I.C.L. têm manifestado, por uma greve que decorre há três dias, o seu repúdio pela prisão nas instalações da sua Escola, por parte da D.G.S., do Colega Saúl Noronha Costa. Repudiam também, a maneira tendenciosa como a Direcção do Instituto se serviu do monopólio da imprensa para, num comunicado conjunto com a D.G.S., mistificar a opinião pública. […]»

Preço: 28 euros.


 


A OBRA DE JOSÉ RÉGIO

ENSAIO CRÍTICO SEGUIDO DE UM INQUÉRITO AO AUTOR CRITICADO

ÓSCAR LOPES


Caderno de 23,(1) páginas e 26,5 x 20,5 cm. Mínima mancha ao centro da capa e pequena etiqueta dactiloscrita de antiga biblioteca pessoal a um canto do rosto. Separata da revista Lusíada, vol. III, n.º 9. Porto: Ed. «Marânus», 1956.

Preço: 15 euros.


 


MANEIRA DE PENSAR O URBANISMO


LE CORBUSIER


Ilustrado com desenhos e esquemas do autor. Tradução de José Borrego.

Brochado. 220 páginas. 18 x 11,5 cm. Colecção Saber, série VI (Ciências Aplicadas), n.º 27 (série especial). Capas com manchas leves. Miolo limpo. Bom exemplar, no geral. Lisboa: Publicações Europa-América, [Dezembro de] 1969.

Preço: 17 euros.


 


O DESPOJO DOS INSENSATOS


MÁRIO VENTURA


Com dedicatória de amizade, do autor, manuscrita e datada no ante-rosto.

1.ª edição. Romance situado no Algarve da década de 1960. Brochado. 244,(2) páginas. 18,5 x 12,5 cm. Pequenos sinais de uso exteriores. Miolo limpo. Mantém-se um bom exemplar. Lisboa: Livraria Bertrand, [1968].

Preço: 27 euros.


 


ERA A REVOLUÇÃO

NOVELA

JÚLIO CONRADO


Lembro esta rua, o largo, inchados de campónios em luta, que aqui tinham vindo solenemente explicar a criação do mundo. Mas deste livro incompleto, parco de estios, farto de primaveras, se arredou a gesta do campo. É um livro de modesta cidade, de pequeno-burgueses, de hesitantes, de psicopatas, de oportunistas cavilosos, de burocratas do fingimento. De mini-déspotas. Odeio déspotas. Odeio todos os déspotas. [da contracapa]

Capa: «colagem + desenho de Augusto Mota». Brochado. 106,(2) páginas. 19 x 12,5 cm. Lombada levemente amarelecida. Bom estado geral. Lisboa: Parceria A. M. Pereira, Outubro de 1977.

Exemplar assinado pelo autor com dedicatória a José Palla e Carmo, no ante-rosto, datada de 10 de Dezembro de 1977.

Preço: 27 euros.


 


OU VICE-VERSA

(MITOS DE TRAZER POR CASA)


JÚLIO CONRADO


Exemplar assinado pelo autor com dedicatória manuscrita a Jorge Listopad.

Crónicas de jornal (Jornal da Costa do Sol e Diário Popular), algumas delas inéditas, levemente inspiradas nas Mitologias de Roland Barthes. Capa de José Cândido.

Brochado. 147,(5) páginas. 18,2 x 11 cm. Bom estado geral. Lisboa: A Regra do Jogo, 1980.

Preço: 27 euros.


 


BOM SENSO E BOM GOSTO

(QUESTÃO COIMBRÃ)


ALBERTO FERREIRA


Textos integrais da polémica. Recolha, notas e biobibliografia por Maria José Marinho.

Obra completa em 4 volumes. Primeiro volume com dedicatória extensa de amizade, do autor.

Brochados. Com cxxxvii,(i),491,(5); lxx,386,(6); xx,(ii),349,(3); 432,(4) páginas. 21 x 13,8 (x 14,5) cm. Vincos de leitura nas lombadas dos volumes I e II. Mínimos sinais de uso exteriores. Miolo limpo. Bom estado geral. Colecção Portugália, n.ºs 18, 25, 28 e 31. Lisboa: Portugália Editora, 1966-1970

Preço: 55 euros.