A Urbanização de Lisboa — 1938
[15Ago22]

A URBANIZAÇÃO DE LISBOA
Representação entregue à excelentíssima Câmara Municipal pelo
GRUPO AMIGOS DE LISBOA
«Como é do conhecimento de todos, Lisboa não possue um plano geral de melhoramentos, a-pesar-de três quartas partes da sua área estarem ainda por urbanizar». Deste modo, o Grupo Amigos de Lisboa «tem a honra de apresentar (…) um estudo elaborado pela sua Secção de Estudos de Estética e de Urbanização». Com 16 páginas, e propostas interessantes. 24 x 17,8 cm. Bom estado. Lisboa: Grupo Amigos de Lisboa, 1938.
Preço: 10 euros.

BAIRRO DA LIBERDADE
ROMANCE
MANUEL MARTINHO
Romance. 291 páginas. 19,5 x 13,5 cm. Encadernação sintética recente em óptimo estado de conservação e muito sólida, conserva ambas as capas de brochura, com marcas de pequenos restauros. Um bom exemplar. N.º 1 da Colecção Prosadores – Nova Seiva, editor Armando Lopes Esteves. Lisboa: Bolsa Cultural, 1948.
Preço: 25 euros.
Aquilo prestava-se pouco. Bairro da Liberdade, gente de casebres, pegado com Monsanto, vizinhos do aqueduto, nem de graça se iria para lá. E, no entanto, a encosta da serra começou a povoar-se. Vinham famílias sacudidas pela miséria, abrigar-se comodamente, por cem mil reis de renda. Três cubículos de madeira velha, telhas em cima de vigas que o cair das chuvadas logo apodrecia, portas estreitas onde o gemido, o pranto ou a alegria eram vizinhos da rua — e tudo isto rodeado de um chão barrento onde os homens, as mulheres e as crianças deixavam marcados os trilhos do seu caminho.
Na cidade, no centro, ninguém lhes dava guarida. Gente pobre, carregada de filhos, enxovalhada na roupa que se traz todos os dias, morar em casas, era uma ousadia dos diabos!
Alfama, Mouraria, Santa Isabel ou Alcântara estavam exigentes. Queriam hóspedes de gravata, de pouca serventia de cozinha e não bandos precatórios de tachos enfarruscados, com crianças de peito. [pp. 11-12]
ÍDOLO ENEOLÍTICO — dos Arredores de Lisboa — (1970) — com dedicatória de M. Farinha dos Santos
[15Ago22]

ÍDOLO ENEOLÍTICO
DOS ARREDORES DE LISBOA
M. FARINHA DOS SANTOS
Separata de O Arqueólogo Português, série III, Vol. IV, pp. 61-64. Assinado pelo autor com dedicatória. Com 24,5 x 17 cm e 4 páginas, acrescidas de uma estampa desdobrável [24,5 x 26 cm] no final, impressa em papel couché. Bom estado. Lisboa, 1970.
Preço: 14 euros.
LISBOA
IMAGENS DA CAPITAL
213 fotografias de Lisboa há 40 anos, a preto e a cor, algumas de página inteira, por profissionais (como Gageiro) e amadores, resultado de um concurso de fotografia promovido pelo jornal A Capital. Ficha técnica de cada fotografia (título, local, fotógrafo e eventual prémio), no final.
Encadernação editorial gravada, sem sobrecapa. 156 páginas (inúm.) couché. 31,5 x 22 cm. Sinais de uso. Mantém-se um exemplar interessante. Lisboa: Editorial Notícias, 1984.
Preço: 12 euros.

O AUTO DAS REGATEIRAS DE LISBOA
COMPOSTO POR UM FRADE LOYO FILHO DE HUÃ DELAS
SILVEIRA BUENO
2.ª edição, revista e aumentada. Capa de Cambraia. Brochado. 394,(4) páginas. 19,5 x 13,5 cm. Capa com manchas ligeiras. Miolo no geral limpo. Assinatura de posse no rosto. Bom exemplar, da tiragem normal. Colecção Cultura Literária, n.º 4. Lisboa: Pro Domo, 1945.
Preço: 18 euros.

LISBOA, UM PASSEIO A ORIENTE
O oriente conventual e senhorial de Lisboa, à beira das extensas obras com vista à Exposição Universal de Lisboa, poucos anos depois. Capítulos dedicados a: Convento Santos-o-Novo, Convento de Xabregas, Convento da Madre de Deus, Convento de Chelas, Convento do Grilo, Convento do Beato, Convento de Marvila, Palácio Niza, Palácio Olhão, Palácio do Grilo, Palácio da Mitra, o Núcleo Urbano dos Olivais e algumas Quintas.
Texto de J. Sarmento de Matos. Fotografias de António Sacchetti. Álbum ilustrado. 178 páginas. Oblongo. 34 x 26 cm. Encadernação editorial em tela, com sobrecapa. Bom estado. Edição Expo’98/Metropolitano de Lisboa, 1993.
Preço: 35 euros.

CULTURA DOS MORANGUEIROS
J. VIEIRA NATIVIDADE
Ilustrado a preto e a cor, no texto e em extra-texto. Brochado. 134,[2],(6) páginas. 22 x 16,5 cm. Mínimas imperfeições exteriores. Assinatura de posse no rosto datada de 1948. Ocasionais sublinhados a lápis de cor verde. Mantém-se, no geral, um exemplar interessante. Composição e impressão de oficina de José de Oliveira Júnior, Alcobaça. Série Estudos e Informação Técnica n.º 11. Lisboa: Ministério da Agricultura / Serviço Editorial da Repartição de Estudos, Informação e Propaganda, 1940.
Preço: 30 euros.

ÉTUDE GÉOLOGIQUE DU
TUNNEL DU ROCIO
CONTRIBUTION À LA CONAISSANCE DU SOUS-SOL DE LISBONNE
PAUL CHOFFAT
Avec un article paléontologique par M. J. C. Berkeley Cotter et un article zoologique par M. Albert Girard.
Numa recensão dedicada a esta «notável publicação», na Revista de Sciencias Naturaes e Sociaes, da Sociedade Carlos Ribeiro [vol.1, 1889, p. 184], Rocha Peixoto destaca os caminhos abertos pelo estudo rigoroso e pioneiro de Paul Choffat:
«A introducção, de per si, constitue, por varios motivos, um trabalho interessantíssimo; é a exposição das vantagens immediatamente derivativas da technologia geognostica, apoiando-se o auctor, para a exemplificação do seu proposito, em factos curiosos sobre a abertura de vias férreas, exploração mineira, construcção dos cemiterios, perfuração de poços, problemas de hydrologia, agricultura e topographia. D’este capítulo, que desejaríamos ver vulgarisado, destacariamos factos singulares sobre cousas nossas, se tal comportasse o espaço de que dispomos.» [ler texto completo aqui, com o resumo do restante conteúdo da obra].
Em brochura e intonso: 32,2 x 25,2 cm. Com (8)+106+(2)+[XIV] páginas — no final, possui quatro plantas desdobráveis e três folhas couché com fotografias e desenhos das escavações. Com mínimas falhas de papel nas margens das capas, e a lombada escurecida e fendida, algo frágil. Miolo com ocasionais manchas marginais, e marcas superficiais de bicho de papel, pouco frequentes. No geral, um bom exemplar, invulgar.
Edição da Comissão dos Trabalhos Geológicos [Comission des Travaux Géologiques du Portugal], Lisbonne: Imprimerie de l’Académie Royale des Sciences, 1889.
Preço: 80 euros.
Duas Comédias de Lisboa — 1878 — 1918
[15Ago22]
A COMEDIA DE LISBOA
D. JOÃO DE CASTRO
Aventuras, Fantasias e Impressões d’um Forasteiro. Aspectos Modernos d’uma Cidade Antiga. Figuras e Figurilhas. Factos e Costumes.
Comedia Mundana / Comedia Amorosa / Comedia Politica / Comedia Litteraria / Comedia Artistica
Capa de Alfredo Moraes. 428 páginas. 19 x 12 cm. Bom exemplar. Lisboa: Sociedade Editora Portugal-Brasil, [1918].
Preço: 17 euros.

A COMEDIA DE LISBOA
GERVÁSIO LOBATO
Prólogo de Pinheiro Chagas. Encadernação sintética da época, sem páginas de guarda nem capa de brochura (abre directamente no ante-rosto, rabiscado, visível na primeira fotografia). 302 páginas. 11,5 x 18 cm. Manuseado. Porto: Ernesto Chardron, 1878.
Preço: 8 euros.

SINTRIA
REVISTA DE ESTUDOS DE ARQUEOLOGIA, ARTE E ETNOGRAFIA.
I-II
(tomo 1)
1982-1983
Revista do Gabinete de Estudos de Arqueologia, Arte e Etnografia do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, números I-II (tomo 1), 1982-1983. Organização de José Cardim Ribeiro. Único volume publicado.
Estudos de Eduardo da Cunha Serrão, João Ludgero Marques Gonçalves, Gustavo Marques, Salete da Ponte, Manuel Maia, Frederico Coelho Pimenta, José Cardim Ribeiro, José Beleza Moreira, Júlio Corte Fernandes, Manuel Luís Real, Vítor Serrão, Rafael Moreira, Carlos Lopes Cardoso, Maria Elisabeth Figueiredo Cabral e Maria Luísa Abreu Nunes.
Ilustrado com fotografias, desenhos, mapas e inúmeros desdobráveis.
Brochado. 1065 páginas. 24 x 17 (x 6,5) cm. Vincos leves de leitura na lombada. Bom exemplar. Sintra: Câmara Municipal de Sintra, 1987.
Preço: 50 euros.
O SALITRE E SUAS IMEDIAÇÕES
MÁRIO COSTA
Palestra proferida na sede do Grupo Desportivo do Banco de Portugal em 5 de Dezembro de 1951, e repetida no Grupo «Amigos de Lisboa», em 24 de Janeiro de 1952.
História/Memória das transformações da zona circundante à Rua do Salitre, em Lisboa. Ilustrado com a reprodução de seis gravuras, duas do Passeio Público e quatro de teatros entretanto desaparecidos. 61+(17) páginas. 23 x 17 cm. Bom estado geral. Lisboa: Amigos de Lisboa, 1952.
Preço: 20 euros.
FLORA DA ESTUFA FRIA de Lisboa
[15Ago22]

MÔSCAS E MOSQUITOS
prefácio
RICARDO JORGE
Memória da campanha levado a cabo pela Câmara Municipal de Cascais, no final da década de 30 — um grosso volume ilustrado que une cultura e ciência no assunto moscas e mosquitos: humor, música e teatro complementam a parte documental da obra (científica, técnica e histórica) com uma forte componente radiofónica: reproduzem-se algumas das campanhas desenhadas para transmissão sem fios na Emissora Nacional e no Rádio Club Português, parte fulcral das ditas acções camarárias de sensibilização e higienização.
Inclui capítulos sobre “a mosca e o turismo” e “a mosca e o urbanismo“.
No prefácio, Ricardo Jorge recorda as queixas de Camilo, em Seide, «possesso de raiva contra as ferroadas das que na calma de Agosto o acometiam das carvalheiras».
Ilustrado com desenhos, fotografias, fac-similes de documentos e uma pauta musical, em 94 páginas de extra-textos couché, alguns desdobráveis. Colaboração de Emmerico Nunes, Alberto de Sousa, Tomás Ribeiro Colaço, Arnaldo Leite, José de Oliveira Cosme, e outros.
Assinado, numa larga diagonal que atravessa o rosto, por um dos colaboradores, António Augusto Velasco Martins (1896-1944), por então professor da Escola Superior de Medicina Veterinária.
Em brochura. 236,(94) páginas. 24,5 x 17 cm. Capa com manchas leves. Miolo limpo. Bom estado geral. Edição da Junta de Turismo de Cascais, 1939.
Preço: 40 euros.

CARTAS DE LISBOA
1822
JOSÉ PECCHIO
Nascido em 1785, em Milão, José Pecchio vive numa época de profundos conflitos, numa Europa marcada por guerras e revoluções. Paladino da Liberdade, está solidário com todos os povos que por ela lutam – espanhóis, portugueses, gregos…
Nestas Cartas, escritas durante o seu curto exílio em Portugal, surge a Lisboa do primeiro quartel do século XIX: arcaica nos seus costumes, inculta na ausência de manifestações artisticas, pobre nos mendigos que a enxameiam, suja na imundície das suas ruas…
Descrição realista, num estilo aliciante a que não falta a ironia, mas que não humilha nem descamba na fatuidade. Pelo contrário, destas Cartas irradia sempre uma simpatia humana pelo povo que foi capaz de fazer uma Revolução para dar a Liberdade à sua Pátria. [da contracapa]
Introdução e notas de Manuela Lobo da Costa Simões. Tradução de Manuel José Trindade Loureiro. Brochado. 102,(2) páginas. 21 x 14 cm. Bom exemplar. Colecção Cidade de Lisboa, n.º 11. Lisboa: Livros Horizonte, 1990.
Preço: 14 euros.

TERRA MORTA
CASTRO SOROMENHO
1.ª edição portuguesa, proibida pela censura. Capa de Sebastião Rodrigues. 267,(5) páginas. 19 x 12 cm. Usado. Cartonagem editorial em bom estado, com sobrecapa com imperfeições marginais — protegida com sobre-sobrecapa de melinex — e marcas de restauro nas arestas das badanas. Miolo limpo salvo assinatura de posse no rosto. Sólido. Lisboa: Editora Arcádia, 1961.
Preço: 10 euros.
CADERNOS CAPRICÓRNIO
Direcção de ORLANDO DE ALBUQUERQUE
O JANGADEIRO
ALBANO MENDES DE MATOS
Contos. Agrafado. 32 páginas. 20 x 15 cm. Bom exemplar. Cadernos Capricórnio n.º 17, Lobito, 1974.
Preço: 15 euros.
«MESTRE» TAMODA
AGOSTINHO MENDES DE CARVALHO – UANHENGA XITU
Conto. Agrafado. 23 páginas. 20 x 15 cm. Pequenos sinais de uso. Colecção Cadernos Capricórnio n.º 19, Lobito, 1974.
Preço: 15 euros.

TEMAS HISTÓRICOS MADEIRENSES
JOEL SERRÃO
Abrange o período histórico desde o início da colonização, em 1425, até 1640. Capa com pormenor do livro de receitas da Misericórdia do Funchal.
Brochado, 147-(1) páginas e 21 cm x 15 cm. Em bom estado. Colecção Atlântica n.º 2. Funchal: Região Autónoma da Madeira / Secretaria Regional do Turismo, Cultura e Emigração / Centro de Estudos de História do Atlântico, 1992.
Preço: 17 euros.

A ILHA DA MADEIRA VISTA POR INTELECTUAIS E ARTISTAS PORTUGUESES
INQUÉRITO
MARIA MENDONÇA
2.ª edição, acrescentada de, pelo menos, sete novos inquéritos relativamente à primeira, publicada 15 anos antes.
Inquéritos a: Matilde Rosa Araújo, Augusto Casimiro, Ruy Galvão de Carvalho, Fernanda de Castro, Ferreira de Castro, Hernâni Cidade, Natália Correia, Francisco Carreiro da Costa, Joaquim Paço d’Arcos, Assis Esperança, Bernardete Falcão, Adelaide Félix, Lília da Fonseca, Osório Goulart, Maria Lamas, Alice Ogando, Zita de Portugal, Julião Quintinha, Hugo Rocha, Vasco Santana, Elvira Velez, e outros.
lustrado com fotografias no texto e em extra-texto (10 vistas turísticas monocromáticas, de página inteira). 145,(2),[20] páginas. 21,7 x 16 cm. Capa com duas manchas, junto à margem interior. Miolo limpo. No geral, bom exemplar. Funchal: Publicações Turísticas da Madeira, [1969].
Preço: 17 euros.

O HOMEM SUBJUGADO
ESTHER VILLAR
Ensaio. Título original: Der Dressierte Mann. Tradução de Chaves Ferreira. Brochado. 164,(8) páginas. 21 x 14 cm. Pequenos sinais de uso. Bom estado geral. Lisboa: Editorial Futura, 1972.
em conjunto com:
A MULHER SUBMISSA
SIDÓNIO MURALHA
Conjunto de ensaios, motivados pela polémica obra de Esther Villar, O Homem Subjugado. Capa de Dorindo de Carvalho. Brochado. 117,(3) páginas. 18 x 12 cm. Assinatura de posse de Hortense de Almeida (e dedicatória não-autoral à dita escritora). Pequenos sinais de uso. Bom estado geral. Lisboa: Prelo Editora, 1975.
Preço (do conjunto): 20 euros.
Miss Portugal: o caso da eleição de 1930
[10Ago22]
O CASO DA ELEIÇÃO DE MISS PORTUGAL
para o concurso mundial de beleza do Rio de Janeiro, de 1930,
perante o Supremo Tribunal de Justiça
Minuta de Revista feita pelo advogado, do Porto,
DR. AFONSO DE ALBUQUERQUE
Recorrente: D. Maria Madalena da Gama Braga de Sá Teixeira, de Lisboa. Recorridas: A Renascença Gráfica, soc. an. port. de resp. limitada, proprietária do jornal Diário de Lisboa, e D. Fernanda Gonçalves, «desta cidade». Com 124 páginas e 23 x 16 cm. Bom estado. Porto: Tipografia Progresso, 1934.
Um pedido de indemnização por perdas e danos, por uma das finalistas, devido a uma questão de idade nos regulamentos. Um concurso onde as concorrentes teriam de ser «solteiras e reconhecidamente honestas, não importando a sua categoria social», e «distintas de apresentação». Uma das questões contra as quais o advogado se insurge é o facto de o Diário de Lisboa ter aproveitado o seu espaço mediático para auto-defesa pública.
Preço: 24 euros.

A CATEDRAL DE VISEU
A. DE LUCENA E VALE
Estudo elaborado para o Ciclo das Conferências Culturais do 8.º centenário da reintegração da Diocese de Viseu. Proferido pelo autor no interior da Sé, em 31 de Dezembro de 1944. Acrescentado com um estudo de pormenor sobre a Capela do Calvário, localizada nos claustros.
Brochado. 58 páginas (por abrir) + 23 fotografias extra-texto, couché, a preto. 22 x 17 cm. Bom estado geral. Separata da revista Beira Alta, Viseu, 1945, parcialmente reproduzida aqui.
Em conjunto com: antigo roteiro turístico da cidade de Viseu, desdobrável — o mapa aberto mede 27,5 x 21 cm —, com ilustração da Sé no frontispício e apenas um dos desenhos assinado («S. Cunha»). Bom estado de conservação, sem perda de cor. Impresso na Tipografia Guerra. Viseu: C. M. Turismo, [s.d.].
Preço: 30 euros.
PINTORES DE VISEU — Escola ou Dinastia?
[06Ago22]

PINTORES DE VISEU
ESCOLA OU DINASTIA?
J. HENRIQUES MOUTA
Separata da revista Beira Alta. (1969). Capa de António Baptista Lopes. Ilustrado com fotografias a preto, em extra-texto couché. Inclui folha-volante que anuncia o conteúdo e recepção do estudo. Brochado. 108,[34](22) páginas. 23 x 17,5 cm. Bom estado. Edição da Junta Distrital de Viseu, [s.d.].
Preço: 22 euros.

AS VILAS DO NORTE DE PORTUGAL
AS PÓVOAS MARÍTIMAS
ALBERTO SAMPAIO
Volume I com prefácio de Maria José Trindade. Brochados. xxxii,197 e 277,(3) páginas. 23 x 15,5 (x 3,5) cm. Bom estado. Volumes I e II da série Estudos Históricos e Económicos, Colecção Documenta Histórica da Editorial Vega, Lisboa, 1979.
Preço: 30 euros.

CHICOTE NO TEMPLO
PEDAÇOS DE EVANGELHO PROCLAMADOS, HOJE E AQUI
MÁRIO DE OLIVEIRA
2.ª edição. Brochado. 230,(6) páginas. 18 x 11,5 cm. Pequenos sinais de uso. Bom estado geral. Porto: Afrontamento, [s.d.].
Preço: 12 euros.

CHICOTE NO TEMPLO
PEDAÇOS DE EVANGELHO PROCLAMADOS, HOJE E AQUI
MÁRIO DE OLIVEIRA
1.ª edição. Brochado. 230,(2) páginas. 18 x 11,5 cm. Pequenos sinais de uso. Bom estado geral. Edição do autor. Impresso na Gráfica Maiadouro — Vila da Maia, em 20/3/73.
Preço: 15 euros.

EVANGELIZAR OS POBRES
MÁRIO DE OLIVEIRA
2.ª edição. Brochado. 240,(4) páginas. 18,5 x 11,5 cm. Mínimos sinais de uso. Bom estado geral. Porto: Livraria Figueirinhas, [s.d.].
Preço: 12 euros.

O BISPO CONVERTEU-SE
PARÁBOLA PARA COMPREENDER E TRANSFORMAR O TEMPO QUE VIVEMOS
MÁRIO DE OLIVEIRA
Brochado. 94 páginas. 18,5 x 13,5 cm. Mínimas imperfeições exteriores. Bom estado geral. Porto: edição do Autor, 1976.
Preço: 14 euros.

O OUTRO EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO
MÁRIO DE OLIVEIRA
2.ª edição. Capa com desenho de José Rodrigues. Brochado. 125,(3) páginas. 21 x 13,5 cm. Manchas leves na capa, corte do miolo e nas primeiras e últimas páginas. Mantém-se exemplar interessante. Colecção Campo da Actualidade, n.º 81. Porto: Campo das Letras, 2005.
Preço: 12 euros.

NACOS DO ALTO-MINHO
JOSÉ LOPES GONÇALVES
Crónicas. Ilustrado com fotografias e desenhos, cedidos pelo jornal Cerveira Norte e pelas Comissões de Festas de S. Sebastião e S. Roque.
Brochado. 95 páginas. 20,8 x 14,8 cm. Exterior cansado, miolo limpo. Edição do autor, Vila Nova de Cerveira, 1979.
Preço: 15 euros.
A. M. Couto Viana — poesia
[06Ago22]
poesia de
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
AINDA NÃO
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Exemplar assinado pelo autor com dedicatória datada de 2010.
Último título de Couto Viana, editado no dia do seu 87.º aniversário, 24 de Janeiro de 2010. Capa de Juan Soutullo. Tiragem única de 300 exemplares. 52 páginas. 18 x 13 cm. Edição Averno 032. Bom exemplar. Lisboa: Averno, 2010.
Preço: 25 euros.
SOU QUEM FUI
Antologia Poética
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Primeira edição. Com uma nota prévia do autor, escrita por ocasião dos 50 anos de poesia (1948-1998). Posfácio de João Bigotte Chorão. Na colecção Poesia, fundada por Luís de Montalvor. Capa com um desenho de Almada Negreiros. 193 páginas. 20 x 13,5 cm. Lisboa: Edições Ática, 2000.
Preço: 15 euros.
O SENHOR DE SI
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Autografado pelo autor com dedicatória (datada) a Maria Isabel de Mendonça Soares. Gravura da capa de Figueiredo Sobral. Grampeado. 32 páginas. 24 x 16,5 cm. Tiragem de 550 exemplares. Colecção O Lugar da Pirâmide, da Editora Átrio, Lisboa, 1991.
Preço: 25 euros.
RETÁBULO PARA UM ÍNTIMO NATAL
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Autografado pelo autor com dedicatória (datada) para a actriz Hermínia Tojal. Com um estudo introdutório de João Maia. Algumas manchas. Tiragem de 600 exemplares. 32,(8) páginas. 24 x 16,8 cm. Edição do autor, Braga, 1980.
Preço: 18 euros.
PONTO DE NÃO-REGRESSO
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Poemas datados 1977-1980, antecedidos por um estudo de cerca de 15 páginas da autoria de Franco Nogueira. Capa de Vítor Luís, com um desenho de Juan Soutullo. 115 páginas. 21 x 15 cm. Tiragem de 500 exemplares. Impecável estado de conservação, conserva a cinta original em bom estado. Braga: Editora Pax, 1982.
Preço: 15 euros.
A. M. Couto Viana — ensaios
[06Ago22]

ensaios de
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
AS (E)VOCAÇÕES LITERÁRIAS
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Crónicas, «memórias e esboços de estudos literários», anteriormente publicados em jornais e revistas, sobre autores com os quais Couto Viana conviveu ou sentiu afinidades literárias, dando primazia aos poetas:
Afonso Lopes Vieira, Alberto d’Oliveira, Alfredo Pimenta, Alfredo Serrano, Álvaro Benamor, Américo Cortez Pinto, António Alves Martins, António Corrêa d’Oliveira, António Patrício, Augusto Lima, Azinhal Abelho, Blanco-Amor, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Ernesto Sardinha, João de Deus, Francisco de Almeida, João da Rocha, João Verde, José de Almada Negreiros, José Bruges, José Régio, Júlio Brandão, Manuel Lereno, Odylo Costa, Filho, Teixeira de Pascoaes, Teófilo Carneiro, Vasco de Lima Couto e Vitorino Nemésio.
O livro termina com alguns textos mais generalistas: Cancioneiros Galantes, A Poesia Viaja de Comboio, Os Poetas e o Comércio, Poesia Militante, A Sátira à Política na Poesia Portuguesa, e Queixas contra a Inglaterra na Poesia Portuguesa.
255 páginas. 21 x 15 cm. Edição do autor, Lisboa, 1980. Bom exemplar.
Preço: 12 euros.
AS “FUNÇÕES” PATRIÓTICAS DO ABADE DE LOBRIGOS
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Autografado com dedicatória do autor ao poeta minhoto João Marcos. Separata de Estudos Regionais, vol. 18. 12 páginas. 23 x 17 cm. Viana do Castelo: Centro de Estudos Regionais, 1997.
Preço: 15 euros.
UM PASSEIO CULTURAL NA POESIA DE ANTÓNIO FERREIRA
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Palestra proferida em 2 de Março de 1996 na Sede da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Ilustrado com fotografias. 32 páginas. 23 x 16 cm. Lisboa: Casa do Concelho de Ponte de Lima, 1996.
Preço: 10 euros.
VIANA NA POESIA DE MARIA MANUELA COUTO VIANA
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Autografado com dedicatória do autor ao poeta minhoto João Marcos. Retrato da poetisa por Carlos Carneiro. Separata de Estudos Regionais, vol. 21. 16 páginas. 23 x 17 cm. Viana do Castelo: Centro de Estudos Regionais, 2000.
Preço: 15 euros.
GUIMARÃES — Guia de Turismo — 1955
[06Ago22]

GUIMARÃES
GUIA DE TURISMO
ALFREDO GUIMARÃES
Detalhado guia de Guimarães, publicado por altura do centenário da elevação a cidade. Ilustrado com inúmeras fotografias e desenhos, vegetais e desdobráveis. Gravuras de Marques de Abreu. Colaboração fotográfica de Américo Teixeira Lopes, Amílcar Lopes, Armando Teixeira de Faria, Domingos Alves Machado e Marques Abreu, Foto-Cine e Fotografia Alvão.
2ª edição (5º milhar). Brochado. 206,(5) páginas. 18,5 cm x 12,5 (x 2,8) cm. Impresso em papel couché. Capa e guardas com pequenas manchas. Miolo limpo. Guimarães: Câmara Municipal de Guimarães, 1953.
Preço: 35 euros.
HISTORIA DE UM FOGO-MORTO
(Subsidios para uma História Nacional)
1258-1848
Vianna do Castello
(Fastos politicos e militares).
JOSÉ CALDAS
Com lxxviii,563 pags, e 19 x 12 cm. Brochado. Ilustrado com uma planta da antiga vila de Viana. Exemplar manuseado. Capa manchada e lombada cansada, com pequenas falhas de papel. A globalidade do miolo apresenta-se limpo e intonso. Porto: Livraria Chardron de Lello & Irmão, editores, 1904.
Preço: 22 euros.

REGRESSO AO CORAÇÃO
J. M. PINTO DE ALMEIDA
Alocução proferida, em 6 de Fevereiro de 1955, na sessão solene comemorativa do 86.º aniversário da fundação da Associação Artística Vimaranense.
Edição tipograficamente cuidada, em papel superior. 23 páginas (por abrir). 31 x 22,5 cm. Capa com pequenas manchas. Miolo limpo. Bom estado geral. Guimarães: Associação Artística Vimaranense, 1955.
Preço: 15 euros.
SANTOS ROCHA — Materiais para a História da Figueira nos séculos XVII e XVIII — (2.ª edição)
[06Ago22]

MATERIAIS PARA A HSTÓRIA DA FIGUEIRA
NOS SÉCULOS XVII E XVIII
HISTÓRIA, TOPOGRAPHIA E ETHNOGRAPHIA
ANTÓNIO DOS SANTOS ROCHA
2.ª edição, em comemoração do primeiro centenário do nascimento de António dos Santos Rocha. Prefácio de Joaquim de Carvalho. Ilustrado com a reprodução desdobrável de um mapa da Figueira da Foz nos fins do século XVII e princípios do século XVIII.
Brochado. (12),266,(2) páginas, por abrir. 25 x 17 cm. Bom estado. Figueira da Foz: Câmara Municipal, 1954.
Preço: 27 euros.

OS PRIMEIROS SENHORES DE ÁGUEDA
DA EMÍNIO AO CASAL DE LAUSATO
DENIZ DE RAMOS
Exemplar com dedicatória do autor na página de ante-rosto.
Brochado. Ilustrado. 60,(4) páginas. 21 x 14 cm. Bom estado geral. Colecção Textos Históricos, I. Águeda: Edições Municipais Lugar da Memória / Câmara Municipal de Águeda, 1985.
Preço: 18 euros.

SENHORA NOSSA, SENHORA MINHA
VILA DE REI E SUAS REDONDEZAS
NA HISTÓRIA E NA DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA
JOSÉ MARIA FÉLIX
Brochado. Ilustrado com 43 imagens, no texto, e 4 hors-texte couché. 426,[4],6 páginas. 19 x 12,5 cm. Capa manuseada, com manchas e pequenos vincos. Miolo limpo. Volume sólido. Vila Nova de Famalicão: Grandes Oficinas Gráficas “Minerva”, de Gaspar Pinto de Sousa, Suc., Lda., 1948
Preço: 17 euros.
O CONCELHO DE PENAMACÔR
na História, na Tradição e na Lenda
JOSÉ MANUEL LANDEIRO
Com capítulos sobre o concelho e a vila, antigas paróquias e igrejas, procissões, roda e cemitérios, a guarnição militar, médicos e farmacêuticos, magistrados e empregados públicos, famílias nobres e homens ilustres, filhos adoptivos, a imprensa, associações, povoações e fortalezas antigas, freguesias e ermidas, terminando com algumas das mais emblemáticas lendas religiosas da região: as pragas de gafanhotos, a patinha da burrinha de Nossa Senhora, o milagre do cativo cristão, etc.
Prefácio de Jaime Lopes Dias. Desenhos de Júlio Fidalgo de Oliveira. xvi, 257 páginas. 24,5 x 17 cm. Ilustrado (fotografia, desenho), no texto e extra-texto. Primeira edição (republicado em 1982, 1988 e 1995). Capa com manchas. Miolo limpo. Um exemplar interessante. Vila Nova de Famalicão: Grandes Ateliers Gráficos Minerva, 1938.
Preço: 35 euros.
A TRILOGIA MONUMENTAL DE
ALCOBAÇA, BATALHA, THOMAR E
O CAMINHO DE FERRO
VIEIRA GUIMARÃES
Conferência realizada na Sociedade de Propaganda de Portugal, no dia 17 de Junho de 1912. Opúsculo ilustrado com 11 fotografias e um mapa. 31,(1) páginas. 22,7 x 16 cm. Bom estado geral, pese embora assinatura de posse no rosto, a lápis azul, e um mínimo defeito na capa, na margem interior, visível na fotografia. Lisboa: Imprensa Libânio da Silva, 1912.
Preço: 15 euros.

TABELLAS DOS PRODUCTOS DAS TANGENTES PELAS DISTÂNCIAS PARA USO DOS QUE SE SERVEM DO ECLIMETRO NA ELABORAÇÃO DOS ANTE-PROJECTOS DE ESTRADAS E CAMINHOS DE FERRO E DE QUALQUER PLANTA COTADA
Encadernação de amador (capa protectora). Bom estado geral, capa com pequenas imperfeições. Dedicatória manuscrita; autor anónimo. Conteúdo maioritariamente composto por tabelas, salvo a página introdutória. 72 páginas. 17,5 x 12,4 cm. Lisboa: Imprensa Nacional, 1877.
Preço: 12 euros.

ALBUM DE ESTATISTICA GRAPHICA DOS
CAMINHOS DE FERRO DO ULTRAMAR
1903
Com mapas in-folio do caminho de ferro de Mormugão, dos caminhos de ferro do sul da Índia, do caminho de ferro de Lourenço Marques, e do caminho de ferro de Luanda a Ambaca, cada um deles complementado com diversos mapas estatísticos e gráficos (mercadorias, movimentos, receitas, etc.). Termina com um mapa desdobrável dos caminhos de ferro do sul de África (63,7 x 57,3 cm).
Álbum (37,5 x 26,5 cm) em cartonagem editorial com lombada em tela verde. Com (2),xi,(57),[1] páginas. Capa manchada. Miolo no geral limpo, com ocasionais picos de acidez marginais. Papel superior. Pequeno carimbo azul de oferta do Ministério da Marinha no rosto. No geral, um exemplar interessante.
Edição da 3.ª Repartição da Direcção Geral do Ultramar, do Ministério do Mar e da Marinha, Lisboa, na Typographia da «A Editora», 1905.
Preço: 70 euros.

O COMBOIO DO TEMPO
CARLOS FRIAS DE CARVALHO
Homenagem ao Ferroviário nos 125 do Caminho de Ferro em Portugal.
Assinado pelo autor com dedicatória. Introdução de António Luís Moita. Capa e ilustrações de Feliciano Carvalho. 73+(7) páginas. 21 x 14,2 cm. Bom estado. Lisboa: [s.e.], 1982.
Preço: 17 euros.
A «nova» Bertrand
[31Dez09]
Há quase 100 anos, a Bertrand mudava de dono e de prateleiras. Foi (salvo erro) na Ilustração Portugueza n.º 312, de 12 de Fevereiro de 1912, que o facto mereceu destaque, com fotografias de Benoliel e as seguintes legendas:
A nova instalação da Livraria Bertrand – A mais antiga livraria de Lisboa, a Bertrand, onde o marquez de Pombal instalára o velho livreiro francez, acaba de passar por uma grande transformação, sendo hoje propriedade da firma Aillaud, Bastos & Alves, os conhecidos editores de Paris, Lisboa e Rio de Janeiro.

A nova e artística instalação da antiga livraria Bertrand, em que actualmente estão associadas as poderosas casas editoras do Rio de Janeiro e de Paris, Aillaud e Francisco Alves, que projectam promover em grande escala a infusão das duas grandes literaturas portugueza e brazileira nos mercados de livros de Portugal e do Brazil.

Assim de repente, lembram-me as estantes centrais da grande Barateira (à Trindade), a escola de muitos dos actuais alfarrabistas de Lisboa.
livro-postal
[10Jun09]
rua do Crucifixo, mil oitocentos e tal
[26Jan09]
De uma occasião, cavaqueando o Innocencio e o Meréllo, na loja do livreiro Rodrigues, da rua do Crucifixo, farejaram um livro de valia; cuidando, qualquer dos dois, que, o outro, não houvesse dado por elle.
Principiaram então, como que ao desafio, em espertezas, procurando mutuamente afastar o competidor do logar da maravilha.
Já um chamava o outro para a porta, e lhe narrava não sei que historia em grandes ares de confidencia; — já o outro consultava o relogio e lhe dizia a hora, adiantando-a, ao passo que lhe perguntava qual fosse a sua hora de jantar… Nem o Meréllo nem o Innocencio arredavam um passo da baiuca do livreiro, recinto encantado da ambicionada joia.
N’isto, não se atrevendo um nem o outro a desampararem a caça, nem, tão pouco, a separarem-se, sairam juntos.
Innocencio, morava n’esse tempo, ao Rato, na rua de S. Filippe Nery; o Meréllo, como que deleitando-se com a sua conversação, foi indo até lá.
Uma vez chegados, disse-lhe o auctor do Diccionario Bibliographico:
— Você onde vae?
O Meréllo, titubiando, denunciou, porventura, na sua hesitação, o designio que guardava em seu animo? Chi lo sá?!
Respondeu conforme poude:
— Eu agora… estou capaz de ir… tenho por força de ir agora…
— Para cima?
— Não; ali, para aquele lado…
Innocencio fixava-o no branco dos olhos.
— A Santa Isabel!!! acrescentou Meréllo, que, com o ganhar tempo, cobrára animo, e revigorára o seu espirito. Vou a Santa Isabel, e, adeus, que não me posso demorar!!!
— Então, adeus! disse-lhe o Innocencio. E obrigado pela companhia.
Meréllo, em passinho de pulgam cortou para a direita, pelo largo do Rato fóra, e sumiu-se detraz da esquina.
Dois olhos, porém, o acompanhavam, vigiando-o, sem fallarmos nos da providencia, que, talvez, n’aquella hora, o não seguissem com tanto disvélo…
Eram os olhos do Innocencio, que, logo depois de fechar a porta da rua, de novo a abrira, de mansinho, encostando-a habilmente, de maneira que podesse vêr sem ser visto.
Espreitando o Meréllo no rapido ápice de dobrar a esquina, ahi foi logo, de corrida, de voada, o Innocencio, encostar-se, meio escondido, na diligencia de observar, se, effectivamente, o Meréllo seguia pela rua do Sól, a fim de cortar depois á esquerda para Santa Isabel.
Mas, — oh! confirmação de suspeita! — o Meréllo virou pela rua de S. Bento, e, d’este modo, revelou a engenhosa estrategia com que estivera a ponto de levar de vencida o seu competidor.
Innocencio Francisco da Silva não pensou uma, não pensou duas, nem tres vezes, e, voltando a metter-se na rua da Escóla Polytechnica, desceu pressuroso, aos encontrões a quem ia e vinha; elle, para o passeio; elle, para o meio da rua; zás, pás; de salto, pulo, e gangão; respirando apenas; apertando o figado, abalado pela furia da correria; até quem catrapuz, cahia de chofre na loja do livreiro, onde, em caso immediato, se embrulhava com um vulto, que, tambem de repellão e de tombo subito, penetrava ali…
Era o Meréllo!
O Meréllo, que, suspeitoso e inquieto pelas perguntas do Innocencio, correra ao livreiro, e alcançára, pela rua de S. Bento, Calhariz e Chiado, chegar ao Pote das Almas ao mesmo tempo que o seu rival illustre, por S. Pedro de Alcantara e S. Roque: em passo vertiginoso, de bibliophilos, ambos elles; — o incomparavel passo, que fez sempre a inveja do Bargossi! o andarilho Bargossi!
Com razão se diz serem mudas as dôres supremas. No meio do reboliço que houve n’aquella loja, quando os dois alfarrabistas se atropellaram ao entrar ali, qual d’elles com maior ancia, foi o Meréllo o primeiro a conseguir deitar a mão ao livro. O Innocencio, que tinha uma tremenda lingua de palmo e meio, terror do proximo, metteu-a no bucho, e, engulindo em secco, viu o outro arrecadar o livro no bolso do peito, abotoar-se á mesm’alma, pagar o livro ao Rodrigues, e sair, ficando quêdo e mudo, como se, aquelle caso formidando, estivesse a ponto de entupir-lhe por uma vez a falla.


[reprodução integral da primeira das Mil e Uma Histórias, de Julio Cesar Machado, Lisboa: Empreza Litteraria, 1888, pp. 7-10 — para uma imagem maior ou mais legível do cartaz do Bargossi, o melhor é ir directamente à fonte]
Roberto, ou a dominação dos agiotas
[23Jan09]

epígrafe do D. Aleixo
[20Out08]

O ALFARRABISTA MANUEL DOS SANTOS, por João Paulo Freire (Mário):
Aquêle Manuel dos Santos que acompanhámos ao cemitério, merece bem duas palavras de necrologia. Êle foi o mais completo expoente do que é e do que pode ser uma vocação, porque, de ofício bem diferente, como seu irmão José, ambos se lançaram à vida de livreiros-alfarrabistas, ali em baixo ao fundo dos Paulistas, na mesma acanhada baiúca onde hoje pontifica José dos Santos.
Ali começou para os dois o comércio do livro raro e do livro usado. Do livro que já se não quere e do livro que ansiosamente se procura. Um dia o Manuel separou-se do irmão e veio para a esquina da Bica, já livreiro lançado, e uma que outra vez livreiro-editor, em assuntos camilianos. Foi o Manuel dos Santos que me editou, em 1917, A Campanha da Lápide, como cinco anos depois editava, a Alberto Pimentel, O Torturado de Seide.
Como livreiro, Manuel dos Santos foi dos mais arrojados do seu tempo. Pode afirmar-se que fêz o que se chama uma revolução no mercado do livro antigo. E sem ter fundos conhecimentos, quási sem base própria, era tal a sua vocação e a sua fôrça de vontade, que muitas vezes supria pela audácia inteligente a sua impreparação.
Deixa uma vasta obra de catalogação bibliográfica, obra importante, de admirável documentação, por cujas páginas passa o que temos de melhor na bibliografia portuguesa.
Como livreiro camilista, Manuel dos Santos, não só criou, a seis anos do centenário, o gôsto e a procura pelas raridades de Camilo, como, tornando-se o seu comentador bibliográfico, nos deixou a melhor, a mais completa e a mais interessante de tôdas as documentações que no género têmos sobre Camilo. São dois volumes e um tômo, já hoje raros, estimados e valorizados no mercado livreiro.
Na sua pequena loja, hoje muito desfalcada, havia, ainda não há muito, verdadeiras preciosidades que êle vendeu, principalmente para a Inglaterra e para o Brasil, e, pode afirmar-se que, tirando seu irmão José, tinha, como livreiro, a mais preciosa de tôdas as camilianas que eu conheço.
Activo, enérgico, trabalhador, morre na fôrça da vida, um rapaz ainda, quando precisamente os seus conhecimentos adquiridos o começavam a impôr como um valor na difícil e complicada ciência de conhecer os livros.
De bem conhecer, de bem os comprar, e de melhor os vender…
Tinha admiráveis qualidades como cidadão, e era, no meio livresco lisboeta, uma figura interessante que se impunha, pela sua lealdade, pela sua bondade, e para nós jornalistas pela amizade que a quási todos dispensava, amizade cheia de franqueza, amizade de quem percebia, por um fino espírito de subconsciência, que, jornalistas e livreiros, são duas classes afins.
Pobre Manuel dos Santos!
Ainda há meia dúzia de dias êle me dizia, brincalhão e alegre, referindo-se ao seu leilão marcado para ontem:
– Vê lá, não faltes. Olha que tens lá pechinchas!
Não faltes… Sim. Eu não faltei. Êle coitado é que não presidiu à venda dessas pechinchas.
Veio a morte [8 de Janeiro de 1922] antes de tempo e fechou-se a última folha dêste safado livro da vida que todos nós vamos agora lendo, parece que em 2.ª mão…
Que descanse em paz, o pobre Manuel dos Santos.
—————————————-
«O Alfarrabista Manuel dos Santos» in João Paulo Freire (Mário), TÔRRE DO TOMBO… Crónicas Dispersas, Lisboa: Edição do Autor, 1937.
Vértice #293 (Fev.’68)
[11Ago08]
AGOSTO É UM MÊS DIFÍCIL
agosto é um mês difícil
árido
por isso escrevo: «aqui
agosto magoa os músculos.
é um tempo de fuga
nos mapas novos do mar. por vezes
esperamos uma mulher um peixe
obceca-nos um peixe é frio e liso
respira intensamente com o barco
onde foi recolhido».
agosto é uma dor aguda
no pescoço
por isso acrescento: «o Porto sufoca
sob a caliça das paredes o homem pensa
uma viagem diferente. é tempo de ócio
de ódio
no granito do chão um desespero
mudo e ácido».
agosto sabe a bronze tem a
consistência do bronze
por isso escrevo: «aqui
abrimos a crosta do silêncio: é como
morder um limão».
ANTÓNIO MANUEL LOPES DIAS
História dum Livro
[11Jun08]
Cochofel
[15Abr08]

Caneças, 1951
[26Fev08]

montra da esquerda (1)
[28Jan08]

montra da direita (1)
[28Jan08]

o homem da direita
[10Dez07]























